Setes – Volume 5 – Prólogo



Prólogo

  

Dentro de uma carruagem acoplada a caminho de Centralle.

Com meus olhos fechados, eu dormi e enviei minha consciência para dentro da Joia azul pendurada em meu pescoço.

A sala de conferências possuía uma mesa redonda, com cadeiras estacionadas ao redor de sua circunferência.

Em um ponto dela, uma larga espada prateada flutuava acima da mesa.

“Hm… mesmo que vocês tenham me chamado aqui, bem…”

Lá, eu, 【Lyle Walt】 estava sendo observado pelas faces fartas dos meus ancestrais.

A maioria estava sentada em suas cadeiras olhando em minha direção, mas só o Segundo estava de pé.

Aquele assumindo a aparência de um caçador eram memórias e habilidades armazenadas dentro desta Joia nesta forma.

Seguindo o pai da Casa Nobre provincial, aquele que havia se tornado a Segunda Geração da família, 【Crassel Walt】 falou:

“Eu terei você fazendo isso hoje também. Venha ao meu quarto.”

Após essa curta frase, talvez ele estivesse irritado, já que o Segundo foi direto para a porta atrás de sua cadeira.

A Terceira Geração me olhou, e gesticulou para que eu seguisse com toda devida pressa.

“Vá logo com isso. Realmente…”

Deixando para trás os cansados chefes históricos, eu disparei para a porta que o Segundo havia entrado.

(Não, mas… não havia nada a se fazer, havia?)

Havia apenas uma razão pela qual todos eles pareciam tão desgastados.

É porque eu havia falhado em aprender uma Skill.

A memória do Segundo.

Diferente da época do Primeiro, era uma memória onde a luta nunca se extinguia.

Não havia derramamento de sangue.

Era uma guerra entre aldeões, e a antipatia do senhor feudal da região, o chefe de Segunda Geração.

“A Primeira Geração lidava com as coisas de modo tão melhor. Ele tinha aquela força dele, também!”
“Aquele homem sempre tomava a iniciativa, e tomava ação em pessoa, sabe.”
“Eu realmente me pergunto como seu sucessor acabou sendo algo assim!”

A Segunda Geração caminhava pelas estradas rurais, e eu seguia atrás dele.

Ao nosso redor haviam aldeões, propositadamente elevando suas vozes a níveis que podíamos ouvir.

Tendo acabado de herdar o território, não era no trabalho de campo que o Segundo estava participando. Com seus subordinados atrás, ele ia por aí martelando cercas de madeira no chão.

Eu olhei para a cena, e falei:

“Foi assim da última vez também, mas esta cena é…”

Apesar dele parecer estar de mau humor, o Segundo respondeu.

“Eu havia acabado de assumir. Eu não tinha ideia do que era a coisa certa a se fazer. Portanto, eu tentei colocar em ordem os campos que não haviam sido nada além de uma completa bagunça para começar.”

Na época que o fundador era o Lorde.

Os campos e casas que compunham o vilarejo da Casa Walt tinham um arranjo excessivamente complexo.

Eles simplesmente expandiam porque eram capazes. Esse era o tipo de impressão que eles davam.

Disso, a fim de deixá-los mais fáceis de se gerenciar, o Segundo tentou pô-los em ordem.

“E ele deveria ser o filho daquele homem…?”

Ao lado do jovem Segundo, que estava realizando seu trabalho, o feudo sussurrava entre si enquanto passavam.

O jovem Segundo estava rangendo seus dentes.

Ele parecia bastante vexado.

O Segundo começou a explicar a situação para mim.

“O que os aldeões estavam esperando quando eu assumi, era alguém para mediar os conflitos. Que campo é de quem? Quem é o bastardo represando a água? Havia montes de brigas inúteis. Durante a época do Primeiro, eles haviam simplesmente tolerado isso. Porque aquela pessoa… meu velho era forte.”

Comparado à Primeira Geração, o Segundo parecia ser um daqueles que você podia ter uma conversa.

Primeira Geração Basil Walt era um homem de estilo bárbaro, que usava peles de bestas como seu sobretudo.

Seus braços eram largos, e sua arma era aquele naco de espada. Parece que nenhum dos aldeões sentiam poder ir contra ele.

“Ele era forte, e tomava a iniciativa quando se dizia respeito a trabalhar… apesar disso e daquilo, meu velho confiável era a adoração de todos os aldeões.”

E quando ele se foi, toda a insatisfação que estava se acumulando foi estourada de uma vez só.

