WCC – Capítulo 51 – Queda do Castelo Vazio



Tropas de elite de Gazzeta estavam andando através de uma velha passagem oculta que não foi tocada por ninguém por quinhentos anos. A orácula da vila, Ayuukas, da vila do clã branco, que estava acompanhando eles como uma guia, murmurou numa voz quieta, com anseio.

“Maioria das passagens restantes foram destruídas… mas esta aqui parece ter permanecido intocada no fim das contas.” (Ayuukas)

“Mas por que eles deixaram esta única passagem intocada? Não houve nem uma única armadilha aqui ainda.” (Björn)

“Por causa disto.” (Ayuukas)

“… feras malignas?” (Björn) (NT: Me arrependi de usar um nome com trema)

Ayuukas apontou para o chão diante deles, onde os ossos de uma fera maligna a muito morta estavam espalhados, agora apenas um testamento de sua antiga força.

Gerações sucessivas do Parlamento Divino esteve fazendo seu melhor para procurar e destruir quaisquer túneis ocultos remanescentes que poderiam comprometer a segurança de Patrucia Nost. Contudo, parecia que um bando de feras malignas haviam ficado nesta passagem como o covil delas. O Parlamento Divino daquela época decidiu que elas eram cães de guarda adequados e deixou o túnel intocado.

“Mesmo que elas fossem feras malignas, elas não podiam sobreviver sem comida.” (Ayuukas)

Notando os traços de canibalismo nos corpos, Ayuukas só podia rezar que elas tenham encontrado uma vida melhor no outro mundo.

***

Na fortaleza anciã, remodelada para ser o distrito de vivência, o comando central e as instituições de suporte controlando a integridade de Nossentes estava situada numa torre que era localizada no distrito da realeza.

A torre que uma vez pertenceu ao castelo do clã branco era o antigo símbolo do clã, era uma torre de seis andares que tinha um formato quase cilíndrico. O terceiro andar da torre estaca conectado com a secção da fortaleza através de quatro pontes levadiças. Se essas pontes fossem bloqueadas, a estrutura inteira de governo de Nossentes seria paralisada.

No fundo da torre, havia um poço que permitia que as pessoas da torre tivessem sua própria fonte d’água. Os primeiro e segundo andares eram compostos de quartos de servos, cozinhas, e armazéns de comida. Os terceiro e quarto andares eram usados como alojamentos e estábulos, assim como usado para guardar as carruagens militares.

O quinto andar guardava os quartos de habitação do pessoal do governo, salas de conferência, e quartos de convidados. Os quartos de convidados, contudo, eram reservados para convidados reais, logo o grupo de embaixadores de Fonclanc, incluindo a Corps do Deus da Escuridão, não tinham permissão para entrar neles.

As escadas levando ao sexto andar era diferente de qualquer outra. Ao subir elas você chegaria repentinamente num vasto jardim. Era um tão chamado jardim de céu. Um domo que foi construído próximo do centro do jardim era chamado os Salões Divinos.

A torre tinha suprimentos de emergência o suficiente para que cem pessoas pudessem sobreviver o ataque por mais de um mês.

***

“As forças na floresta começaram a se mover de acordo com o programado.” (Bob)

“Ótimo, então… vamos começar a mover também.” (Shinra)

Dentro do distrito administrativo, Shinra estava escondido atrás do canto com suas tropas de elite selecionadas, a torre central estando claramente visível para eles.

Shinra deixou metade de sua força original para trás no Mar de Árvores para apoiar a recuada deles e agir como uma distração, e tomou as tropas restantes junto com ele para infiltrar Patrucia Nost sob a cobertura da noite. Presentemente, ele estava aguardando por sua chance para atacar a torre central.

Ministros do Parlamento Divino normalmente não deixam a torre, contudo eles estavam atendendo à uma festa de jantar para os embaixadores de Fonclanc esta noite, e haviam deixado a torre seguindo em direção do distrito imperial. Consequentemente, a ponte levadiça que normalmente estava erguida, estava sendo deixada abaixada, aguardando o retorno da delegação.

