Setes – Volume 6 – Capítulo 2 – Cantora


Cantora

 

… Eva de Nihil.

A terceira filha da tribo conhecida como os Nihil, ela bateu asas de sua trupe viajante e acabou em Centralle com intenções de viajar mais.

Cantando suas canções para pagar por estadia, ela atualmente estava tecendo um certo conto.

— O esquadrão liderado por Norma chegou ao Vilarejo Johnny. Pensando ser apenas um Hipogrifo, não tinham nem cem homens!

Com essa são quantas vezes?

Na lata na sua frente caiam moedas de cobre pequenas e normais. Algumas vezes, até moedas de cobre largas eram jogadas, lhe informando de seu próprio conto de sucesso.

— Incapaz de abandonar o vilarejo em perigo, a pessoa a se impor foi Norma, chefe da força!

— Aquela Norma fez …?
— É, provável.
— Mas na verdade, ela desfilou com um Hipogrifo.
— E Grifo, certo?

Ouvindo isso, Eva falou com um sorriso.

— Um aventureiro altamente habilidoso à missão auxiliou. Ele tentou fugir, mas Norma o segurou! O Grifo derrotado a ti pertencerá! Então adiantado deverá pagar! Quebrando sob a honesta persuasão da Norma, aquele aventureiro prometeu cooperar, e assim o direito de por quinhentas moedas comprar a besta pôde ganhar!

Sem um instrumento em mãos, ela pediu para alguns menestréis próximos providenciarem acompanhamento musical.

Aqueles em volta também ajudavam em seus lucros, e parecia não haver pausa na multidão daqueles se reunindo em volta dela.

(Nunca pensei que eles ficariam tão agitados por isso. Como pensei, material fresco é importante!)

Alegrando-se em como havia ouvido a história primeiro, Eva orgulhosamente deixou a multidão ouvir a história enquanto vestia seus trajes de negócios.

Ela queria contar isso em canção, mas sua canção ainda havia de ser completada, então ela podia apenas pregar.

Ela tinha recebido pagamento da Novem, e foi instruída a espalhar os detalhes para outros cantores também.

Em troca, o que a Eva buscou foi a verdade.

(Uma verdade que só eu sei… Vou cantar isso em todo lugar algum dia!)

E uma larga multidão continuava a crescer em torno da Eva enquanto narrava as façanhas.

A força expedicionária havia acabado de retornar, então por todo lugar havia cantores imitando a garota após ter ouvido conto de sua boca.

Ter rumores se espalhando era uma coisa boa, então a Eva realmente não se importava.

O discurso chegou ao seu estágio final…

— E assim, a Força Expedicionária abateu o poderoso Grifo. Heróis em números apenas de cem… vocês todos também os viram, não viram? As faces dos grandes homens que abateram a besta!

Quando o esquadrão retornou, um número enorme de pessoas se reuniu para encontrá-los.

Quando a história acabou…

— Oy, agora que tô pensando, vi um grupo arrastando um Grifo pelo portão um tempo atrás.
— Ah, aquele! Então eles realmente fizeram.
— Aquela Norma fez? Ainda tô duvidando, cara.

Com um sorriso, a Eva…

— Caso queiram ouvir as histórias de heróis individuais, então me encontrem aqui amanhã!

Foi apenas por um curto período hoje, mas os ganhos foram várias vezes maiores que sua quantia normal.

A multidão se dispersando pareceu voltar aos seus negócios alegremente, tendo ganho um novo tópico de conversação.

Eva pagou as taxas dos Elfos Menestréis quem havia solicitado música.

Ela se dirigiu a dois jovens altos.

— Vocês dois têm boas vozes. Querem trabalhar juntos aqui amanhã também?

— Estamos pensando em deixar Centralle logo. Eva da Tribo Nihil, não é? Ficamos felizes por poder fazer negócios com você.

E com isso, ela se despediu dos dois com seus instrumentos. Ela começou a pensar sobre com o que se deleitar com os ganhos do dia…

… O Palácio Real.

Após entregar seus relatórios sobre a expedição, Norma fez uma expressão debilitada.

Seu ajudante, Clark, estava da mesma forma.

— Estou grata por ter recebido tais palavras de elogia de vossa majestade, mas aquela reunião foi rígida demais.

