Setes – Volume 6 – Capítulo 7 – Lianne Faunbeux


Lianne Faunbeux

 

Eu visitei uma mansão levemente mais antiga em Centralle, levando Novem e Mônica junto.

A hora marcada pela outra parte era por volta das três da tarde.

Chegando um pouco cedo, nós aguardamos e tomamos o chá que nos foi servido.

Os olhos penetrando a mim e a Novem enquanto nos sentávamos na sala de espera eram bem dolorosos.

Digo…

(Com base nas Skills, os Cavaleiros, soldados, e até os servos estão em vermelho… isso não é bom.)

Mônica confirmou que o chá e petiscos não continham qualquer veneno.

Ela estufava seu torso com um pouco mais de orgulho que o normal, dando ênfase aos seus peitos volumosos.

Além do sinal vermelho do Cavaleiro nos vigiando ocasionalmente mudar para amarelo com o tempo, não havia muita mudança em nosso redor.

(Fico grato pela Mônica ser capaz de confirmar a existência de substâncias perigosas, mas visitar com uma empregada junto é… mesmo quando ela já está irritada conosco pra início de conversa…)

Eu relembrei os eventos do dia após receber a carta esperando me encontrar com Lianne Faunbeux.

Esses foram os acontecimentos de alguns dias atrás.

Dentro da Joia.

Envolvendo a mesa redonda junto com os ancestrais, meu rosto estava rígido.

— Vocês não podiam ter mencionado isso um pouquinho mais cedo?

Ao invés de irritar… a Casa Walt, Especialmente as Gerações Seis e Sete, tinham uma conexão enorme com o país de Faunbeux.

Atualmente, o noivado da moça havia sido destruído pela Celes.

Como um homem da mesma Casa, era algo do qual sentia vontade de oferecer um pedido de desculpas.

Este meu corpo não está mais conectado à minha família. Entretanto, pensei que poderia usar o nome como uma desculpa para falar com ela.

Mas a tampa foi retirada, e o Sexto falou sobre como não ter sido apenas a Celes que ligava os Walts à linhagem real de Faunbeux.

『Não, não se podia fazer nada na época, ou como devo dizer… Quando eu cheguei, eles já estavam batendo nas nossas portas.』

O Sexto deu uma desculpa e o Sétimo, prosseguiu:

『Na minha época, eles quebraram um tratado unilateralmente e nos invadiram. Mas, bem… Acho que não se podia fazer nada sobre eles se irritarem com o comportamento violento dos imperiais corruptos de Bahnseim. É.』

Eu fui ingênuo.

Pensei que, no máximo, eles tinham se encontrado no campo de batalha antes, ou algo próximo disso.

Durante a época do Sexto, a Casa Walt havia suprimido os arredores com seu poderio militar como uma Casa Viscondada.

Por uma enorme quantidade de casamentos políticos realizados pelo Quinto, eles haviam finalmente tido um repertório confiável de vassalos, então podiam ir ao ataque contra os territórios que estiveram os assediando até aquele ponto.

Um território em expansão.

A Província Weiss em desenvolvimento…

A monarquia da época havia decaído, e não se importava se alguma Casa decidisse atacar os Walts.

Houve alguma especulação sobre a ocorrência de subornos.

E foi por isso que o Sexto fez a mesma coisa, mantendo a realeza quieta, e esmagando as Casas circunjacentes.

Era como uma era de estados combatentes.

Esse caos não era algo contido simplesmente dentro do país.

Tais acontecimentos eram desenfreados em outros territórios, e o país fronteiriço de Faunbeux também foi atacado pelos nobres de Bahnseim, perdendo muitas terras.

(É claro que eles ficariam furiosos com isso. E espera, o Reino de Bahnseim não é simplesmente terrível? Está ficando pior quanto mais eu escuto.)

Todos os livros que li, falavam sobre como as ações de cada país eram suportadas pela justiça.

Mas depois de retirar a tampa, estou lutando para ver onde exatamente se pode encontrar essa justiça.

— Ganhando controle da área circunjacente, a Casa Walt ganhou uma fronteira com o Reino de Faunbeux, e encontrou os reforços enviados pelo mesmo. O Sexto que fez isso. E algumas décadas depois, aquele a derrotar o exército de Faunbeux quando tentaram reclamar seu território de volta foi o Sétimo?

