WCC – Capítulo 96 – Sugestão do Deus Maligno



Os prisioneiros foram levados para fora de suas celas e andaram até a sala de interrogatório. Quando eles estavam apenas aprisionados, eles estavam agindo como se eles fossem inocentes, e clamaram não ter tido nada a ver com a tentativa de assassinato. Contudo, eles vieram à perceber a situação deles depois de todos os interrogatórios e se tornaram maios cooperativos. Eles foram ditos que este dia marcaria o interrogatório final em que seus testemunhos seriam concluídos.

“Como se tornou nisto…” (Tico)

“Nós fomos tão estúpidos…” (Teco)

Os dois estavam falando como se eles tivessem cometido o maior dos pecados. A investigadora chefe estava prestes à abrir a porta levando para fora da sala de interrogatório, mas um barulho atrás da porta subitamente pegou a atenção deles.

“Pare! Aquelas pessoas ainda estão sendo questionadas… ai!” (Mario) (NT: Traduzir ‘ouch’ para ‘ai’ parece tirar um pouco o drama, mas é a vida… tenho que começar a traduzir “melhor”)

“Pare! Você não pode ir adiante! Cesse imediatamente–” (Wario)

A investigadora estava acostumado em ouvir gritos assim das torturas similares nas celas próximas, então ela abriu a porta sem hesitação. Quando os prisioneiros viram a pessoa do outro lado da porta, os rostos deles congelaram. Um homem de cabelo bem preto pisou para dentro da sala. Era o Herói Invulnerável, o Capitão da Corps do Deus da Escuridão que havia sobrevivido uma lança de gelo sem um arranhão.

“…?!” (Tico)

“Ele vai nos matar!” (Teco)

Os dois prisioneiros se prepararam para seus fins quando o capitão tocou o braço da jovem oficial de interrogatório, e perguntou se ela seria tão gentil à entregar a investigação para ele.

“Por favor esperem um pouco! Eu com certeza conseguirei a informação desses dois!” (Berta)

O capitão preto franziu para a oficial, mas ainda a jovem mulher retornou seu olhar. Depois de um breve momento enquanto a sala era engolida numa aura de artes divinas, o homem trouxe suas mãos de volta.

“Eu te darei meio dia”, disse o homem vestido em preto no que ele deixou a sala. A oficial de interrogatório colocou suas mãos em seu peito e soltou um suspiro aliviado, e se virou para os dois prisioneiros que ainda estavam congelados ao lado da parede do fundo da sala.

***

Yuusuke estava curtindo um copo de chá com outros dois oficiais de interrogatório na sala de descanso da prisão. Ele agradeceu Razsha, a oficial de interrogatório falsa, quando ela retornou do questionamento.

“Bem vinda de volta. Como foi?” (Yuusuke)

“Hm, foi tudo de acordo com o plano.” (Razsha)

Dizendo que ela iria relatar seus achados quando eles estivessem de volta com todos no palácio, a garota saiu andando para o vestiário para remover seu disfarce. No meio tempo, Yuusuke presenteou os verdadeiros oficiais com algum licor forte e pediu para eles ficarem quietos sobre os eventos de hoje. Isso era mais por gratidão, já que Kreivol já havia conversado com os oficiais antes. Os dois estavam simplesmente impressionados pela performance da garota.

***

Na sala de reunião secreta no andar superior do Palácio de Volance, Razsha estava relatando seus achados e a sensação desconcertante que os dois prisioneiros passavam.

“Eles estão presos de alguma forma?” (Yuusuke)

“Sim, eu senti algum tipo de restrição prendendo eles quando eles haviam falado sobre o incidente.” (Razsha)

Ela não gostou dos testemunhos, mesmo quando eles não divergiram dos interrogatórios iniciais. Ao invés de um processo normal de interrogatório, Razsha usou o método que ela aprendeu quando ela foi treinada como uma espião. Ela tocou levemente o tópico do interrogatório enquanto conversava sobre tópicos não relacionados. Ela tentou se tornar amiga deles, adicionando o ato de Yuusuke para fazer os dois convictos confiarem ainda mais nela.

