A Voz das Estrelas Brasileira

Autor(a): Altair Vesta


Volume 3 – Parte 3

Capítulo 90: Filhos das Estrelas

Defronte o Rei Celestial, disposto em seu trono de direito, os jovens semelhantes e dissemelhantes abriram os olhos.

Embora fosse somente um espectador daquela cena, Norman pôde experimentar as auras congelantes irradiadas da dupla de olhares semicerrados.

No entanto, era possível discernir as influências invisíveis a predominarem seus arredores. Uma delas, no caso, era responsável por proliferar um teor caloroso singelo, diferente do outro, frígido em pura essência.

Logo entendeu a identidade da dupla: a alva era Layla, criança, enquanto o enegrecido era aquele que tinha em busca o trono para si.

De todas as sensações, o espanto predominou a faceta boquiaberta, à medida que as sobrancelhas se erguiam ao limite da testa.

Em paralelo a sua posição, Stella ofereceu uma encarada de soslaio e prendeu a inevitável risada.

Ainda que bastante tempo tivesse passado — tanto naquele mundo quanto no exterior —, não conseguia mudar sua personalidade.

Vê-lo admirado daquela maneira ainda a trazia divertimento.

Nenhuma palavra foi trocada pela dupla durante aqueles longos segundos.

O Marcado de Altair não tinha capacidade para desprender a atenção de seu único olho daqueles globos noturnos.

Fosse no passado, em seus sonhos ou numa realidade completamente à parte... aquilo ainda o hipnotizava.

Sejam bem-vindos... minhas primeiras criações — retumbou a voz da entidade resfolegada no assento etéreo.

E então, a atenção da dupla viajante alternou-se a ele, em sua predominante essência.

Não podiam ver sua face, coberta por uma penumbra estranha, fruto da grande nuvem molecular de elevada densidade na altura em questão.

Apesar disso, compartilhavam uma certeza difícil de ser negada; ele estava sorrindo.

As pequenas criações deram a volta e o encararam, sem desfazer a faceta soturna que transmitia calafrios ao próprio progenitor.

Permaneceram assim, um de olho no outro, sem executarem quaisquer deslocamentos ou proferirem alguma palavra a mais.

— Este é o começo dos tempos — mussitou a loira, levemente risonha diante do âmbito recuperado por sua essência. — Como pode ver, aquele que tenta os derrotar na corrida contra a entropia também é um descendente do Rei Celestial. Assim como a Princesa, o Príncipe foi o primeiro ser originado de nosso criador. Assim, ambos deveriam compartilhar a herança de seu trono.

O cacheado a fitou de lado por um breve instante.

Ele já imaginava o significado daquela memória, contudo, ter a confirmação da própria foi de bom grado. Ver Layla daquele tamanho ainda era impressionante.

Mas isso não lhe impediu de projetar um tênue sorriso de canto, deslumbrado com a excelência emanada por ela.

— Ela parecia... tão pura... — O garoto deixou o pensamento escapar em forma de palavras sussurradas, o que puxou a atenção de sua acompanhante. — Nunca imaginei que veria a Layla assim.

— Todos os seres, inclusive nós, possuem um ponto de partida, não acha? — Stella estalou os dedos da mão dominante de novo. O âmbito permaneceu idêntico ao anterior, mas a cena foi alterada. — Vocês, humanos, nasceram de algo maior do que sempre imaginariam...

À frente dos dois, surgiram explosões contínuas em diversas regiões do Cosmos; fosse próximo deles, longe deles, em todas as vertentes possíveis.

E no centro daquilo tudo — ou o que podia ser considerado como centro de onde estavam — Rei, Príncipe e Princesa observavam o espetáculo intergaláctico sem esboçarem qualquer reação.

O tempo avançou numa escala diferenciada, onde cada brilho proveniente das manifestações distintas ganhava um ponto luminoso.

E nenhum dos três se movia; a entidade superior sempre repousada no trono negro, enquanto suas criações encaravam as imediações de escuridão serem iluminadas aos poucos.

Os pequenos lábios da alva, aos poucos, se afastaram, ainda que o semblante não tivesse mudado até então.

O misto de fascínio e solidão dominou seus olhos azul-escuros, vez ou outro cintilantes em virtude do nascimento daqueles novos corpos celestes.

De certo modo, Norman sentia-se comovido ao encarar a expressão predominante daquela menina-estelar. Havia passado por um tempo assim; sozinho.

Apesar de não chegar aos pés da experiência dela, alongada em uma escala temporal tão colossal quanto, podia compadecer do sofrimento enternecido no âmago.

Ela mal conseguia esconder o fulminante desejo de sair daquele lugar e descobrir o mundo gigantesco que concebia seu quintal.

