WCC – Capítulo 22 – Festival da Colheita



“Boa noite, Yuusuke.” (Reifold)

“Oh, você veio?” (Yuusuke)

Assim como que pelo o acordo deles no dia anterior, Yuusuke confiou à Reifold um [Tesouro Sagrado de Shalnar]. Era uma tiara de prata adornado com um ornamento estilo laço. O item concedia encantamentos dignos de seu nome: (NT: Tiara, aqui e em algumas vezes, está no lugar de aro, porque é a palavra que eles usam para algo redondo que colocam na cabeça e… foda-se, eu sei)

· Efeito de amplificação de artes d’água (buff);
· Efeito de amplificação de força física (buff);
· Efeito de amplificação de recuperação de estamina (buff);
· Efeito de cura (buff);
· Efeito de resistência à veneno (buff);
· Efeito de tranquilidade (buff);
· Efeito de amplificação de resistência à artes divinas (buff);
· Efeito de amplificação de resistência física (buff);
· Efeito de amplificação de velocidade de movimento (buff).

Este item permitia seu usuário ser capaz de lutar por quase vinte e quatro horas por dia com exceção de comer e defecar. Apesar de Zeshald ter a estamina de uma pessoa idosa, com esta tiara, um cochilo de algumas horas seriam o suficiente para ele reganhar sua energia. Já pela força física, com os encantamentos ele ficaria bem usando armas ao máximo de suas habilidades.

“Entendo, você ganha esses efeitos enquanto você está usando isso.” (Reifold)

“Parecia que os efeitos não eram fortes assim quando eu encantei os anéis ou braceletes.” (Yuusuke)

No que os efeitos de suporte eram padrões para itens do tipo tiara nos jogos, Yuusuke tentou recriar esses itens neste mundo com grande sucesso. Yuusuke explicou a teoria para Reifold deixando as partes inexplicáveis de fora.

“Isto significa… que eu mesmo não tenho completamente certeza se o efeito se aplicará ou não.” (Yuusuke)

Yuusuke avisou Reifold para manter a outra bugiganga próxima dele a todo tempo no que ele passou o anel.

“Isto também é feito do mesmo metal que a tiara, e ainda assim você não tem certeza se funcionará?” (Reifold)

“Bem, isto é um pouco excepcional demais. É impossível de se testar.” (Yuusuke)

Yuusuke evitou explicar a natureza do item estilo-amuleto em detalhe. O item que Yuusuke não tinha certeza se funcionaria era na verdade um dos top itens em jogos. Yuusuke silenciosamente nomeou ele de [amuleto sacrificial].

“Então eu certamente levarei ele. Também, eu entreguei devidamente o pacote e a carta.” (Reifold)

No que Reifold disse isso, ele colocou o [tesouro sagrado] em sua mala e partiu, correndo o mais rápido que ele podia em direção da primeira capital de Blue Garden, Cofta. Tendo terminado a tarefa, Yuusuke suspirou no que ele seguiu de volta para sua cama. Era atualmente o décimo sexto dia do mês de vento de Shalnar. Logo o calendário da terra começaria.

“Ufa, feriados começarão em breve aqui, eh? Esse item deve alcançar o sensei por volta da hora que o festival da colheita começar.” (Yuusuke)

Apesar do período variar por país, em Fonclanc, o festival da colheita era tido entre o primeiro e terceiro dia do mês de fogo de Zalnar. No que Yuusuke estava de folga do dia quinze deste mês até o dia quinto do mês seguinte, ele havia emprestado uma carruagem de corps de deus e estava preparando o equipamento necessário para arrear o cavalo enquanto pensava em que presentes ele deveria comprar para os aldeões.
Como ele manteve a atitude descuidada de Zeshald em direção dos aldeões em mente, ele não pensou muito no que ele deveria comprar para eles, mas não tinha como ele poder ser tão descuidado quando se tratou de Sun. Yuusuke estava profundamente preocupado com esta questão no que ele pensou em que roupas ele deveria comprar para a garota.

***

– Comando central de Paula, sala de conselho –

Plausha estava perdida sobre o que fazer no que ela estava sobre-olhando o quarto privado que foi designado para ela na seção de casernas.

(Isto realmente não tem problema?)