“Apesar dos testemunhos deles baterem, houve algumas discrepâncias menores quando eu troquei para tópicos irrelevantes.” (Razsha)

Razsha mudou o tópico e fez seu próprio julgamento baseado no jeito que os prisioneiros conversaram com ela e como eles agira. mesmo que eles tenham respondido igual, haviam diferenças em como eles reagiram para raiva, felicidade e surpresa. Os prisioneiros agiram normalmente quando ela havia falado sobre tópicos não relacionados, mas suas emoções se tornaram imprevisíveis quando ela mudou para a questão sobre a tentativa de assassinato. É impossível mostrar reações similares para questões similares mesmo com treinamento, além do mais, aqueles dois caras eram apenas soldados ordinários.

“Eles nem sequer notaram esses mudanças. Eu acredito que eles foram condicionados pesadamente.” (Razsha) (NT: Lavagem cerebral)

Se eles apenas foram ensinados os testemunhos, seria impossível para eles suprimirem suas emoções daquele jeito e não estarem cientes disso.

Não havia razão para confiar nas palavras deles, contudo, o poder que era forte o suficiente para afetar as emoções e vida cotidiana deles desse jeito era perigoso demais para ser forçosamente rompido.

“Hmm… Isto é bem claro, você tem qualquer ideia de quem seria capaz de fazer algo assim?”, perguntou Violet. A princesa esperava que não houvessem muitas pessoas capazes de fazer algo assim. Contudo, Kreivol apenas sacudiu sua cabeça em resposta. Um espião altamente habilidosos seria necessário para fazer isso, além do mais, não poderia ser feito apenas em qualquer lugar – teria que ser num instituto para alguém realizar um condicionamento tão forte.

“É especialmente difícil dizer, especialmente quando nós não sabemos por quanto tempo eles estiveram sob tal condicionamento.” (Kreivol)

Se eles tivessem sido sequestrados e transformados em assassinos contra sua vontade, então a investigação deles iria voltar até o ponto onde os rumores de assassinato haviam começado à espalhar. A investigação estava num ponto morto mesmo com a enorme pista que eles conseguiram arrumar. A atmosfera na sala estava séria.

“Essa é uma conversa interessante que vocês estão tendo aqui.” (Reifold)

Repentinamente a voz de um visitante não convidado ecoou na sala. Isotta e Razsha olharam cautelosamente para Reifold, que apareceu sem sequer uma gota de aura de artes de vento.

“Saia, seu auto-proclamado gnomo da floresta!” (Violet)

“Eu prefiro que você os chame de tribo da floresta.” (Reifold)

“Eu tive certeza que a sala estava vazia e os guardas fora não permitiriam sequer um sopro de vento passar por eles.” (Violet)

“O vento está soprando em toda parte, minha Princesa.” (Reifold)

Todo mundo estava irritado, esperando por Reifold contar para eles porquê ele havia vindo aqui neste dia. O espião anunciou que ele havia trazido informação sobre o que Razsha havia descoberto durante o interrogatório.

Reifold havia se aproximado de Valerie quando ela estava viajando de volta de Fonclanc para Trent Rietta. Ele aprendeu de uma rota de comércio do Mercado Negro por ela. Baseado nisto, ele havia identificado e rastreado os Mercadores Negros, que estavam se escondendo em Fonclanc.

Ele havia reunido informação o suficiente para armar para o mercador e pressioná-lo pelo que ele queria saber, ameaçando expor ele. Então–

“Alguém havia vindo comprar forte remédio para lavagem cerebral no dia do Festival da Criação. Contudo, ele não sabe quem era o comprador.” (Reifold)

Era uma poção peculiar que o mercador havia obtido de alguém afiliado com os pesquisadores da ex-Nossentes. Esta poção foi feita para ser usada para treinar as feras malignas modificadas e exibia fortes efeitos alucinógenos e quebradores de vontade.

Ele também havia obtido uma lista dos regulares da loja. Quase todos os nomes pertenciam aos nobres afiliados com a família Ivor.