Uma necessidade de mediar as brigas. Quem tinha posse de que terra… ele foi forçado a passar tal julgamento, mas parece que os aldeões estavam insatisfeitos com isso também.

Não aceito pela geração que lembrava do Primeiro, o Segundo continuou a luta para erguer as gerações posteriores.

Enquanto nós deixávamos a periferia do vilarejo, o Segundo se virou de volta para mim.

(NT: É implicado aqui que o primeiro estágio era manual, e de curto alcance, enquanto os outros eram automáticos)

Pois bem, vamos começar… Você pode realizar o segundo nível da minha Skill 【Todos】, certo?”

“Ela cobre uma área ainda maior que antes, e permite o uso de Skills por outrem a um largo grupo, certo?”

A característica definidora da Skill da Segunda Geração era que ela verdadeiramente era especializada para suporte.

Quando eu considerei seus efeitos secundários, me encontrei favorecendo esses mais que seu uso principal.

Seu Segundo Estágio fazia com que se você reunisse todos os seus companheiros circundantes em um único local, todos eles podiam ativar Skills juntos.

“Ela aumenta sua percepção ainda mais, mas ainda não é no nível do Quinto. Ela é bastante adequada para detecção a curto alcance, todavia.”

Enquanto eu dizia isso, virei meus olhos para o inimigo que havia detectado com ela.

Ali, a forma de um coelho com um chifre crescendo de sua cabeça…

“Mer-!”

… Ficou visível por um breve momento, mas o Segundo havia imediatamente preparado e disparado uma flecha nele.

Como podia ser implicado de suas vestes de caçador, a arma que o Segundo carregava era um arco.

Monstros… ele parecia odiar coelhos chifrudos a um nível particularmente alto, então sempre que eu os encontrava, ele frequentemente acabava discutindo com o Quinto.

Do Primeiro até o Terceiro que haviam cuidado de trabalhos em campo, coelhos chifrudos eram o inferno encarnado.

Eles assolando os campos significava uma queda na safra.

“Parece que isso virou uma resposta condicionada para você. E espera, isso é só uma memória, certo?”

Não era eu quem deveria estar sentindo os monstros?

Enquanto eu dizia isso, o Segundo respondeu em um tom irritado:

“Simplesmente olhar pra eles me irrita, mas parece que eles deixaram uma forte impressão na minha memória… é por isso, assim…”

Logo após dizer isso, outro coelho chifrudo havia aparecido, então o Segundo o abateu.

As habilidades dele com o arco eram incríveis.

Eu também podia usar um, entretanto eu não tinha nem de perto tanta técnica quanto o Segundo.

Ele guardou seu arco, e olhou para mim.

“Agora, sobre o Terceiro Estágio, 【Seleção】, que você continua falhando.”

Seleção… o terceiro estágio da Skill da Segunda Geração, permitia a todos de um largo número de camaradas vastamente separados o uso das Skills.

Seu ponto incrível era que podia funcionar diante de tal distância enquanto automaticamente distinguindo entre amigos e inimigos.

Significando que ela deixava o ato de mirar muito fácil.

Em um confuso campo de batalha de aliados e outros, um uso de sua habilidade secundária poderia instantaneamente colocar alguém em vantagem.

Com magia chovendo em uma escala massiva, você podia fazer com que ela apenas caísse no inimigo.

Era um tipo de habilidade incrível, mas…

“Não, isso…”

Eu me concentrei em usar a Skill, porém nada aconteceu.

O Segundo gritou:

“Por que você não consegue fazer isso!? Isso é totalmente impossível, tô dizendo! Se cê foi até capaz de dominar a Skill Mente do Terceiro, não ser capaz de usar minha Skill deveria ser impossível!”

Se você colocar isso em escala de facilidade de aquisição, os terceiros estágios do Primeiro e Segundo eram muito menos problemáticos que as Skills dos outros.

Ainda assim, eu continuava a falhar no ativar da Skill.

“Não, eu sinto alguma coisa iniciando. É só que logo antes de chegar ao ponto de ativar, ela falha, ou como deveria colocar isso…”

“E eu tô te dizendo que isso é estranho! Merda, você foi capaz de aprender todas as outras Skills na primeira tentativa, então não ser capaz de conseguir aqui é…”

Diante do abatimento do Segundo, eu percebi que uma parte de mim estava sentindo um pouco de alívio.

Dentro do chacoalhar e agitação da carruagem acoplada, eu abri meus olhos, e olhei para fora da janela.