O Sétimo sorriu.

『Conseguimos um bocado de terras com aquela lá.』

— Essa não foi a pergunta! O que exatamente você espera que eu faça!? Você realmente acha que eu posso simplesmente entrar num lugar desses e dizer: “Parece que minha irmã tem lhe causado alguns problemas dessa vez, desculpa!” e deixar por isso mesmo? Não vai ser surpresa mesmo se eles tentarem me matar!

Para o país deles, a Casa Walt era um inimigo detestável.

Digo…

『Não, eu só participei naquela guerra por ordens de Vossa Alteza, veja bem. Claro, eu consegui tomar um ou dois pontos estratégicos, mas as negociações que se seguiram foram jogadas para o lado Real. Destruir todos os nobres fronteiriços que estiveram fazendo como bem entendiam quitou as coisas.』

Ouvindo a desculpa do Sexto, o Quinto falou:

『… Você foi longe de mais, idiota.』

Não era só o Quinto que parecia cansado.

O Quarto sacudia sua cabeça:

『Mesmo tendo colocado suas mãos em alguma terra, não acha que tem a obrigação de resolver seus problemas? O que exatamente você estava tentando fazer, expandindo tão irracionalmente?』

O Sexto:

『Eu ajudei a Casa Forxuz a ascender, e arranjei um Baronato para eles, sabe. Eu fiz eles agirem bem na guerra com Faunbeux. E espera, era Faunbeux tentando nos pilhar, sabe… ao invés de deixar eles soltos, não teria sido melhor colocar eles sob controle?』

O Sétimo:

『Depois disso, a Casa Forxuz continuou seu papel como um tipo de vassalos. Eu também coloquei eles em uso nos meus dias de guerra.』

Após estabilizar minha respiração, perguntei:

— Você acham que eles ainda lembram do Sexto e Sétimo no lado deles? Talvez eles apenas reconheçam as derrotas como sendo para um nobre de Bahnseim? Por favor, me digam que é assim!

Enquanto rezava para esse ser o caso, o Sexto falou em um tom de desculpas:

『Desculpa… a Casa Walt foi a líder da ofensiva que esmagou eles. Foi uma vitória bem esmagadora, então tenho certeza que permaneceu nos livros.』

O Sétimo:

『E contra aqueles Faunbeux que estavam jubilando com a recuperação de suas terras, foi uma força centrada em torno dos Walts que acabou com eles de novo. Com a época do Sexto sendo o que era, eles estavam fazendo umas caras e tanto quando ouviram sobre os Walts aparecendo mais uma vez.』

— Vocês deveriam me dizer esse tipo de coisa antes! Com a Celes roubando o futuro marido, e os ancestrais repetidamente acabando com eles… o que exatamente vocês esperam que eu faça!?

O Quarto conteve a discórdia:

『Bem, você pelo menos vai poder ouvir sobre o príncipe da coroa, e se puder se encontrar com a garota, por que não? Caso ela não queira, vai recusar afinal de contas.』

Sem qualquer preocupação, o Terceiro falou:

『Certo. Nesse ponto, não é como dizer que você é o filho abandonado dos Walts vai realmente deixar você se encontrar com a Princesa de um país!』

Ele estava rindo para si próprio, e aqueles ao redor compartilhavam sua opinião.

— Merda… pros infernos não ser capaz de se encontrar. Minha barriga dói.

Meu estômago começou a revirar por conta dos olhares direcionados a mim.

Após enviar uma carta, logo recebemos uma designando uma hora e local em resposta.

Após aquele dia, pude apenas ponderar sobre o que dizer em desculpas.

— Você está bem, Lyle-sama?

Novem estava preocupada comigo, e Mônica olhava para o chá que estive bebendo.

— Tenho certeza que não tinha nada perigoso nisso daí.

Enquanto pensava que Mônica realmente deveria começar a considerar seus arredores antes de falar, uma mulher fez sua entrada.

Sua boca sorria, mas aqueles seus olhos violetas dela, definitivamente não.

Era como se as luzes dentro deles houvessem se apagado.