“Isto quer dizer…” (Yuusuke)

“Não há duvida que isto é o trabalho da facção anti-Corps do Deus da Escuridão!” (Violet)

“Esta poção não dura por muito tempo. Pode ser que eles estivessem sob seu efeito durante a tentativa de assassinato.” (Reifold)

Não seria fácil provar que um remédio assim afetou os perpetradores durante o incidente. Também, isso significava que qualquer informação à mais dos prisioneiros era praticamente impossível.

“Isto quer dizer que nós alcançamos outro ponto final…” (Yuusuke)

“Mesmo que nós saibamos quem fez isso, nós não podemos fazer nada para provar. Isto é tão entediante…” (Fonke)

“Fonke, você está diante da princesa. Olhe seu linguajar!” (Aisha)

Aisha deu bronca em Fonke por dizer palavras descuidadas de novo, mas ainda seu rosto mostrava que ela concordava com ele. Todos da corps estavam frustrados pela situação irracional em que o Capitão deles estava.

O inimigo deles era um Conde. Eles estavam certos disso, mas não podiam peticionar para qualquer investigação oficial com a prova que eles tinham. Além do mais, com a posição social deles, mesmo que eles tivessem a prova certa, não haveria garantia que este tipo de incidente não seria simplesmente varrido para baixo do carpete.

“Eles podem ficar quietos por um tempo já que eles fracassaram no assassinato para não incitar a princesa, mas…” (Kreivol)

“Yuusuke deve manter sua guarda o tempo todo.” (Violet)

Violet aconselhou Yuusuke à manter ao menos dois de seus subordinados ao seu lado à qualquer momento e minimizar as viagens para fora da mansão. Ela também sugeriu parar suas patrulhas regulares pelo distrito de classe média, onde ele normalmente ouviu as opiniões da plebe, até que tudo se acalme.

“Todos da corps devem contribuir para isto!” (Fonke)

“Neste caso, eu serei sua escolta.” (Shaheed)

“Eu irei preparar a estação de comunicação com Fonke.” (Isotta)

Fonke considerou a proposta de Violet e urgiu os outros membros da corps para prepararem para suas tarefas. Enquanto tudo isto estava acontecendo, Yuusuke não disse uma palavra. Ele ficou ali cruzando seus braços com um rosto infeliz.

“Uhm…” (Yuusuke)

“O que é, Yuusuke?” (Violet)

Yuusuke não estava contente com uma estratégia passiva como essa, e queria achar uma solução que fosse remover o núcleo do problema. Mas quando ele propôs usar ele mesmo como isca, os olhos de todos ficaram redondos. (NT: De arregalar demais)

“Não é interessante se eu estiver apenas sentado por aí.” (Yuusuke)

“Hey, hey, Yuusuke, você não está dizendo…” (Violet)

Violet estava chocada pela agressividade que Yuusuke não havia mostrado por um longo tempo. Kreivol também desaprovou. Ele arguiu que Yuusuke não tem muito ao seu nome além de seu título de Herói e o apoio da Princesa.

“Vordat pertence à forte mais forte, orgulhoso de sua linhagem ancestral.” (Kreivol)

“Capitão, eu sei o que você quer dizer, mas desta vez você está numa enorme desvantagem!” (Fonke)

“Você pode ter enorme apoio entre o povo comum, mas as outras facção são igualmente tão fortes entre o palácio real.” (Vermeer)

“Não é como se eu fosse desafiar a facção diretamente.” (Yuusuke)

Urgido por todos para ficar parado, Yuusuke mostrou um sorriso envergonhado e explicou que ele pensou em um jeito de infligir dano nas facções sem desafiar diretamente a facção Anti-Corps do Deus da Escuridão. Todos trocaram olhares. Até Reifold, que havia se fundido com a mobília contra uma das paredes havia inintencionalmente se agitado, lembrando todos que ele ainda estava aqui.

“Lembram do plano de união das cinco tribos que nós conversamos sobre antes? Eu planejo usar isso!” (Yuusuke)

Então, Yuusuke começou a contar para eles como ele usaria o plano, que Rei Esvobus havia concordado, para causar confusão dentro da facção anti-Corps do Deus da Escuridão.


Tradução: Thyros



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