DE – Volume 1 – Arco 1 – Capítulo 4


A’ela lindona apareceu!

Aposto que sentiram falta, huh? Como eu avisei, eu tenho usado o notebook de um amigo, logo, não posso ficar com ele todo dia. O PC já foi para o técnico, porém, eu não tenho grana para o conserto kkk. Vida adulta é um saco.

Como de costume, prepara para o textão, ou não! kkkkkk Então, esse post é bem mais curtinho, se desejarem.

Vocês devem estar curiosos pelo motivo. Simples! No meu tempo livre estive escrevendo uma novel, já que o notebook aqui não tem o photoshop e duvido que rode, então, não tem como eu continuar a reescrita (já que preciso criar as tabelas pelo PS).

Então, eu gastei meu tempo escrevendo uma novelzinha a parte. Não, não faz parte de Destino Elementar. Eu passei escrever ela para ver se eu sabia ainda escrever algo, já que fazem meses que to em reescrita! Fazia tempo que não escrevia um dialogo do 0 kkkkk.

Deixarei o capítulo 1 inteiro logo abaixo. Se você estiver interessado, leia e comente nos comentários do post mesmo. Se você não quer ler, só vá para o capítulo de DE mesmo~.

Não deixarei sinopse, gênero e nem o nome da novel. Quero que vocês leiam com expectativas diferentes e talvez se surpreendam. Já aviso, não reli e nem revisei, é apenas um protótipo(talvez?).

Capítulo 1 – O início do banho de sangue

Em meio a um bosque, perto das montanhas, uma criança estava praticando a caça.

Enquanto caçava, ela escutou uma voz que vinha de uma fresta de uma caverna na montanha. Essa voz não parecia ter vindo verbal até ela, mas sim mental.

Sem perceber, ela estava em frente à caverna.

“Aproxima-te, criança.”

Desta vez, as palavras foram pronunciadas oralmente. Ditas por um homem preso dentro da caverna.

Apenas se via sua silhueta através das frestas da caverna.

Sua voz trazia consigo um terror que jamais alguém poderia sentir. Mesmo se assemelhando as trevas, pela sua voz podia-se notar sua etiqueta refinada.

Sophie, a jovem que estava em seus primeiros dias de treinamento como caçadora, havia escutado a voz deste homem.

Ela deveria sentir medo da voz dele, porém, como uma membra do clã Argenhart, essa voz trazia a curiosidade e não o medo.

Ao aproximar daquela caverna completamente fechada, ela, com sua timidez, perguntou.

“S-senhor, por que está aí dentro?”

Aquela voz sombria parecera pensar na resposta devido sua demora.

“Criança, pelo bem d’aqueles que ama, privar-te-ia da liberdade?”

Sophie, com apenas 12 anos não entendia o que ele quis dizer com essa pergunta, porém, respondeu da maneira que pôde.

“Não, senhor. Se amo as pessoas, eu devo defendê-las. Ao menos é o que o papai me ensinou.”

A voz pareceu surpresa com a resposta. E, em seguida, uma risada maquiavélica ressoou pela caverna e redondezas.

Após sua risada sinistra, o, agora animado, homem perguntou.

“O pai desta pequena realmente és um homem convicto. Criança, poderia me dizer qual seu sonho?”

Sophie olhava para cada lado, para observar se algum predador pudesse vir emboscá-la. Concluindo que nem mesmo o vento parecia soar nessa área, ela decidiu responder o homem.

“Senhor, desculpe, mas não posso contar meu sonho.”

Ela parecia se controlar para não contar, como se algo a incomodasse severamente. O homem estava prestes a falar algo quando ouviu isso, mas foi interrompido pela menina.

“Porém, eu posso contar minha meta.”

Disse animada, como se fosse algo possível para ela.

“Vou ser a Argen em alguns anos!”

Sophie gritou alto, de imediato, tapou a boca e olhou para seu entorno ver se havia atraído algum problema. Após isso, suspirou e olhou para a caverna, já que o homem não havia dito nada.

O homem não respondeu, parecendo estar pensando.

Sophie logo percebeu o motivo e começou a pedir desculpas.

“Perdão senhor! Não tenho costume de conversar com exters, imagino que nem saiba o que é um Argen…”

O homem respondeu em seguida.

“Eu sei o que é um Argen, criança. Diga-me, desde quando teu clã permite uma mulher ser um Argen?”

Sophie tremeu e deu dois passos para trás.

Ela entendeu que o homem não era um exter agora. Com dúvida e precaução perguntou: “Senhor… você faz parte do clã?”

A voz riu baixo e respondeu: “Não. Agora, poderia responder a minha pergunta, criança?”

Sua voz trouxe calafrios para jovem caçadora. Sophie finalmente percebeu que o homem preso dentro da caverna não era um ser comum, pelo contrário, ele conseguia trazer os instintos mais primitivos para fora.