Ela estava pensando sobre o acordo secreto que ela havia concordado no outro dia com Volmes, líder da trupe de fogo e confidente do comandante supremo Izapnar. As ordens dela eram para ficar próxima do instrutor chefe Zeshald e relatar os movimentos dele. Em troca, ela seria permitida a se juntar na trupe d’água, assim como receberia informação sobre a pessoa que matou sua irmã mais velha.

“Você? Você é Plausha-kun, certo?” (Teobaldo)

“Eh? S-sim. Eu sou Plausha.” (Plausha)

Ela estava estudando em casa no que o instrutor chefe havia viajado para Cofta, quando ela foi repentinamente chamada ao comando central. Estupefata, Plausha correu até a instituição onde o líder da trupe de fogo, Volmes, havia dado para ela esta missão secreta e providenciado para ela uma carta de recomendação para a trupe d’água.

“Para espiar no instrutor chefe… por que você iria querer isso?” (Plausha)

“Zeshald-shi, ele pode estar no enganando.” (Volmes) (NT: Para quem se interesse em honoríficos-shi é entre -san e -sama)

“Você quer dizer que, ele é um espião de Fonclanc…?” (Plausha)

“Mhm, para ser franco, é isso que eu quero dizer.” (Volmes)

Líder de trupe Volmes mencionou que as ações do instrutor chefe haviam levantado dúvidas sobre ele. Uma delas foi a audiência com sua majestade, rainha Rishause, quem Zeshald buscou sozinho, sem informar os quartéis-generais de Paula.

“Sua majestade, você sabia que ela dá tratamento especial para os [artless]?” (Volmes)

“S-sim… eu estive em Cofta antes.” (Plausha)

Tratamento igual para os [artless], que era uma vista inimaginável aqui em Paula, era algo na realidade comum em Cofta. Era uma decisão política que a rainha tomou por sua própria discrição no que ela era a única governante na primeira capital.

“Sua majestade era de uma mente doente desde muito tempo atrás.” (Volmes) (NT: É, como ela ousa dar direitos iguais para as pessoas!)

“Mah…” (Plausha)

Plausha soltou um grito surpreso no que ela ouviu sua majestade sendo tratada com tal desrespeito pelo comando central. Volmes explicou em detalhe com uma expressão triste e dolorida em seu rosto sobre a condição presente de Cofta e a privação mental da rainha.

Desde a morte do pai dela, o falecido rei, sua majestade esteve lentamente perdendo sua mente pela tristeza. Ela declarou que o tratamento igualitário dos [artless] era o [sonho do pai dela], apesar de que o falecido rei fez isso apenas para seu próprio entretenimento. Ela havia deixado todas as tarefas relacionadas à administração do país para seu guardião, senhor Izapnar, e havia se confinado dentro do templo.

“Você ouviu que Zeshald-shi esteve vivendo na vila dos [artless]?” (Volmes)

“Sim… eu vi ele curando uma ferida em um artless que pertencia à outra pessoa. Eu perguntei sobre isso para ele naquela hora.” (Plausha)

“Hmm, essas ações podem ter sido feitas para poder testar seu plano.” (Volmes)

“… seu plano?” (Plausha)

Zeshald podia ter interagido com os [artless] como seus iguais para que ele pudesse pegar a atenção de sua majestade ao mostrar sua preocupação com eles. Volmes explicou que ele podia estar vivendo numa vila de [artless] por esta mesmíssima razão.

“Eu temo, que não há dúvida que isso era tudo parte do plano dele de ganhar uma posição de sua majestade e jogar o país em confusão ao usar de sua recém-ganha autoridade.” (Volmes)

“Po-por favor espere! Implicações tão sérias, para mim…” (Plausha)

“… sobre sua irmã. O incidente na fortaleza foi realmente lamentável.” (Volmes)

“!…?” (Plausha)

Volmes, repentinamente mudando o tópico de falar para ela sobre a confusão que podia ser facilmente criada por trás das cenas para a questão da irmã dela, que foi recentemente morta em ação. Tendo tido certeza de ter espantado ela e vendo seus finos, trêmulos ombros, Volmes finalmente usou sua “isca”.

“Aquele responsável por isso foi um cavaleiro de elite de Fonclanc, aclamado como o Herói de Gearhawk, mas… ele também parece ter um relacionamento próximo com Zeshald-san.” (Volmes)

“Com o instrutor chefe…?” (Plausha)

“Sua irmã era uma usuária de vento do tipo de comunicação, certo? Eu ouvi que ela era um valioso membro da trupe de vento.” (Volmes)

“… sim.” (Plausha)

Plausha estava claramente abalada. Ao fazer isso, Volmes havia dado para ela uma razão para espiar Zeshald. Todos corpos da trupe de vento de Fonclanc estava danificado de algum jeito. Ao contar para ela somente a parte da verdade, Volmes havia deixado o resto da história para a imaginação de Plausha e se enterrou ainda mais fundo no coração dela.

