Volume 1

Capítulo XIX: Quero ver do que ele é feito.

Chega o dia seguinte, um grande drone realmente havia chegado com armas e munições, seguido de outro mais leve trazendo para a surpresa de Gilmar material para acampar. Ele tinha sorte, a tecnologia estava ao seu lado e graças indústria Brasileira tinha em sua posse um kit completo para acampar, ao mesmo tempo leve e quando dobrado muito compacto junto com seu material militar (material que Gilmar optou por ser o que ele julgou como extremamente necessário) que tinha cerca de 40 kgs que bem distribuídos pelo corpo não seria muito pesado.

Antes de partir para este teste, Gilmar percebeu que era bom fazer uma checagem do que ele iria levar, então conferiu sua lista:

—Fuzil IMBEL IA4 Padrão das Forças Armadas Calibre 5.56x45

—Revólver Colt 1911 Calibre 9mm

—Faca de Combate modelo padrão para ser utilizado para sobrevivência ou acoplar como baioneta no Fuzil

—10 Carregadores com 30 munições cada para o fuzil

—10 Carregadores com 7 munições cada para o revolver

—Ração para uma semana

—Barras de Chocolate e Amendoim

—Kit de Higiene

—Barraca Dobrável com saco de dormir

—Kit básico de sobrevivência contendo acendedor de pederneira e canudo filtrador de água

—Kit de primeiros socorros

—Carregador a energia Solar

—Chuveiro portátil

—Celular para entretenimento e comunicação (apesar de eu achar que não conseguirei nem um nem outro).

—Radio comunicador (o regulamento militar exige que se tenha apesar de que não sei a quem respondo oficialmente nem quem paga o meu soldo, aliás todo este equipamento será descontado dele?)

—Tablet com vários filmes e séries favoritos na memória (para assistir antes de dormir)

—Uniforme completo com capacete e colete a prova de balas

—Sacola lavadora de roupa a atrito dobrável

—2 trocas de roupas limpas para dormir

“Será que me esqueci de algo? Hora de iniciar a missão”. Pensou um Gilmar orgulhoso pronto para cumprir a tarefa a qual foi confiado. Meticuloso como bom guerreiro, assim ele organizou suas coisas:

Os objetos pessoais ou os mais usados no pernoite ficaram nas bolsas laterais da mala tais como chuveiro portátil, tablet, o painel solar estava sempre em cima da mochila carregando as baterias, enquanto os outros objetos utilizados na marcha como comunicador, munição e primeiros socorros, ficavam todos colocados estrategicamente nos bolsos do colete balístico.

Dentro da mala a barraca de tecido fino e impermeável ia toda dobrada com as hastes de metal ficando em um canto, quando tirada da mochila era só apertar um botão que um motorzinho fazia o abrigo desdobrar utilizando ar comprimido. As trocas de roupa, o kit de higiene pessoal, os alimentos ficavam dentro de bolsas a parte dentro da mochila para não se misturar.

Uma vez seguindo seu caminho por meio de uma picada na mata quando estava suficientemente distante as duas divindades irmãs se puseram (novamente) a conversar:

—Então irmão, ele só tem de achar a relíquia?

—Como se fosse tão fácil assim irmã, tenho meus planos

—E quais seriam?

—Vejamos.... eu poderia invocar uns golens de pedra....

—Alvos móveis? Me parece muito fácil.

—Não, não, esses golens irão disparar vários projéteis de argila compactada para dar emoção.

—Parece interessante, mas corre risco de matar meu discípulo?

—Quero ver do que ele é feito...Não está preocupado em demasia com ele, irmã?

—Não é isso irmão.........

—Bom ele tem uma semana pela frente eu acho vou dar dois dias para que ele avance tranquilamente a não ser que venha alguma fera, mas se vier ele apesar da adrenalina ficará feliz, pois terá suprimento extra de carne. Eu li que um dos povos que vivem no Brazil, que são chamados de “nordestinos” sabem salgar e secar a carne que pode ser consumida muito tempo depois e continua saborosa, será que seu pupilo saberia fazer esta receita?

—Na mata fria e úmida? Não invente irmão faça tu mesmo caso ele deixe para trás uma boa rês, vá pegue e prepare para ti.

Passaram-se então os dois dias, desde que Gilmar entrou na mata, quanto tempo se passou desde a abertura do portal? É difícil saber, talvez o tempo neste mundo passe de forma diferente. De acordo com as suas contas fazia aproximadamente um mês desde que isso aconteceu e 15 dias desde que ele finalmente atravessou.

Os momentos de pausa e descanso vinham com o entardecer, neste momento Gilmar recolhia água de alguma fonte (seu plano consistia alcançar o altar marcado em um mapa rudimentar dado por Kurios a divindade da guerra sempre seguindo um córrego de água) que usava para banho, higiene e preparo de alimentos.

Para dormir aproveitando que as baterias estavam cheias, Gilmar ligava seu Tablet e colocava um longo documentário de 500 horas chamado: A Grande e Longa História do Mundo e da Humanidade para escutar.

