DA – Capítulo 104 – Correndo contra o tempo(1)



Correndo como se isso fosse sua única forma de viver — E era — Mythro cavalga em Suife em velocidades que nenhum cultivador do primeiro reino jamais poderia alcançar. Para ir ainda mais rápido, até mesmo o trono e o Chomir foram guardados. Isso poderia atrasar a resposta dele a ataques, mas, lidar com a energia celeste era sua atual prioridade.

O que se precisava saber da energia celeste é que ela poderia aumentar seu cultivo a níveis colossais de uma forma muito rápida, mas, seu corpo deveria ser feito também de partes celestes daquele céu!

Mythro ficou sabendo sobre Kromo a um ano atrás de Gornn. Ele foi um ser que construiu pilares que conectavam o céu e sua essência celeste à terra, por meio de pilares com duas poderosas runas, escritas da língua ancestral.

As palavras utilizadas foram a de conexão, “Ina”, e de benção, “Amint” na língua ancestral. A energia celeste se comunicava aos pilares e ele roubava com um artefato divino, da qual ele teve a oportunidade de encontrar.

Isso o deu um poder incrível. Suas criações foram reconhecidas por seu poder e crueldade.

Monstros fortes que jamais se cansavam ou precisam usar magias de baixo consumo foi o resultado da utilização da energia celeste. Eventualmente, ele mesmo se transplantou e se tornou o senhor de um planeta! Quando ele era um rei-céu, nem mesmo imperadores podiam derrotá-lo dentro de seu planeta. Entre o nono e o décimo reino existia um vão galáctico! E foi coberto com o uso de tais magias.

Porém, eventualmente ele ofendeu o Deus senhor do quadrante, e, foi apagado, junto com o planeta.

Sua ofensa foi usurpar o poder dos céus! Antes de alcançar, no mínimo, o reino do império, usar o poder dos céus é apenas consentido pelo próprio universo se o ser cultivou uma arte que assim o permita, ou então seja uma criatura mística ou divina.

Nesse caso, por que ao usar os pilares ele não foi esmagado por tribulações de relâmpago? Porque o lugar onde os pilares foram eretos eram onde uma criatura divina tinha sido enterrada, por isso, ao usar a runa de benção na língua ancestral, ele enganou os céus, que pensavam estar abençoando uma terra onde um de seus filhos tinha sido sepultado.

Porém, Kromo buscou esse poder para ele antes de alcançar esses patamares. Por alguns, ele foi venerado. Por outros, visto como um pecador da vontade de Caenn.

Antes de morrer, ele enviou toda sua pesquisa para diversos lugares do universo por meio de portais. Algumas foram queimadas por completo pelo Senhor do quadrante, outras, foram para sempre perdidas.

E dentre todos os lugares onde isso poderia ter sido finalmente encontrado, estava bem aqui!

O pior de tudo, não era o fato de sua pesquisa ter sido encontrada por um secto maligno, e sim, o que o lobo disse antes de virar pó…

“Criança divina, você não impedirá minha ressurreição!”

Kromo estava tentando ressuscitar de alguma forma!

O tempo para segurar a energia celestial era muito pouca. Embora Mythro possuísse autoridade para tocar em energia celeste, ter autoridade e poder para manipulá-la era bem diferente!

Era como oferecer um oceano para uma formiga! A formiga conseguiria nadar sobre a vastidão, mas ainda assim seria engolida!

E a energia celeste não seria tão calma, eventualmente, ela vai lutar para voltar aos céus, e se o corpo de Mythro estiver no caminho… Que seja, ela vai rasgar por ele.

O motivo dele estar correndo para a Gruta do Paraíso era apenas um. Ele possuía um cajado especial que o ajudaria a mandar essa energia de volta para o céu!

Este cajado também trazia mais segredos. No tempo em que Mythro treinou com Gornn, as magias que ele aprendeu foram diversas, como o Comando de Sangue, que dá poder sobre o sangue de criaturas que tenham sangue de menor qualidade que a dele. Sendo uma criatura divina que porta sangue de Caenn e Lornum, quem poderia se opor a essa magia ao ser utilizada pelo pequeno NOVA? Claro que ela tinha suas limitações e requisitos.

O sangue não poderia ser de um ser ainda vivo, então deveria ser um sangue “sem dono”. E isso se limitaria ainda mais no futuro.

Depois do quarto reino, alma e corpo se fundem, então a alma escorreria pelas artérias como o próprio sangue. Então para manipular o sangue de um príncipe era necessário primeiro matar sua alma, ou então seu sangue continuaria com sua alma.