No desprezível sistema de casta que Fonclanc usou, os usuários de artes de vento eram irracionalmente tratados como sendo de menor status comparados com os outros usuários de artes divinas e eram frequentemente esnobados.

“Como uma usuária de artes de vento sem capacidades ofensivas seria tratada lá… eu acho que você pode facilmente imaginar isso.” (Volmes) (NT: Ela foi soterrada por uma chuva de entulho como todos os outros… fácil de imaginar, realmente)

“…” (Plausha)

“Meus subordinados já estão rastreando ele, contudo eles só conseguem fazer isso de longe. É por isso que eu tenho muitas expectativas de você que é a estudante dele.” (Volmes)

“E-eu não posso fazer algo assim…” (Plausha)

Volmes rapidamente retornou para o tópico principal enquanto Plausha ainda estava pensando sobre sua irmã. Ela ainda estava confusa e tomada por várias emoções, então a garota foi empurrada ainda mais para um canto. Ao fazer isso, ele direcionou os pensamentos dela do jeito que ele queria. [O instrutor chefe de artes divinas tinha uma conexão com o Herói de Gearhawk. Ele é o inimigo de sua irmã.]

“Eu…” (Plausha)

Como um membro da trupe d’água, você estará em um patamar igual com ele. Ele provavelmente também tentará lhe usar.

Será o suficiente se você apenas participasse nas reuniões dele e relatasse sobre elas assim que você voltar para suas casernas.

Tendo dito isso, Volmes apresentou à ela a carta de recomendação para a trupe d’água e a permissão de entrada ao comando central. Logo agora Plausha estava inspecionando um quarto na seção de casernas do comando central, que era dado para todos membros das trupes de elite.

“Esta vingança pela minha irmã. Eu… o que eu devo fazer?” (Plausha)

Murmurando se isto realmente não tinha problema, Plausha fechou a porta do seu quarto privado.

***

~Mês de vento de Shalnar, décimo nono dia~

No que as folgas chegaram, Yuusuke visitou a sala de espera das corps de deus do palácio cedo na manhã. Cavaleiros de elite de renomadas linhagens haviam se reunido nesta sala de espera excessivamente extravagante, então a atmosfera na sala era próxima à de um salão de cavalheiro. (NT: Reparem no “h”, ele muda tudo… e não, eu não sei como chamar aquele tipo de salão em português…)

(O interior é terrível, mas fora isso não é diferente da sala no andar debaixo.)

Yuusuke estava segurando presentes para seus amigos na vila Rufk que ele havia comprado no dia anterior, o que parecia levemente inapropriado neste ambiente, mas no que ele era um capitão na famosa corps do deus da escuridão, nem uma pessoa na sala reclamou sobre isto.

“Ah, aqui está você. Heeeey, Hivodir~” (Yuusuke)

“Você de novo… é raro o suficiente para você mostrar seu rosto auqi, ainda mais com uma aparência tão inusual.” (Hivodir)

Olhando para Yuusuke que parecia com uma avó com suas sacolas de feira exageradamente grandes, Hivodir balançou sua cabeça enquanto soprava um suspiro. No que Hivodir estava mostrando seu espanto, Yuusuke colocou um anel entre seu polegar e indicador e jogou ele em direção do candidato à noivo. Pensando sobre o que isso poderia ser, Hivodir tentou pegá-lo… mas foi atingido por isso na cara.

“Puto! Por que você fez isso tão subitamente? … Espera… poderia isto ser?” (Hivodir)

“É o anel de artes de fogo que eu terminei ontem. Para ser sincero, eu queria dar eles para os oficiais comandantes de todas as corps antes de qualquer outra pessoa, mas você estava implorando tanto por isso que eu decidi dar ele para você primeiro.” (Yuusuke)

Ouvindo isto, os oficiais comandantes de cada uma das corps olharam para ele com olhares afiados. O oficial comandante da corps de fogo próximo deu para ele um olhar excepcionalmente afiado.

