TMID – Capítulo 5 – Inconsciente de que era cruel



N~ que manhã refrescante.

Da montanha rochosa de superfície branca eu sinto um ar fresco fluindo pra mim.

Bem, eu desistirei de me sentir surpreso pelas minhas próprias características super-humanas. Quando eu explicar para alguém, eu só vou falar pra eles o que eu vi. É normal que este não seja um vento refrescante, mas sim um gélido?

Para o eu que já pode sentir poder mágico no ar, a forma que eu vejo o mundo mudou e eu me sinto ‘refrescado’.

Agora, eu confirmei que eu sou nível 1.

Isto é estranho, se eu fosse nível alto desde o começo não seria estranho aumentar de nível depois de derrotar o liz, mas…

Se eu sou nível 1 eu deveria aumentar. Ou aquele cachorro é realmente fraco?

Ema-san também testemunhou eu derrotá-lo naquela luta então será que foi por ter sido um ataque surpresa?

N~ no topo da minha existência ser um roubo, o conceito de nível não se aplica em mim.

Mesmo que eu me sinta um pouco triste sobre isso eu estou bem calmo

“Então, eu devo fazer isso.” (Makoto)

Eu fui na direção do guardião do portão e pedi que ele entregasse para Ema uma coisa.

Uma carta.

É incrível certo? E pensar que não apenas falar, mas eu poderia escrever também.

Eu podia perfeitamente ler e escrever.

Viva ao cheat. Eu aprendi a ter respeito aos insetos um pouco. Agora que chegou a isso eu não posso evitar imaginar se os outros heróis são todo-poderosos ou algo assim.

Com isso se eu chegar em um povoado humano eu sinto que posso ganhar dinheiro fazendo trocas entre humanos e mamono.

Eu não escrevi muito na carta.

Eu estou indo ver se posso fazer algo contra aquele deus alguma coisa.

Eu provavelmente não vou voltar sem nenhum arranhão, então não se preocupe comigo e somente retorne pra vila. Obrigado.

É como eu escrevi mais ou menos. Tinha alguma conversa e explicações no meio também.

Eu não tinha intenções de voltar para a caverna.

No fim, não apenas ela me ensinou magia, eu também fui capaz de obter um mapa dos arredores.

Depois de falar com aquele Deus, eu planejo procurar um povoado humano.

Parece que existe um lugar estranho que adquiriu materiais raros de todo o mundo e pessoas que buscam conhecimento se juntam.

Ainda tem uma bela distancia da caverna.

De qualquer forma, para chegar, eu acho que na minha maior velocidade (contando com o tempo em que eu já viajei) levaria uma semana, se algo acontecer no caminho eu acho que demoraria dez das.

No caminho tem um bom número de povoados de outras raças (todos de mamono sem exceção). Eu posso falar com eles então não aconteceria uma batalha todas as vezes.

Em termos de comida eu devo estar bem. Eu fui capaz de ficar 3 dias sem comer depois de tudo.

Se eu seguir minha intuição eu ficaria bem por 5 dias. Mas eu não quero isso. Sobre os orcs, a comida que eles me deram devia ser importante para eles também. Eu tenho que comer cuidadosamente.

Enquanto pensava nestas coisas eu rodeava a montanha rochosa, eu seguia para a evidente montanha alta. Montanha de Deus huh.

Na verdade, eu não estou muito preocupado com esse mamono ou Deus chamado Shen.

Porque tinha algo que me preocupava mais que isso.

Deixando de lado os sacrifícios, o fato de ninguém nunca ter visto o Shen em primeiro lugar é o que me faz pensar. Porque isso significa que ninguém vivo se encontrou com ele.

E então o fato de que o sacrificado deve ter que ter o trabalho de viajar pelo deserto sozinho era estranho.

Porque se o sacrifício não conseguir atingir seu destino não há nenhum ponto no sacrifício.

Que o sacrifício tem que passar por diversos pontos de segurança para ‘purificar o corpo’, ela já fez o seu trabalho. É o que eles me disseram.

O que há com essa lógica? Já não há ponto nenhum em se sacrificar?

Porque na realidade, Ema estava quase virando comida de Liz afinal.

Está certo, e aquele Liz. Este mamono parece estar em todas as partes do mundo, mas aquele em especifico estava bem longe da área que ele deveria estar habitando.