Chegou a cerrar os punhos delicados com força às vezes. As sobrancelhas também estremeciam, mas logo recobravam a compostura.

Não devia demonstrar aquelas reações a seu pai, ainda que estivesse de costas à disposição dele.

Tudo que vinha da jovem estrela podia ser identificado por ele, em absoluta instância.

Restava a ela permanecer ali, até que seu destino fosse alcançado; substituir o Rei Celestial no trono, passadas centenas de milhares de anos cósmicos.

Fadada a isso até que a vida alcançasse estágios inimagináveis de criação e evolução, resolveu deixar de lado aquela vontade que queimava em seu peito, aos poucos.

— Oh, acho que chegou o momento, sim?

Às palavras de Stella, o garoto lhe delegou uma singela olhadela antes de ser surpreendido pela primeira grande intervenção naquela memória.

— Ué... — Notou algo. — Cadê o Príncipe?

— Ele se corrompeu... e foi selado pelo Rei Celestial. — À resposta seca da loira, o garoto a encarou aturdido. — Deve ser... Não, certamente é por causa disso que ele deve ter reunido tanto rancor. Mas, podemos discutir isso depois. Olha...

Olha só! — Outra voz atravessou os comentários de Stella, trazendo a atenção de Norman de volta ao cenário. — Eu disse que encontraríamos algo interessante aqui, não foi!?

A menina, também de cabelo loiro um pouco ondulado, exclamou sorridente.

Foi sorte... — resmungou o rapaz ao lado, seu espetado cabelo de coloração acinzentada caía até o início do pescoço. — Mas admito que me venceu no argumento. Agora, a questão é... como enfrentar aquela pessoa?

Ao erguer seus olhos, também azul-escuros como os da companheira em paralelo, encontrou as vistas esgazeadas da menina alva nas adjacências do grande trono.

Ela de certo os observava, portanto, tamanha incredulidade tomou seu semblante sempre circunspecto.

A entidade suprema, de costas, também sentia a presença das duas outras estrelas, que viajaram por tanto tempo até os alcançar naquele ponto.

A exemplo da Princesa, ambas já se apresentavam bastante crescidas, numa estatura idêntica à da primeira criação.

Não precisamos enfrentar, bobo! Só vamos ir até lá e falar com ela, sim!?

O jovem desbotado não levou muita fé naquela decisão, porém foi inapto a impedir o avanço da loira — que ainda o puxou pelo braço, através de saltos eufóricos no vácuo cósmico.

A cada deslocamento de aproximação, que à visão deles demoravam singelos segundos, a alva se retraía.

Era a primeira vez que encontrava semelhantes naquela vasta ambiguidade.

Queria muito se esconder, mas sustentou a disposição que lhe concernia, enquanto a dupla ergueu as sobrancelhas, admirados perante a coroa de densas nuvens sobre a cabeça.

A radiante até abriu a boca, tamanho o fascínio que tomava conta de seu estado emocional.

Chegou a liberar tênues doses de energia calorosa, obtendo assim o segundo contato com a Princesa.

O encontro entre as influências estelares estabeleceu um cerco dominante na região; elas estavam à flor da juventude ainda.

Quando enfim cobriram a longa distância...

Então você é a famosa Princesa! — A loira comentou, animada em encará-la daquela posição. — E você... é aquele que criou isso tudo!?

Encarou, na sequência, o dorso do assento onde a entidade suprema residia.

Ele não a respondeu verbalmente, apenas manteve a taciturnidade ao passo que contemplava o show de luzes, ainda em atividade por todo aquele universo.

Quem...? — Enfim a voz da estrela nívea ecoou, através do fluxo de energia que envolvia aquele ponto específico do vácuo. — Quem são vocês?

A voz dela era linda, assim pensou a jovem radiante — assim como sua versão futura e o rapaz que expectavam o momento.

Na formação de um sorriso afável, a semelhante daquela época respondeu:

Sou como você! Pode me chamar de Dourada! Esse aqui você pode chamar de Chato! — Apontou o acompanhante com a palma canhota.

A chata aqui é você — rebateu, não muito contente; ela, ainda assim, não desfez a feição animada e aproximou-se da primeira.

Viajamos por bastante tempo até chegarmos aqui, Princesa! Queríamos desvendar nossa vizinhança, sabe!? No meio do caminho, sentimos a energia esplendorosa de vocês e viemos procurar! — Executou alguns giros consecutivos, fazendo os fios ondulados do cabelo dançarem no compasso. — Sempre ouvimos falar de vocês!

Mas falta um — disse o Chato, mas recebeu um soco na nuca que o fez quase se engasgar.

É uma honra poder conhecê-los, né!? — E a Dourada recalculou a rota, fazendo uma mesura risonha.