“Ahahaha~ parece que eu mereci ele. Parece que é um resultado da nossa amizade se aprofundando!” (Hivodir)

Hivodir jogou fora a pressão desses olhares como se não tivesse nada a ver com ele. Ele orgulhosamente colocou o anel e saiu da sala de espera para testar o efeito do buff nos campos de treinamento. Contudo, por dentro ele estava suando baldes de suor frio que ele de algum modo conseguiu cobrir com sua atitude estilo nobre.

***

Tendo descido na estação de carruagem, Yuusuke encontrou com seus subordinados no porão para a cidade. A integridade da corps do deus da escuridão estavam de folga, então eles também estavam com uma licença especial. Parecia que Isotta também ia retornar para casa para sua família no distrito [artless].

“Bom dia, Capitão. Você está retornando para a vila hoje também?” (Aisha)

“Devo lhe ajudar a colocar sua bagagem na carruagem?” (Vermeer)

“Ah, obrigado Vermeer. Aisha, você está retornando para casa também?” (Yuusuke)

Aisha e Shaheed pareciam ter planos para gastar suas férias na casa de seus pais no distrito de classe média. Vermeer não tinha nada planejado para sua folga, então ele planejava vagabundear no palácio depois de ver seus companheiros de esquadrão partirem. Fonke tinha planos para ir num tour pelos bares e ir passear na cantolandia, o tão chamado distrito da luz vermelha. (NT: As prostitutas são as cantoras da noite e tal, então a zona é alguma coisa envolvendo canto… em japonês pelo visto é Machiuta o nome que deram…)

“Isso mesmo, sua majestade concordou em deixar você sair?” (Vermeer)

“Violet? Hmm, ela estava inesperadamente OK com isso. Eu posso até ter levemente mudado minha opinião sobre ela…” (Yuusuke)

Quando Yuusuke contou para Violet que ele tinha planejado retornar para a vila Rufk durante sua folga, parecia que a princesa tinha planos para arrastá-lo junto e ir incógnita para o festival da colheita. Contudo, ouvindo que ele queria gastar algum tempo com Sun na vila, Violet parecia entender Yuusuke e respondeu com um “nesse caso, não tem o que fazer”. Violet parecia estar preocupada sobre Sun que estava provavelmente desanimada como ela sobre a deserção de Zeshald, e Yuusuke se desculpou à garota na mente dele depois de ver este lado gentil dela.
Tendo resolvido tudo que ele tinha para fazer, Yuusuke partiu em direção da vila Rufk, de que ele havia partido vinte nove dias atrás.

***

Os cavalos estavam incansavelmente puxando a carruagem da corps de cavaleiro no que seus arreios foram customizados com um efeito de restauração de fadiga. Quando ele chegou na vila Rufk, era levemente depois do meio dia. A velocidade de viagem era similar com a vez que ele viajou para a cidade com Zeshald.

Yuusuke se sentiu levemente nostálgico no que ele passou pela ponte de troncos sobre a trincheira protetiva, que estava cercando a vila. Yuusuke chegou por volta da hora que os aldeões davam uma pausa de suas atividades diárias e um rosto familiar sorriu no que ele viu Yuusuke se aproximando. Como um complemento ao serviço de Yuusuke no palácio, o tratamento da vila Rufk melhorou também. Aldeões receberam gado assim como sementes e fertilizantes, então os campos ao redor da vila aumentaram visivelmente.

Tendo parado o vagão perto da casa de Zeshald, Yuusuke viu a figura de Sun através da porta aberta. Yuusuke mencionou seu retorno neste dia na carta que ele pediu para Reifold entregar na vila, então Sun não estava surpresa em vê-lo. Ao invés disso, ela cumprimentou ele com um sorriso humilde que não mudou desde que Yuusuke deixou a vila, e o jovem de cabelo preto sorriu de volta.
Sun estava no meio do caminho até a carruagem, quando um homem, aparentemente um aldeão que Yuusuke não conhecia assim tão bem, apareceu na soleira da porta.

“Bem vindo de volta, Yuusuke-san.” (Sun)

“Cheguei, Sun.” (Yuusuke)

No que Yuusuke saiu do vagão, ele trocou os cumprimentos com Sun e perguntou para ela, “quem é ele?”, sobre o homem que ficou atrás da garota. De acordo com a história de Sun, ele era um amigo de infância que estava distanciado com ela até recentemente quando Yuusuke partiu.

