Interlúdio III – Para cada um, os seus juramentos. (Parte 5.5/6)

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Perdido em uma ofuscação, Subaru entrou no quarto onde Rem estava dormindo.

Desde que retornar à mansão de Crusch, sempre que há uma chance, ele viria para ficar com ela.

Mesmo sabendo que isso não aconteceria, em algum lugar no seu coração, em sua fraqueza, ele esperava que ela só pudesse despertar.

Neste estado, ele já não tinha a coragem ou a vontade de ficar em frente a Emilia. Sendo Emilia, talvez ela entenderia afinal. Se ela estivesse ao seu lado, isso só trará dor. A menos que Subaru procurasse por ela, ela lhe daria tempo para si mesmo, mesmo que ela não conseguia parar de se preocupar.

Se Emilia estivesse aqui, ele provavelmente iria chorar, mesmo que for apenas para confortar essa fraqueza dentro de seu coração.

Embora ele odiava essa fraqueza, ele não podia cortá-la de si mesmo.

[Rem…. Mesmo que você me disse que sou forte, eu… sem você comigo, não consigo ser, Rem… Eu não posso…]

 

Nada mudou desde quando ele partiu para o salão.

Suavemente respirando. Seu coração estava batendo. Mas fora isso, não havia um único sinal de vida. Agora, só o coração de Subaru ainda carrega a existência dela.

Mas,

[Subaru: — É você… que vento soprou você aqui?]

 

[Puck: Eu estar aqui, é tão estranho assim? Até eu tive algum tipo de relacionamento com essa garota antes, certo? Então vir aqui ocasionalmente, o que há de errado com isso?]

 

[Subaru: De onde você tira o nervo…]

 

Tocando suavemente a testa da Rem adormecida, Subaru olhou para o lado — flutuando no ar, havia um pequeno gato cinza, abanando o rabo longo, olhando para ele.

Na reunião, ele estava longe de ser encontrado, no entanto, ele apareceu aqui. Percebendo o olhar severo de Subaru, Puck pareceu espantado.

[Puck: Por que você está olhando para mim dessa forma? Eu fiz alguma coisa?]

 

[Subaru:… Certo, desta vez você não fez nada… Vá encontrar Emilia, contanto que você vá flutuar por aí em algum outro lugar.]

 

[Puck: É assim? Isso é uma coisa curiosa para dizer. Mesmo que a minha liberdade não é restrita, se aquela criança se meter em encrenca enquanto eu não estiver lá…]

 

Sacudindo o seu bigode, Puck murmurou calmamente. Em seguida, flutuando até o rosto de Subaru,

[Puck: Mas acho que é melhor eu falar para Subaru agora.]

 

[Subaru: …Agindo como se soubesse tudo, isso realmente me irrita.]

 

Subaru virou o seu olhar. Mesmo assim, Puck silenciosamente esperou por ele.

Subaru suspirou, mesmo que humildemente estivesse irritado com ele.

[Subaru: Você não contou a Emilia sobre o Culto da Bruxa… Quais são as suas intenções?]

 

[Puck: Nenhuma intenção na verdade, se houver algumas coisas que você possa viver sem saber, então, não saber é bom demais. Se Lia me pedisse, eu teria contado a ela, mas ela não perguntou… Pessoas gostam disso, se você apenas evitá-los, então não importa, certo?]

 

[Subaru: Sim, há momentos em que é bom não saber algumas coisas. Mas isso totalmente não é o caso da Emilia, não é? A garota saiu da floresta para tornar-se Rei, ela está lutando para vencer a seleção real! Não há nenhuma maneira de evitar o Culto da Bruxa assim. —Você sabe disso, claro, você sabe.]

 

Pressionando a sua voz para baixo, Subaru procurou as intenções de Puck. Mas Puck, balançando no ar, facilmente se esquivou das perguntas vigorosas de Subaru.

[Puck: O Culto da Bruxa aparecendo… Eu suspeitava também. Mas se eu transmitiria isso a Lia é uma questão completamente diferente.]

 

[Subaru: Mesmo que isso significasse pôr em perigo a ela e a todos os outros ao seu redor? Não sei o que está pensando, mas se as coisas corressem desse modo Emilia teria—!!]

 

[Puck: Entendo… Você fez tudo isso para salvar a Lia. Esta criança também… ela se sacrificou para ajudá-la. Nesse caso, eu realmente preciso agradecer esta criança…]

 

[Subaru: —!]

 

Nesse instante, desconsiderando o resto, Subaru lhe atirou um soco.

No espírito diante dos seus olhos, sem um traço de hesitação, ele atirou com toda a sua força. O espírito, facilmente, evitando o seu ataque, levantou o rosto com espanto.

[Puck: O que está fazendo tão de repente?]

 

[Subaru: Não ouse tocar Rem. Não com as suas mãos, ou as suas palavras…]

 

Surpreendendo a si mesmo, a sua voz soou calmamente.

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