Mas antes naquela noite, a segunda noite de sua “missão?” Ele resolveu ligar para o comunicador para tentar sintonizar alguma rádio de Forte São Jorge, no momento passava um programa que misturava games com debates políticos.

Quando o programa já caminhava para sua metade, Gilmar muito cansado já tinha adormecido, amanhã será outro dia.

Chegando o novo dia enquanto o lusitano desmontava sua barraca e se preparava para reiniciar a marcha, no templo de Kuria ela e seu irmão desfrutavam de um perfeito café da manhã e conversavam tranquilamente.

—Então irmão, é hoje que dará início ao teste do rapaz? O que fará?

—O que eu farei? Eu já fiz! (riu orgulhosamente de fato Kurios era muito mais orgulhoso que a irmã um feito em tanto) preparei uns gatilhos na mata quando ele passar perto eles ativarão e surgirão alguns golens. Para ficar ainda mais empolgante eu instruí aqueles bonecos a agirem de forma semelhante aos idiotas que lutam pelo império de Yamaris.

—Lutam pelo império? Mas de qual facção?

—De ambas!!! Não consigo identificar qual lado é mais imbecil por isso acho que o “exercício” de hoje será fácil e se ele tiver dificuldade isso significa que você deverá procurar outro discípulo ou amante ou o que quer que seja!

—Pare com isso irmão!!!

—Hahahaha, então chegou à encomenda que solicitei

—Sim.........

Voltando a mata não muito longe entre as montanhas e riachos, Gilmar estava caminhando havia duas horas. A mochila começava a pesar, o fuzil carregado e o dedo no gatilho, Gilmar sentia que naquele dia iria acontecer alguma coisa.

De repente começou um estalar tal como uma máquina enferrujada, um rangido estranho que assustou o soldado.

“O que é isso?” Pensou Gilmar e antes que pensasse na resposta apareceu entre as árvores algo que parecia serem soldados, eles vestiam túnicas esfarrapadas, elmos enferrujados armados com escudos e lanças, pareciam serem de pedra, pois tinha um tom acobreado e seus rostos pareciam de bonecos sem expressões além de serem muito ágeis.

Frente a essa cena de horror, Gilmar gritou: “Tá de Palhaçada comigo Kurios?!!!!!!!!!! Kuria era isso que você queria?!!!!!!!”

Pensar o que? Fazer o que? Se há monstros ou quer que seja só há uma solução: Abrir fogo....

Com facilidade e precisão Gilmar abateu os oponentes, apenas um ofereceu risco ao arremessar sua lança após sua cabeça de barro ter sido explodida pelo disparo do fuzil calibre 5.56x45, lança que apenas caiu do lado de Gilmar.

Hora de seguir caminhada, enquanto isso Kurios avaliava a resposta de Gilmar e dizia para sua irmã:

—Muito bom, agora vem à segunda leva

Mais 4 horas de caminhada e o português franzino parou para almoçar, ele não sabia, mas tinha acionado outro gatilho e logo teria companhia. Desta vez o desafio seria um pouquinho mais difícil em vez de falangistas os golens tomaram a forma de uma unidade de soldados que aos poucos estavam surgindo em toda a Mesogeia e naquele momento ainda eram considerados soldados de elite: Arcabuzeiros.

Tomando suas posições os bonecos aviventados alinharam suas armas e:

Splow! Splow! Splow! Bem cadenciado soou o som dos disparos e Gilmar foi atingido dolorosamente no ombro, no peito e na coxa, só sentiu a dor após se abrigar atrás de uma rocha. Nada grave felizmente hora de revidar.

Porém na hora de abrir fogo ele foi recebido por nova saraivada de tiros, que acertaram seu capacete, seu colete e seu outro ombro.

—Filha da p.............! Eu jurava ter calculado o tempo dos disparos! Pensou quase gritando Gilmar. Como aficionado pela guerra, ele sabia que um soldado treinado (os golens ele imaginava repetiriam com perfeição a habilidade daquele tipo de guerreiro) levaria em torno de um minuto entre um disparo e outro, mas aqueles golens estavam levando 20 segundos!

Sim a guerra é fogo, sangue, aço, glória, lágrimas, tristeza e por isso ela também é feita de trapaças e Kurios Doriaspida sabia disso e se utilizava disso. Resultado: os golens estavam recarregando de forma sobre humana...

Enquanto pensava, mais e mais projéteis voavam por cima de sua cabeça. “De onde vinha a pólvora e o pano para abrirem fogo? Deixa para lá” ele pensou. Havia pelo menos 10 alvos em uma posição e mais 15 em outra, nada mal para uma divindade da guerra e de seus exageros.

Gilmar então fez uma rápida checagem e lembrou que tinha consigo cinco granadas calibres 40 x 46 mm e com o lançador acoplado no seu IMBEL, fez dois disparos que transformou aquele grupo de 10 golens em uma chuva e depois uma pilha de escombros.

Atirar e se abrigar para escapar de outra saraivada. Procedimento padrão de batalha.

Enquanto isso lá no templo os deuses irmãos estavam relaxando......





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