Ele parecia ter começado a visitar Sun frequentemente no que ele ficou preocupado que ela estava se sentindo sozinha depois que Zeshald deixou a vila, seguido por Yuusuke.

“Prazer em lhe conhecer, eu sou Thalys.” (Thalys)

“Eu sou Yuusuke, prazer em lhe conhecer também.” (Yuusuke)

Eles trocaram cumprimentos simples. O homem tinha um cabelo até que bem curto e sua altura era similar a de Yuusuke. Ele parecia ser bem animado e dava uma sensação meio similar à de Fonke. Em geral, ele parecia ser um jovem homem ordinário.

Depois disso, ficou completamente escuro até eles terminarem de trazer toda a bagagem de Yuusuke para a casa. Tendo ajudado a trazer a bagagem para dentro, Thalys se despediu de Sun com um “até amanhã”, e saiu.

“Yuusuke! Você está de volta?” (Bahana)
“Tia Bahana, eu voltei~!” (Yuusuke)

Bahana avistou Yuusuke, que estava levando o cavalo para os estábulos assim que ela estava retornando da caçada, e chamou por ele. Bam Bam, ela acertou as costas dele repetidamente no que ela dizia, “é bom te ver de novo”, com uma voz animada. Ela era tão forte quanto de costume mesmo quando seu porte parecia ser mais fino. Isso fez Yuusuke pensar que os boatos que ele ouviu no palácio alguns dias atrás, que “os [artless] são lutadores natos” possa ser realmente verdade.

“Hmm~? O que é isso? Depois de todo aquele auê sobre você virar um herói você não parece ter criado nadinha de músculo?” (Bahana)

“Uhm~, bem isso é porque eu não fiz nenhum trabalho físico.” (Yuusuke)

“Você não deveria treinar seu corpo também?”, continuando a evitar os passes de Bahana para segurá-lo pelos seus lados para mexer em seu flanco, Yuusuke tirou uma corda de arco que ele comprou como um presente e a deu para a mulher.

***

“Entendo, você está forte como sempre, tia Bahana.” (Yuusuke)

“Hehehe, quando eu ouvi que você estava retornando, eu estive ansiosa para lhe fazer uma refeição de boas vindas. Eu espero que você esteja excitado sobre isso?” (Bahana)

Depois de voltar para casa para recuperar seu fôlego, Yuusuke estava relaxando no sofá. No que Sun trouxe para ele algum chá, ele perguntou à garota sobre o evento que começará em alguns dias. Sun contou para ele que o festival da colheita era um evento onde todo mundo na vila preparava comida, se reunia fora de suas casas e comiam.

“Parece que o festival será animado este ano.” (Sun)

“Eu curtirei ele então.” (Yuusuke)

No que Sun estava passando pelos presentes que Yuusuke comprou da cidade, ela notou um jogo de jantar novo, de alta qualidade, assim como algum pano. Era um vestido bem adequado para uso fora de casa que era de um estilo levemente mais maduro do que os simples vestidos de peça única que ela vestiu no palácio. Parecia que ela também seria capaz de vestir ele enquanto trabalhava nos campos.

“Hey… este vestido.” (Sun)

“Ah, este aqui. Eu não sabia seus gostos, então eu tentei escolher um que eu achei que ficaria bom em você.” (Yuusuke)

“Muito obrigada… eu verdadeiramente aprecio isso.” (Sun)

“É-é mesmo. Estou feliz.” (Yuusuke) (NT: Pensem que é aquele é mesmo de pergunta… eu preciso pensar num substituto decente para isso em português…)

Levemente corando, Sun sorriu e parecia estar grata das profundezas do coração dela. Yuusuke acenou, com seu rosto ainda preocupado se a garota gostou ou não do presente que ele comprou para ela.

***

No dia seguinte…

No que as preparações para o festival da colheita de amanhã estavam prosseguindo em cidades, municípios e vilas de todo o país, pessoas da vila Rufk também começaram suas preparações para o evento. Eles criaram os locais do festival na praça central da vila ao construírem uma fogueira de madeira de óleo, colocando a madeira altamente inflamável numa estrutura que lembrava um poço. Em seguida eles prosseguiram à enfileirar as mesas para criar uma única longa mesa para a comida.

Yuusuke também planejava ajudar, mas ele foi dispensado com um “você finalmente recebeu sua folga, então vá descansar”, logo ele prosseguiu andando pela vila olhando os campos e gado aumentando. A razão verdadeira, contudo, era que mesmo que ele quisesse ajudar, Yuusuke era completamente ignorante sobre o processo de preparação, então havia pouco com que ele podia ajudar em primeiro lugar.