Enquanto dizia isso, ela lançava olhares alegres para a medalha que havia recebido.

Vendo-a, Clark soltou um suspiro.

Ele havia recebido a mesma exata medalha, mas não podia encontrar lugar em si para se sentir feliz.

— Qual o problema? Sua promoção agora é óbvia. Não há nada mais para você pedir. Você também será um decurião oficial em breve.

Clark falou:

— Sim, estou grato por isso. Mas um grupo largo assim subiu em ranque. Além disso, mesmo que possam não possuir direitos fidalguia, uma ordem de novos Cavaleiros surgiu. Não se pode subestimar a anuidade que isso custará.

Norma falou:

— E esse é o trabalho dos oficiais civis.

Clark respondeu:

— E você não acha que este incidente possa ter sido maquinado por esses mesmos oficiais? Exatamente de onde você espera que eles produzirão o dinheiro para pagar a um número desses?

Talvez não querendo pensar sobre isso, Norma desviou seus olhos.

Sua animação se afundou diante das premonições de má sorte de Clark.

(Que pessimista. É exatamente por isso que ele nunca foi promovido. Mas, com isso, eu finalmente serei uma centúriã… Finalmente de volta ao ponto de partida.)

Norma não tinha pais que pudesse mencionar.

Uma mãe perdida em tenra idade.

Um pai morto em batalha.

E com o status em queda livre de sua família, e aqueles em volta se distanciando, Norma tentou fazer o que quer que pudesse para retornar sua casa a seus status anterior.

Uma pequena mudança fazia uma grande diferença.

Recuperar a glória do passado, a honra da Casa…

Com isso em mente, ela freneticamente manteve seus olhos em subir na vida.

(Com essa recompensa, eu simplesmente nomearei meu irmão meu sucessor, e tomarei meu lugar como guardiã legal. Minha má reputação e tudo mais não ficará no caminho do garoto…)

A Casa Arnette ainda era aceita pelo mundo como uma família militar… era isso que Norma pensava por dentro.

Ela estava meramente incomodada com a queda de ranque da Casa.

Porque seu pai, que se sacrificou por uma missão, recebeu uma avaliação negativa por tal ato.

Ela entrou na brigada de Cavaleiros, e ficou bem informada desses assuntos.

Que quando a Casa Arnette caiu, uma nova casa se manifestou para tomar seu pagamento.

Além do mais, nobres imperiais… uma casa criada pelo único propósito de dar a um segundo ou terceiro filho algo para suceder.

(O rei me deu seu elogio. Dessa vez eu estarei no lado que toma.)

Vendo o obscurecido no rosto de Norma, Clark não pôde fazer nada além de soltar um suspiro…

— … Por que eu fiz aquilo de novo…

Em cima de uma cama na pousada, eu estava sentado com meus braços em torno de meus joelhos. Enquanto minha barriga doía um bocado, também havia recebido uma quantidade considerável de dano psicológico.

Desde a manhã, eu não havia visto uma única alma.

Após entregar o Grifo ao mercador, me desliguei do mundo com uma expressão fechada em meu rosto.

Ouvindo uma batida na porta, gritei em resposta:

— Novem? Pode entrar.

— Com licença. Lyle-sama, como está sua barriga?

Eu apenas comi demais.

Além da dor, também me sentia bastante pesado.

E talvez por me sentir mentalmente encurralado, posso apostar que minha expressão está fixada em uma carranca.

— … Terrível. De várias maneiras.

— É-é mesmo?

Talvez a Novem entendesse como eu me sentia, enquanto deixava o que havia trazido em cima da mesa do quarto.

— Preparei alguma sopa, então por favor, coma.

— … Não quero comer nada.

Quando enfiei minha cara nos joelhos, Novem pegou a vasilha e colher.

— Só um pouco é o bastante. Eu coloquei algumas ervas que servem pra quando se come demais. Agora…

Novem fez um som de “aaaah”, e eu deixei a sopa entrar na minha boca.

Desceu fácil, e o gosto era ótimo.

— … Se ao menos eu não tivesse estado tão animado.

Enquanto eu falava de forma arrependida, Novem deu um sorriso amargo.

— Acontece com todo mundo.
— Mas nunca com você, Novem?

