Arifureta – Capítulo 96 – A promessa com a filha



(Myuu): “Papaaaai! Já é de manhãããã! Acordeeee!”

Em um canto da |Cidade Marítima Elisen|, uma voz de criança ressoou no segundo andar de uma certa casa. O horário, atravessando a manhã lentamente, era por volta de quando você começa a sentir o calor do dia. Da janela, como uma previsão que o clima de hoje seria bom, o Sol da manhã surgia brilhantemente.

] Dosun! [

(Hajime): “Aaaaa?”

Hajime estava dormindo na cama, que estava sendo iluminada por esse Sol matutino. E, o chamando de Papai estava Myuu, que foi acordá-lo com uma voz energética.

Myuu realizou um magnífico salto cujo peso não foi sentido apenas na cama, sua aterrissagem, que merecia um dez perfeito, foi feita na barriga de Hajime, que era seu Papai. É claro que ela não estava de pé nele. Ela estava sentada de pernas abertas em cima do rapaz.

Apesar de ela ainda ter apenas quatro anos de idade, o peso de seu corpo já chegava a 15 ou 16 quilos. Se uma criança com tal peso pulasse no abdômen de uma pessoa normal, ela provavelmente gemeria, mas, naturalmente, Hajime nem mesmo sentiu dor. No entanto, um gemido sonolento apareceu porque ele foi forçado a acordar.

(Myuu): “Papai, se levante. É de manhã. Bom dia”

(Hajime): “… aah, Myuu? Dia. Por favor, pare de ficar fazendo ] pechipechi [ porque eu já acordei”

Ela estava tão feliz por Hajime ter acordado? Enquanto mostrava um sorriso brilhante, Myuu tamborilava no rosto de Hajime com sons de ] pechipechi [ de suas mãos que pareciam pequenas folhas. Hajime, enquanto segurava Myuu e levantava seu corpo a cumprimentando, acariciou o cabelo verde-esmeralda dela gentilmente. Vendo Myuu apertando seus olhos se sentindo contente, o rosto de Hajime também relaxou.

(Yue): “… nn… au… Hajime? Myuu?”

Dentro de tal clima reconfortante, subitamente, uma voz que faria qualquer um se sentir seduzido ressoou. Hajime, quando virou um pouco os lençóis com sua atenção atraída para esse lado, viu a figura sonolenta de uma linda garota esfregando seus olhos com as costas de suas mãos curvadas como se fosse um gato.

Longos cabelos loiros escorriam como ondas e não poderiam ser chamados de bagunçados, mesmo que ela tivesse acabado de acordar, e eles brilhavam por causa do Sol da manhã entrando pela janela, a fazendo piscar seus olhos carmesins que eram vermelhos como rubis. Como ela não estava usando roupas, da mesma forma que Hajime, sua pele era completamente branca sem nenhuma mácula e o par de vales que podiam ser vistos pelas aberturas de seu cabelo que pendiam em sua frente e criava uma sensação de sedução e encanto juntamente com o som de sua voz.

(Myuu): “Mas por que Papai e Yue-oneechan sempre estão pelados?”

A inocente pergunta de Myuu se referia ao “horário em que eles acordavam pela manhã”. De forma alguma isso significava que eles eram um par de nudistas.

E, parecendo se questionar, “Talvez eles não tenham pijamas?”, Myuu olhou alternadamente para Hajime e Yue com olhos que observavam algo um pouco lamentável. Para a questão pura e infantil, com perguntas como, “É por que roupas atrapalham?”, Hajime, que não era capaz de dar uma resposta sem que ela fosse confundida com assédio sexual, pediu que Yue o ajudasse com uma expressão levemente preocupada.

Em sua consciência que se gradualmente despertava, Yue, que imaginou a aflição de Hajime, voltou a seu modo adulto para responder à pergunta da garota inocente.

(Yue): “… Myuu vai entender quando ela ficar maior”

(Myuu): “Você entende quando fica maior?”

(Yue): “… nn, você entende”

Para Myuu que inclinava sua cabeça, Yue fugiu da pergunta claramente à força. A educação sexual de Myuu foi deixada para Remia, sua mãe. Entretanto, Myuu, que inclinou sua cabeça para o lado com uma expressão que não parecia concordar enquanto soltava um “Uuuun”, olhou para trás lentamente e fez mais uma pergunta inocente enquanto encarava um certo ponto, encurralando Hajime.

