CC – Capítulo 297 – Cauda vermelha brilhante


Minerva-sama exclamava que ela queria se matar porque eu recusei o convite para se tornar seu chef… isso não aconteceu.

Ela estava comendo a panqueca e parecia estar gostando muito.

Se julgada apenas por essa cena, ela pareceria mais uma jovem bonita e comum do que uma Deusa. Bem, em geral, ela não parecia ser uma Deusa que sempre queria se matar.

Oops, será ruim se minha mente for lida, é melhor eu parar de ter pensamentos desnecessários.

Eu libertarei minha mente. Agora alcançarei o esclarecimento… não havia como eu fazer isso.

Ter mais pensamentos desnecessários serviria apenas para apertar um laço em volta de meu pescoço, então decidi falar primeiro.

— Minerva-sama, você nos agraciou com sua presença hoje para provar as panquecas? Nesse caso, posso fazer mais algumas.

— Não, não é isso. Estou aqui hoje para entregar isso a Suke-kun.

Minerva-sama pegou uma bela joia de seu próprio decote e a passou para mim. O item ainda estava um pouco quente.

Não, vamos parar por aqui. Não pense em coisas desnecessárias.

— Ah, o que é isso? Eu não posso dizer nem mesmo com a Avaliação de Joias, então… acho que não é uma joia.

— Isso é um livro de habilidade.

— Livro de habilidade?

Agora que penso nisso, recebi um de Miri antes e o usei. Se bem me lembro, adquirirei a habilidade se colocar a pedra em minha testa.

— Sim, é o mesmo que aquele que Kaguya-chan entregou a você. Suke-kun, use-o, use-o.

— Tu-tudo bem.

Provavelmente não tinha o direito de recusar.

Miri ficaria brava se soubesse que ela foi chamada de Kaguya de novo — acabei pensando em coisas desnecessárias enquanto usava o livro de habilidades.

Habilidade de livro de habilidades: Conversão de Familiar.

… eh!?

Não era essa a habilidade que eu receberia como recompensa por retornar ao Desempregado?

— Estamos lhe dando a recompensa com antecedência. Valorize isso. Tenha certeza de voltar a ser um Desempregado.

— Muito obrigado. Eu entendo, voltarei ao Desempregado de forma apropriada.

Parecia errado prometer que voltaria a ficar sem emprego, mas desisti de me preocupar com isso.

Como recebi a recompensa, voltar atrás na minha palavra e desistir seria ainda pior do que me tornar um Desempregado.

Essa era a responsabilidade de ser um membro da sociedade.

Deixando isso de lado, que tipo de habilidade era essa Conversão de Familiar?

Eu olhei para a descrição da habilidade.

 

Descrição da Habilidade: Conversão de Familiar (Habilidade de Livro de Habilidades)

Capaz de converter o alvo em familiar do usuário, se o alvo atender às condições.

É necessário o consentimento do alvo para a Conversão de Familiar.

 

… isso não ajudou em nada.

— Minerva-sama, como uso essa habilidade de Conversão de Familiar…

Quando me virei para onde Minerva-sama estava, não havia ninguém lá.

— … Pionia, Neete, onde está Minerva-sama?

— Ela voltou com as panquecas.

— Ela foi embora com as panquecas.

… eu preferiria que ela desse uma explicação adequada antes de sair.

Por favor, tenha um pouco de responsabilidade como integrante da sociedade — espere, podemos dizer que a Deusa é um membro da sociedade.

Suspiro, sério, como eu uso essa habilidade?


Ponto de vista de Carol


Cidade de Belasra.

Era uma cidade de entretenimento localizada na parte sul do Reino de Arundel e a segunda cidade que Ichinojo visitou quando veio a este mundo.

E foi a cidade onde ele conheceu Carol.

Haurvatat e Carol estavam visitando aquela cidade juntas.

Malina, Kanon e Norn estavam agindo separadamente, por isso não estavam ali.

— Bom dia guarda-san.

Carol cumprimentou o vigia em pé na entrada da cidade com um sorriso.

Ele era um guarda familiar que ela encontrou inúmeras vezes quando era usada como uma ferramenta de caça e ele era uma das pessoas que sempre se preocuparam com ela.

— Carol-san. Faz bastante tempo. Você é, se bem me lembro, a pessoa que ajudou Carol-san no passado.

— Já faz algum tempo.

Ao contrário de Carol, Haurvatat não se lembrava do rosto do guarda.

No entanto, ela se lembrou de um guarda agradecido quando Carol voltou para a cidade, então curvou-se pensando que devia ser ele.

O guarda olhou para o rosto de Carol e os cantos de seus lábios se ergueram um pouco. Estava longe de ser um rosto sorridente, mas, mesmo assim, ele devia estar se sentindo feliz por ver a garota saudável.

Haurvatat pagou o imposto de entrada na cidade (Carol era uma Mascate e pagou apenas metade) e entrou na cidade.

— Vamos primeiro à casa de Quince-sama. Depois disso, devemos ir à casa de apostas onde as pessoas se reúnem para coletar informações.

— Casa de apostas…

— … Haru-san gosta de apostar?

— Por que você pergunta?

— Seu rabo está balançando um pouco.

A expressão de Haurvatat era um rosto inexpressivo perfeito. Ela não mostrava nenhuma expressão, assim como grandes jogadores.