Quando eu disse isso, a Novem…

— Bem… minha constituição é do tipo em que a mudança nunca é proeminente demais.

Ouvindo ela dizer isso de forma bem direta, apenas fiquei ainda mais deprimido.

O Sexto…

『Lyle, você realmente é um saco. É mais ou menos uma experiência pela qual todos passam. Supere logo isso.』

Nisso, o Sétimo falou:

『Isso mesmo, Lyle. Aquele Sexto ali é um homem que ficou rebelde, fugiu de casa, voltou e superou tudo. Normalmente, eles não voltam, sabe. Mas esse sujeito, calmamente…』

O Quinto também:

『Ah, verdade, isso aconteceu. Eu te contei essa?』

O Sétimo falou:

『Sim, ouvi do meu avô.』

O Sexto pareceu atarracado. As memórias dos chefes do passado permaneciam até o ponto em que tocaram a Joia pela última vez. Eles não tinham todas as memórias até suas mortes.

『Não fale!!』

O garoto delinquente e fugitivo. O Sexto.

Apesar de servir como um bom material para provocá-lo, aqui estou, ousadamente oferecendo material ainda melhor, então não há nada que eu possa fazer a respeito.

Eu quero esquecer.

Eu quero fazer tudo isso sumir.

— Agora, Lyle-sama… aaaaah.

— Aaaah.

A colher entrou na minha boca e bebi a sopa.

O Quarto falou em um tom irritado.

『… Se você tá tão deprimido assim, então para com esse flerte sem vergonha.』

 

Hora do jantar.

Eu aguentei a vergonha, desci ao primeiro andar da pousada e comi junto com todas.

Uma Mônica cabisbaixa segurava suas marias-chiquinhas com as mãos e brincava com elas.

O fato de eu ter ficado de cama veio como um choque enorme, ou que ela estava lamentando sua própria inépcia, ou algo assim.

(Bem, é a Mônica, então vai ficar tudo bem.)

Diferente de ontem, comi uma pequena porção. Me dirigi a todas a respeito de nossos objetivos futuros.

— Planejo ir para a cidade livre de Beim. Ela é conhecida como a cidade dos aventureiros, lá mercadores e bens são encontrados em abundância. Após organizar nosso equipamento, podemos pegar uma carruagem acoplada, mas… alguma opinião sobre o isso?

Talvez a Shannon pensasse ser irrelevante para ela, já que continuou com sua refeição.

Você realmente está de acordo com isso? Ou assim pensei, quando a Miranda ralhou a Shannon para participar.

— Ei, escuta também!

— Não me bate! Eu tô ouvindo direito, tá? Beim, não é? A cidade livre de Beim. Até eu conheço.

Diferente de não ser parte de nenhum país em específico, é mais como se sua afiliação nunca tenha sido especificada.

É melhor pensar nela como um país próprio.

Tem seu próprio porto e comércio. Uma larga quantidade de aventureiros e mercenários reside lá.

Clara falou:

— Beim também possuiu o Quartel General Principal da Guilda. É claro, o número de aventureiros e brigadas de mercenários é alto, há mais de quatro locais usados como recepção. Duvido que visitaremos os quartéis generais, mas parece que você tem que considerar que local planeja usar como principal.

A cidade não podia ser autossustentável em questão de comida e compravam dos países e Senhores em seu entorno.

Sua fronteira não entrava em contato com a de Bahnseim, então uma carruagem acoplada apenas nos levaria até a fronteira nacional de Bahnseim.

Enquanto mastigava um pedaço de presunto, Aria…

— Ela não tem ordem pública horrível? Um grupo cheio de mulheres com um cara só… não viraremos alvo?

Com sua crescente aura máscula, estava prestes a dizer para Aria “você ficará bem”, mas ela me encarou fixamente, então mantive minha boca calada.

Novem falou:

— Nós estivemos planejando ir para Beim já faz um tempo. Apesar de termos poucos membros no momento, se o grupo crescer mais, nosso custo de manutenção será maior. Apesar da probabilidade de virarmos alvo não ser zero, duvido que flutuará muito se tivermos mais algumas pessoas.

E quanto ao dinheiro, nós estivemos ganhando bastante recentemente.