(Myuu): “Papai também, você sabe por que este lugar fica grande? Mas, Myuu não tem isto. Myuu não vai entender?”

Dizendo isso, em um certo local onde o característico fenômeno fisiológico das manhãs aparecia, Myuu começou a tamborilar com suas mãos fazendo ] peshipeshi [. Apesar de não ter sofrido um impacto tão grande, Hajime, que ficou em choque com o toque em seu local delicado, mudou a forma como ele segurava Myuu depressa para separá-la o máximo possível “daquilo”.

(Hajime): “Myuu, não toque nisso. Escute. É natural que Myuu, que é uma garota, não tenha um. Está tudo, então não se preocupe com isso. Em mais dez anos, não, vinte anos, ou melhor, pelo resto de sua vida, isso é algo com que você não tem que se preocupar, não importa o que aconteça”

Hajime disse algo tolo com uma cara extremamente séria. Myuu concordou com um ] kokuri [ porque isso foi dito por seu amado Papai, mesmo que uma “?” flutuasse em sua mente. Ficando com uma expressão um pouco satisfeita com isso, Hajime mais uma vez desembaraçou os cabelos de Myuu ao penteá-los com sua mão. Myuu também, depois que suas perguntas de um momento atrás foram esquecidas, começou a se concentrar nesse sentimento gentil.

Para essa cena, um olhar estava voltado com um sentimento de alegria, era Yue, que estava ao lado dele. Em seus olhos, “Superprotetor”, “Energético por causa da manhã” e “Uma vantagem das manhãs?”, sentimentos deste tipo pareciam estar contidos neles.

Hajime encarou outra direção com isso. Dentro do calor que aumentou um pouco por causa da luz do dia, essa cena reconfortante continuou até Remia e Kaori e as outras, que se inquietaram por Myuu não ter voltado depois de ir acordar os dois, aparecerem no quarto.


Hajime e as outras, após completarem as |Ruínas Submersas Merujiine|, voltaram para |Elisen| nas costas de Tio, que usou a ‖Dragonificação, porque eles perderam o [Submarino], e, mais uma vez, seis dias se passaram desde que eles se tornaram assunto na cidade. Desde o dia que voltaram, Hajime e as outras ficaram na casa de Remia e Myuu.

A cidade chamada |Elisen| era uma ilha flutuante de madeiras interligadas com uma enorme população. Como o vasto mar se tornava um terreno infinito, toda a cidade tinha a aparência de ser basicamente um espaço livre feito com os espaços entre os prédios e as ruas. A casa de Remia e Myuu tinha um tamanho muito maior do que o suficiente para duas pessoas viverem, e era um espaço tão confortável que até com Hajime e as garotas, cinco pessoas, ficando lá, não houve qualquer sensação de inconveniência.

Assim, eles tiveram tempo para reabastecer seus equipamentos e dominar a ‖Magia da Era dos Deuses que eles obtiveram. Embora parte fosse pelo clima de férias causado pela culinária perfeita de frutos do mar de |Elisen|, o vento e as ondas também eram agradáveis, e o local era muito confortável.

No entanto, eles sentiram que o descanso foi pouco após ficarem na casa por seis dias. O motivo, evidentemente, era Myuu. Não era possível levar a menina com eles em sua jornada além deste ponto. Uma garota de quatro anos de idade, sem qualquer tipo de poder, seria absurdo levar ela para o |Grande Calabouço| no extremo Leste.

Sem mencionar que os dois |Grandes Calabouços|, excluindo o |Mar de Árvores Haltina|, estavam em locais ainda mais complicados. Um estava no território da raça dos Demônios, a |Caverna de Gelo Shunee|. E o outra certamente estava em algum lugar na |Montanha de Deus|. Em ambos os casos, eles teriam que entrar no coração de uma grande nação. Para locais tão perigosos, eles absolutamente não poderiam levar Myuu.

Graças a isso, embora eles devessem se despedir desta cidade, isso foi descoberto? Quando Hajime e as garotas tentavam começar essa conversa, Myuu sempre ativava seu modo de criança ultra mimada e eles não poderiam começar a falar porque ela invocava a “Morte certa! Petição de Silêncio da Garotinha!”. Eventualmente, continuando com o treinamento da ‖Magia da Era dos Deuses e na conclusão dos novos equipamentos, eles ficaram até o sexto dia, mesmo que fosse apenas para pensar em uma desculpa.

