UD – Capítulo 85 – Eu quero mais Crianças!



85. Eu quero mais crianças!

 
Eu caminho em um passo acelerado em direção ao laboratório da Celes. Ela havia se barricado dentro dele desde que descobriu que teria gêmeos.

Enquanto eu caminho, eu cantarolo uma canção e balanço a bolinha da alma da Eris nas pontas do meu dedo. Vai ser difícil convencer a Celes.

Mas eu fiquei movido e um pouco entretido quando a Eris me disse sua história de vida. Ela não é uma pessoa ruim no fundo. Só um pouco covarde! Apesar dela ter ido muito longe ao manipular as pessoas. Essa é uma habilidade muito valiosa para administrar um reino.

Quando chego, eu abro a porta e dou uma olhada dentro. O quarto está um pouco escuro e Celes está se ajoelhando no chão dentro de uma montanha de papeis. Ela só tem um pouco de luz de mesa à disposição.

Eu suspiro e ascendo as luzes. “Querida!”

“O quê? Eu tenho que recalcular isso!” Celes resmunga para mim.

“Olha! Eu achei uma alma muito valiosa! Podemos ter trigêmeas ao invés de gêmeas?” -Eu

Celes rasga com sua caneta através da folha de papel e a rasga. Então ela me olha com uma expressão zangada. “Que insensatez é essa?”

“Uhm… como eu disse. Eu quero essa daqui como uma criança.” Eu sorrio para ela e seguro a bolinha de alma diante dela.

“Eu pareço com uma estufa de reprodução pra você?” Celes me olha como se eu fosse escória. “Quem é essa por falar nisso?”

“Uma boa garota.” -Eu

“Não. eu não vou recalcular isso de novo!” -Celes

“Então que tal trocar ela por essa Arianne?” -Eu

“NÃO!” Celes chuta meu joelho e eu quase derrubo a bolinha.

“Ei! Cuidado! Eu quase derrubei ela. Qual é. Eu farei algo pra você. Que tal você ficar no comando das atividades no quarto pelo próximo mês? Nós só faremos coisas que você gostar.” Eu rio para ela.

Celes já se voltou para seu trabalho, mas agora ela congela por um momento. “Sem segunda cauda? Sem fantasia de gato?” Celes arqueia uma sobrancelha em minha direção.

Ugh! Vai ser difícil, mas eu acho… “Sem segunda cauda.”

“Sem cauda nunca mais e eu considerarei isso!” Celes cruza seus braços diante de seu peito.

“O quê!? Não. Nunca mais não! Eu não posso suportar isso. Você fica tão bonita naquela fantasia!” Nãoo! Eu não posso fechar esse negócio! Desculpa Eris. “Podemos ainda usá-lo em ocasiões especiais?”

“OK! Muito raramente. Em ocasiões especiais!” Celes toma a bolinha da minha mão como se estivesse selando o negócio.

“Ugh! Eu não concordei ainda!” Eu ainda preciso de mais tempo para pensar sobre isso!

“Então, quem é?” Celes me ignora.

Eu bato meus punhos. Bem, isso poderia ser pior se ela soubesse antes. “Okay. Negócio fechado. É a Eris.”

“O QUÊ!” Celes segura a bolinha em minha direção como se fosse algo sujo.

Mas eu dou um passo para trás. “Negócio Fechado! Sem direitos de devolução inclusos!”

Celes fecha o punho ao redor da bolinha. E a expressão dela se distorce em algo maligno. “Ta bom! Você que quis!” Ela se vira e caminha em direção a uma mesa próxima. Após pegar uma grande seringa malvada com uma agulha absurdamente grande e uma garrafa, ela se vira e volta em minha direção.

“!!!! O que é isso?!!!!” Eu dou dois passos para trás e a Celes para na minha frente.

“Qual é. Até você não é tão tapado assim sobre biologia. As outras duas já estão um pouco grandes demais para isso funcionar do jeito natural. Nós temos que ajudar a natureza um pouco. E para isso eu preciso das matérias-primas!” Celes começa a limpar a seringa com uma substância clara dentro da garrafa.

“Nãooo…nãonãonão! Você não vai enfiar isso nas minhas b…” De repente Celes pula em mim e eu pulo para trás.

“Kyaaaa!”

Eu me viro e corro! Isso não foi uma ideia tão boa afinal de contas! Mas algo agarra meu pé e eu caio estatelado de barriga. Ao me virar, eu percebo que a Celes me pegou com a cauda dela! Eu tento enfiar meus dedos no chão enquanto sou arrastado de volta na direção dela, mas isso não funciona. Maldito chão de cristal!

“Homens são tão covardes! Como você achou que isso funcionaria? Se eu tiver que tirar com esse método, você vai sofrer igualmente. E o que foi aquele grito de novo!?” Celes tem a agulha pronta agora.

Eu fico de joelhos e abraço a cintura dela com lágrimas nos meus olhos. “Você venceu querida! Sem cauda! Nem mesmo em ocasiões especiais apenas tire o que você precisa do jeito natural!”

Celes suspira e afaga minha cabeça. “Eu sei o quanto você gosta daquelas fantasias. Eu realmente gostaria de mudar nosso acordo. Mas um trato é um trato. Confie em mim. A longo prazo, isso vai doer mais em mim do que em você.”

***


….
…….
“KYAAAAAAA!”
…….
….

