DE – Volume 1 – Arco 1 – Capítulo 5


É hora de aprender como se fala.

E aí pessoal. Como de costume, informando as coisas: primeira, PC no conserto ainda. Outra coisa, esse capítulo era para ter lançado segunda, mas fiquei gripado domingo, na segunda nem consegui sair da cama, então, não teve jeito além de atrasar para um dia que estivesse melhor.

Agora vamos para algumas perguntinhas rápidas.

Devo criar padrim/patreon e página no facebook para Destino Elementar? Digo, criar ainda esse mês (quando o PC estiver ok). Ah, e não precisa ser no facebook, se a maioria usar Twitter, posso criar lá também. Então, comentem ai o que usam mais.

Pergunta para os leitores novos: O que tem gostado da novel até agora?
Pergunta para os antigos leitores: O que acharam da reescrita?

Por sinal, eu já encomendei mais 2 ilustrações com minha ilustradora. Uma da Tanya e outra da A’ela, mas com 12 anos. (caso não saibam, A’ela já tem 2 ilustrações.)

No volume 1 só será mostrado 2 ilustrações, sendo elas da A’ela. Então, não esperem ver o Henry tão cedo kk.

Agora sobre o capítulo de hoje. Gente, deu 5k de palavras! é quase o tamanho do prólogo, então, tentem não encher a barriga comendo muito rápido. Leiam devagar, aproveitando cada parte.

Para os leitores antigos; Ragnar aparece agora, quem se lembra ainda da raiva que sentiram quando ele enfrentou uma certa personagem especial kkkkk. (não falem quem é.)

Saindo um pouco do capítulo e falando do protótipo de novel que eu tenho criado, deixarei o capítulo 2 aqui, quem não leu o capítulo 1, basta clicar aqui.

Capítulo 2 – A Seiva e a Estirpe

Gotas de chuva caiam do, agora cinzento, céu. Essas gotas tocaram o pequeno rosto de Sophie.

Recobrando a consciência, a menina sentiu muita dor em todo seu corpo.

Abrindo seus olhos com dificuldade, ela observou o céu nublado.

Eu… estou morta? Por que ainda sinto dor?

Presas em seus pensamentos, ela sequer percebeu que havia um homem sentado de pernas e braços cruzados com os olhos fechados.

O homem sem abrir seus olhos respondeu o que passava na mente de Sophie.

“Criança, tu não morreste. Pelo menos, ainda não.”

Ouvindo essa voz, o corpo de Sophie tremeu por inteiro. Olhando para o lado, ela quis gritar, mas a sua voz não saía.

E…Ele! Ess…essa voz!

Um pequeno sorriso apareceu nos lábios do homem. Parecia que era divertido para ele amedrontar as pessoas. Ele tinha noção que conseguia trazer medo para qualquer pessoa apenas com uma palavra.

Era como a voz de um demônio, ou talvez do pior deles.

“Há eras que não olhava para este céu.”

Ele abriu os olhos e olhou para o céu, como se o admirasse. Então, começou a gargalhar sem parar. Uma risada estridente, como se fosse a coisa mais engraçada que já viu na vida.

“De fato, continua imundo como antes.”

Ele abriu um grande sorriso e lançou o olhar para a caída Sophie.

“Pelo visto os humanos não evoluíram nem um pouco. Continuam frágeis como antigamente, mas tão obstinados como vermes, nunca desistindo. Um esforço inútil…”

Sophie queria falar algo para ele, mas sua voz ainda parecia presa. Ela começou a forçar algo para fora.

“E…e…––.”

Parecia como um apito quebrado.

O homem olhava para ela com olhos curiosos. Sophie pela primeira vez pôde olhar claramente para os atributos do homem.

Ele parecia ter por volta de 30 ou mais anos, seu cabelo era negro, comprido e longo, como um nobre. Sua pele não era apenas branca, mas sim pálida, era como um cadáver. E o que mais chamou a atenção de Sophie foram seus olhos e dentes.

O homem tinha olhos tão vermelhos quanto rubis e presas pontiagudas.

Ele sequer tentou disfarçá-los, pelo contrário, aproximou ainda mais seu rosto e perguntou lentamente para ela: “Criança, o que tanto observas?”

Sophie tomou um susto e tentou se mover, mas de nada adiantava.

Visto que Sophie era incapaz de responder, o homem voltou a conversar com ela.

“Não se movas tanto. Seus frágeis ossos já sofreram o suficiente, criança. Quero que me ouças e faças o que eu disser, entendido? Assinta se entendeu.”

Sophie moveu com dificuldade sua cabeça em concordância.

O homem deu um sorriso e respondeu: “Ótimo. Agora quero que prestes atenção. Sinta o teu sangue correr para seu pescoço.”

Ele cerrou os punhos, era capaz de sentir o estalar de cada falange de seus dedos.

“Aquele cão asqueroso conseguiu ferir tua garganta. Por isso não consegues falar. Agora sinta o sangue correr para este lugar.”