Shinra espalhou sua força de infiltração ao redor de tal maneira que eles seriam capazes de monitoras todas as pontes levadiças da torre central a todo tempo. Ele então ordenou o exército de Gazzeta, escondido na floresta ao sul para se mover, criando uma distração que permitiria que ele tomasse a torre do Parlamento Divino.

Combinando seu timing com a partida das carruagens do Parlamento Divino, seu grupo atacaria o comboio, derrubaria os guardas em luta próxima e entraria no interior da torre. Uma vez dentro, eles iriam abaixar as pontes levadiças restantes, permitindo suas tropas restantes à invadirem.

A integridade do corpo político de Nossentes estava concentrado nesta torre. Logo, se o Parlamento Divino fosse ser capaz de se isolar dentro da torre, mesmo que Shinra fosse capaz de ocupar a fortaleza (distrito residencial) por algum tempo, o poder militar de Nossentes sobreviveria e eventualmente isolaria as forças de Shinra.

Apesar dos guerreiros de Gazzeta terem a superioridade sobre os cavaleiros de Nossentes em habilidades de combate individual, os cavaleiros podiam utilizar a mobilidade de seus grupos individuais e iriam superar a sábia tática dos soldados da tribo branca devido ao reino livre sobre as artes de vento de comunicação.

Logo, se as tropas de Nossentes fossem arrastar a batalha por tempo o suficiente, eles ganhariam uma vantagem considerável sobre os infiltradores.

Contudo, se o Parlamento Divino e a torre central fossem cair, os cavaleiros de Nossentes, acostumados com o controle constante de comunicações de artes de vento, seriam reduzidos à nada mais do que uma multidão desordenada.

Do soldado comum ao oficial comandante, neste exército todos exceliam em realizar precisamente as ordens dadas de cima. Eles nunca receberam qualquer treinamento ou experiência tomando suas próprias decisões quando encontrados com situações inesperadas. “Não pense – mova!” era o slogan que era enfiado neles durante treinamento.

Esta era a razão pela qual os artless agiam nessas táticas de guerrilha aparentemente absurdas.

***

“Primeiro ministro, isso realmente não tinha problema?” (Alan)

“A questão dos embaixadores de Fonclanc? Isto é um estado de emergência, droga!” (Leopoldo)

Tendo recebido um relatório urgente sobre o movimento das tropas de Gazzeta, o primeiro ministro das artes de fogo veio a parar. Apesar de dizer isso, ele estava rindo ironicamente por dentro, no que esta notícia era uma oportunidade perfeita para ele evitar a até que bem entediante festa de jantar. Ele não sentiu qualquer stress por conta dos conflitos nos arredores da floresta ao oeste serem uma ocorrência comum.

E ainda, foi sendo um costume de longa data para os ministros do Parlamento Divino se acobertarem na torre central em tais crises.

A carruagem com o primeiro ministro do Parlamento Divino estava se aproximando da ponte levadiça que era normalmente guardada de ambos os lados, quando repentinamente…

“VAI, VAI, VAI, todo mundo para fora!!!” (Shinra)

“?!!! ATAQUE INIMIGO!” (Leopoldo)

Todos os soldados artless deixaram sua cobertura e de forma uníssona correram para a ponte. Os defensores estavam estupefatos por um breve momento pelo ataque, eles tinham acreditado que isso era impossível, mas logo recobraram seus sentidos e começaram a tomar posições defensivas. Os dois lados opostos se chocaram na ponte levadiça.

Shinra estava na vanguarda de suas tropas e desafiou o inimigo duas-três vezes maior para batalha. A cavalaria na floresta era comandada por um de seus guardas mais confiados que ele havia pessoalmente preparado para esta tarefa.

***

Aproximadamente no mesmo tempo, quinhentos fortes soldados da Cavalaria de Espada Branca que haviam se reunido dentro da floresta do oeste começaram a avançar em direção da parede mais ao sul de Patrucia Nost.

Defensores responderam com artes divinas e flechas, mas a vanguarda da cavalaria estava equipada com escudos. Usando os escudos para sobreviver o contra-ataque dos defensores, o exército atacante conseguiu manter o passo.

Quando eles se aproximaram do portão, os cavaleiros pisotearam as forças de Nossentes que estavam reunidas na frente do portão. Por causa disso, infantaria, seguindo atrás da cavalaria, foi capaz de rapidamente alcançar a vanguarda. Soldados que conseguiram penetrar nos ranques de cavaleiros de Nossentes estavam batendo para direita e esquerda com suas espadas e escudos.