Era como uma besta em forma de homem. Contudo, essa besta estava trancafiada.

Olhando para trás, pensando em voltar para o bosque, Sophie viu o sol escurecer e as plantas sangrarem. Era como vislumbrar o inferno. Tudo atrás dela trazia o verdadeiro medo.

O homem questionou novamente, fazendo Sophie acordar desta ilusão.

“Criança, poderia responder-me?”

Ao piscar, tudo havia retornado ao natural, o bosque estava vivo novamente e o sol brilhava com esplendor.

Ela engoliu seco e respondeu: “Se…senhor, o clã não permite… mas, Sophie será um Argen, não importa como.”

Sophie retrocedia um passo de cada vez, lentamente se aproximando do bosque.

Então, ele respondeu ela.

“Entendo, não és apenas vicissitude.”

A jovem caçadora paralisou com essas palavras, não porque ela entendeu, mas sim porque sua voz parecia pará-la por completo. Não sentindo qualquer capacidade de se mover, apenas suor descia, era como a morte se aproximando.

“Passe-me a tua seiva e compartilhe tua estirpe.”

Ela não entendeu o que ele quis dizer com essa frase, na verdade, não compreendeu nem metade do que disse.

Sophie apenas entendeu uma coisa; ele queria algo dela.

A montanha onde a caverna pertencia, começou a tremer, era como se o homem estivesse tentando sair forçadamente.

Isso trouxe o terror para jovem caçadora, ela entendeu que ele a mataria. Usando toda a força de vontade, superando até seu medo mais profundo, ela segurou a faca em sua cintura e cravou na sua outra mão.

O medo parecia ceder com o acesso de dor que corria por seu corpo.

A voz da caverna rugiu em seguida.

“Não fuja! Preciso de ti!”

A rocha que trancava a entrada da caverna começou a ceder, rachaduras começaram a aparecer.

No entanto, Sophie já havia fugido de lá.

Ela mancava em sua fuga, já que o medo ainda permanecia em seu corpo, impossibilitando total funcionalidade do corpo.

O que ele quer?! Não posso voltar para o clã agora, senão serei proibida da competição!

Presa em seus pensamentos e preocupações, ela tropeçou e rolou ladeira abaixo.

Fazendo tanto barulho, Sophie sabia que iria chamar atenção dos predadores dessa área. De imediato ela procurou um lugar para se esconder.

Não muito longe e nem muito próximo, atrás de alguns pedregulhos da montanha, ela começou a estancar a ferida da sua mão e lembrar do erro mais básico de um novato.

Os animais têm sentidos muito mais apurados que os humanos, logo, eles saberiam onde ela estava pelo cheiro do sangue da sua mão. E ainda havia aquele homem preso na caverna.

O coração da pequena caçadora estava batendo em uma velocidade absurda, ela sabia que isso seria seu fim. Medo retornou, fazendo-a tremer atrás das rochas. Se o homem não a encontrasse, seriam os animais.

Apenas com uma besta e uma faca, Sophie sabia que suas chances de sobrevivência eram mínimas.

Ela começou a chorar.

Papai… Estou com medo… Por favor… Desculpa por não ter te ouvido…

Por mais que ela sonhasse ser caçadora e fizesse parte de um clã de caçadores, ainda era uma criança. Se cometesse erros, seria castigada.

Sophie lamentou por ter seguido a voz, mas ela sabia que não teria como não seguir.

Ouvindo o farejar, Sophie sabia que só restava lutar.

Ela agarrou sua pequena besta – que seu pai havia feito especialmente para ela –, armou a flecha e preparou para observar o que se aproximava.

Ela colocou um pouco do seu rosto para fora das pedras.

Hã?! Uma alcateia?!

Suas mãos tremeram, eram 8 lobos e o pior disso, era que ela só tinha uma aljava com 20 flechas e uma faca.

Quando ela atirasse os lobos saberiam sua localização, e o maior problema dela era a posição onde atacaria.

Sophie não estava em uma posição alta, com vantagem na geografia, pelo contrário, ela estava em um terreno onde as coisas que a protegiam eram rochas levemente altas.

Não tinha nem a opção de tentar subir em algum lugar mais alto, o lugar onde ela rolou tinha apenas dois caminhos. Tentar subir a ladeira íngreme de onde os lobos vinham, ou seguir em frente até um grande rio que cortava pelas montanhas.

Sophie foi em direção desse caminho por dois motivos; o primeiro era que ela sabia que os predadores possivelmente viriam da posição onde tropeçou. E porque ela precisava do rio para esconder o cheiro de sangue, mas ainda era muito longe para ela.

Os lobos estavam próximos da posição dela. Sua garganta estava seca, apenas ouvindo o som do batimento do seu coração. A respiração estava pesada e cansada. O suor que descia pelas suas costas, havia coberto suas roupas.

A sensação era como estar preso dentro de uma sauna.

