TER – Capítulo 119 – História secundária: Bluke



— Quê!? O que em nome de Deus está acontecendo!?

Por que eles não estão se curvando aos meus desejos!? Barbola não é nada além de uma pequena metrópole, e eu, Bluke Krysten, sou o segundo filho de seu Lorde. Por essa lógica, a própria cidade deveria se curvar ao meu desejo!

— Zerais! Você não declarou que a cidade ficaria agitada? Explique-se!

Eu encarei o pequeno homem de pé diante de mim. Ele parecia magro e doentio como sempre, mas tinha seus usos.

Seu nome era o que eu gritei momentos atrás. Ele era ex-discípulo do famoso Eugene, da Guilda dos Aventureiros, e também o motivo pelo qual o grande Alquimista foi expurgado de seu círculo de companheiros. O mesmo destino naturalmente assolou Zerais, e assim, ele ficou ao alcance do submundo de Barbola. Suas tarefas atuais envolviam a participação em atividades ilegais.

Francamente, ele era um lunático. Suas pesquisas envolviam infundir Pedras Mágicas em carne humana, tudo em nome da criação de membros da raça dos Demônios. Na verdade, um reino de pesquisa em que até os próprios Deuses evitariam. Entretanto, o homem era bastante competente, apesar de sua demência, e, como resultado, ele e eu tínhamos experiência juntos.

As poções e venenos que ele produzia colocavam seu valor à mostra em meus momentos de necessidade. Elas me permitiram inverter a decisão de uma mulher caso ela rejeitasse a oferta de se tornar uma de minhas concubinas. Mais importante, elas poderiam até ser usadas para silenciar os plebeus que queriam tagarelar sobre meus delitos para meu pai.

Nossa associação me garantiu a capacidade de prosperar, e foi graças a ele que fui capaz de obter minha atual posição.

— Oh, isso. Me parece que alguém está entrando em nosso caminho.

— Eu exijo mais detalhes.

Meus planos foram expostos?

— Você é familiar com o nome “O Rabo Negro”?

— Eu não faço a menor ideia do que seja isso.

Se eu tivesse que adivinhar, provavelmente assumiria ser algum tipo de restaurante. Eu falhei em ver como um simples restaurante teria algum tipo de associação com meus objetivos.

— O Rabo Negro é um dos participantes do Rei da Culinária deste ano.

— E daí? Eu não vejo nenhuma ligação.

— A barraca que eu mencionei antes está fazendo uso de água infundida com magia em seus produtos. Especificamente, eles estão usando Água de Recuperação, que dispersa os efeitos de qualquer condição de Status anormal lançada no consumidor dentro dos últimos dias.

— De verdade? E agora?

Eu duvidava que uma mera barraca de comida tivesse capacidade para produzir em massa água infundida com magia.

— É verdade. Eu fiz um de meus subordinados colocar as mãos em um de seus produtos. O item deles tem propriedades regenerativas.

Tsk. Em outras palavras, eles estão arruinando nossos planos?

— Yeah, especialmente vendo como eles vendem seus produtos por apenas dez Gorudo a unidade.

— Então, resumindo, eles estão inundando o mercado?

— Eu tenho bastante certeza de que eles venderam ao menos cinco mil unidades por dia.

— Há uma grande chance de que a maioria dos clientes do Prato do Nobre consomem os produtos deles também.

Eu duvidava que a decisão deles foi feita como resposta de seu conhecimento de meus planos. Isso, contudo, não mudava o destino deles. Qualquer um que entrasse em meu caminho deveria ser eliminado, independentemente de sua intromissão ser intencional ou não.

— Esmague-os.

— Eu já contratei e enviei algumas pessoas para lá, mas nenhuma conseguiu ter sucesso.

— Eles contrataram algum tipo de guarda?

— Parece que eles estão com Colbert Garra de Ferro. Ele fica com eles praticamente o dia inteiro. A dona também é uma Aventureira, e uma Rank D ainda por cima.

— E quanto aos subordinados de Rynford? A única razão para eu decidir abrigá-lo foi porque assim ele poderia ser usado em momentos como esse.