(Hajime): “Mesmo assim, se eu não me despedir de forma razoável… haa, o que eu devo dizer a Myuu… será que ela vai chorar? Seu choro… haa, é depressivo”

Hajime, enquanto preparava alguns equipamentos com a ‖Transmutação sentado no píer, murmurou um solilóquio em aparente melancolia. No momento que ele escapou do inferno, apesar de pensar que todo este mundo era inconsequente, agora, ele estava quebrando a cabeça para se despedir de uma pequena criança. Nesse estado atual, em sua mente, Hajime tinha sentimentos complexos.

(Hajime): “A culpa é sua Sensei…”

Descartar tudo neste mundo, a ideia de não se importar com todos os sacrifícios apenas por seu objetivo desapareceu por completo, e Hajime usou palavras abusivas ao se lembrar de sua antiga professora, que foi o estopim que o levou para passar a carregar tais pensamentos. Contudo, Yue, Shia, Kaori e Tio estavam diante de seus olhos, e vendo o rosto sorridente de Myuu, que estava brincando de pega-pega debaixo da água com as garotas, o sorriso que apareceu em seu rosto era o oposto de suas palavras.

Mesmo não sendo sua obrigação, naquele momento, se ele tivesse abandonado Myuu, ou se ele a tivesse deixado em |Ankaji|1 e deixado Remia sozinha, ou se ele se separasse da menina rapidamente… com certeza, as garotas não estariam com esses enormes sorrisos.

Mesmo que ele a descartasse, por exemplo, embora essa separação pudesse causar tristeza em Yue e as outras, isso não seria motivo para que os sorrisos das garotas desaparecessem por completo, porém, eles poderiam se comparar a esses que elas mostravam agora? Isso com certeza era devido a forma como Hajime chegou até este local, abandonando sua “forma de vida solitária”.

Enquanto observava Myuu, que estava se divertindo com o pega-pega irregular correndo esplendidamente com a ajuda das encarnações de trapaças com todos os seus poderes (todas, excluindo Myuu, eram “pegadoras”) enquanto ela mostrava perfeitamente os traços da tribo dos ⌊Habitantes do Mar, mais uma vez, Hajime suspirou. Entre as peras de Hajime, que estavam esticadas em cima do píer, subitamente, a figura de uma pessoa apareceu fazendo sons de espirro. Aparecendo com água do mar pingando, era Remia, a mãe de Myuu.

Remia, que estava com seus longos cabelos verde-esmeralda amarrados em uma trança frouxa em suas costas, estava vestindo um biquíni verde-claro esplendidamente sugestivo. No início, quando ela se reuniu com Myuu, ela estava consideravelmente abatida, mas agora, tendo se recuperado perfeitamente da situação anterior de seu corpo graças aos absurdos efeitos de cura da ‖Magia de Regeneração, você não poderia pensar que ela era a mãe de uma criança, não quando ela estava envolta em sua antiga sedução.

Todos os homens da cidade desejavam ser o parceiro do segundo casamento dela, já que ela era uma beldade gentil, ao ponto em que ninguém acharia estranho o fato de existir um fã-clube de mãe e filha. Ela possuía uma figura esplêndida, quase igual à de Tio, e as gotas de água que escorriam pela superfície de seu corpo eram absolutamente fascinantes.

Tal Remia, que era charmosa mesmo sob circunstâncias normais, apareceu entre as pernas dele subitamente. Hajime, que estava quebrando sua cabeça pensando em Myuu, foi pego de surpresa. Remia, enquanto apoiava seu corpo ao colocar suas mãos no colo de Hajime, olhou para cima de um local que era consideravelmente perigoso.

Entretanto, em seu rosto havia o oposto da sedução emitida pela posição e seu corpo, e na expressão gentil de Remia, ao invés disso, havia algo que indicava que ela estava preocupada com Hajime.

(Remia): “Muito obrigada. Hajime-san”

(Hajime): “O que é isso tão de repente? Me agradecendo…”

Hajime ficou com uma cara confusa assim que Remia declarou sua gratidão subitamente.