Seus cabelos de tom rosa profundo estavam amarrados em um rabo de cavalo, e cresciam a um comprimento que chegava aos seus quadris.

Sua idade era ou a mesma que a minha, ou levemente abaixo.

— É claro que não tem veneno misturado. Mesmo se… se for para o inimigo jurado do Reino de Faunbeux, a Casa Walt, e seus cães, os Forxuzes.

(Oh, ela está provocando a Casa Forxuz muito naturalmente.)

Olhando para Novem, vi que sua expressão não havia mudado nenhum pouco. Ela era muito mais corajosa que eu.

Ouvi uma voz da Joia.

Em ordem, do Terceiro para cima.

『Oh, parece que somos bem odiados.』
『Ódio bem profundo e enraizado além disso.』
『Bem, tem pelo menos três coisas pelas quais eles têm que se vingar de nós.』
『… Quem deu a ordem foi o rei.』
『Meus pensamentos exatos.』

O Sexto e o Sétimo continuaram a dar desculpas, então me levantei e ofereci meus cumprimentos.

Novem e Mônica acompanharam.

— Bem, me perdoe. Eu gostaria de oferecer minhas mais profundas desculpas.

Minha barriga continuava a revirar. Vossa Alteza, Princesa Lianne, sentava-se diante de nós.

Após dar um gole do chá colocado por sua própria empregada, ela gesticulou para que também nos sentássemos.

— Você escreveu que desejava conversar, certo? O filhotinho expulso de casa veio rir desta noiva abandonada? Realmente… a Casa Walt não é nada além de uma praga sobre a realeza do meu país.

Ela riu um pouco de si mesma, mas sua compleição não era boa.

Ela provavelmente não esteve dormindo o bastante, já que uma leve olheira havia se formado sob seus olhos. Era bastante óbvio que ela havia tentado encobrir com maquiagem.

— … Apesar de ter sido expulso, gostaria de oferecer minhas desculpas a respeito do assunto com minha irmã.

— E para esse fim, há alguma coisa que fará por mim? Por que iria alguém sem qualquer poder como você, tentar entrar em contato comigo?

A Princesa jogou minhas desculpas de forma como sendo insignificantes, e certamente, assim eram.

Eu declarei meu assunto:

— Então você não vai me dizer? Chegou aos meus ouvidos que a cidade de Centralle tomou um rumo estranho recentemente. Pelos olhos da ex futura rainha, também parece ser assim?

— Bem, esse é um modo bem amplo de se dizer.

A princesa bebericou seu chá, soltou um suspiro, e olhou para o telhado:

— Cinco anos, ou talvez seis… por volta dessa época, eu acho. Foi nessa época que tive a sensação de que Bahnseim estava lentamente ficando estranha.

Ouvindo isso, percebi que se sobrepunha com a própria mudança estranha da Celes.

(Então logo será o sexto ano. Nesse caso, o país esteve estranho desde então?)

A Primeira Geração chamou a Celes de monstro.

Um que naturalmente podia mudar o estado de seus arredores.

— Foi apenas Centralle no começo. Aquela pirralha detestável fez sua estreia em um baile, para então ser chamada para festas por todo lugar. Parando para pensar, não acho que alguma vez já tenha te visto antes, por falar nisso. Você não deveria ser o filho mais velho da Casa Walt, representante de toda Bahnseim?

Ela me lançou um sorriso como que para me provocar.

Minhas mãos tremiam.

Ouvindo o nome da Celes, comecei a perceber que o mundo esteve se movendo, mesmo enquanto estive trancado… era um pouco assustador.

Evitado por meus pais, desprezado pelos vassalos, meu estado de confinamento flutuou por minha mente.

Novem bondosamente pôs suas mãos sobre a minha para aliviar os tremores.

Olhei para ela, e lentamente assenti com um sorriso.

Com um sentimento de alívio, olhei para a princesa.

Ela esteve observando as minhas ações e da Novem, e talvez as achasse entediantes, enquanto tomava um longo gole de chá.

— … Então lugares além de Centralle também ficaram estranhos?