Rynford era o nome de um dos colegas pesquisadores de Zerais. Especificamente, Zerais o apresentou a mim dois meses atrás. Apesar de ele ser um pesquisador, ele parecia ser mais um Mercenário. A maioria de seus subordinados era versada em combate. Muitos deles carregavam cicatrizes visíveis, e assim, tinham aparências suspeitas. Eles provavelmente não teriam permissão para entrar na cidade se não fosse por minha influência. Ultimamente, o homem passa cada um de seus dias enfurnado dentro desta mansão. Ele é um homem ainda mais peculiar do que o próprio Zerais, porém, ele também é útil, especialmente quando chega a hora de aplicar violência.

— Rynford enviou vários de seus subordinados com Level 20 ou mais, no entanto…

— Você está dizendo que eles fracassaram? Que ridículo! A dona do estabelecimento é apenas uma Rank D!

— Nem um único deles voltou. Na verdade, o ataque de Rynford não foi o primeiro. Eu comecei a contratar vários lacaios do submundo da cidade, mas perdi contato com eles após enviá-los para lá. Eu não posso nem confirmar se eles estão vivos ou mortos.

— Isso… é preocupante. Por acaso a dona do restaurante tem algum tipo de Guarda a protegendo o tempo todo?

— Eu não faço ideia. Eu investiguei ela, mas tudo o que consegui descobrir foi que ela é uma Aventureira Rank D, e que ela foi recompensada com um número exagerado de temperos por sua contribuição ao derrotar um grupo de Piratas1.

— Empenhe mais esforços em suas investigações.

— Eu já tentei isso. Ela acabou de chegar em Barbola, portanto, informação detalhada sobre ela é difícil de adquirir. O único outro fato que temos é que ela chegou na cidade a bordo de um dos navios do conglomerado Luciel. Nós conseguimos subornar um dos funcionários do navio, mas tudo o que conseguimos foi o momento em que ela chegou na cidade.

Em outras palavras, não temos como descobrir as fraquezas dela!? Maldita camponesa! Eu não posso acreditar que meus planos estão a ponto de ser destruídos por uma mera plebeia.

— Devemos empregar Mercenários? Eu duvido que ela seja capaz de sobreviver a uma onda de trinta deles, independentemente da extensão de suas habilidades.

— O seu honorável pai não vai perceber os seus movimentos se você não manter suas ações em moderação?

Tsk.

Meu pai tinha vários subordinados dentro dos confins da cidade. Havia uma chance de ele descobrir meus planos para um golpe de Estado2 se eu não mantivesse minhas ações no mínimo. Merda!

Que desprezível. Por quanto tempo aquele velho de merda planeja se manter no meu caminho? Em primeiro lugar, o único motivo para eu desejar tomar sua posição é por sua falta de capacidade para discernir qualidade.

“Você não é digno da posição de Lorde”, que idiotice! Meu irmão mais velho não é nada além de lixo. Seu único atributo distintivo é sua capacidade para ser diligente. Falta a ele o meu intelecto, tanto que ele chega a não entender o significado do orgulho de um nobre. O fato de que ele assumia uma atitude servil quando falava com plebeus me irritava ao ponto em que eu queria enforcar o maldito!

Ele não é nada além de uma falha em forma de homem. Eu sou um herdeiro muito mais adequado, e é precisamente o conhecimento desse fato que me levou a desejar arrancar essa posição bem debaixo de seu nariz.

Meu plano era fazer Barbola entrar em caos e então jogar toda a culpa disso em meu pai para força-lo a se aposentar. Em geral, meu irmão acabaria se tornando o Lorde nessa ocasião, então eu planejava assassiná-lo no meio do caos.

Causar toda essa desordem era trabalho de Zerais. O plano inicial que tínhamos era fazê-lo envenenar um grupo de plebeus e fazê-los enlouquecer. Contudo, nós logo percebemos que um ato tão medíocre iria tomar no máximo algumas dezenas de vidas.