(Remia): “Ufufu, a pessoa que também se preocupa tanto pelo bem da filha… como a mãe dela, eu também queria expressar minha gratidão pelo menos uma vez”

(Hajime): “Então… eu fui descoberto? No entanto, eu pretendia esconder isso”

(Remia): “Ara ara, há alguém que não sabia disso? Yue-san e as outras também parecem estar todas pensando nisso… Myuu foi capaz de conhecer pessoas realmente maravilhosas”

Assim que Remia olhou para trás por sobre seu ombro, embora Shia estivesse sendo despida de seu traje de banho com a travessura de Myuu, mesmo eles vendo a garota perseguindo Myuu desesperadamente enquanto usava suas mãos para esconder seus peitos, ela estava mostrando um grande sorriso. E, mais uma vez, quando Remia voltou seu olhar para Hajime, desta vez, ela abriu sua boca com uma expressão que era um pouco mais séria.

(Remia): “Hajime-san. Já é o bastante. Todos já fizeram mais do que o suficiente. Portanto, por favor, não se preocupe e siga em frente em nome dos objetivos que você tem que cumprir”

(Hajime): “Remia…”

(Remia): “Conhecendo todos vocês, aquela menina cresceu muito. Apesar de ela só se comportar como uma criança mimada, ela se tornou capaz de se preocupar com outra pessoa além dela mesma… essa menina entende. Que Hajime-san e as outras têm que ir… apesar de ela agir completamente como uma criança mimada involuntariamente por ainda ser imatura, ainda assim, ‘Não vá’, foi algo que ela nunca disse, não é? Essa criança também sabe que é errado prender vocês aqui mais do que isto. Dessa forma…”

(Hajime): “… então é isso? Se uma criança está se preocupando comigo, então eu não estou tomando conta dela… eu entendi. Hoje à noite, eu decidi dizer a ela claramente. Amanhã, nós vamos partir”

O apelo silencioso de Myuu, apesar de ela não querer que eles partissem, ele notou que isso era uma manifestação de seu medo sobre não querer atrapalhar Hajime e as garotas ao dizer essas palavras, e o garoto, que olhou para o céu enquanto cobria seus olhos com uma mão, se determinou a se despedir. Para esse Hajime, Remia, mais uma vez, mostrou um olhar gentil para ele.

(Remia): “Então, hoje à noite vamos ter um banquete. Porque essa é a festa de despedida de Hajime-san e as garotas”

(Hajime): “Isso mesmo… estou ansioso por isso”

(Remia): “Ufufu, sim, por favor, espere animadamente por isso, Q-u-e-r-i-d-o”

(Hajime): “Não, essa forma de me chamar é…”

Para Remia, que mostrava um sorriso provocador, embora Hajime começasse a fazer sua reclamação, graças a uma voz que continha a frieza de uma nevasca, ele foi interrompido como sempre.

(Yue): “… Remia… que coragem”

(Kaori): “Remia-san, desde quando… não houve nem negligência nem oportunidade”

(Tio): “Fumu, pelo ângulo que esta vê, até parece que tu estas servindo o Mestre… quanta exposição… incrível!”

(Shia): “Um, Myuu-chan? O traje de banho da onee-chan, você pode devolvê-lo logo? Os olhares públicos já estão um pouco…”

Yue e as outras, que voltaram para onde Hajime estava sem serem percebidas, encararam Remia com olhos ferozes. “Não pode ser, ela realmente está desejando Hajime para um segundo casamento?”, parecia ser o pensamento que estava as deixando vigilantes. Nesses últimos dias, essa era uma cena vista com frequência. E a pervertida foi ignorada. O traje de banho roubado pela garota de quatro anos de idade e a garota com orelhas de coelho que estava chorando também foram ignoradas.

Por outro lado, se fôssemos falar sobre Remia, que estava sendo encarada pelas outras, a aparência dela recuando não poderia ser vista, porque ela estava meramente sorrindo enquanto dizia, “Ara ara, ufufu”. Aquele sorriso jovial, que escondia os verdadeiros sentimentos de Remia, fazia com que fosse difícil distinguir se suas aproximações contra Hajime eram sérias ou apenas brincadeira. Esta era a chamada dignidade de uma viúva ou algo do tipo?

Falando sobre o garoto em questão, ele estava atraído pelo traje de banho de Yue, que estava encarando Remia, enquanto ela estava de quatro e se levantava para o píer. Embora ele a visse todos os dias, seu olhar foi atraído em um nível inconsciente.