Só de estar a bordo de um veículo em movimento era cansativo de certa forma.

Ao redor, havia uma abundância de clientes que haviam caído no sono como eu.

Do lado de fora do painel de vidro, havia soldados montados e aventureiros servindo como guardas.

Já que esta era uma carruagem destinada à capital imperial Centralle, não havia escassez de passageiros.

Sem nenhum assento vazio a se encontrar, o motivo pelo qual tantos pagavam tal fortuna em moedas de prata para subirem era devido à existência de monstros e bandidos.

Isso é simplesmente quanto valor uma viagem segura possuía.

Eu só vim a aprender isso recentemente.

Olhando para o meu lado, uma loira Poyopoyo vestida de empregada… ah, é mesmo, Mônica, estava ao trabalho tricotando alguma coisa.

Vendo isso, eu pensei comigo mesmo.

(Então já é aquela estação, não é?)

Eu senti um calafrio na minha pele, mas dia após dia, o frio estava ficando mais severo.

Desde que deixei meu território natal, a Casa Walt, mais de meio ano havia passado.

O inverno já estava sobre nós.

No começo, um bocado de pessoas havia enviado olhares curiosos à Mônica, mas após alguns dias de viagem, talvez eles tivessem se acostumado a isso, já que ninguém mais prestou qualquer atenção a seus trajes de empregada.

Nós só vemos ocasionalmente as faces surpresas daqueles embarcando nas cidades e vilarejos em que paramos pelo caminho.

A garota não era uma humana.

Uma autômato construída por uma raça antiga, revivida por um pervertido referido como um dos Sete Grandes da Academia de Arumsaas.

O fruto de tecnologia há muito perdida, e de acordo com a própria máquina, um ‘Modelo Especial.’

E nisso, Mônica percebeu meu olhar.

“O que foi, Frangote? Poderia ser que você entrou no cio ao ver minha adorável figura? Oh, puxa vida… por que tem que ser em um lugar assim.”

Enquanto Mônica prosseguia a tentar remover suas roupas, eu coloquei toda minha força em acertar o topo da cabeça dela.

Ela é uma máquina, então talvez ela possa quebrar? Eu não acho isso, mas… como aprendi pelo seu tom de voz, eu tenho certeza que ela já está quebrada.

“Por que você sempre tem que ser assim? Mais importante, o que você está fazendo aí?”

Olhando para seu trabalho, Mônica falou:

“Não é óbvio? Eu estou colocando vários tipos de emoções na criação deste ‘cachecol grosso’. Quando o usuário deste pedaço de equipamento pensar em exatamente que pensamentos foram postos na criação disto, ele não terá escolha, se não sentir o peso do meu amor e o intrusivo sentimento de responsabilidade. Ah~que que cachecol grosso este será.”

“Entendo. Você realmente tem suas dificuldades.”

Eu tentei tratar isso como problema de outra pessoa, no entanto Mônica começou a tremer sem parar.

“Não, por favor, não faça isso problema alheio. Você realmente não entende quem está dando o que a quem, a menos que eu ponha em palavras? Você é um demônio, frangote.”

Enquanto eu continuava a mostrar minha falta de interesse, Mônica sussurrou para mim:

“… Fale agora, ou eu vou adicionar um suéter e luvas grossas.”

Dizendo isso, ela começou a produzir o resto do cachecol a um passo vertiginoso.

“Larga disso, tola.”

 

Eu falei enquanto ciente dos olhos circundantes na Mônica, e olhei para o teto.

A viagem levava vários dias, e apesar de dar um senso de segurança, também parecia bastante inconveniente.

Eu virei meu olhar para a Joia pendurada em meu pescoço.

O cristal azul repousando na palma da minha mão era decorado com cintilantes ornamentos de prata e pendurado em uma corrente.

Skills eram algo que existiam como uma por pessoa.

Este sendo o caso, havia algumas maneiras de ser capaz de fazer uso de múltiplas delas. Além de usar 【Gemas】 como o que a Joia uma vez foi, havia também itens que podiam ser imbuídos com Skills chamadas 【Ferramentas Mágicas】.

Havia fartura em variedades, armas e armaduras, e ao invés das Gemas, onde era fácil uma Skill interferir com outra, Ferramentas Mágicas haviam se tornado a forma padrão.

Ao adicionar as Skills certas em conjunto, era possível demonstrar um grande efeito, e apesar do preço por elas ser extravagante, haviam muitos nobres e aventureiros que as procuravam.