Um evento de escala tão pequena estava muito longe do que precisávamos para realizar nossos desejos. Assim, Zerais produziu um segundo esquema, muito mais devastador, um que faria toda a cidade cair dentro de uma absoluta loucura e destruição.

Naturalmente, eu aceitei sua proposta. Ela era uma que faria muitos perecerem, mas eu não ligava para isso. A maioria seria meros plebeus, e assim, era irrelevante. Pouco valor seria sacrificado.

Havia, no entanto, um fator chave necessário para nosso plano render frutos: Waint Krysten, meu irmão mais novo deficiente mental.

Waint era tão estúpido que nem mesmo eu, sua carne e sangue, podia resistir em declarar ele como um retardado. Ele nasceu como o terceiro filho de um Marquês3, mas ele acabou com algo parecido com um camponês, como um Chef por razões que só podem ser descritas como ridículas. Eu não me importava com os detalhes, mas eu me lembro que seu raciocínio era algo tão insensato quanto adorar o sabor dos pratos do Palácio Real.

Ele e eu tínhamos duas mentalidades claramente distintas. Se eu fosse seguir ambições como esta, eu buscaria me tornar um titã4 ao adquirir negócios relacionados a culinária e os expandiria através de investimentos. Ele, por outro lado, se tornou um estúpido plebeu de merda e chegou até a abrir seu próprio restaurante.

Eu me lembro de experimentar sua culinária uma vez, mas ela era composta de nada além de lixo sem sabor. Acredite ou não, o estúpido perdeu toda a sua ambição. Tudo o que ele desejava era se tornar um Chef famoso, e assim, o retardado desenvolveu o hábito de comprar materiais caros apenas para que pudesse transformá-los em nada além de pratos de porcaria.

Eu nunca suspeitaria que suas ambições insignificantes e idiotas culminariam em algo que eu pudesse encontrar utilidade. Eu o empreguei ao investir em seu restaurante e financeiramente o tornando meu subordinado.

Nobres que desejavam criar conexões com meu pai e eu frequentavam o restaurante. Contudo, por razões desconhecidas, eles logo começaram a bajular o indivíduo errado. Eles falavam sobre as realizações do meu irmão e o chamavam de Chef competente. Completo absurdo. As habilidades de Waint eram ridículas. Lhe faltava até a capacidade para superar as preliminares do Rei da Culinária, dessa forma, eu ofereci minha assistência através do ato de doar a Guilda dos Chefs uma enorme quantia. Com a citada doação, eu permiti que meu irmão evitasse a competição inicial e imediatamente entrasse na segunda rodada.

Entretanto, mais tarde eu descobri que seu intelecto era ainda menor do que eu tinha suposto. O retardado contratou um grupo de baderneiros de língua solta para importunar seus concorrentes. Chocado eu estava ao vê-lo até enviar um grupo contra seu próprio restaurante, assim ele poderia realizar um tipo de encenação. Suas ações naturalmente levaram a Guilda a começar uma investigação na mesma hora, e assim, eu mais uma vez tive que agir para impedir sua desclassificação. Muitos dos funcionários da Guilda trabalhavam para preservar a lealdade da competição. Contudo, como acontecia com todas as organizações, havia indivíduos corruptos dentro de suas fileiras, os quais ignoraram suas tarefas com alegria com o objetivo de aceitarem meus subornos.

E essa foi a sequência de eventos que nos levou até este ponto, o ponto onde eu poderia enfim colocar meu plano em ação.

A ideia era a seguinte: Waint faria uso de uma classe específica de água infundida com magia, uma que amaldiçoava quem a ingerisse. É claro que o plano estava fadado ao fracasso a menos que conquistássemos indivíduos dentro da Guilda… mas essa era uma dificuldade há muito vencida.

Nossa água infundida com magia era uma fórmula que Zerais e Rynford desenvolveram em harmonia. Eu não sabia muito dos detalhes, mas estava consciente que a maldição que se espalharia era uma que fazia pensamentos malignos se desenvolverem no interior das vítimas. Isso poderia provocar um determinado indivíduo a entrar em uma onda de fúria, contanto que a pessoa consumisse uma quantidade substancial do produto.