O pai de Sophie havia criado ela para ser mais esperta, porém, quando se enfrenta a situação real, dificilmente poderia colocar seus conhecimentos à prova.

Sophie lembrou das palavras do seu pai, mesmo com sua cabeça latejando e lagrimas descendo de seus olhos. Ela pronunciou as palavras lentamente enquanto puxava a besta e saia das rochas.

“No… clã Argenhart… não há… medrosos… Um caçador… deve enfrentar seus limites.”

Ela mordeu sua língua no final, fazendo a dor correr por todo seu corpo, superando os efeitos do medo. As lagrimas foram impedidas de descer, e ela mirou no olho do maior lobo da alcateia.

A flecha cortou o ar, cravando na testa do grande lobo. Sophie não havia perdido tempo, quando atirou a primeira, a segunda já estava armada e prestes a ser atirada.

Os lobos viram seu líder ser morto e rapidamente olharam para a única criatura viva à frente.

Eles uivaram e começaram a correr em direção. Porém, a segunda flecha já havia sido lançada, entrando na garganta de outro lobo.

Sophie não comemorou, pelo contrário, ela agarrou sua pequena faca e largou sua besta, já que pesava.

Ela cerrou seus dentes e segurou a faca com as duas mãos.

Papai, se for para morrer, que seja da maneira que orgulhe os caçadores! Sophie não morrerá de maneira humilhante! Não serei uma desgraça para você!

Sophie não percebera, mas enquanto enfrentava a pequena alcateia, o pedregulho que aprisionava o homem na caverna havia rompido até virar pó.

Ela só ouvia o seu coração bater forte e enxergava os lobos correndo lentamente para cima dela.

Quando o primeiro pulou em direção dela, a jovem caçadora tirou uma mão da faca e colocou o braço na frente da boca do lobo. Ele mordeu com toda ferocidade.

Sophie quis gritar e chorar, mas ela botou o braço na frente para que o lobo não mordesse seu pescoço. Então, com a faca na outra mão, ela cravou na garganta desse lobo que a mordia.

A mordida afrouxou e ela tirou o braço inutilizado, a mordida foi tão fundo que ela não conseguia nem fechar a mão.

Ela nem sequer pensou sobre seu braço, o instinto de sobrevivência havia tomado conta da sua consciência. Com os olhos nublados e sem esperança, a única coisa que ela se importava era matar.

Os lobos não ficaram parados olhando seus companheiros morrerem, quando viram que a pequena presa foi capaz de matar outro da sua alcateia, dois pularam para cima de Sophie.

Um visava novamente o pescoço dela e o outro suas pernas.

Sophie respondeu rapidamente, deixando sua faca cravada na garganta do lobo, já que não tinha tempo para retirar, ela rolou para o lado, desviando completamente das mordidas.

Porém, os lobos ainda tinham ótimos reflexos e, quando erraram, rapidamente vieram na sua direção novamente.

Sophie, com sua mão livre, agarrou uma das flechas na sua aljava e segurou a ponta.

Um lobo estava em meio ao ar, visando sua garganta, já o outro estava vindo por baixo, visando suas pernas.

Quando o lobo que visava suas pernas estava próximo, ela saltou em cima de seu focinho, usando-o como plataforma, porém, estava prestes a enfrentar o lobo que estava visando sua garganta.

O lobo abriu sua boca, prestes a morder, Sophie abaixou a cabeça, batendo sua cabeça nos dentes do lobo.

Com o braço sem muitos movimentos, rapidamente ela colocou em cima do corpo do lobo e com a outra mão cravou a ponta da flecha no pescoço dele.

No entanto, o lobo debaixo já preparado para outro ataque.

Não apenas ele, mas os outros três restantes perceberam a gravidade e atacaram juntos.

Sophie sabia que era o fim, mas ela não desistiria com isso.

Se eles não mordessem no pescoço ou cravassem as presas em pontos críticos, ela continuaria a lutar.

Entretanto, embora ela desejasse matar todos lobos, Sophie sabia que não conseguiria.

Cada lobo agarrou uma parte do seu corpo, quebrando seu braço, pernas e partindo alguns tendões, Sophie entendeu sua ingenuidade.

Com a força que restava, enquanto escorria sangue de sua boca, ela disse: “Papai… Será que a mamãe irá me receber…?”

Lagrimas desciam de seus olhos e a insistência de sobreviver já havia sumido.

Sentindo seu corpo sangrar sem parar, sua força esvair e a escuridão cobrir sua visão, Sophie sabia que iria morrer.

Contudo, ela ouviu uma explosão ocorrer do seu lado e escutou aquela voz tenebrosa soar.

“Cães asquerosos! Ousaram tocá-la!”

E enquanto a escuridão tomava sua visão, a última coisa que presenciou, foi uma chuva vermelha no céu ensolarado.

Não esqueça de comentar! E já podem ir ler o capítulo.

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Capítulo 4


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