À pergunta de Novem, a Princesa assentiu:

— Correto. Toda vez que preciso realizar a viagem de meu próprio lar para cá, há numerosos locais por onde tenho que realizar paradas. A princípio não era nada além de uma sensação inquietante, eu acho. A verdade é que eu gradualmente comecei a sentir minha própria existência desaparecer, mas além disso… havia essa ansiedade que não posso começar a expressar em palavras. Rufus também mudou lentamente.

Dentro de um mundo que mudava lentamente, eu podia apenas simpatizar com a ansiedade dessa pessoa.

— … Foi a mesma coisa comigo, sabe. Por volta de seis anos atrás, eles gradualmente pararam de olhar para mim como sucessor da Casa.

Sua Alteza lançou seus olhos para baixo. Seu copo tremendo um pouco.

— Entendo.

Um pouco de luz retornou aos seus olhos sem vida.

— Já que fui posta para fora do palácio, não pretendo mostrar uma fachada. Mas a esse ponto, penso ser sortuda de não gastar mais minhas noites lá.

Mônica estava de pé ao meu lado sem o menor movimento.

Novem pressionou a Princesa por mais informações com uma expressão séria:

— Está tudo bem se eu perguntar a razão?

— Você já sabe, não sabe? Aquela garota chamada Celes… ela é uma besta considerável. Aqueles na corte de Faunbeux estão começando a parecer fofos para mim. Humanos em que se pode pensar como mais bestas que gente estão espalhados por todos os lugares se você atravessar as portas do palácio. Mas aquela garota é outra história. Digo, até os Cavaleiros e servos que trouxe comigo acabaram em sua jaula.

A princesa prosseguiu.

— Os guardas que me acompanham atualmente passaram por uma completa troca de pessoal em comparação com aqueles que eu tive enquanto vivi naquelas paredes. E me encontrei com aquela garota um número de vezes. Não é surpreendente eles terem se tornado cativos dela, foi a impressão que tive.

Parece que alguns Cavaleiros de Faunbeux são prisioneiros da Celes.

Além do mais, mesmo com ela sendo conhecida como filha dos Walts.

Os Cavaleiros dirigindo sua hostilidade para mim devem ter dirigido a mesma malícia para minha irmã.

Mas os resultados são história.

— Eu aceitei formalmente a anulação do meu noivado. Duvido que jamais colocarei pés nesta terra novamente. Como simpatizo com seu sofrimento, oferecerei um conselho… Seria em seu melhor interesse fugir tão rápido quanto possível. Aquela garota certamente fará algo. Algo em escala nacional.

Apesar de isso serem apenas divagações desta lamentável e tola noiva rejeitada, ela adicionou, enquanto se punha de pé.

Novem e eu também nos levantamos.

— … É provável, que este país vá para o inferno.

Dizendo isso, Princesa Lianne se moveu para deixar a sala.

No caminho de volta, eu conversava com Novem e Mônica.

Na cidade que começava a escurecer, escutei vozes animadas dos bares e restaurantes.

Estava frio, e eu tive a sensação que minha respiração se misturava com um tom de branco.

Mônica falou:

— Uma besta, não é? Sou incapaz de compreender. Primeiramente, minha inimiga é você, Novem.

Mônica apontou seu dedo firmemente para Novem, que se dirigiu a mim:

— Lyle-sama, sua curiosidade se acalmou após conversar com a princesa? O que exatamente você queria descobrir?

Eu olhei para o céu, e falei:

— Não, eu só queria reafirmar o quão monstruosa era a Celes.

Na verdade, nem eu nem os ancestrais entendiam o que era ser um monstro.

Eu sempre estive perto dela, mas nunca pude compreender o medo que sentia dela.

Ela meramente sempre havia sido a irmãzinha que eu era eternamente incapaz de derrotar.

Mas como o Primeiro havia dito, ela era um monstro grande o bastante para mover nações à sua vontade.

Novem deixou sua cabeça pender um pouco.

— Monstro, não é?

Enquanto Novem dizia isso, Mônica também…

— Então monstros e bestas… se o Frangote está dizendo, me referirei a eles como tal.

Eu falei para ela em uma voz enervada:

— Antes disso, por que não revisa “Frangote”?

Mônica, com resolução…

— Não quero. Se você odeia tanto, então vou mudar para Frangote Alado.