Digo, teve um certo nobre que deu quinhentas moedas de ouro por um Hipogrifo.

Quanto ao problema de números, se planejamos aumentar mais, certamente teremos que começar a contratar mais suportes.

Também teremos que rotacionar o grupo de ataque.

Clara falou:

— Esse grupo é superior quando se trata de habilidade, mas com a natureza que possui, conseguir um homem será difícil. Mesmo se quiser reunir mais mulheres, acredito que será difícil em Centralle.

Aria terminou de comer, e estava estendendo sua mão para uma bebida.

— Devemos tentar recrutar em outro lugar?

Clara sacudiu sua cabeça.

— Há um número de pequenas guildas no caminho até Beim. Aventureiros trabalhando em lugares assim geralmente permanecem por apego ao local, então será difícil.

Até aventureiros tinham um conceito de lar.

Viajar por aí, desafiar labirintos, reunir companheiros e se aventurar ainda mais…

Não é como se todos fossem assim.

Miranda falou:

— Antes de ir para Beim, teremos que organizar nossa bagagem. Aposto que eles têm uma seleção melhor de itens do que aqui… se comprarmos um bilhete, podemos chegar à fronteira e depois disso…

Novem falou:

— Ao invés de investigar, eu simplesmente perguntei à Eva-san, mas parece que apesar de Bahnseim, Beim e alguns outros lugares possuírem carruagem, a maioria dos lugares não.

Significando que poderemos ter que ir a pé.

Mônica reviveu.

— Então é hora do Portador! Eu, Mônica cuidarei das modificações!

Shannon falou:

— Então já está decidido? Ah…

— O que foi?

Shannon me olhava com um rosto que parecia querer dizer algo.

— Eu evitei perguntar até agora, mas…

— Sim, o que foi?

Ela me perguntou:

— O que exatamente é o objetivo desse grupo mesmo? Grupos geralmente têm um, certo? Tipo elevar a escala de uma brigada de mercenários, ou elevar seu próprio nome e entrar sob o serviço de algum país, ou algo assim.

Ouvindo isso, fiquei em silêncio.

Miranda…

— … É, eu também ainda não escutei, mas será que não há um?

A Aria…

— E-eu quero virar uma aventureira de primeira categoria… Não sei do resto.

Clara:

— Bem, conseguir experiência é importante para uma suporte, e se eu seguir junto a esse grupo, tenho certeza que conseguirei bastante. Estou pensando em abrir uma livraria no futuro.

Novem falou:

— O objetivo do Lyle-sama é se tornar um aventureiro de ponta e ficar cercado por mulheres. Os frutos de tal objetivo estão ficando cada vez mais próximos.

Eu cobri meu rosto com as mãos e fiquei vermelho até as orelhas.

— Isso tá errado. Apesar de eu certamente ter dito isso, nunca pensei que realmente seguiria em frente.

E, enquanto olhos frios começavam a se reunir em mim, a Mônica…

— Fique tranquilo, Frangote. Sempre estarei ao seu lado. Nunca me separarei, ouviu… Eu definitivamente nunca irei embora, então esteja preparado!

Enquanto ela se aproximava, acertei ela na cabeça.

— Não fique toda excitada de repente. Você está assustando as crianças.

— … Kuh, é uma pena que nenhum dos meus bancos de dados funcionam nele. Essa é a tão dita diferença de gerações?

Eu pensei:

(Apesar de ela poder estar dizendo algo com significado, tenho certeza que está errada)

A conversa descarrilhou, então reuni as opiniões.

— Hm, pois bem, estaremos cuidando dos preparativos para a viagem até Beim. Descansem um pouco e recuperem suas energias enquanto coletam informações sobre a cidade livre.

Não houve nenhuma objeção em particular expressada, então finalizei a discussão da viagem até Beim.

(Parando para pensar, estarei arrumando algum tempo livre, mas como devo gastá-lo?)

Mesmo se tiver que coletar informações, é só para a viagem.

Tipo como é o estado atual, ou que estradas são as mais seguras.

Isso é tudo que preciso descobrir.

(… Talvez eu devesse arrumar um hobby. E me divertir um pouco não me parece ruim.)

Foi isso que pensei.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: BravoED   |  Revisão Final: Vai ser o Delongas assim que ele chegar no capítulo.


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