UD – Capítulo 48 – Vida Nova Acabando?


Merda. Há quanto tempo ela já está naquele quarto? Dar a luz sempre demorou tanto assim? Eles me disseram que ela entrou em trabalho de parto ehm… Uma? Duas? Horas atrás?

Já não deveria ter acabado? Por que está demorando tanto pra espremer um pedaço de carne pra fora do seu corpo? Talvez eu deva ir e dar uma olhada? Não não. Eu tenho péssimas memórias disso.

Melhor ficar no meu escritório e fingir estar trabalhando duro. Há alguns dos melhores curandeiros do lado dela, não há necessidade de mim.

A porta se arreganha a força. “Te achei!” Ireth me dá um encarar infeliz e muda o tom. “Como você consegue se esconder aqui enquanto sua esposa está dando a luz!”

“Eu não sei o que eu poderia fazer para ajudar, e eu não me escondi de verdade…” Merda, quem teria pensado que ela procuraria no meu escritório escuro as três da madrugada!

“Vem! Um marido deve estar ao lado da sua esposa em um momento desses.” Eu sou arrastado para a frente de quarto onde quase todo mundo está esperando.

Lá dentro um curandeiro está cuidando da Celes enquanto a Katrine está segurando sua mão. “Você tem que empurrar!”

Ireth me enfia em uma cadeira do outro lado da Celes. “Bom te ver, marido. Eu pensei que você estivesse se escondendo em algum lugar como você sempre fez.” Celes me dá um sorriso forçado.

“Eu? Me escondendo do nascimento do meu filho? Pah! Nunca!” Eu nunca faria algo assim. O que você está pensando de mim?

“Então segura minha mão.” Eu relutantemente dou minha mão a ela. “Empurre agora minha dama. Eu acho que está na posição certa.” O curandeiro diz.

“Hnngh.” *Crack**Crack**Crack*

OWW! Eu sabia! Isso dói! É você que supostamente deveria sofrer!

Eu não sei quanto tempo levou. Mas algum tempo depois todo mundo no quarto dá uma olhada ao bebê nos braços da Celes, enquanto o curandeiro está tentando distinguir os ossos na minha mão direita.

“Hmmm. Esse é um enigma realmente complicado!” Ele murmura para si.

“Você consegue consertar ou não!?” Eu estou ficando nervoso aqui.

“Não com tanta pressa. Ah, eu acho que entendi, aquele osso pertence ao outro dedo! CURA!” Por todos os deuses, quem empregou esse cara?

Eu dou uma olhada para a criança enquanto o curandeiro ainda está tentando consertar minha mão. Ele sorri para mim. “Hehe. Você parece um velho com todas essas rugas Aphrodium.”

“Ele NÃO é Aphrodium! O nome dele é Aengus de Tirna para continuar a tradição. Um membro da linhagem real precisa de um nome forte!” Ireth estufa as bochechas para mim. Ela trouxe a questão dos nomes as suas próprias mãos quando ela ouviu do nosso pequeno problema.

“Me deixa segurar ele.” Eu tiro a criança dos braços da Celes e sorrio para a sorridente face enrugada. Então eu pressiono o polegar na testa dele e busco sua mente e alma.

Mas tudo que eu encontro é a turva e fraca chama de um recém-nascido. “O que você está fazendo?” Celes me dá um olhar preocupado.

“Hahaha. Nada, eu só dei uma olhada na alma dele. A última coisa que eu precisaria seria se a Seria pregasse outra peça na gente e nos desse alguém que lembrasse de sua vida passada. Eu acharia nojento educar alguém que já é um adulto.” Todos me dão um olhar preocupado.

“Sem problemas, ele é só uma criança burra normal, aqui, olha.” Eu faço uma cara estúpida pra ele e ele ri. “Papai vai ter que te ensinar tudo ao bom modo antigo.”

Todos os membros da família soltam um suspiro de alívio. “Eu temia que meu neto não fosse ser uma criança normal também.” Arthur abraça a esposa.

“Foi realmente tão ruim com a Celes?” Eu pergunto a ele. “Você não ideia do quão assustador é quando sua filha bebê de repente te explica que você cometeu um erro com os impostos.” Arthur responde.

Eu olho para Celes. “Eu acho que eu tinha dois anos. E ele esqueceu a contagem anual de uma cidade inteira!” Hrm, eu tentei meu melhor para, pelo menos, fingir ser uma criança normal.

*Boom*

O quarto sacode.

*Boom* 

O palácio sacode de novo um pouco. Merda, o que está acontecendo? Explosões? Eu dou uma olhada para fora da janela e posso ver uma boa de luz arqueando pelo céu, descendo no palácio.

Mas um segundo antes de impactar, ela atinge uma barreira invisível e dispersa.

*Boom* 

O palácio sacode outra vez. Parece que a defesa automática contra armamento de longa distância funciona.