Mais impressionante era o atraso no efeito da substância. Os plebeus que a consumissem só iriam perder sua razão depois que tempo o suficiente se passasse. Assim, eles se afastariam da fonte da água antes que qualquer tipo de ocorrência anormal acontecesse. O próprio Waint não passava de um idiota, e por motivos desconhecidos, pensou que o demos uma água infundida com magia comum. Tudo estava perfeito; meu peão não fazia ideia que estava meramente sendo usado.

A publicidade fornecida com o Rei da Culinária ao Prato do Nobre resultou em um total de 3.000 clientes por dia. Matemática básica me levou a conclusão que o número de clientes culminaria em aproximadamente dez mil, um número que mais do que satisfazia minhas condições. Tudo o que precisávamos era libertar os Familiares que Zerais pesquisou com o objetivo de cumprir nossos objetivos.

A ocorrência de tamanha insanidade generalizada não deixaria outra escolha ao Lorde de Barbola além de alegar responsabilidade pelos eventos que aconteceram. Ele seria perdoado apenas com a aposentadoria se a sorte estivesse do nosso lado. Contudo, também havia uma chance que o próprio Lorde fosse rebaixado para um status equivalente ao de um criminoso. Barbola era uma importante cidade portuária, e tinha grande importância para o Reino. Falhar em sua administração era um grave pecado.

Hah! O pensamento de enviar meu pai para julgamento colocou um sorriso em meu rosto.

Meus planos eram perfeitos.

Ainda assim, eles falharam.

Um idiota acidentalmente acabou com minhas previsões com o ato de criar um tipo de pão que anulava maldições. Ridículo! Isso não era nada além de ridículo! Não me atrapalhe!

Os relatos de Zerais especificavam que a taxa de criminalidade de fato aumentou ano a ano. Contudo, a situação ainda precisava piorar e ficar fora de controle.

Algo precisava ser feito.

O Rabo Negro precisava ser eliminado.

— Use-o.

— Tem certeza? Ele pode acabar causando uma grande quantidade de danos.

— Ele é nossa única opção!

— Tudo bem. Eu entendo. Vou trazê-lo aqui.

Um homem com mais de dois metros de altura apareceu pouco depois de dez minutos de espera. Seu corpo estava coberto por uma camada de pele acobreada e cheia de cicatrizes. Seus músculos pareciam tão grandes que o simples ato de os testemunhar me levou a suspeitar que, na verdade, não precisaríamos empregar um método tão indireto quanto amaldiçoar os cidadãos. Seu corpo ostentava tanta força que eu não duvidaria de qualquer declaração sugerindo que sua árvore genealógica incluía Ogros.

Ele era o subordinado mais forte de Rynford, um ex-Aventureiro Rank C. Os rumores diziam que ele era tão forte quanto qualquer Rank B, mas promoções lhe foram negadas como resultado de seu comportamento. Para verificar a alegação, eu fiz ele duelar com um dos meus subordinados ex-Rank C. E eis que ele fez jus a sua reputação e derrotou o homem em questão de segundos.

Eles o chamam de Zerrosreed, o Berserker5. Ele tinha pouco interesse em qualquer coisa que não fosse fortalecer seu corpo. Ele era o que você poderia chamar de fanático por batalhas, um guerreiro que buscava adversários poderosos pelo simples motivo de se aprimorar. Ele era conhecido por até apontar sua espada contra seus companheiros e aliados diariamente sem o menor traço de preocupação. Mais de uma dessas ocasiões culminaram em homicídio.

Só isso era apenas uma das muitas falhas que ele possuía. Zerrosreed era famoso por um certo incidente, um incidente que o recompensou com duas coisas: expulsão da Guilda dos Aventureiros e uma recompensa por sua cabeça que se estendia por todo o continente. O homem foi empregado por um país próximo por causa de uma guerra. Contudo, como antecipado por muitos, ele apontou sua espada contra seus aliados com o objetivo de testar sua força, e assim, ele abateu o Príncipe do país, o matando à sangue frio.

