WCC – Capítulo 32 – Fantasma do Distrito de Classe Média (1)



Tendo retornado ao palácio de Rufk, Yuusuke explicou as circunstâncias de Sun para Violet e obteve a aprovação dela. Kreivol também não tinha nada contra e deu sua aprovação escrita. Devido à construção da Fortaleza Deernook e o serviço exemplário durante o incidente em Paula, o pedido de Yuusuke de permissão para construir uma residência no distrito dos nobres foi aprovado sem quaisquer problemas.

Assim que os arranjos foram completos, ele estaria pronto para receber Sun. Durante seu tempo entre seus deveres e tarefas ordinárias, Yuusuke estava preocupado pensando sobre quaisquer medidas adicionais que ajudariam Sun. No que ele estava pensando em Sun, ocorreu para ele que ele também podia melhorar sua própria habilidade. (NT: Depois de 2 batalhas grandes, ele percebeu isso pensando na Sun…)

“Eu posso realmente fazer isso?” (Yuusuke)

No [Sistema de Customização e Criação de Item] que era a base para a habilidade de customizar e criar dele, havia uma tão chamada função de artifícios/criação de movimento que funcionava junto com a customização de status e forma. (NT: O autor que deu esse nome escroto, a função em si pode ficar como “artifícios” enquanto os itens ficam como itens de movimento, mas vamos lá)

Era uma função que era primariamente usada para criar itens de vaidade, tais como asas que brotavam de suas costas. Apesar delas parecerem reais, era um item que foi feito para entretenimento e ser exibido e não fazia nada além de demonstrar o movimento de batidas.

De acordo com o jogo, alguém podia adicionar esses recursos ao consumir pontos de customização e haviam alguns jogadores no jogo que se tornaram [artesãos de artifício]. Esses jogadores criaram artifícios elaborados e estavam trocando isso através de upload e meios similares. (NT: Eu imagino que deve ser tipo a comunidade que faz projetos para impressão 3D…)

No que Yuusuke havia usado quase todos seus pontos de customização para fortalecer seu equipamento, ele não tinha muita experiência em criar itens de vaidade. Então ocorreu à ele que ele devia criar itens de movimento caso ele topasse com materiais base adequados.

“Se isso realmente funcionasse, seria bem interessante…” (Yuusuke)

Para poder testar sua habilidade, Yuusuke arranjou um cavalo de madeira de brinquedo e um vagão de brinquedo que eram de um tamanho adequado para serem ligados. Ele remodelou cada uma das rodas da carruagem e o cavalo com a customização de artifícios para fazê-los se moverem sozinhos.

Apesar dele ser capaz de ver o  movimento dos objetos dentro da tela do jogo que normalmente mostrava os esquemas do objeto customizado, não havia uso prático para tal customização. Contudo, apesar de ter sido apenas uma função de entretenimento no jogo, a customização que podia fazer as rodas se moverem sozinhas era na verdade um recurso bem avançado neste mundo.

“Isto na verdade tem muito potencial.” (Yuusuke)

Era impossível fazer itens realizarem movimentos complexos, mas vários movimentos simples podiam ser ligados. Yuusuke adicionou uma chave de ON/OFF, como aquela usada em elevadores, para sua conveniência e ele imaginou seu quarto transbordando com gadgets de alta tecnologia enquanto ele fazia isso. (NT: Nunca vi um ELEVADOR com chave de ligado/desligado, até uma lâmpada funcionava, mas… ah, e o autor pelo visto quer dar ênfase nessa coisa de ON/OFF, então deixei assim)

Um dos limites desta customização era que a velocidade de movimento não podia ser restabelecida uma vez que a customização fosse completa. E ainda, pode ser muito perigoso para um veículo se movendo rápido demais.

“Yuusuke! Você está acordado? Whoa! O que é isso?” (Violet)

“… é digno de uma princesa mostrar tão abertamente sua surpresa assim?” (Yuusuke)

Violet invadiu o quarto de Yuusuke como ela normalmente fazia, chutando a porta aberta sem bater… e congelou em espanto no que ela viu uma carruagem de brinquedo correndo em círculos em cima da cama de Yuusuke.