Era um biquíni preto. Ele era esplendidamente sugestivo porque era do tipo amarrado apenas por fios. O contraste criado com a brancura da pele de Yue era excessivamente adorável. Amarrando seu cabelo em uma maria-chiquinha, apesar de isso fazê-la parecer mais infantil do que o normal, a diferença sentida com o traje de banho adulto era insuportável para Hajime.

Yue, que estava soltando faíscas com Remia, quando notou o olhar de Hajime, mostrou um sorriso parecendo estar de bom humor com um “… fufu”, porque ela parecia ter imaginado que o coração do garoto foi roubado por ela, e a garota se aproximou de Hajime de quatro.

Contudo, como ela não tinha permissão par continuar na liderança para sempre, Kaori pegou o braço de Hajime do outro lado. Ela pressionou o braço do rapaz no meio do decote que surgia de seu biquíni branco, embora ela estivesse completamente vermelha com o constrangimento. Seu olhar, que estava mirado em Hajime com olhos voltados para cima, estava apelando em silêncio com, “Olhe para mim também”.

Além disso, Shia, atrás dele, se apoiou nele enquanto pressionava seu orgulhado par de vales nas costas de Hajime. Como seu traje de banho ainda estava com Myuu, ela parecia ter a intenção de esconder seu corpo. Mas, para Hajime, além da suavidade de primeira classe e a sensação característica das duas que estavam o tocando, havia um local que estava o deixando extremamente preocupado.

A propósito, embora Tio também mostrasse um traje de banho muito atraente, como o sentimento era muito desagradável assim que ela começou a ofegar em suas desilusões, Hajime a obrigou a esfriar sua cabeça à força assim que a atacou com um pedaço de metal que estava segurando. Assim, atualmente, ela se tornou um corpo afogado.

Dessa forma, no local em que Hajime estava, cercado por lindas mulheres e garotas, Myuu apareceu de dentro do mar. Ela apareceu enquanto entrava no meio de Hajime e Remia, então pulou no garoto pela frente. Para Hajime, que a segurou em seus braços em um instante, Myuu, com um “Receba os espólios!”, simplesmente ergueu o traje de banho de Shia e o colocou na cabeça de Hajime. Aparentemente, isso parecia ser um presente de sua filha.

(Shia): “My-Myuu-chan!? Por que, uma coisa dessas… será!? Não pode ser… isso foi um pedido de Hajime-san? Sé-sério! Hajime-san, se o meu traje de banho estava em sua mente, se você tivesse dito… que tinha gostado tanto…”

(Yue): “… Hajime, eu vou te dar o meu também”

(Kaori): “Eu-eu também! Se Hajime-kun quiser… mas como seria constrangedor me despir aqui… no quarto, mais tarde, tudo bem?”

(Remia): “Ara ara, então, eu também… a parte de cima ou a de baixo, qual é a melhor? Ou quem sabe, as duas?”

Colocando a peça do traje de banho de uma mulher em sua cabeça, o homem cercado de mulheres de todos os lados foi presenteado com mais trajes de banho, esse era Nagumo Hajime.

A água que escorria do traje de banho de Shia era bastante surreal aliada com a expressão congelada dele. Os homens que testemunharam essa cena estavam derramando lágrimas de sangue. E qual foi a extensão dos rumores que se espalharam na área nesse dia? A história foi a seguinte: “Tomem cuidado com o garoto de cabelo branco e tapa-olho. O prato favorito dele é traje de banho roubado. Ele é um pervertido que se deleita ao usa-los em sua cabeça”.


Ao anoitecer desse dia, Hajime e as outras informaram a Myuu de sua partida antes do jantar. Myuu, que ouviu isso, agarrou a bainha da roupa que ela vestia com força e ambas as mãos, e sinceramente resistiu ao choro. O silêncio continuou por um tempo, e foi Myuu quem o quebrou.

(Myuu): “… não podemos mais nos ver?”

(Hajime): “…”

Era uma pergunta que ele achava difícil de responder. O objetivo de Hajime era voltar para o Japão, que era sua terra natal. Entretanto, o método concreto ainda não era conhecido, e ele não sabia em que momento e em que estado ele voltaria.

Antes, Miledi Raisen o disse para coletar todas as ‖Magias da Era dos Deuses se ele quisesse realizar seu desejo. Talvez fosse possível que ele voltasse imediatamente nesse momento. Como parecia não haver necessidade de voltar para |Elisen| até o fim dessa jornada, ele não poderia negar a possibilidade de esta se tornar a despedida final.