E parece que é normal eles caçarem em grupo.

Então, a situação em que Ema foi atacada é estranha demais.

Eu posso certamente sentir alguém tentando lentamente destruir o vilarejo dos orcs do planalto pelas conversas que eu tive com Ema.

Mas esta seria a vontade daquele chamado Shen?

Eu sinto que uma terceira parte está envolvida nisso. Ou poderia ser um problema interno entre o vilarejo dos orcs?

Essas duas possibilidades pairavam em minha mente.

Se eles só quisessem destruir então o sistema de sacrifícios parece estupido. Porque se ele pode usar a névoa então em alguns anos o vilarejo cairia depois de tudo.

“Lentamente huh.” (Makoto)

Eu sinto que este é o ponto chave do problema.

Eu acho que tem algum significado em demorar.

Se Shen quisesse algo além do sacrifício, então ele já teria certamente pedido no lugar dos sacrifícios.

Então se tem alguma existência procurando por tempo, então não significa que tem que ser o próprio Shen.

Uma Terceira parte, ou uma rebelião huh.

Eu posso estar pulando para as conclusões. Pode ser completamente diferente do que eu pensei. Este cara não é uma pessoa afinal.

Não é certo que ele teria a mesma linha de raciocínio que um humano. Se eu levar isso em conta, minha base seria totalmente bagunçada.

Mas na minha situação atual, desde que eu não tenho material o suficiente para seguir, eu decidi continuar na minha linha de pensamento.

Se, se tornar uma luta então deixe que se torne uma.

Podem até ter partes de mim que querem que isso aconteça.

Magia, poder mágico.

É verdade que eu quero usa-los.

Existem várias outras coisas que eu quero aprender também, mas eu tenho que terminar isso antes que a Ema vá, então.

Na verdade, a magia para criar luz eu secretamente ouvi o encantamento do guarda do portão então eu já aprendi ela!

Morais? Além da lista de feitiços que eu consegui, eu preciso aumentar o meu reportório de feitiços de um jeito ou de outro.

“Eu deveria tentar agora. Tentar quando a luta de verdade começar seria um pouco…” (Makoto)

O primeiro vai ser com todo o meu poder.

Eu não sei o quão exaustaste será, então eu deveria tentar pelo menos uma vez.

Agora está decidido.

Eu deveria preparar tudo primeiro.

Sussurrando lentamente eu fiz uma chama de brid do mesmo tamanho que a da noite anterior. Fazendo ela no formato de uma bola pra jogar em qualquer lugar. Sucesso.

Boa.

Vamos fazer isso.

Eu relaxei meu corpo e com prudência eu entoo uma aria, colocando toda a minha energia enquanto imagino uma ‘forte chama’. Mas eu entoo dentro da minha mente.

E eu tento sussurrar para o brid. Primeira coisa que eu queria tentar. Ver se eu consigo usar sem dizer.

Sucesso. Eu fui capaz de fazer uma condensada e cintilante chama vermelha profunda que era várias vezes mais forte que a do que a da noite passada.

Eu estou feliz. Se eu tentasse isso na caverna sem ter a imagem de uma bola primeiro, então teria se tornado um desastre. Muito provavelmente não apenas eu, mas todos os meus arredores seriam pegos pelo fogo.

Agora então, um alvo.

No caminho para a montanha do chamado Deus da Montanha, no pé da montanha somente um pouco a frente eu consigo ver uma coisa que se parece com um portão. Isso deve bastar, A distância daqui é um pouco mais de cem metros. Eu deveria ser grato pela minha visão impressionante.

Coisas que eu quero tentar, número dois. Eu faço arquearia.

Noite passada eu estava imaginando se eu poderia fazer um arco e uma flecha e dispara-los igual aquela bola.

E enquanto eu estou nisso eu quero saber o quão flexível o brid é.

Está certo.

Eu faço seiza (forma formal de se sentar) igual como quando eu estava no clube de arquearia eu seguro o arco.

Se eu começar fazendo isso primeiro, eu saberia os resultados do que eu vou fazer.

Isso é uma coisa que os meus amigos do clube me perguntam bastante quando nós estamos preparando nossos arcos. Por que você começa pela parte de sentar? Por que te da confiança para acertar no meio?