Artesãos de artes divinas também podiam criar itens que se moviam sozinhos, contudo para um cavalo de madeira demonstrar movimentos tão vívidos e se moverem na velocidade de uma pessoa, andando num passo rápido, era algo que a princesa viu pela primeira vez em sua vida.

“Isso me assustou, eu pensei que eu vi um fantasma.” (Violet)

“Por que você pensou num fantasma?” (Yuusuke)

“Uhm… na verdade-” (Violet)

Violet começou a contar para Yuusuke sobre a verdadeira razão de invadir o quarto dele no que ela pegou o brinquedo se movendo e inspecionou ele de perto.

Haviam rumores de um fantasma de rastejando para fora da cidade subterrânea de Sanc Adiet toda noite. Os rumores permaneceram rumores por um tempo, contudo recentemente rumores adicionais emergiram sobre ouvirem choros humanos ou crianças desaparecendo entre o pôr do sol até o amanhecer.

Haviam também histórias sobre uma pessoa vestida em roupas de estilo velho que entra num beco sem saída apenas para desaparecer ali.

“Então Sanc Adiet tem um problema com fantasmas?” (Yuusuke)

“Isso mesmo, contudo no que o rumor ainda não foi confirmado, os cavaleiros não foram ordenados ainda para lidarem com a questão.” (Violet)

“Então, você veio até mim para eu fazer uma investigação nisso?” (Yuusuke)

“Isso mesmo~” (Violet)

Acenando, Violet mostrou um sorriso excitado. Ao menos parecia que o fantasma não era de um tipo agressivo. (NT: Excitado num sentido tipo andar numa montanha russa, não naquele sentido)

“Então, esta é uma ordem de despacho para a corps do deus da escuridão!” (Violet)

“É, é~” (Yuusuke)

Yuusuke respondeu descuidadamente à Violet e seguiu em direção da sala comum das corps.

Violet seguiu Yuusuke por um tempo até que ela foi pega por Kreivol, que levou ela embora dizendo a ela que era hora dos estudos dela. Aparentemente, Violet havia tentado usar esta questão pelo bem de fugir de seus deveres.

***

“Um fantasma, você diz? Eu lembro que haviam boatos vários anos atrás sobre uma voz que podia ser ouvida em lugares sem humanos.” (Shaheed)

“Isso me lembra, eu ouvi alguns boatos parecidos com isso no distrito da classe média.” (Fonke)

“Certamente haviam boatos assim algum tempo atrás. Se era um fantasma ou não, isso pode ser a causa deste boato.” (Vermeer)

“Eu não ouvi muito sobre isso nos distritos da plebe ou dos artless, mas… aqueles que foram para o distrito da classe média para seus deveres de limpeza certamente mencionaram terem ouvido tais boatos.” (Isotta)

Quando Yuusuke falou com seus subordinados na sala de reunião, parecia que todo mundo na corps do deus da escuridão tinham ao menos ouvido deste rumor uma vez. Soldados das outras corps também pareciam ter ouvido uma coisa ou outra sobre o fantasma, especialmente aqueles que estiveram vivendo no distrito da classe média.

“Então, distrito da classe média, é? Que tal você, Aisha, você ouviu qualquer coisa sobre isso?” (Yuusuke)

“Eh?! E-eu não estou interessada… nesses tipos de coisas, então…” (Aisha)

De algum modo a reação de Aisha era muito óbvia. Yuusuke, não querendo forçar mais, continuou numa voz gentil.

“Então nos começaremos indo até a cidade e checando os lugares onde a voz foi ouvida.” (Yuusuke)

Tendo inspecionado a estrutura da cidade inteira em seu menu de customização, Yuusuke esperava que a origem da voz fosse uma brisa fluido através das rachaduras e fendas entre a superfície e a porção subterrânea da cidade.