(Não haveria sentido em acelerar isso com a Skill do Quarto, haveria…)

A Skill elevava a velocidade de movimento de algo, mas mesmo se eu tentasse fazer isso, a carruagem tinha seu próprio horário a cumprir.

Mesmo se eu a acelerasse para chegar mais rápido, se não estivesse ajustada para chegar exatamente a tempo, eu duvido que isso seria muito apreciado.

(Apesar de certamente ser uma coisa boa ter mais Skills para se usar.)

Com isto em mente, eu fechei meus olhos mais uma vez.

Tendo chegado na Capital Imperial Centralle, nosso grupo finalmente passou pela intensa azáfama de pessoas no portão, e nos dirigimos à procura de uma pousada.

Era minha terceira vez na cidade, e eu não me perdi.

É claro, nós também tínhamos as duas que foram criadas aqui, Miranda e Shannon, conosco desta vez.

Pálidos e esmeralda em cor, os cabelos de Miranda se estendiam longos o bastante para tocar suas costas.

Ela era um indivíduo que exalava uma impressão como aquela de um gato, porém ainda assim, ela era uma Dama Nobre.

Ela vinha de uma família de viscondes imperial conhecida como a Casa Circry.

Sua irmã mais nova Shannon era uma garotinha com cabelo violeta embotado, e pupilas de cor âmbar.

Ela era a mais jovem entre todos nós, mas ela também era uma grande maquinadora que bancou o papel de coitadinha frágil, roubada de sua visão.

“Ei, alguém carregue isto para mim. Lyle, por que você não está levando isto? Você não deveria ser o homem?”

Eu me virei para ela, e falei:

“Eu estou surpreso que você pode dizer uma coisa dessas enquanto olha pra toda bagagem nas minhas mãos. Em primeiro lugar, você já está fazendo a Mônica carregar suas coisas, não está?”

Aqueles carregando uma grande carga em seus braços, eram eu e Mônica.

Com a Mônica carregando os pertences da Clara, Miranda e da Shannon, nós atraíamos um bom número de olhares errantes.

A propósito, as que eu estava carregando eram as da Novem e da Aria.

“Mas esta é muito pesada.”

O que Shannon mostrava com uma voz fofa não era uma bolsa de couro para viagem, mas um pequeno pedaço de bagagem de mão.

“Mantenha sua conversa de sono para quando estiver dormindo. Volte quando você tiver virado uma Dama de verdade.”

Eu cuspi minhas palavras em troca, abandonei a garota e suas vaias, e fui em direção à pousada.

Aquela que acertou uma barulhenta Shannon na parte de trás da cabeça foi a Miranda-san.

Ela era a mais velha entre nós, mas mesmo assim ela ainda tinha só dezessete anos.

“Shannon, você pode carregar esse tanto sozinha. Até mesmo só em ter a Mônica carregando sua bagagem, não é bom se você não se sentir nem mesmo um pouco grata.”

Ouvindo isto, enquanto ainda mantendo todas as bolsas em mão, Mônica estufou seu peito.

Seu largo busto balançou para cima e para baixo.

“Por favor, se lembre que eu estou bastante descontente em ter que carregar os pertences de vocês aí. Eles são apenas extras àqueles do meu precioso frangote. Vocês todas deveriam ser mais gratas.”

Apesar de haver uma disparidade de seu tratamento entre eu e daquelas ao redor, ela era o tipo de pessoa que fazia seu trabalho apropriadamente independentemente de sua toxicidade.

Vendo isso, uma garota com cabelo azul profundo, olhos vermelhos e óculos, falou.

Era a Clara.

“Eu estive em Centralle um número de vezes, mas realmente há montes de pessoas. Diferente de Arumsaas, talvez eu deva chamar isso de mais eficiente…”

Se você me forçasse a dizer, Centralle era um lugar que parecia bastante apertado.

Em comparação com as ruas de Arumsaas, que eram quase como um labirinto por si sós, Centralle era várias vezes mais decente.

Com seu cabelo castanho amarrado em um rabo de cavalo lateral, Novem me olhou com seus olhos violeta.

“Nós vamos ficar na mesma pousada que usamos antes, Lyle-sama?”

Novem Forxuz… minha ex-noiva, e a jovenzinha encantadora que me acompanhou quando eu fui posto para fora da minha casa.

Houve um tempo em que eu pensei que enquanto eu tivesse a Novem ao meu lado, o resto realmente não importava, mas quando eu fui perceber, eu já havia me encontrado cercado por um exército de mulheres.