“Guah! Este não é um ataque ordinário. Esses caras estão firmes em passar pelo portão!” (Orfeu)

“Onde estão as instruções do Parlamento Divino?! Se nós não sermos capazes de tomar o controle da batalha logo, o dano será sério!” (Tadeu)

Soldados nos portões estavam agindo em suas ordens padrões de devolver fogo aos atacantes. Essas ordens não cobrem o caso do exército de Gazzeta penetrando seus ranques, se juntando com suas próprias tropas, e forçando eles num combate à mão.

A força principal deles era cooperação entre múltiplas unidades. Logo eles normalmente empregavam táticas com fogo de cobertura de longo alcance com rápidas rotações entre ataque e defesa entre os múltiplos grupos.

Enquanto as tropas de Nossentes continuavam a seguir ordens padrões e estavam continuando a engajar os soldados de Gazzeta diante do portão, eles receberam uma notícia sobre um novo ataque no portão do leste.

A escala do ataque não era conhecida, contudo se Gazzeta reuniu uma força similar ali, o portão leste não aguentaria.

Gazzeta havia infiltrado a cidade com espiões que haviam ficado escondidos por um longo tempo pelo bem deste um ataque. Eles haviam interrompido com sucesso artes de vento de comunicação, logo a resposta dos cavaleiros de Nossentes para o ataque na torre central foi atrasada.

Ao cortar comunicações, Gazzeta estava tentando dividir as tropas defensoras entre o portão do leste, o portão do oeste e a torre central. No topo de bloquear as comunicações de artes de vento, as tropas de Gazzeta dentro de Patrucia Nost bloquearam os caminhos para mensageiros, então os corredores tinham um tempo duro chegando na hora com as novas ordens.

“Hey, o que você está fazendo?! As tropas de Gazzeta estão se aproximando! Não abra o portão!” (Baco)

Repentinamente, o portão do oeste lentamente começou a abrir. Um dos comandantes que estavam discutindo entre si notou isto e ergueu sua voz ao cavaleiro, responsável pela alavanca do portão.

O cavaleiro desacelerou o que ele estava fazendo, contudo o jeito que ele se manteve fez o comandante lembrar de algo perigoso.

“Você…?! Não pode ser!” (Baco)

Com um largo sorriso em seu rosto, o cavaleiro desembainhou sua espada e provocou seus ex-companheiros.

***

Um espião, que conseguiu passar entre os cavaleiros durante o caos abriu o portão e permitiu que o exército de Gazzeta invada Patrucia Nost. Assim que as tropas invadiram, elas começaram a abrir as passagens secretas uma a uma, permitindo ainda mais tropas encherem a cidade.

A área residencial dentro da fortaleza foi tomada num flash. As tropas de Nossentes começaram a se agrupar e recuar em direção do distrito da realeza. Só então eles perceberam que a torre central era o alvo principal deste ataque.

Todas as pontes que estavam normalmente erguidas durante as emergências estavam agora abaixadas. Cavaleiros que estavam normalmente defendendo as pontes não estavam a lugar algum para serem vistos e o chão e pilares polidos estavam manchados com sangue, alguns deles até rachados. Pano rasgado e pedaços de armadura estavam espalhados pelo lugar.

“O que diabos… é isto…?” (Reginaldo)

A vista diante dos olhos deles era óbvia – uma batalha também havia ocorrido aqui, contudo eles não receberam quaisquer notícias sobre isso. Protocolo padrão garantia que no caso de um ataque direto à torre central, uma emergência ampla ao exército seria anunciada. Num caso assim, tropas de emergência deveriam abandonar todas as outras defesas e se reunir na torre.

“Eu sou Shinra Trueyard,  o rei de Gazzeta. Nós tomamos controle dos Salões Divinos e capturamos o primeiro ministro do Parlamento Divino. Nossentes agora pertence à nós!” (Shinra)

A voz de Shinra ressoou sobre a cidade inteira, alcançando em cada pequeno beco de Patrucia Nost.


Tradução: Thyros



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