Mulheres casadas de meia idade estavam ocupadas com preparações de comida enquanto as mulheres mais jovens e garotas estavam decorando a praça. No que Yuusuke estava vagando pela praça, ele avistou Thalys ajudando Sun com seu trabalho. Enquanto Yuusuke estava preguiçosamente por aí, pensando que eles combinam juntos, ele foi chamado pela tia Bahana.

“Parece que você realmente não tem o que fazer, Yuusuke.” (Bahana)

“Bem, é~” (Yuusuke)

Vendo Yuusuke dar de ombros, dizendo que ele não foi permitido a ajudar, Bahana inquietamente olhou ao redor e arrastou Yuusuke para a sombra de um prédio. “O que?! O que?!”, gritou Yuusuke, no que ele foi empurrado em suas costas e levado até atrás do celeiro. No que ele murmurou algo estúpido como “estou sendo seduzido por uma viúva” para Bahana, que se pressionou nas costas dele, e propriamente ganhou um peteleco em sua testa.

“Pare de falar como um idiota, é sobre aquela garota. Nós temos que falar sobre Sun.” (Bahana)

“Sun?” (Yuusuke)

“Depois que você e Zeshald deixaram a vila, Thalys esteve mirando por ela o tempo todo.” (Bahana)

“Aqueles dois, eles não são amigos de infância?” (Yuusuke)

De acordo com Bahana, mesmo que Thalys era amigo de infância de Sun, até agora ele quase nunca prestou qualquer atenção nela. Depois que Zeshald partiu e Yuusuke foi chamado para serviço governamental, Sun praticamente começou a viver sozinha. Esta era a oportunidade que ele estava esperando.

“Se você não protegê-la firmemente, ela será tomada embora.” (Bahana)

“Não, não é sobre tomar ela ou não… Ficar no meio do romance de duas pessoas é um pouco…” (Yuusuke)

Se Sun parecesse incomodada por Thalys, Yuusuke não hesitaria em protegê-la ao primeiro sinal de perigo, mas até agora, mesmo se os dois fossem um pouco esquisitos, não havia sinais de problema entre eles. Ainda mais, olhando para ele mesmo, não era ele o problema em primeiro lugar, imaginou Yuusuke, no que ele estava perplexo pela insistência de Bahana.

Espantada pelo que ele disse, Bahana balançou sua cabeça e insistiu que Thalys não sentia amor por Sun e só foi atrás dela no que ela uma das garotas mais bonitas na vila. Bahana cochichou isto no ouvido de Yuusuke depois que ele perguntou porquê ela sabia tanto sobre ele.

“Thalys é um escroto. Ele é o mais traiçoeiro entre seus amigos. Ele só está seduzindo ela para se gabar sobre o número de garotas que ele pegou.” (Bahana)

Aparentemente, ele também havia tentando seduzir Bahana. No começo, parecia ser uma pegadinha maldosa e infantil, mas no que ele viu que seduzir ela era impossível, ele surpreendentemente tentou usar força. Aparentemente, Bahana também tinha respondido com força por sua vez.

[Não é que está tudo bem. Você não se sente sozinha toda noite?] (Yuusuke) (NT: Isso está sendo usado para cochicho… acho)

[Boa. Mas você com certeza tem o nervo para estar dizendo isso.] (Bahana)

Bam

-Gyaaaa…

“Bem, eu podia ter quebrado seus dentes, então eu tentei me segurar.” (Bahana)

“As-assustaaadooor~” (Yuusuke)

Tendo sacado o primeiro sangue, Bahana puxou Yuusuke de volta para cima. Falsamente limpando sua garganta, Bahana disse:
“De qualquer forma, seria melhor para você… não, mantenha seus olhos naquele cara a todo tempo.” (Bahana)

No que buscar por um amante era um evento colateral do festival da colheita, todos jovens na vila estavam entusiasmados com as prospectivas de acharem seus pares. Tirando vantagem do clima do festival, até os métodos forçosos podiam ser usados para arrumar um par.