Uma mulher masculina com cabelo vermelho, Aria, falou:

“Nós temos o dinheiro, então por que não arrumarmos uma mais espaçosa? Eu não quero ficar apertando três em um quarto de duas pessoas como da última vez.”

Na última vez que viemos aqui, nós nos hospedamos com um homem e duas mulheres em um quarto de duas pessoas.

Mas é melhor reduzir despesas de hotel.

Digo, Centralle também era um lugar que custava uma fortuna.

“Eu aprovo a proposta para quartos individuais, mas com esses números, nós não podemos sair ficando em um lugar muito extravagante.”

Aria falou:

“Você, depois de receber aquela quantia enorme, realmente sabe falar.”

Eu acabei fazendo um pouco de fortuna em Arumsaas, então diferente de antes, eu tinha um pouco de folga.

Se me vissem como um único aventureiro, eu provavelmente seria considerado como um caso de sucesso.

De dentro da Joia, aquele em sintonia com conversas sobre dinheiro soltou sua voz.

Com seus óculos sendo sua característica marcante, o Quarto era uma pessoa bastante dura quando se tratava de contar moedas.

『Ei, não é como se tivesse sido você que ganhou isso ou nada assim! Isso foi algo do qual eu dei instruções ao Lyle para… normalmente, ele teria sido capaz de vender os dados práticos do Portador por uma quantia muito maior…』

Após construir um golem para carregar bagagem dentro de um labirinto, eu havia vendido aquele conhecimento para a Academia de Arumsaas.

Se for para olhar o preço dado, então é algo do qual eu estou bastante satisfeito como indivíduo.

Entretanto, aquele que não pôde vir a termos com tudo isso era o Quarto.

(Há muitas maneiras mais de nós fazermos dinheiro…)

Enquanto eu pensava isto, senti que os ancestrais estavam enviando alguns olhares duvidosos para mim.

Aria se aproximou de mim, e nisso, Miranda-san levantou sua voz:

“Já ficou bem tarde hoje, mas quando amanhã chegar, eu vou introduzir vocês a um lugar que poderemos ficar por um tempo. Embora eu ache que você já sabe do que estou falando, Lyle.”

Ouvindo isso, eu me lembrei.

“A mansão da Casa Circry? Não, certamente seria bom se nós pudéssemos ficar, mas você tem certeza que está bem com isso?”

Ambas Miranda-san e Shannon estavam em um estado onde haviam sido chutadas para fora da Casa Circry.

No papel, foi declarado que elas foram enviadas para a Cidade dos Estudiosos para estudar, mas na realidade, isso não era mais que uma oportunidade para fazê-las aprender a ser independentes.

A razão pela qual eu me preocupava tanto quanto a se estava tudo bem voltar, era provavelmente porque eu havia sido expulso da minha casa também.

Miranda-san falou com um sorriso:

“Está tudo bem. Eu já recebi a permissão do meu pai, e eu notifiquei eles devidamente para fazerem os preparativos para receber um grupo de sete.”

Aquele sorriso dela parecia esconder um traço de travessura, mas eu decidi assentir, e deixar por isso mesmo.

“Entendido. Então amanhã eu acho que estaremos partindo para a mansão da Casa Circry.”

E Miranda falou:

“Aguarde ansiosamente.”

Aguardar ansiosamente pelo quê? Enquanto eu ficava incapaz de compreender, o Sexto me chamou:

『… Isso meio que parece com aquilo, não é? Do ponto de vista dos pais, é o tipo de cenário de ‘Por favor me dê a mão de sua filha!’』

Quem concordou com ele foi a Sétima Geração.

『Isso. Se fosse eu, então no momento que minha filha trouxesse um garoto aventureiro pra casa, eu imediatamente mataria ele a tiros…』

A pessoa dizendo uma coisa assustadora dessas era meu avô.

Parece que isto e aquilo aconteceu no passado, e ele veio a odiar a associação conhecida como Guilda dos Aventureiros, e os Aventureiros que vinham com a mesma.

Eu tenho a sensação que ele também não é realmente solidário ao meu atual estado como aventureiro.

Eu pensei comigo mesmo.

(Bem, nós temos um bocado de garotas conosco, então eu não acho que ele vá se equivocar demais.)

Com bolsas em mãos, eu mantive um pensamento ingênuo desses em mente enquanto continuava a procurar por uma pousada.


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Ana Paula



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