A porta se abre e Drem entra no quarto. “Vossas Majestades! Vocês têm que evacuar! Um exército de repente apareceu na cidade e começou a empregar armamento de longa distância. O escudo do palácio não é capaz de parar isso por muito tempo.”

“Quantos?” -Eu

Pelo menos dez mil, meu rei! Eles estão marchando nessa direção. Nosso exército está completamente fora de posição. Nós não podemos pará-los antes que eles tomem o palácio.” Drem diz com uma voz urgente.

“Deixe o palácio com todos que encontrar e recue para segurança. Eu vou teleportar minha família pra fora daqui e me juntar a você depois.” -Eu

Drem anui e corre para fora do quarto. “Eu vou também. Eu preciso dos meus generais.” Arthur se vira para sair.

“Pare! Eles estão dentro do palácio?” Eu o paro

“Não? Está tarde, eles estão em suas casa com certeza. Nós não esperávamos isso nenhum pouco.” -Arthur

Eu dou o bebê para Celes e a levanto da cama.

“Então é melhor que você saia com a gente. Seria estúpido se reunir em um ponto onde o inimigo já tem uma forte posição. Nós daremos o palácio a eles. É só um prédio estúpido.”

Outra explosão sacode o palácio e um pouco de poeira está vindo do teto. Está na hora de sair daqui!

Eu teleporto a Celes e o curandeiro, só pra voltar imediatamente. A seguir são Ireth e Katrine. Na minha terceira viagem eu levo Rose e Arthur.

Quando eu reapareço pela terceira vez para pegar o Nicosar, eu estou no ar… caindo! “Pele de Pedra!” Eu tenho a experiência de um segundo de ausência de peso e caio ao chão. “Ouf!”

Eu fico de joelhos e vejo que tudo está em ruínas. Aparentemente o escudo foi quebrado e a parte privada do palácio foi o primeiro alvo! “Nicosar!”

Sem resposta! Eu me viro e vejo uma mão sob o entulho. Um balançar da minha mão liberta o velhote, que já estava semicurado de novo, enquanto a névoa está reformando seu corpo.

Eu o agarro pelo pescoço e nos teleporto só um momento antes de outra bola branca se curvar para nossa posição.

Quando eu reapareço, eu solto o Nicosar no chão. “Onde estamos?” Eu escuto a voz do Arthur. “Está escuro, eu não consigo ver!” – Ireth

“Luz!” Eu falo o comando e cômodo é banhado em luz. “Você está no meu laboratório de pesquisa. É o lugar mais seguro que eu consegui pensar.”

“Seguro? Eles não atacariam as instalações vitais primeiro?” Arthur está chocado. Eu corro até o console e aperto um botão.

A face de um técnico aparece na tela. “Vossa Majestade! Nós já queríamos contata-lo, mas a linha de comunicação com a cidade foi cortada. Algumas pessoas tentaram ganhar acesso a instalação. Os guardas lidaram com eles. Nós não saímos dos nossos postos porque nós ficamos com medo da instalação ficar sem pessoal.”

“Bom trabalho. Preencha a sala de controle. Ligue todos os sistemas. A Cidade está sob ataque.” Eu corto a linha antes que ele possa responder.

“Eu preciso alcançar nossos militares.” Arthur me para. “Se você puder me disser onde é provável que eles se reúnam, eu te teleporto para lá. Caso contrário você fica aqui.” Minha resposta o deixa perplexo e eu passo por ele e para fora do salão.

Toda a instalação começa a despertar, as pessoas correm por mim pelo corredor. Eu caminho por cerca de vinte metros e entro em outro salão com uma grande porta, dentro de lá já estão alguns trabalhadores em seus consoles.
Uma grande tela está no lado oposto do cômodo.

Alguns estão claramente controlando drones, enquanto outros estão supervisionando minha usina de energia. Na tela já há um mapa tático muito bom da cidade.

“Como está a situação?” Eu pergunto a um dos oficiais, que está estudando a grande tela.

“Parece que eles conseguiram teleportar um grande exército bem no meio do parque central. Depois eles montaram defesa aérea pesada  e artilharia. O palácio foi bombardeado a entulhos e os poucos militares que nós tínhamos na cidade receberam um golpe pesado. Eles sabiam exatamente onde eles tinham que mirar seus primeiros tiros. Casernas, energia e linhas de comunicação foram derrubadas com o primeiro voleio.” O homem responde.

“Isso parece ruim.” Arthur diz por detrás e eu me viro para ver que Arthur, Celes e Katrine me seguiram. Parece que o curandeiro ficou com o Nicosar.

Eu me viro para dar uma olhada para a tela onde um grande ponto vermelho está se espalhando em pontos menores enquanto cobrem minha cidade.

“ Não… Eles tem uma escolha de tempo péssima para fazer isso no aniversário do meu filho.” Eu digo com uma expressão grave em meu rosto.



Tradutor: Batata Yacon   |   Editor: Blueinger


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