Gimai Seikatsu Japonesa

Tradução: Ayko

Revisão: Enigma


Volume 4

Capítulo 6: 24 de Setembro (Quinta-Feira) - Saki Ayase

24 DE SETEMBRO (QUINTA-FEIRA) — SAKI AYASE

   “Vou passar em algum lugar depois do trabalho e só chego em casa mais tarde.”

Por que é tão difícil decidir se devo marcar a mensagem dele como lida...?

Meu coração começou a bater mais rápido no instante em que a mensagem de Asamura apareceu na tela.

Ele está com a Yomiuri...

Bastou ler as primeiras palavras para entender. Ele ia sair com ela antes de voltar para casa.

Marcar a mensagem como lida significaria, obviamente, que eu a tinha lido. E, se eu lesse, pareceria que estava dando permissão. Era por isso que eu continuava encarando a tela, com o dedo pairando no ar, debatendo se deveria ou não marcá-la como lida.

Como isso era ridículo.

Somos alunos do segundo ano do ensino médio. Que tipo de garota do ensino médio fica preocupada com cada passo do próprio irmão?

Mas, se eu marcasse a mensagem como lida, não poderia fazer um comentário sarcástico como “Você chegou tarde” quando ele voltasse, nem dar desculpas do tipo “Desculpa, não vi sua mensagem”. Isso me irritava.

   “Eu sou uma idiota.”

Agir assim também não era justo. Eu odiava esse tipo de comportamento. O ciúme faz o cérebro regredir ao nível do ensino fundamental?

Era errado me sentir assim. Eu sou a irmã dele.

Olhei para o jantar que havia colocado na mesa e suspirei.

Escolhi um cardápio que ajudaria a aliviar o cansaço dele do fim do verão.

O prato principal era curry keema, feito com carne moída, gengibre, alho, pimenta vermelha e cominho. O verdadeiro destaque era o cominho. Ele é usado como especiaria desde a época dos faraós e aparece em diversas superstições e feitiços. Cheguei até a encontrar uma história na internet sobre misturar cominho ao arroz jogado nos casamentos, para impedir que um amante mudasse de ideia. Suponho que seja como um tipo de repelente humano, para afastar pragas do casamento.

Aquecei uma tigela de curry e enfiei a colher. O cheiro forte da especiaria me fez piscar várias vezes antes mesmo de provar. Então levei uma colherada à boca.

   “Está ardendo...!”

O que eu estou fazendo?

Eu nem gosto de comida apimentada.

Estava tão forte que meus olhos começaram a lacrimejar.

Perguntei a mim mesma outra vez: o que estou fazendo?

Meu coração parecia estar sendo dilacerado.

Pensei na conversa que tive com Maaya na escola naquele dia.

   “Maaya, como você consegue ser sempre tão despreocupada? Como faz para esquecer seus problemas?”

Eu imaginava que ela também devia ter preocupações, então perguntei como conseguia não deixar isso transparecer.

A resposta dela foi extremamente direta.

   “É só agir!”

   “Agir como?”

   “De qualquer jeito. Faz alguma coisa nova!”

Ela levantou um dedo, depois outro.

   “Ou então tenta fazer algo que você sempre adiou e nunca teve coragem de começar!”

Segundo Maaya, pessoas com problemas ficam presas em um ciclo, como alguém que continua pisando no mesmo lugar sem sair do ponto.

   “Então, nessas horas, eu me forço a seguir em frente!”

Maaya é incrível. Ela sempre se mantém positiva e encara tudo de maneira construtiva.

[Ayko: Realmente, a Maaya é incrivelmente perspicaz em relação a… bom, acho que em relação a tudo]

O argumento dela era convincente. Algo novo, é?

Eu não queria continuar andando em círculos assim. Decidi seguir o conselho de Maaya e tentar sair da minha concha naquele fim de semana.

Bem... já está quase na hora de o papai chegar.

Olhei para o relógio na parede. Era melhor preparar o jantar dele.

Coloquei salada em uma tigela e reaqueci a porção de sopa e curry.

Asamura disse que chegaria tarde. Será que ele vai jantar fora hoje? Eu só tinha lido a prévia da mensagem, então não sabia o que mais ele tinha escrito.

Mesmo assim, resolvi deixar o jantar dele preparado, por precaução. Como sempre, deixaria um bilhete dizendo para pegar um ovo cozido da geladeira e colocar no curry se estivesse apimentado demais.

Depois disso, eu me trancaria no meu quarto.

Colocaria meus fones de ouvido, aumentaria o volume da música e deixaria o som preencher minha mente.

Preciso recuperar o atraso nos estudos. Ultimamente, tenho ficado para trás.

E amanhã será o dia da reunião entre pais e professores.

[Ayko: Capítulo pós capítulo, a construção de Gimai segue me impressionando, e os estudos da Ayase ainda presos no mesmo pontokkkkkkk]

 

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