Se você me perguntar então eu tenho uma memória que me faz sorrir amargamente. Que eu estar ‘assim’ não é nenhuma surpresa. Eu estava fazendo arquearia com o objetivo de treinar o corpo.

De primeira quando eu acertava o alvo eu ficava feliz, mas essa felicidade foi diminuindo conforme ficava mais fácil.

Mas com a técnica existem limites com o quão preciso você pode ser.

No começo, para aumentar minha precisão eu me desafiava de várias formas.

Eu me empenhei fechando os olhos e me acalmando. Muitas vezes eu estimulei minha gesticulação de quando eu acertava o alvo.

Minha posição e postura, cada ação minha na arquearia, eu continuei a me concentrar nisso.

Quando eu notei, o sensei disse que eu poderia usar o dojo a qualquer momento que eu quisesse, e em troca eu pararia de sentar com pessoas que eram da minha geração.

Agora que eu penso nisso, este deve ter sido a forma do sensei de se preocupar comigo.

Para as outras pessoas não ficarem estranhas com a minha anormalidade.

Depois de muito tempo.

Quando eu entrei no dojo, para mudar o meu humor eu continuei fazendo isso. Sentar em seiza, no momento em que eu encaro meu alvo eu me imagino acertando ele. E na verdade isso acontecia.

Quando eu entrei no ensino médio e me juntei ao clube de arquearia.

A infantilidade ao meu redor me trouxe um sorriso. E então eu percebi a minha própria anormalidade.

Quando eu pedi conselhos da sensei ela não sabia que eu estava no clube de arquearia e ficou bem surpresa.

No momento em que eu disse que era porque eu gostava de usar o arco minha sensei começou a rir admirada.

Sensei deve ter decidido algo naquele momento. Ela me disse que iria me ensinar a arquearia.

A arquearia real de combate que havia sido passada pela família da sensei era uma arte que eu não fazia ideia. Estava cheia de técnicas que foram criadas para várias situações diferentes.

Mas mesmo isso não mudou o meu conceito de ‘acertar no meio’.

Depois de um ano aprendendo, sensei me disse que havia acabado e me testou. E eu passei.

No Segundo ano do ensino médio. Não faz tanto tempo assim.

Eu consegui a posição de vice-presidente do clube. Seguindo as instruções da sensei, eu não entrei em nenhum torneio. Os senpais me nomearam e por isso eu não tinha muitas oportunidades de usar o arco.

Bem, eu me sentia feliz de ser dependido pela presidente. Desse jeito eu me concentrei em ensinar meus Kohai(novatos) e estava aproveitando a vida escolar até que eu fui sugado nessa conversa louca sobre outro mundo.

Quando eu penso sobre isso, é bem anormal huh. A kohai que me chamava dizendo ‘Senpai, senpai’ era realmente legal.

Oh, não tem como evitar sentir saudades de casa. Realidade, realidade. Bom, meu fogo ainda é estável.

Bem, ficar sério depois de tanto tempo.

Minha mira é o meio daqueles portões Shinto.

Por habito eu coloco minha mão esquerda como se tivesse usando um arco, minha mão estendida colocada horizontalmente do meu rosto somente um pouco atrás dele.

Eu tento estimular colocando a flecha no arco. Se eu me queimar enquanto pego a bola de fogo na minha mão eu vou joga-la longe.

Agora me mostre, o poder da magia com força total.

Eu imagino a flecha. Era apenas uma imagem dentro da minha mente, mas a bola de fogo lentamente se curvou.

E em um momento ela ficou em um formato cilíndrico como o de uma flecha e acertou o portão. Uma perfurante flecha de fogo.

“É um sucesso. Não há problema algum com a velocidade.” (Makoto)

Esta não era a velocidade de alguém jogando, ela voou exatamente como se tivesse sido atirada por algo. Seria bom treinar com isso, mesmo que fosse o mesmo que ter um arco na mão. Este é um grande passo. É reconfortante.

“Huh?” (Makoto)

A flecha não desapareceu, continuando presa no portão ela começou a se distorcer. Como se tentasse resistir, ela ficou evidentemente maior se contorcendo e distorcendo.

A flecha de fogo explodiu.

Junto com o portão.

Com um segundo de lag, um vento quente foi jogado contra mim. Era realmente quente. Ao ponto que eu hesitava em respirar. Isto é o que eles querem dizer com incinerar completamente?!