(Myuu): “… Papai, você sempre será o Papai de Myuu?”

Para Hajime, que estava com problemas para respondê-la, Myuu disse essas palavras antes de escutar a resposta dele. Hajime encarou o olhar dela diretamente e agarrou com firmeza ambos os ombros de Myuu.

(Hajime): “… Myuu, se esse é o seu desejo…”

Quando respondeu assim, Myuu mostrou um sorriso enquanto ela relaxava sua expressão que estava rígida por resistir às lágrimas. Foram Yue e as outras que ficaram emocionadas com a cena. Em certos aspectos, a expressão de Hajime no momento parecia a mesma de quando ele estava em uma luta difícil, e, por um instante, eles realmente pareciam um pai e uma filha.

(Myuu): “Então, cuide-se. E, da próxima vez, Myuu vai se encontrar com o Papai”

(Hajime): “Vai se encontrar…Myuu. Eu planejo ir para muito longe. Dessa forma…”

(Myuu): “Mas, se o Papai pode ir, então Myuu pode ir também. Afinal… Myuu é a filha do Papai”

Como ela era digna de ser filha de Hajime, nada seria impossível. Estufando seu peito como se parecesse confiante, se Hajime não fosse buscá-la, Myuu fez a declaração de que iria atrás dele sozinha. É claro que isso não significava que a menina entendia com precisão que Hajime estava voltando para seu local de nascimento ao atravessar mundos. Sem mencionar que as chances de Myuu obter todas as ‖Magias da Era dos Deuses ao capturar os |Calabouços| e atravessar os mundos eram impossíveis.

E assim, esse era um objetivo impossível de ser realizado vindo da pobre concepção de uma criança.

Contudo, quem no mundo riria de uma declaração tão poderosa? Quem no mundo tolamente descartaria o desejo dela? Era impossível fazer isso. Isso não deveria ser feito. As palavras que Remia disse sobre Myuu ter crescido estavam evidentes. Myuu, embora tenha sido por pouco tempo, cresceu ao observar as confiáveis costas de Hajime e as garotas. Tal filha amada poderia ser separada agora? Estava tudo bem se separar dela? Não, não havia como uma coisa dessas ser feita. Não havia forma de fazer isso ser algo bom.

Por isto, Hajime decidiu. Agora, enquanto ele fazia mais um juramento aqui.

(Hajime): “Myuu, por favor, espere”

(Myuu): “Papai?”

Myuu, que sentiu que a aura de Hajime mudou, inclinou sua cabeça enquanto ficava com uma cara que indicava sua curiosidade. Até o momento, não havia nenhuma expressão de preocupação, e o olhar direto, que era sempre intenso, perfurou os olhos de Myuu. Eram os olhos que Myuu sempre observava.

(Hajime): “Quando tudo terminar. Eu vou voltar para a casa de Myuu sem falha. Reunindo todos, nós viremos buscar Myuu”

(Myuu): “… verdade?”

(Hajime): “Yeah, verdade. Eu já menti para Myuu?”

Com as palavras de Hajime, Myuu sacudiu sua cabeça. Hajime gentilmente acariciou o cabelo de Myuu.

(Hajime): “Quando eu voltar, da próxima vez, eu vou levar Myuu comigo. E, minha cidade natal, eu vou mostrar o local onde nasci. Você com certeza vai ficar surpresa. Porque minha terra natal é um lugar que parece uma caixa de surpresas”

(Myuu): “!!! O lugar onde Papai nasceu? Eu quero ver!”

(Hajime): “Você está animada com isso?”

(Myuu): “Muito!”

Myuu ficou com uma expressão encantada enquanto pulava para cima e para baixo. Para essa Myuu, Hajime gentilmente semicerrou seus olhos. Myuu, que sorria amplamente, mandou para longe sua preocupação sobre se encontrar com Hajime de novo, e, sem mudar a força de seus pulos, ela saltou em Hajime. Hajime, que a pegou com firmeza, segurou Myuu em seus braços.

(Hajime): “Então, você pode ser uma boa menina e esperar com a Mamãe? Não faça nada perigoso. Escute sempre o que a Mamãe falar, você pode dar o seu melhor nisso?”

(Myuu): “Sim!”