Sua unha pontuda tocou uma área especifica do pescoço de Sophie, a qual gemeu em dor, não pela unha, mas apenas o toque naquele lugar causava dores absurdas para ela.

Ele retirou o dedo do pescoço. Deixando-a fazer o que acabou de dizer.

Com a dor passando, Sophie tomou coragem e começou a fazer o que ele disse. Levou meia hora para ela conseguir entender o que o homem quis dizer.

Ele apenas olhava para ela, com olhos semicerrados, observando cada movimento que fazia.

Após mais 3 horas, Sophie entendeu o que estava acontecendo e não conseguiu evitar de arregalar os olhos. Gaguejando, ela perguntou: “C…Co…Como?”

Ela sentiu que podia controlar a própria circulação, não apenas isso, quando sentiu isso e encaminhou para seu pescoço. Sophie sentiu a dor passar lentamente naquela área, até ser capaz de falar.

“Esplêndido. Sequer necessitou de mais instruções.” Disse o homem satisfeito.

Sophie não entendia mais nada o que estava ocorrendo, então, perguntou para ele: “S…Senhor… Quem?”

Olhando para o céu, ele refletiu um pouco e deu sua resposta.

“Sequer recordo de meu nome real. Não lembro o nome que meus progenitores me concederam. Apenas as alcunhas que recebi dos meus queridos e inimigos. Sou aquele que aduz dez mil títulos, mil denominações, mas nenhum nome.”

Quando falou isso, ele olhou para as próprias mãos, que estavam salpicadas de sangue. Seu olhar trazia nojo e repulsa de si mesmo. Era tão óbvio que até Sophie percebera.

“Senhor… Por que…?”

O homem encarou novamente ela e respondeu.

“Tua seiva e tua estirpe… Sem os dois jamais poderias me ouvir ou sentir e muito menos me ver. Criança, certeza que não és…”

Ele parecia incomodado e incerto de algo, mas quando estava prestes a perguntar, parou.

“Esqueça. Já está vinculado e não há mais retorno.”

Sophie incapaz de entender não conseguia questionar mais nada, então começou a chorar.

“Eu… não morri, mamãe… Obrigado… senhor…”

Sophie colocou para fora seus verdadeiros sentimentos naquele lugar. Ela acreditou que tinha morrido. Desistindo da vida e de seus sonhos, Sophie mostrou o verdadeiro agradecimento para o homem.

Sabendo que ele havia salvo sua vida, Sophie estava prestes a agradecer mais, mas foi interrompida pelo homem.

“Não regracies ainda! Criança, você não foi salva por pena. Agora, somente o inferno te espera!”

Sophie segurou o que ia dizer e apenas ouviu aquela voz abominosa, cada frase parecia declarar a sua morte. Cada sentença a trazia medo e dúvida.

Só havia uma coisa a se fazer.

“Se…senhor… O que quer dizer com isso?”

Ele abriu um grande sorriso e respondeu: “Eu necessitava da tua estirpe e seiva… Sua origem e sangue. Porém, por infortúnio, quando a encontrei, já estava prestes a morrer. Lástima, uma desgraça!

O homem bateu de punho fechado no chão. Seu punho enterrou na rocha abaixo, erguendo uma enorme quantidade de pó e detritos menores.

“Agora, estou preso ao teu corpo frágil, criança. Porém, o vínculo precisa ser completo.”

Sophie agora tinha de como sobreviveu agora. O homem não havia a salvado, mas dado um poder que nunca imaginou para que sobrevivesse. Ele precisava do seu corpo, mas ela estava prestes a morrer.

Sophie, era uma criança que se adaptava muito rapidamente, isso se provou na luta contra os lobos e quando caçava pequenas presas. Ela não precisava de muitas explicações para entender algo, só uma já bastava.

“O que é esse vínculo?” Questionou Sophie para o homem.

Ele ergueu um dos braços quebrados dela, causando uma enorme dor, e disse: “Olhe para a face da tua mão. Este é símbolo do vínculo.”

Uma pequena marca vermelha estava na sua mão. Era um círculo com alguns caracteres que ela nunca viu.

“Agora, dividimos vontades de sonhos, criança. Apresse-se e conclua o vínculo comigo.” Disse o homem com urgência para Sophie.

“Por que… concluir?” Perguntou Sophie com desconfiança.

A boca dele tremeu, quase mostrando suas presas. Suas pupilas, que pareciam como de felinos, afinaram ainda mais, como se quisesse atacá-la pela pergunta. Porém, ele se conteve.

“Criança… O vínculo és uma desgraça! Somente tu sairás com benefícios! E se tu não concluíres, ambos morreremos esta noite.”

Um trovão soou quando a última sentença foi pronunciada.

Sophie engoliu seco com essa afirmação.

“O que… Sophie ganhará de benefício?”

Ele gargalhou alto, como se isso o alegrasse.

“Tão jovem e tão gananciosa! Tu já portas metade das capacidades, somente não sabes. Quando se curastes, foi meu poder compart-… Deixe-me corrigir isso, foi vosso poder. Vosso poder estais sendo compartilhado pelo vínculo.”