“O que você disse agora me deixou de certo modo preocupado. Eu farei algo sobre isso por precaução.” (Yuusuke)

“Eu queria ouvir algo mais próximo de [eu ficarei sempre ao lado dela]…” (Bahana)

***

Na tarde, por volta do horário que o almoço estaria pronto, a fase de preparação estava finalmente pronta e a vila estava temporariamente envolta em silêncio. No que o festival começaria depois do pôr-do-sol, aldeões queriam descansar e pegar algum sono para se prepararem para a noite. Depois de se separar de Bahana, Yuusuke foi de volta para casa e começou a customizar acessório. No que Sun retornou para casa, ele saiu de seu quarto.

“Sun.” (Yuusuke)

“Ah? Yuusuke-san, você estava em casa?” (Sun)

Perguntou Sun, no que ela inclinou sua cabeça em dúvida. Ela viu Yuusuke na praça da vila, então ela estava certa que ele estava dando uma caminhada pela vila. Enquanto isto acalmou Yuusuke um pouco, ele presenteou Sun com o acessório que ele havia feito mais cedo.
Era um anel levemente branco, transparente que ele criou customizando um shouka. (NT: Cristal de dinheiro.)

“Eh, EH? Uhm… isto é…” (Sun)

“Tia Bahana insistiu que Thaly sé perigoso, então eu criei um amuleto para lhe manter segura caso algo acontecesse.” (Yuusuke)

Tendo ouvido isto, Sun obedientemente pegou o anel, apesar dela ter mostrado um sorriso incomodado no meio tempo. Ela encarou o anel em sua mão assim como o rosto de Yuusuke. Yuusuke, seus olhos e costas começaram a ter comichão, inclinou sua cabeça perguntando, “algo errado?”.

“Não… Muito obrigada por se preocupar comigo.” (Sun)

Sorriu Sun no que ela colocou o anel branco em seu dedo.

***

Noite–

O festival começou quando o sol havia se posto e alcançou seu clímax quando a lua de meio de verão havia subido acima do horizonte. A luz da pira queimante iluminou as mesas ao redor que estavam cheias com vinho de fruta e várias comidas e todo mundo aproveitou o festival até a manhã seguinte.

Observadores torciam pelas pessoas dançando que dançaram junto com a animada melodia de flautas e tambores. Haviam algumas pessoas que estavam também focadas apenas em beber ou comer. Um grupo de vários jovens se separou do resto. Eles estavam deitados nos colos uns dos outros, cochichando algo doce um para o outro.
O festival tinha esta sensação peculiar de solidariedade desordenada que lembrava um vento quente passando pela pele de alguém.

“Yuusuke-san, eu ouvi de suas conquistas depois que você virou um cavaleiro!” (Maria)

“Ehh, tudo isso foi apenas por sorte…” (Yuusuke)

“Por favor, nos conte uma história, Yuusuke-san.” (Josefina)

“Isso é… eu não tenho quaisquer histórias agradáveis para contar…” (Yuusuke) (NT: Para alguém que veio de outro mundo não ter nenhuma história, que vida triste…)

Yuusuke, curtindo a comida, foi cercado por garotas da vila, que todas começaram a travar uma batalha de sedução contra ele. Normalmente simples e quietas garotas da vila, bêbadas no álcool e no clima do festival da colheita, começaram a ficar atrevidas o suficiente para tentarem seduzir elas mesmas um cara.
A propósito, elas se tornaram ainda mais ousadas durante o festival de dança, que aconteceu durante o mês do vento, mas este conto deve ser deixado para outra hora.

“Bahana, estamos ficando sem carne.” (Godofredo)

“Hmm, como esperado, a carne está boa este ano. Todo mundo apenas não consegue ficar satisfeito disso.” (Bahana)

Pedida para pegar mais carne, Bahana piscou para Sun e deixou seu assento com “eu ficarei fora um pouco”. Tendo esperado pelo momento quando as costas de Bahana desapareceram no mar de aldeões, Thalys apareceu ao lado de Sun. No meio tempo, Yuusuke ainda estava sendo atacado pelas garotas da vila com mais reforços a caminho delas.

“Por– favor… alguém… me aju–de.” (Yuusuke)

“Haha, ele é insanamente popular.” (Thalys)

“Uhm, parece que é.” (Sun)

Thalys olhou para o perfil de Sun no que ela sorriu para as lutas de Yuusuke. No que Sun colocou o copo de vinho de fruta na mesa e começou a se levantar de seu lugar, Thalys pediu algo para ela:

“Sun, eu estou indo para o poço para pegar fruta resfriada. Quer me ajudar?” (Thalys)

“Mhm, claro.” (Sun)

No que ela estava sendo levada embora por Thalys, ela se virou para a praça novamente e, vendo Yuusuke incapaz de lidar com a enorme multidão que ele havia atraído, ela sorriu para seu companheiro.