— Qualquer coisa menos isso! Você sabe o quanto eu estou tentando esquecer aquele incidente!?

Com o passado que eu desejava esconder desenterrado, entrei em uma longa batalha verbal com a autômato.

Mas ela parecia estar se divertindo bastante com nossa discussão tóxica.

Não importava o quanto eu falasse mal dela, ela se alegrava. Não importava o quanto ela falasse mal de mim, ela sorria.

Era horrível.

Quando olhei para Novem, vi que estava levemente preocupada.

— Qual o problema, Novem?

— Não, não é nada, Lyle-sama.

Percebi que seu sorriso estava um pouco diferente do normal, mas decidi colocar isso de lado como apenas parte da minha imaginação.

… Portão de Centralle.

A hora de fechar já havia se passado, mas as portas eram mantidas completamente abertas.

Os soldados estavam contendo aqueles tentando entrar na cidade.

te implorando. Se você me deixar do lado de fora numa noite fria dessas, vou morrer congelado.

— De jeito nenhum! Visitantes muito importantes estarão vindo em breve! As horas de transição já se passaram, então vá para seu ponto de espera designado de uma vez!

Uma quantidade de soldados várias vezes maior que o normal estava presente, e alguns Cavaleiros correram como reforços.

Visitantes que Centralle esperava tanto assim…

Filas de Cavaleiros estavam posicionadas para proteger uma carruagem extravagante.

O grupo que imponentemente se aproximava dos portões o passou sem sequer reduzir seu passo.

O homem observou o grupo passar, e olhou para o brasão na carruagem.

— A Casa Walt… mesmo sendo uma Casa de Condes, eles deveriam pelo menos parar nos portões.

O homem olhou para o grupo seguindo atrás dos Walts.

— Viajantes e mercadores? Eles estão seguindo os Walts. Então vou fazer a mesma coisa.

Enquanto se mantinha atento aos guardas em volta, ele se esgueirou para dentro.

— Com isso, poderei entrar. Mas que agrupamento estranho, esse. Todos esses sorrisos fracos nos rostos de todos… Por que eles parecem tão felizes e feridos ao mesmo tempo?

Foi isso que o homem pensou, mas…

Assim que o grupo da Casa Walt entrou na cidade, os portões se fecharam.

Os Cavaleiros nem mesmo tinham qualquer intenção de deixar o grupo que seguia atravessar aquelas portas.

— Já passou da hora. Tentem de novo amanhã de manhã.

E com isso, o grupo esfarrapado foi deixado de fora.

O homem falou:

— Merda! Não estaria tudo bem simplesmente me deixar passar!? Deixando apenas a Casa Walt passar… é por isso que eu odeio nobres.

Nisso, uma voz o chamou.

Oy, que acabou de falar?

— Huh?

Quando ele se virou, descobriu que todos, de crianças a adultos, o encaravam.

Seus olhos carregavam considerável hostilidade.

Entre eles, havia até um homem envolvido em bandagens, e suportando seu peso com uma bengala.

— Não, mas é estranho só os nobres poderem passar após a hora, dizendo… Os portões de Centralle foram feitos para que ninguém, independentemente de quem possa ser, tenha permissão de passar quando se passa a hora, não é!?

Uma rocha foi jogada no homem.

Aquele quem jogou parecia ser apenas uma criança.

— O-o que você… ! …!

Sentindo algo errado em seus arredores, o homem se moveu com intenção de fugir.

Mas foi cercado sem ter para onde escapar.

— P-parem. Foi tudo culpa minha. Vou me desculpar.

Sua voz fez parecer que iria se debulhar em lágrimas a qualquer momento.

Mas aqueles em seu entorno…

— Fazendo a Celes-sama de idiota…
— Colocando a Casa Walt no mesmo nível que aquele outro bando de nobres.
— Os salvadores de nossas vidas!?

Quando o homem percebeu a loucura em seu entorno, já era tarde demais.

— S- Socoooooorro!!

O berro do homem não fez nada para motivar qualquer um dos soldados próximos a correrem em socorro…


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: BravoED   |  Revisão Final: Vai ser o Delongas assim que ele chegar no capítulo.


Caso queiram ler logo o próximo capítulo. Podem acessá-lo no blog do tradutor por este link.



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