“Você ouviu isso Seria?” – Aengus

“É, parece que veio do laboratório da mamãe.” -Seria

“Algo pode ter acontecido com ela! Nós devíamos dar uma olhada.” -Aengus

Mas Seria o agarra e o contém. “NÃO! Você é insano! Ela ainda está irritada por que tem que recalcular tudo! Ela é uma maníaca controladora. E se ela quiser aliviar o estresse dela testando drogas em nós!?”

“….. Você tá certa. Ela está grávida e as emoções dela estão descontroladas. Ela provavelmente só está frustrada. Não é um bom motivo para assumir um risco indo dar uma olhada nela.” Aengus assente com uma expressão aliviada e retorna aos seus deveres.

“E nós precisamos deixar esses cálculos para o próximo ano prontos! Caso contrário ela vai nos linchar! Então digite mais rápido!” Seria impele seu irmão a continuar e ele assente com gotículas de suor se formando em sua testa.

***

Eu fui maculado! Não deveria acabar assim! O que eu pensei que estava fazendo!? Eu nunca vou fazer ele ficar de pé de novo. Eu nunca teria imaginado que eu criaria outra experiência traumática na minha idade.

Os Garras-de-Navalha foram ruins o suficiente! Agora são agulhas!

“Vamos Angrod! Você ficou encolhido nesse canto já faz duas horas! Não foi tão ruim! E você já usou magia de cura várias vezes. Não vai ficar mais curado do que já curou!” Celes terminou seu trabalho.

“Você não tem ideia! Isso não é uma questão física, mas uma mental! Você não pode simplesmente enfiar aquilo no….” Oh deus! Só de pensar sobre isso, tudo começa a girar.

“~Pequenino!~ Se vire e olhe. Só uma vez!” -Celes

“Não! Eu não posso olhar para essa ferramenta horrível!” É cruel demais! Eu nem tenho algo assim no meu arsenal de instrumentos de tortura.

Eu escuto um suspiro da Celes e de repente eu sinto ela me abraçando por trás com algo macio na minha cabeça.

“~Eu pensei em curar o Pequenino de outra maneira.~”

Eu olho ao redor e percebo que a Celes está em um uniforme de enfermeira apertado. Wow!

“~ Isso não se encaixa na ocasião? ~”

“Minha Deusa!” Eu a abraço e a puxo em um beijo enquanto nós rolamos no chão. Ela fecha suas pernas em volta de mim e começa a rir.

“~Olhe, eu tenho uma nova variante do afrodisíaco.~” De repente ela tem outra seringa em sua mão. Eu a pego e jogo tão longe quanto possível.

“Eu não preciso disso!” Então eu nos teleporto para nossa casa de madeira. Apenas longe desse laboratório maldito!

***Em outro mundo, alguns anos depois***

“Sharid! Eu não posso acreditar que você está fazendo isso comigo! O que vai ser do nosso negócio de família!” Minha mãe está me perturbando desde que eu comecei a empacotar.

“Já chega mãe! Eu estou indo! Você tem minhas duas irmãzinhas como herdeiras de qualquer jeito. Eu tenho que viajar e me encontrar! Eu preciso descobrir porque esse deus me amaldiçoou!” Eu não vou ficar fraca agora! Eu treinei meu corpo e minha mente até eu sangrar! Ninguém vai me impedir de ir nessa jornada!

“Mas isso não é uma maldição! É um a benção! Suas irmãs não são nem de longe tão talentosas quanto você! A renda sobe só porque você olha pra fora da janela!” Mamãe não quer perceber meus problemas.

É bom que meu poder ultrapassa o dela agora. Ela me impediria com força caso contrário. “Estou indo agora! Tchau, mamãe. Obrigada por tudo. Eu vou dar uma passada de vez em quando!”

“Shariiid!” Mamãe me abraça, mas eu não deixo meu coração vacilar. “Tenha cuidado na estrada. E lembra… um bom chute entre as pernas manda todo pervertido para o céu!”

Então eu me abaixo para minhas duas irmãzinhas e as abraço também.

“Traz alguma coisa de longe pra mim!” “Eu quero um presente também! Volte rápido!” Eu amo as duas, mas isso não muda meus sentimentos de inquietude.

Com isso, eu anuo para elas e puxo o capuz sobre minha cabeça e visto o grande sobretudo. É a única maneira possível para mim me mover em público.

Caso contrário eu serei permanentemente assediada por pervertidos e seguida por perseguidores! Essas minhas habilidades são uma maldição!

Eu me esgueiro com lágrimas em meus olhos para fora da cidade e parto para a estrada rumo ao norte. De alguns viajantes eu ouvi sobre uma famosa academia mágica!

Talvez eles saibam sobre deuses e suas maldições! Eu vou pesquisar esse assunto com todo meu poder!

Eu só tenho dezesseis anos e já tive mais propostas de casamento do que eu posso contar! Se eu alguma vez encontrar aquele deus pervertido cara-a-cara eu vou matar ele! Eu vou arrancar a coisa entre as pernas dele e fazer ele comer!

Com uma determinação cruel eu caminho junto a estrada em um passo firme.

“~~Nyahahaha! Apenas espera, deus pervertido! Eu escalarei os níveis ao topo e então você vai tirar essa maldição de mim!~~”

Alguns comerciantes na estrada se viram mesmerizados em minha direção. MERDA! Eu começo a correr enquanto uma horda de comerciantes e viajantes me perseguem.

“~~DROGA! VOZ DE SIRENA! EU ODEIO ESSA HABILIDADE MALDITA!!~~”


Tradutor: Batata Yacon   |   Revisor: Heaven   |   QC: BravoEd



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