(É o som do vento ou o eco das vozes das pessoas falando em algum outro lugar.) (Yuusuke)

“Aisha, você quer permanecer em reserva?” (Yuusuke)

“N-não! Eu estou bem, eu irei com você!” (Aisha)

“É mesmo? Bem, eu não acredito que será algo bobo como um fenômeno inatural. Mais provavelmente é só um evento natural que estourou pela imaginação e medo das pessoas.” (Yuusuke)

Yuusuke estava pensando que não era necessário se forçar se alguém está tomado por medo, mas a diligente Aisha não podia se deixar abandonar seus deveres devido à razões pessoais e fez Yuusuke mudar de ideia. O jovem, lembrando sua vida no Japão moderno e lógica certeira embasada em fatos científicos, acreditava que quase não havia chance de um fantasma de verdade ser a causa deste rumor e tentou seu melhor para acalmar sua Aisha, mas…

“Fantasmas são atraídos à artes d’água, certo? Todas as cantoras da noite que clamaram terem visto os fantasmas eram usuárias de artes d’água, ainda mais elas eram do tipo de cura.” (Fonke)

“?!!” (Aisha)

Fonke novamente trouxe o caos numa maneira gloriosa.

Aisha e Shaheed, Vermeer e Fonke. Tendo formado os grupos, os membros partiram em direção do distrito de classe média para investigar as fontes dos boatos. No meio tempo, Yuusuke, seguindo a informação de Isotta, desceu ao distrito da plebe para falar com os artless que haviam ouvido esses boatos enquanto realizavam seus deveres de limpeza.

“Você parece estar imperturbada pelos fantasmas?” (Yuusuke)

“Eu… eu estou acostumada à ouvir vários sons.” (Isotta)

“É-é mesmo?” (Yuusuke)

Yuusuke pensou que um usuário de artes de vento do tipo de comunicação estava ouvindo um monte de “vozes” a mais do que as outras pessoas, era o que Isotta quis dizer ao falar aquilo. Contudo, as “vozes” não eram limitadas à isso, e os usuários de vento também podiam ouvir presenças similares à vozes humanas quando inspecionando cenas de crime.

Neste eco, emoções fortes e sentimentos eram impressos nas vozes, fazendo este eco ser algo como os pensamentos impressos no espaço/ar. Quando Isotta congelou quando seus companheiros abriram os portões para o porão na Fortaleza Gearhawk, era porque ela ouviu os ecos que estavam implorando por morte.

O rosto de Isotta ficou escuro depois que ela respondeu e Yuusuke gentilmente acariciou o cabelo verde da garota.

“Parece que eu te fiz lembrar memórias ruins, desculpa.” (Yuusuke)

“N-não, por favor não ligue para isso.” (Isotta)

O rosto de Isotta ficou vermelho, seus dedos tremeram no que ela sofreu para forçar as palavras para fora. Percebendo que era ruim acariciar a cabeça de uma garota por volta da idade de Isotta, Yuusuke ergueu sua mão. Então, envolvidos num ar delicado ao redor deles, o capitão da corps do deus da escuridão e sua subordinada andaram através do distrito da plebe em direção do lugar onde os artless viviam.

“Uhhm, Yuusuke com certeza se tornou popular com mulheres recentemente, certo?” (Violet)

“Princesa, seu tutor está esperando por você. Por favor se preocupe sobre a investigação da cidade abaixo mais tarde.” (Kreivol)

Violet estava espiando a investigação através de um telescópio, similar àqueles na Fortaleza Deernook que portava a marca da corps do deus da escuridão, de um terraço no andar superior do palácio onde ela relutantemente desceu e retornou para a sala.

***

Os membros da corps do deus da escuridão começaram a juntar a informação dos boatos das vozes, que eles haviam coletado na manhã. Parecia que as vozes eram mais frequentemente ouvidas na parte superior do distrito de classe média, principalmente habitado por usuários de artes de terra. Em seguida, eles concentraram em investigar os becos onde figuras suspeitas eram ditas de terem desaparecido.