“Isto é mal, o portão desapareceu.” (Makoto)

Bem, está tudo bem se foi só o portão. Pensando nisso eu começo a andar e vejo uma coisa inacreditável.

Algo se moveu.

Se nos arredores do portão tinham seres vivos…

Isto é mal.

Deve ser uma situação incrivelmente ruim ali com aquele acerto direto.

Se está se movendo eu talvez chegue a tempo.

Eu posso dizer que eu não tinha a intenção de machucar eles, mas não tem outro jeito. Nesta situação se eu chegar a tempo eu deveria retornar a caverna dos orcs do planalto e pedir por tratamento médico.

De qualquer jeito. Eu deveria ir para a cena do crime.

Eu corro como se estivesse mandando embora todo meu suor frio.

—-

“Seu bastardo, o que é você?!”

“Uwaaa, isso já é…” (Makoto)

Já é tarde demais. Tem quatro criaturas que se parecem vivas, mas estão carbonizadas.

E o outro teve uma metade explodida. Como ele fala?

Ele deve ter uma vitalidade incrível.

“Ah bem~ cheio de vigor você, não?” (Makoto)

Por ele estar falando normalmente eu senti minha tensão ir embora.

“Logo eu morrerei!”

“Certo, é claro.” (Makoto)

“Aqueles bastardos orcs do planalto, você está me dizendo que eles perceberam o plano de nós, a raça demoníaca? Ou eles querem matar um dragão?!”

“Pare! Pare isso! Você, não fale mais!” (Makoto)

“Kukuku, minha vida não pode mais ser salva. Deixe-me falar até o fim.”

Bem, sim você não será salvo, mas quem fez isso fui eu sabia?!

Que tipo de coisa estupida é essa?!

“Se eles somente cooperassem conosco como dissemos o problema teria sido resolvido e nós teríamos somado eles aos nosso ranks, mas em pensar que eles teriam um monstro igual a você!”

Uoooooo!!!

A intervenção de uma terceira parte estava por trás das cenas?! Eu acabei de acerta-los!

“Bem, você destruiu o portão.  Aquele cara é um que tira conclusões precipitadas. Com isso a fúria de Shen se tornará realidade.”

“Ei espera?! Shen vai ficar tão puto assim com a destruição do portão?!” (Makoto)

Isso é ruim, isso é ruim, isso é ruim. Este é o padrão para uma luta contra o chefe sem nem mesmo passar por algum save point.

Se eu selecionasse o comando de conversa. ‘Esse não é o tempo pra isso!’ É o que eu acho que eu diria.

Definitivamente vai vir!!

“Uma ponderosa raça de dragões, em seu próprio território vai ver seu portão destruído. Kukukuku é isso que você merece!!!”

Após dizer tudo que ele queria dizer ele desapareceu como areia. Ele deve ter morrido acreditando nas próprias palavras.

Os outros 4 corpos também desapareceram. Eles murcharam do mesmo jeito?

E então, um tremor.

Além disso uma nuvem que cobria a montanha estava diminuindo de altitude.

Uma nuvem, não, eu acho que com seus atributos seria uma névoa.

De qualquer forma, era um fenômeno estranho        .

Eu vou morrer!

Eu vim aqui com a intenção de conversar e então apertando as mãos eu voltaria felizmente.

Não. Eu não achei que seria uma coisa tão perigosa que era capaz de fazer um fenômeno não natural acontecer!

Eu vou ser enterrado e então morto e depois violado?! A ordem que está estranha?!

No entanto, os caras maus eram a raça demoníaca! O cara da terceira parte!

“Shen-sama, por favor ouça o que eu tenho a dizer!” (Makoto)

Eu gritei enquanto a névoa já havia descido por metros de sua localidade original.

Naquele lugar tinha algo que até mesmo eu reconhecia. Com uma expressão facial enfurecida e mostrando suas presas, um dragão-sama desceu.

Eu podia claramente dizer que ele iria me morder até a morte a qualquer momento!

De qualquer forma…

“Shen não é um molusco gigante?!!!!!” (Makoto) [1]

Em outro mundo meu conhecimento não vai funcionar,

Eu não quero morrer desse jeito.


Nota: [1]  蜃 se refere a molusco gigante, mas também pode ser um dragão.


Tradutor:Michael | Revisor:BravoEd



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