Maldita, desgraçada!... — O acinzentado bufou, não muito confortável.

Então vocês são remanescentes provectos. — Por fim, a voz retumbante do Rei Celestial lhes cercou. — Estive a espera de ambos.

Nenhum deles ousou dizer algo durante o primeiro intervalo temporal, que pareceu ser a eternidade que, de fato, era.

Enquanto a alva continuava a acuar-se numa casca invisível, a Dourada e o Chato trocaram olhares dúbios.

A respectiva queria muito dizer algo, mas era pressionada pela feição sisuda do outro a manter a quietude e deixar de lado a abelhudice.

Não era como se a loira estivesse cem por cento corajosa a ponto de dizer algo que, em quaisquer instâncias, poderia decretar o fim deles.

Enquanto sentia isso, prendeu a energia espalhada ao redor do corpo e tomou outro período arrastado até encontrar um equilíbrio.

Com certo receio, desprezou o alerta silente do companheiro e dirigiu o questionamento ao Rei:

Por que nos esperava!? — Levantou a mão ao entoar, fazendo o estelar em paralelo levar uma das palmas à face.

Norman chegou a encarar a do presente em seu lado, tomada por um sorriso torto ciente da própria indiscrição que vinha desde cedo.

No entanto...

Não expectava a vocês exatamente, mas foram os únicos que chegaram até este âmago após sua Criação. — Moveu o braço destro, o suficiente para causar novos impactos luminosos por toda a extensão indicada. Aquilo assustou o trio de jovens, mas ele deu de ombros: — Quero que a levem para conhecer este meio cósmico. Como futura Rainha, deve conhecer todos os processos que permeiam a vida e a morte, assim como suas transformações.

Às palavras do progenitor, a alva arregalou as vistas e, pela primeira vez após muito tempo, corrupiou-se a encará-lo em sua imponência.

Os globos noturnos brilharam, à medida que os lábios pálidos se afastavam aos poucos.

Então vamos ser os protetores dela, é!? — A Dourada arqueou uma das sobrancelhas; ao mesmo tempo que achava aquele dever interessante, tinha consigo certas interrogações. — Se algo de errado ocorrer, então, a culpa seria nossa?

Desde que não interfiram diretamente em algum desses possíveis erros que citas... creio que não há problemas. — Ele pareceu encará-los por cima do ombro; talvez tivesse sido somente impressão. — Minha sucessora descobrirá novos sentidos durante esta jornada. A partir do momento que tiver o livre arbítrio para tomar as próprias decisões, ainda que sob sua tutela... a culpa será exclusivamente dela.

A continuação da resposta serviu como um aviso direto à nívea, que engoliu em seco e experimentou um estranho amargor tomar sua boca.

Apesar do medo em fazer algo que fosse considerado errôneo ao Rei, queria muito ser livre para descobrir seu quintal.

Sonhou com essa possibilidade sabe-se lá quantas vezes desde o despertar. E enfim a hora parecia ter chegado.

Precisou, ainda, enfrentar a indecisão da dupla visitante, mas a radiante aparentava ter tanta vontade quanto.

E isso ficou claro no instante que ela esticou o braço e lhe agarrou na altura do punho, a puxando da zona de conforto na qual viveu durante toda sua vida.

Então vamos lá, Princesa! — exclamou contente, enfim conectada à estrela nívea. — A gente vai te mostrar tudo que quiser, certo!?

Incapaz de dizer algo, a pequena estelar deixou ser levada por sua semelhante.

O rapaz ao lado também ficou quieto, ciente de que não teria outra escolha senão acompanhá-las naquela longínqua jornada.

O Rei tampouco virou-se em prol de observá-los abrir distância, diferente dos observadores que não faziam parte daquele tempo.

— Então foi assim que se conheceram... — Norman estreitou as vistas, conforme o trio ficava cada vez mais longe.

— É o que acabou de ver. Gostou!? — Stella, a Dourada, o encarou de soslaio, mas não obteve respostas. — Devo dizer que bateu uma profunda nostalgia agora, sim!? Nossa... E pensar que naquela época a Princesa era tão fofa e inexperiente, né? Eu diria até inocente!

— Então era isso que queria me mostrar? Me provar que vocês sempre tiveram vida, mesmo sendo estrelas? — Encarou-a dessa vez, sem tanta afabilidade no olhar.

— Eu diria que essa foi uma boa abertura. Como falei, te mostraria tudo do princípio, né!? — A radiante voltou a caminhar no vazio, sendo acompanhada pelo rapaz. — Creio que eu nem precise te mostrar tudo que aconteceu após isto, senão ficaríamos uma eternidade aqui. E não estou brincando, entende? Mas é ótimo que saiba a origem de tudo!