Sophie já imaginava que fosse poder dele, mas não pensava que agora ela possuísse também.

Ela imediatamente perguntou: “E… Por que morreremos se não completarmos o vínculo?”

O homem pareceu incomodado com a pergunta, mas sem perder tempo a respondeu: “O vínculo é o ato mais maldito que existe neste mundo. Dar-te meus poderes és igual afirmar ao Nefano que desisto da minha vida! Uma criatura como tu não és capaz de suportá-los e nem eu sou capaz de viver sem eles.”

Seu rosto agora estava mais próximo que nunca dela e disse: “Tua carne será arrancada de dentro para fora, vomitarás seus excrementos e seus olhos irão derreter. A punição de receber algo que não deves é pior que imagina. Este seria somente o início da noite. Se estás preparada, digas!”

Seus olhos vermelhos pareciam devorar Sophie. Eles liam seus maiores medos e jogavam-na no inferno mental.

Sophie, com temor, perguntou: “… O que o senhor ganha com isso?”

Ele levantou imediatamente e respondeu: “Sua vontade e seu corpo.”

Minha vontade e corpo?

Sophie questionou para si mesma e quando estava prestes a perguntar para ele, o homem respondeu.

“Terás que prometer para mim. Darei a ti a oportunidade para concluir teu sonho, porém, deverás concluir o meu. Este não serás mais teu corpo e sim vosso. O que tu sentires, eu sentirei.”

A chuva ficou ainda mias forte, Sophie mal pôde ouvir o que ele disse, mas entendia, agora a sua vida mudaria. Ela não desejava morrer, pelo contrário, estava convicta de abraçar esse poder maldito.

“Eu, Sophie Argenhart, prometo.”

O homem riu sem parar, e gritou para ela: “Então, embeba-te com meu ser!”

Com isto dito, o homem ferozmente rasgou seus braços, derramando o seu sangue sobre Sophie. Era como um mar de sangue. Sem fim e nem indícios de acabar.

A única coisa que Sophie conseguia ouvir era a risada nefasta do homem. Era como um pesadelo, mas mesmo assim, ela sentia um calor sem fim entrar em seu corpo. Era como se estivesse sendo queimada na fogueira.

Isso durou a madrugada toda. Foi como vivenciar o próprio inferno.

 

 

Quando acordou, Sophie estava ainda deitada no mesmo lugar, porém, sem nenhuma dor e incômodo.

Ao abrir seus olhos, ela sabia que não era sonho. Porque tudo em sua visão havia mudado. O mundo que ela via com seus olhos antes, agora, mudaram completamente.

Ela via coisas que nem fazia ideia do que era.

Sophie levantou e olhou para seus lados, procurando o homem, ou seu cadáver. Porém, não encontrou nada, nem mesmo uma mancha de sangue.

Será que a chuva lavou o sangue dele? Mas e o corpo?

Quando ela questionou isso, o que menos esperava aconteceu.

Criança, estás me ouvindo?

Hã?!

Sophie gritou de susto e começou a procurar em todos cantos para achar de onde veio a voz.

Tola, pare de perder tempo procurando. É difícil até para mim definir onde estou, mas apenas considere que estou em tua mente.

Senhor…? Está na minha cabeça? Por que?

Não questione coisas assim. Quem fará perguntas será eu agora.

Primeiro, como você está se sentindo? A marca do vínculo deve estar completa agora.

Sophie começou a movimentar um pouco seu corpo e logo olhou para a marca na face da sua mão. Agora, aquela pequena marca estava muito maior, cobrindo quase toda sua mão, só não passava de seu punho e dedos.

Estou bem, senhor, na realidade, estou tão bem que não acredito que sou eu.

Ótimo. Agora vamos para o que interessa para você. Quanto tempo ficará treinando a caça neste lugar?

O tempo limite é 6 meses, e só posso voltar para casa quando tiver caçado o equivalente à um Bahar ou caçar literalmente um Bahar.

Bahar? Que tipo de espécie é essa?

Sophie soltou uma doce risada e explicou.

Senhor, Bahar não é uma espécie e sim como determinamos uma criatura que é chefe de um determinado território.

Então… Você tem que matar equivalente o dono desta área… Compreendo… Então, vamos! Não perca tempo.

Oi? Mas senhor, não faz nem 2 semanas que comecei a caçar aqui… Eu não tenho capacidades para caçar um Bahar… Nem pude lidar com aquela alcateia de 8…

Sophie parecia triste com aquela situação. O que era bem entendível, já que para um caçador ser pego por algo tão idiota quanto aquilo era quase uma desonra para a vida inteira.

Não te julgo por aquilo. Sei que estavas com medo de mim e cometeu erros idiotas por conta daquilo.

Que seja, faremos algo diferente então. Dar-te-ei dois meses para caçar dois Bahars, vou ajudar com minhas habilidades, porém, se não conseguires mesmo assim matar, vou bloquear vossas habilidades. Agora, vamos criança!

Que?! Dois meses?! Senhor!!!

Não esqueça de comentar! E já podem ir ler o capítulo.

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Capítulo 5


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