Hajime se desculpou, usando seu olhar, com Remia, que estava encarando a conversa dos dois enquanto sorria. Com, “Desculpe, eu decidi isso de forma egoísta”.

Em contrapartida, quando Remia lentamente balançou sua cabeça, ela concordou enquanto encarava o olhar de Hajime com firmeza. Dizendo, “Por favor, não se preocupe com isso”. Seu olhar caloroso, que não continha nenhum traço de condenação, ao invés disso, continha sentimentos de gratidão.

O contato visual do Papai e da Mamãe foi notado? Enquanto Myuu observava Hajime e Remia alternadamente, ela puxou as roupas de Hajime.

(Myuu): “Papai, Mamãe também? Mamãe também vai?”

(Hajime): “Aah, então… Remia?”

(Remia): “Sim, o que foi querido? Você não está dizendo que só eu vou ficar de fora, não é?”

(Hajime): “Não, não é isso, mas… é sério, o lugar que eu estou me referindo está em ‘outro mundo’?”

(Remia): “Ara ara, para o lugar em que a filha e o marido vão, há alguma forma de eu não os acompanhar? Ufufu”

Com Hajime segurando a filha, a figura de Remia se aninhando perto deles podia ser vista. Isso era normal para um casal. Kaori e as outras os cortaram como se dissessem, “Como se fôssemos te permitir!”, e o tumulto se espalhou. Para onde foi o clima sério do início da conversa? Com Kaori e as outras e Remia no meio de uma guerra de sorrisos, Hajime, que foi deixado de lado antes que qualquer um notasse, foi questionado por Yue.

(Yue): “… você vai levar elas conosco?”

(Hajime): “Você é contra isso?”

Quando Hajime respondeu assim a pergunta de Yue, ela sacudiu sua cabeça, encarando o rapaz com um olhar gentil, e respondeu.

(Yue): “… se isso é algo que Hajime decidiu…”

(Hajime): “É mesmo?”

(Yue): “… mas, e se você não puder voltar tão cedo?”

Era a mesma pergunta que estava preocupando Hajime. Obter as ‖Magias da Era dos Deuses, assumindo que ele obtivesse o meio para voltar para sua casa de alguma forma, não era certo que ele poderia atravessar os mundos no momento que desejasse. E havia uma grande possibilidade de isso se tornar uma situação completamente diferente do que ele prometeu para Myuu. Se isso acontecesse, o coração da menina certamente ficaria profundamente machucado.

Contudo, quando Hajime encolheu seus ombros, ele se virou com um olhar forte que carregava determinação para Yue enquanto mostrava um sorriso em sua boca. Yue também, como ela só perguntou por perguntar, sua boca relaxou como resposta como se dissesse que entendia.

(Hajime): “Eu farei isso de qualquer maneira. Não importa o que aconteça, eu vou voltar para a casa de Myuu e mostrar a ela o Japão. Se nós cruzarmos os mundos deixando Myuu para trás, custe o que custar, nós voltaremos para este mundo mais uma vez. Está tudo bem atravessar os mundos quantas vezes forem precisas. Essa seria a única diferença?”

(Yue): “… nn. Seria só isso”

Mostrando sorrisos que mostravam que eles se entendiam, Hajime e Yue se encararam intimamente. Yue estava feliz por ver que Hajime era capaz de valorizar algo ao ponto em que ele faria até um juramento. Hajime também, apreciando esse lado dela, mais uma vez encheu seu coração de amor por Yue, que estava sorrindo para ele. Como sempre, a habilidade especial de Hajime e Yue, “Espaço Rosa”, foi invocada.

Negligenciando o tumulto das outras, para Hajime e Yue, que estavam criando um mundo apenas para duas pessoas, Kaori e as outras ficaram com expressões impressionadas. Entretanto, para Myuu, que era a filha, tal habilidade parecia não se aplicar, e quando ela se forçou entre os dois esplendidamente, ela exigiu ser carregada de novo pelo Papai Hajime. Embora eles tenham feito uma promessa de se reencontrarem, isso não mudou o fato de que eles ficariam separados por um tempo. A última noite parecia ser uma situação onde ela agiu de forma mimada com todas as suas forças.

No dia seguinte, Hajime e as garotas se despediram de Myuu e Remia e começaram uma viagem a partir da |Cidade Marítima Elisen|.


Tradutor:



Notas

[1] Alterando “Ancadi” para “Ankaji”.



Fontes
Cores