Quando um ser morre, sua alma volta a ser energia para reabastecer o céu e a terra, e, somente alguns seres tinham autoridade para infringir esta regra celestial!

E é por este efeito que Gornn decidiu ensinar essa magia para Mythro. Por causa do corpo de Ammit, ele pode devorar almas!

Mythro iria no futuro, batalhar contra exércitos sozinho, e além de armas, o que mais teria como grama em um campo de batalha? Sangue!

Outra poderosa magia foi a Ordem de Cima. Ela faz com que a vontade de seu feiticeiro seja cumprida, desde que sua cosmicidade seja maior do que a do encantado.

Outra poderosa arma foi a Magia das Górgonas.

Gornn percebeu o quanto Mythro tinha se acostumado ao usar as serpentes de energia, e decidiu tornar isso uma de suas magias principais.

Um cultivador poderia ter em sua cultivação, magias principais que auxiliam ele ao enfrentar os Desafios Celestes de Ascensão ao Dao.

Estes Desafios, eram a própria vontade do céu para testar se esta criatura, tinha ou não vontade e poder suficiente de se erguer e pisar em um novo nível de poder.

Isso aconteceria internamente no cultivador, até que o primeiro terço fosse completado, ou seja, até alcançar o quarto reino.

No segundo terço, do quinto ao oitavo reino, isso aconteceria internamente e externamente, por punições celestiais que batalhariam contra a criatura em ascensão.

E do terceiro terço, isso aconteceria, primeiro internamente, depois externamente, e, depois de ultrapassar esses dois desafios, a própria alma e as Anima Praesidii iriam lutar contra o corpo e a cultivação! E após isso, o contrário!

Por isso que um cultivador tem que ter todas suas magias principais no mesmo nível, se sua magia de Anima(alma) for mais fraca que seu corpo, você poderá passar pela provação da alma e Animas Praesidii, mas quando for a hora de usar sua magia de alma você perderá contra seu corpo!

Mythro já tinha a mais poderosa arte corporal principal. A essência de uma deusa criada pelos próprios cosmos.

Mas isso era apenas uma face, ele poderia ainda ter mais uma arte corporal principal. Ammit, era da face Caennmica do universo. Mythro era Caennmico e Lorniano! Então ele ainda poderia usar uma outra arte corporal principal, vindo direto do lado escuro da vastidão sem fim.

As magias principais tinham diferentes nomes, que as deixavam exclusivas. Infelizmente, informações quanto a elas tinham sido completamente esquecidas ou apagadas para todos no octógono. Mas isso era, claro, exceção para Gornn.

As artes principais eram divididas em três: A arte principal corporal era a Lei do Corpo. A arte principal da alma era o Louvor da Vontade, e a da cultivação era Alcance Cósmico.

Havia um ditado no universo: Se você quer desafiar as leis, terá que provar ser uma lei maior.

Isso diz que, se você quer enfrentar o que é estabelecido pelos outros, levante-se, lute, e prove ser aquele que possui a verdade que deve ser escrita e seguida, seja A LEI.

O corpo é a lei.

A alma era como sua vontade manifestada, pessoas com pouca ambição e vontade são vermes, pessoas com grandes objetivos, que não param seu Dao para lamuriar e chorar eram os verdadeiros conquistadores. Somente as almas que podem ser louvadas por sua grande vontade podem subir nas Escadas Eternas e encontrarem o Divino.

A cultivação, não precisa de muita introdução, o que conecta o corpo e a alma é a cultivação, e também o que eleva os dois é a cultivação.

Dizia-se o seguinte aos mais jovens:

Um macaco não pode subir uma árvore sem braços, e como pode uma criatura alcançar as estrelas sem antes, aprender a respirar sem ar?

Quem pode permanecer vivo sem ar? IMORTAIS! Embora fosse uma menor forma de compreensão, ainda assim era passada como uma verdade do mundo da cultivação.

A cultivação era o que fazia o ser encontrar novas alturas, era seu Alcance Cósmico!

Para proteger sua Lei, uma criatura pode ter um corpo, uma Lei de Corpo.

Para ter sua alma louvada, uma criatura pode ter um Louvor da Vontade.

Para alcançar os caminhos infinitos, uma criatura pode ter três Alcances Cósmicos.

Mythro poderia ter duas leis, um louvor, e seis alcances.

Ter duas almas jamais seria ideal. Apenas pela união das vontades ao mesmo objetivo, poderia ele ter total poder sobre sua vontade e assim alcançar seu Dao.

Gornn uma vez disse para o pequeno NOVA:

“O Dao é um caminho composto por Lei, vontade e infinito alcance!”


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli   │   CQ: Heaven



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