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Tennin: Seres Celestiais

Tennin literalmente significa “Seres celestiais” ou “Povo do Céu” e, são considerados servos dos deuses. Eles se originaram na Índia, mas a sua crença se espalhou por grande parte da Ásia, sendo incorporada em algumas religiões, inclusive no budismo japonês.

O Tennin se divide em várias classes: os “tenshi” (anjos), “ten no tsukai” (mensageiros celestes) e as “tennyos” (Donzelas celestiais). Esses seres espirituais encontrados na cultura japonesa, são semelhantes aos ocidentais anjos, ninfas ou fadas.

Tennin: Origens

Essas belas criaturas aladas foram importadas do budismo chinês, que foi influenciado pelos conceitos de seres celestes encontrados no taoismo e no budismo indiano. Tennins são mencionados em sutras budistas, e suas descrições formam a base para representações na arte japonesa, em pinturas, esculturas e peças de teatro.

Originalmente os Tennins são considerados servos dos “Devas” (deuses em sânscrito na cultura hindu). Habitam o céu budista como companheiros de Buda e Bodisatvas (seres iluminados), porém, algumas lendas retratam os tennins como criaturas solitárias que vivem em picos de montanhas. Muitos peregrinos já escalaram altas montanhas na tentativa de encontrar esses seres sagrados.

Tennins são criaturas mais poderosas e com maior longevidade do que os humanos e demais seres celestiais, como os Yaksha (classe de espíritos da natureza responsáveis pela manutenção das raízes das árvores e dos tesouros naturais escondidos na terra).

As tennyos (donzelas celestiais) são retratadas como belas mulheres trajando coloridos kimonos perfeitamente ornamentados com requintadas jóias e cachecóis esvoaçantes em torno de seus corpos. Geralmente carregam flores de lótus simbolizando a pureza espiritual ou instrumentos musicais, como biwa (instrumento de cordas japonês) e a flauta. Todos os Tennins são capazes de voar, no caso das Tennyo, muitas lendas contam que essa capacidade se deve às suas vestimentas, elas não podem voar sem seus kimonos chamados de “hagoromo” (vestido feito de penas).

Muitas lendas sobre seres celestiais permanecem até hoje. A mais conhecida é Kaguya Hime “A Princesa da Lua” data do Século X, é considerada a mais antiga narrativa japonesa existente. O antigo conto, narra a história de um velho cortador de bambus, que um dia encontra uma pequenina menina dentro de um broto, sem saber que ela era na verdade uma princesa da Lua. Kaguya Hime crescia muito rápido e a cada dia parecia mais bonita. Ninguém poderia acreditar que uma pessoa tão bonita pertencesse a este mundo. A menina tinha uma pureza de traços sem igual no mundo inteiro, e sua presença iluminava a casa com uma luz intensa que não deixava nem um canto na penumbra. No entanto, Kaguya vestindo um Hagoromo (manto de penas) retorna para a lua.

Com informações do Caçador de Lendas.