Entretanto, em contrapartida, sua cauda estava cheia de emoções, então Haurvatat nunca seria capaz de vencer em jogos de cartas.

Seu rabo oscilante significava que ela estava ansiosa para ir à casa de apostas.

— Sim, eu gostaria de ter outra partida com Gorza-san.

— Eh? Gorza-sama?

Gorza era o nome do proprietário da casa de apostas da cidade. Ele originalmente fez seu nome nesta cidade como um apostador habilidoso.

— Sim. Desejo confirmar se agora posso ver através de sua habilidade requintada na roleta. Além disso, quero saber se posso ganhar sem depender de truques.

— … me parece que você não está indo para jogar, mas para testar sua habilidade. Vou marcar um encontro com ele, se ele estiver disponível. Já que aquele cara também é um corretor de informações.

Carol respondeu enquanto caminhavam pela cidade.

Antes de irem para o Comércio de Escravos de Quince, elas pararam para prestar homenagem à Estátua da Deusa Torerul encontrada na praça logo após a entrada da cidade e pegaram 10 Sense para doar na caixa de ofertas. Elas tinham muito dinheiro do bolso que Ichinojo lhes deu.

Enquanto Haurvatat orava, ela fez uma pergunta que de repente veio à mente.

— Carol. Em vez de jogar o dinheiro na caixa de ofertas, não é mais significativo passar o dinheiro diretamente para Torerul-sama?

Esse era um diálogo que seria inconcebível, mas Torerul visitaria o Meu Mundo de Ichinojo durante seu tempo livre.

Elas poderiam mesmo passar o dinheiro para a Deusa de forma direta.

— Não consigo imaginar Torerul-sama tendo alguma utilidade para dinheiro. Creio que esse dinheiro serve como doação para a Igreja ou para a manutenção das Estátuas da Deusa. Ichinojo-sama com certeza oferecerá algo como vinho a Torerul-sama, então vamos continuar oferecendo dinheiro dessa forma.

Obedecendo às palavras de Carol, Haurvatat orou.

Então, ela levantou a cabeça e olhou para os arredores.

Havia muitos outros orando separados delas.

A fé era profunda.

— … a propósito, Carol. Como Torerul-sama se tornou conhecida como a Deusa da Preguiça?

No passado, Haurvatat explicou Torerul a Ichinojo, mas ela acreditava em Setolance, por isso só tinha um conhecimento muito superficial sobre a primeira Deusa.

—  O motivo parecia ser porque Torerul-sama se apresentou assim às pessoas que transmigraram. De acordo com as escrituras, originalmente, ela reuniu sua fé como a Deusa da Noite.

— Deusa da Noite?

— Sim. Como a noite está relacionada ao sono, ela também foi chamada de Deusa do Sono e, combinada com sua personalidade e fala, tornou-se conhecida como Deusa da Preguiça — foi o que ouvi.

— Deusa do Sono. Então devo rezar mais uma vez.

— Haru-san está tendo problemas para dormir?

Carol perguntou com uma expressão de surpresa.

— Não, eu queria rezar para estar com o Mestre, mesmo que seja nos meus sonhos durante o sono.

— … Haru-san é incrível poder dizer isso com tanta ousadia… Carol orará mais uma vez também.

Carol estremeceu um pouco com a inocência de Haurvatat enquanto juntava as mãos para encarar a Estátua da Deusa Torerul.

Depois de orar, Haurvatat falou quando o pensamento veio à mente enquanto elas caminhavam pela rua.

— Falando em sonhos, parecia que havia uma raça chamada Súcubo no passado.

Foi algo que ela ouviu de Familis Raritei.

Súcubo. Uma raça chamada Demônios dos Sonhos. A aparência deles era mais parecida com a da raça dos demônios.

Dizem que eles absorviam o espírito dos homens e os usavam como sustento.

— Você ouviu falar sobre eles dessa pessoa?

Carol perguntou. Ela estava se referindo a Familis Raritei. Ela prestou atenção para não anunciar sua conexão com o Lorde Demônio na frente dos outros.

Aliás, o Lorde Demônio Familis Raritei era atualmente conhecido como Miri Kusunoki e foi reencarnada como a irmã mais nova de Ichinojo. Os detalhes disso não eram conhecidos por Haurvatat e as outras, incluindo Ichinojo.

— Sim. Eu soube disso quando era criança, então não tenho certeza dos detalhes, mas, ao que tudo indica, a raça dos Súcubos é capaz de entrar nos sonhos dos outros. Ter essa capacidade tornaria possível ver qualquer sonho que eu queira.

— A capacidade de cruzar sonhos. Mostrar ao alvo sonhos obscenos para absorver o espírito deles, então parece provável que você possa ver o sonho que deseja.

Ao ouvir a explicação de Carol, Haurvatat relembrou o sonho que teve dez dias atrás.

O sonho da primeira noite com Ichinojo em Florence.

— Carol, eu posso ter sido alvo de um Súcubo.

— !?!?!? Haru-san, sua expressão é a mesma de sempre, mas seu rabo está vermelho brilhante!

Carol suspeitava que a mudança na cauda de Haurvatat saindo de sua saia, algo que ela nunca tinha visto antes, fosse devido a uma doença.


Tradutor:




Fontes
Cores