— Sim, claro...

— De todo modo, viajamos por diversos locais do universo com a Princesa. Ensinamos a ela metade de tudo que sabe até hoje. — Sem precisar estalar os dedos diversas vezes, compenetrou-se a mostrar eventos chave de sua jornada conforme avançava pelo trajeto invisível. — Ela pôde conhecer novos lugares e novos semelhantes. Seu fardo como a sucessora escolhida pelo Rei Celestial foi espalhado para que todos pudessem venerá-la no meio cósmico.

O tom de voz da Marcada de Canopus ganhou em seriedade, a ponto de fazer o cacheado franzir o cenho.

— Enquanto o outro foi esquecido — murmurou para si, tirando um suspiro dela.

Norman encarou a sequência de novas cenas, das quais Layla avançava com seus tutores e visitava diversos sistemas estelares em formação.

Também aprendia sobre sistemas consolidados e, vez ou outra, contemplava o fim prematuro de uma ou mais estrelas.

Aquilo, de alguma forma, a deixava triste. Mas, no fim, seguia em frente no objetivo de se aprofundar onde fosse possível nas bases daquele universo.

Com o tempo desvendou diferenciados corpos celestes, fascinada com a vastidão de possibilidades que aquele âmbito obscuro oferecia.

Com o tempo, passou a crescer um pouco mais, tanto mental quanto fisicamente.

O cabelo branco alcançava o início das costas e sua estatura já se revelava como sendo a de uma adolescente, a caminho da fase adulta.

Com a Dourada e o Chato, ocorria o mesmo.

Os três evoluíam em passadas específicas, embora semelhantes. Situavam-se próximos de esbanjar o auge de suas influências energéticas por todo o Cosmos.

“Eu nunca te vi sorrir dessa maneira”, pensou o Marcado de Altair, pela primeira vez defronte a um sorriso genuíno da estrela nívea.

Sentiu um indescritível aperto no peito.

O que teria arrancado aquele habitual semblante dela desde então? Confuso, imaginou a sequência daquele cenário, onde a resposta deveria ser encontrada.

À sua frente a jovem loira, de cabelo tão grande a fazer volume até após seus pés, enfim findou as passadas curtas no vácuo.

Norman parou logo ao lado dela e, sem delongas, reconheceu o ambiente da vez.

Era tão claro como o dia, visto que era capaz de enxergar aquela configuração nos mais variados livros de geografia do ensino fundamental.

Oh, olhem isso... — A Princesa apontou na mesma direção, também em paralelo aos observadores. — Outro sistema estelar.

É verdade! Esse aqui tem bastantes esferas rochosas e outras gasosas... também não são como nós, né? — A Dourada ficou animada ao observar os planetas girando ao redor da estrela branca. — Devem ter outros sistemas mais interessantes por perto, não acham?

Esse foi o maior que encontramos em tanto tempo. — O Chato encarou a companheira, que coçou a parte traseira da cabeça com uma risada. — O que houve, Prince...?

Ele interrompeu o próprio questionamento ao encarar a faceta assustada da alva, que tinha olhos arregalados e boca levemente aberta.

Um brilho efêmero tomava conta dos órgãos oculares, vidrados em uma das esferas rochosas em questão.

— É agora — disse Stella, a do presente. A atenção do garoto voltou-se a sua faceta. — A parte principal vem agora, certo?...

Norman não a interrogou, pois conseguia entender um pouco do significado entoado em tais palavras de teor misterioso.

Sem que pudesse esperar, viu a Princesa debandar do grupo formado, em direção à esfera rochosa.

A Dourada e o Chato tentaram chamá-la, mas a sucessora do Rei seguiu em disparada.

Têm seres vivos... diferentes aqui — mussitou para si, abrindo um sorriso recheado de ansiedade na face pálida. Ela estava mais viva do que nunca. — Eu quero conhecê-los!

Sem deixar rastros, a jovem estrela desceu na direção do planeta que possuía coloração predominantemente cerúlea.

O Marcado de Altair enfim compreendeu, sem sombra de dúvidas, a razão de a loira ter feito uma breve introdução naquele âmbito de outrora.

— Por fim, poderemos dar início à verdadeira história de como isto tudo começou. O dia em que a Princesa nos deixou e desceu a este planeta — cochichou Stella, sem um traço de divertimento no semblante ou na voz. — Essa é a história de quando a Princesa recebeu o maior dos fardos, determinou seu último desejo... e deu origem à maldição, há dez mil anos.

E assim, o último conto se iniciou...

Quando a entidade cósmica tocou a Terra.

Opa, tudo bem? Muito obrigado por ler mais um capítulo de A Voz das Estrelas, espero que ainda esteja curtindo a leitura e a história! 

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