O poço estava num lugar que era levemente separado da rua onde os prédios estavam enfileirados. No que esta era uma noite de festival, havia luz suficiente da fogueira para eles serem capazes de ver o caminho deles. Luz da lua também começou a brilhar mais forte no que a noite foi entardecendo.

Ainda assim, se alguém saísse da estrada mesmo que só um pouco, ficaria tão escuro que alguém não conseguiria mais ver seu caminho. Vários galpões de ferramenta de fazenda estavam alinhados pela estrada até o poço. Sun foi arrastada para um desses galpões que estava pouco iluminado pela luz balançante de um galho em chamas de madeira de óleo, no que ela foi tombada num amontoado de palha.

“Sun…” (Thalys)

“Tha-Thalys, se acalme! Que diabos deu em você?!” (Sun)

“Você entende, não é? Não tente fingir ignorância que você não sabe o porque que você estava vindo aqui.” (Thalys)

“Vo-você está errado. Eu nunca jamais pensei ou queria isso!” (Sun)

Thalys ficou no topo de Sun, que estava lutando na pilha de palha, e enrolou seus braços envolta das costas da garota. Ele estava aproximando seus lábios do cabelo da garota como que pretendendo beijar ela próximo da orelha dela. Sun torceu seu pescoço e empurrou Thalys no peito, tentando escapar dele.

“Guahg…” (Thalys)

Parecia que Thalys, tendo sido atingido por Sun diretamente no seu plexo solar, subitamente soltou todo o ar de seus pulmões. Isso fez o cara recuar seu corpo para trás. Tendo topado com uma oposição inesperadamente forte, Thalys pegou os braços da garota e empurrou eles para baixo para prender a garota.
Thalys estava pensando que ele paralisaria os pensamentos da garota ao roubar os lábios dela. Ele havia diminuído a distância do rosto dele até a garota, mas Sun havia conseguido empurrar de volta os braços dele com que ele estava supostamente prendendo ela no lugar.

“Uuuuuugh~~” (Sun)
“O-o que? Como você consegue…” (Thalys)

De algum modo, Sun estava rivalizando Thalys em força física. A briga deles parecia estar igual, mas Sun parecia ser a mais forte no que ela estava lentamente começando a empurrar Thalys para trás. Thalys ergueu seu corpo para colocar toda sua força na parte superior do corpo para ir contra a força, que parecia inumana, de Sun que estava vindo de seus finos braços. Nesse instante…

“!!” (Sun)

“Porhr!” (Thalys)

Se tornando descuidado, Thalys deixou seu saco desprotegido e, tendo recebido um golpe fatal à suas preciosas joias, desmaiou com espuma saindo de sua boca. O anel que Yuusuke deu para Sun era o [Anel da Força], um item que aumenta drasticamente a força de seu usuário. Tendo arrumado suas roupas levemente desarrumados, Sun correu para fora do galpão e explicou as circunstâncias para os caras na praça principal que eram responsáveis em manter a ordem durante o festival.

“De novo, AQUELE IDIOTA!!!…” (Astolfo)

“Não se preocupe, Sun-chan~. Nós vamos mostrar para aquele!” (Teobaldo)

Dizendo para Sun que ela deveria respirar um pouco do ar noturno, os velhos homens enrolaram suas mangas e correram em direção do galpão de ferramentas. Vendo eles partirem, Sun sentou num banco na praça da vila enquanto respirava profundamente. Em seguida, ela gentilmente acariciou o anel que Yuusuke deu para ela como um amuleto.

“… Yuusuke, seu bobo…” (Sun)

Cochichou Sun silenciosamente para o anel, como que beijando ele.

***

Primeiro dia do mês de fogo de Zalnar. As festividades para o festival da colheita haviam começado no que a lua alcançou seu equinócio. Rainha Rishause fez um importante anúncio para todos os cidadãos de Blue Garden.

Instrutor chefe de artes divinas Zeshald foi apontado como a comitiva pessoal dela. Ele irá então mostrar a lealdade dele para a rainha através de suas ações em Paula –

Este anúncio no começo do festival da colheita dividiu a reação dos cidadãos em dois grandes grupos.


Tradução: Thyros



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