“Parece ser um lugar maravilhoso. Ninguém realmente foi investigar ele?” (Fonke)

“Bem, pessoas ordinárias não tentariam se aproximar de um lugar assim.” (Shaheed)

Era um lugar próximo ao distrito de classe superior que foi abandonado quando a parede do distrito dos nobres ficou mais alta, bloqueando toda luz do sol. Ruínas de uma mansão estavam ali, abandonas no beco perto da enorme parede. Cercada por um beco estreito de ambos os lados, a área impunha uma atmosfera opressiva.

Tendo sido ruim o suficiente quando a luz do sol ainda alcançava o lugar, agora alguém não conseguia ver o fim da passagem mesmo durante o dia, no que ela estava cercada por escuridão perpétua.

“Você disse que haviam relatos de crianças desaparecidas. Não haviam quaisquer pedidos para investigar este lugar?” (Aisha)

“Eee, parece… ter sido passado como boatos.” (Vermeer) (NT: Trabalhadores dedicados esses, hein)

“… Então você quer buscar por elas…” (Fonke)

“!!” (Aisha)

Aisha perguntou ao Yuusuke sobre a razão para investigar este lugar e se havia qualquer informação, tais como relatórios de dano. Fonke respondeu ela numa voz estilo de fantasma que poderia haver uma única fonte que era a causa dos boatos. O cara usou isto como um pretexto para assustar Aisha ainda mais.

“Se eu quisesse procurar sozinho, eu iria para a cidade noite após noite…” (Fonke)

“H-hey, você foi longe demais.” (Isotta)

“Fonke, pare de brincadeiras!” (Vermeer)

“Fuhihi, me desculpe~” (Fonke)

Desapontado, Yuusuke soltou um leve suspiro. Atualmente ele estava investigando os dados do mapa do beco e a área cercando ele em seu menu de customização. No que eles finalmente disseram seus deveres designados, ele estava silenciosamente observando seus subordinados.

“Nn?” (Yuusuke)

“Vo-você notou algo?” (Aisha)

“Parece ter um poço no lado do beco.” (Yuusuke)

“Um poço? Você quer dizer uma passagem para o subsolo?” (Vermeer)

Durante sua inspeção dos dados do mapa, Yuusuke achou um buraco exposto que conectava ao subsolo, bem depois do canto do beco. Ele levava ao interior de um prédio que foi enterrado depois que o antigo nível da cidade foi abandonado. Haviam várias passagens dos ex-alojamentos assim, que foram abandonados como estava.

Esses prédios eram diferentes do palácio de Volance que foi construído andar por andar no mesmo lugar. Os prédios das áreas residenciais eram espalhados através de diferentes andares, logo criando um labirinto que era ainda mais complexo que o do palácio.

Vermeer estava conjurando a arte de fogo providenciando ao grupo luz para prosseguirem adiante na direção da entrada da passagem. Forçando seu caminho através dos arbustos abandonados e crescidos em excesso ao lado do beco, eles acharam a entrada e a escada de corda que se esticava até a escuridão abaixo.

“Não parece tão velho assim para mim…” (Fonke)

“Há sinais claros de alguém vindo aqui recentemente.” (Vermeer)

“Talvez é algum tipo de sujeito que está vivendo no subsolo?” (Shaheed)

“Mas então os boatos sobre ouvir vozes humanas, eles podem ser…” (Isotta)

Havia uma possibilidade que as pessoas acima do solo podiam estar ouvindo vozes de outras pessoas falando abaixo do solo. Por causa da camada separando os dois “andares” era fina aqui, havia uma probabilidade decente que as pessoas acima do solo podiam ouvir as vozes de baixo do solo se elas fossem altas o suficiente.

“Hmmm… por hora, vamos descer e checar.” (Yuusuke)

No que Yuusuke e sua corps estavam debatendo sobre seu curso de ação na frente do buraco com a escada de corda no beco abandonado, a cidade estava lentamente mudando para suas cores noturnas.


Tradução: Thyros



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