O ato destruiu a cadeia de comando de seus aliados e os fez perder a maioria de suas forças. O país sofreu uma enorme perda territorial, e assim, emitiu um preço por sua cabeça. Tal ato faria muitos guerreiros viverem suas vidas em vergonha. Ele, contudo, não tinha o menor semblante de arrependimento ou culpa. Na verdade, o homem declarou ser grato. A recompensa fez muitas pessoas poderosas o desafiarem para combates.

Compreender um espécime como ele era impossível. Tudo o que eu sabia era que seu cérebro era feito de músculos, e que ele possuía uma quantidade ridícula de poder.

— Eu tenho um trabalho para você.

— Não tive nenhuma chance de partir para uma boa destruição ultimamente, então me dê algo que me deixe relaxar.

— Não vejo nenhum problema em satisfazer essa condição. Em primeiro lugar, uma agitação é tudo o que eu espero de você.

— Hah, hah, hah! Tem razão, tem razão.

Eu falhei em ver a razão pela qual o imenso homem bateu em sua barriga rindo, mas descartei todas as considerações. Eu não precisava o entender, apenas aceitar o fato que ele poderia ser usado.

— Woof!

— O que foi isso?

Eu poderia jurar que eu ouvi algum tipo de barulho que parecia um latido em uma sala próxima. Isso, no entanto, era absurdo. Esta mansão era uma que não mantinha animais de estimação, era simplesmente impossível esse som surgir aqui.

— Talvez eu esteja mais exausto do que imaginei.

O cão que eu ouvi foi por fim dispensado como uma mera invenção de minha imaginação.


Tradutor: Zé   |   Revisor: Heaven



Notas

[1] Fran recebeu esses temperos como recompensa no capítulo 99, juntamente com o baú das poções e venenos de Zerais, após derrotar os Piratas que atacaram o navio do Príncipe e da Princesa de Fyrias no capítulo 92.

[2] Golpe de Estado, também conhecido internacionalmente como Coup d’État (em francês), consiste na derrubada ilegal, por parte de um órgão do Estado, da ordem constitucional legítima. Os golpes de Estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria. O ato do golpe de Estado pode consistir simplesmente na aprovação, por parte de um órgão de soberania, de um diploma que revogue a constituição e que confira todo o poder do Estado a uma só pessoa ou organização. Tem este nome de golpe porque se caracteriza por uma ruptura institucional repentina, contrariando a normalidade da lei e da ordem e submetendo o controle do Estado (poder político institucionalizado) a pessoas que não haviam sido legalmente designadas (fosse por eleição, hereditariedade ou outro processo de transição legalista).

[3] Marquês (no feminino marquesa) é um título nobiliárquico da nobreza europeia, que foi depois utilizado também em outras monarquias originárias do mundo ocidental, como o Império do Brasil. Na hierarquia, o termo marquês é imediatamente superior ao conde e inferior ao duque.

[4] Os titãs (masculino) e as titânides (feminino), na mitologia grega, estão entre as entidades que enfrentaram Zeus e os demais deuses olímpicos na sua ascensão ao poder. Outros oponentes foram os gigantes, Tifão e Órion. Os titãs não formam um conjunto homogêneo. Trata-se, em geral, de deidades muito antigas ou “protodeuses” (primeiros deuses) que, por uma razão ou outra, continuaram a ter uma certa vigência dentro dos mitos gregos clássicos e, ao constituir-se o esquema genealógico dos deuses, foram incluídas entre os descendentes de Urano.

[5] Berserkir (plural para Berserker) foram guerreiros nórdicos ferozes, que estão relacionados a um culto específico ao deus Odin. Esses guerreiros entravam em tamanho estado de fúria em combate que se dizia que suas peles podiam repelir armas. Alguns eruditos modernos sugerem que a fúria dos berserkir poderia ter sido induzida por consumo de álcool e um cogumelo de espécie amanita, que causa uma variação emocional imensa, dependendo da pessoa o efeito do cogumelo poderia causar efeitos contrários aos desejados, por exemplo, depressão ou até mesmo calma, por isso tais guerreiros eram tão escassos e admirados.



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