UD – Capítulo 30 – Um ex-deus nervoso?


 

Nós estamos de volta ao castelo real e assistindo uma grande tela com a informação que meus drones estão reunindo. Eu levei a tela comigo e armei na sala de estar. Pena não haver televisão nesse mundo …. ainda. É muito mais conveniente do que ter mais pessoas dentro do meu laboratório.

Margerie levou o pequeno computador com ela. Eu estou certo de que ela vai começar a espalhar uma nova onda de tecnologia muito em breve.

“Isso parece ruim. O que aconteceu com todas as pessoas?” Arthur está falando sozinho por um bom tempo já. Eu não o culpo.

“Eles não realocaram para outras cidades. Nós seríamos capazes de notar as mudanças nesse caso.” Ireth comenta e se senta no sofá.

“Para quê você precisaria de tantos materiais e pessoas? E agora quantos estão desaparecidos?” -Katrine

“Eu acho que devem ser algumas centenas de milhares pelo menos? Afinal de contas nós estamos falando sobre quatro grandes cidades.”

“O material pode ser usado para circuitos mágicos, magia rúnica, circulos mágicos. As pessoas ….. considerando o fato que algumas cidades estão completamente vazias de pessoas independentemente de idade ou ocupação. Eu posso chegar a apenas uma conclusão. Eles são combustível.” -Eu

Todos olham pra mim horrorizados. O quê? Não fui eu que fiz isso! Não me olhem como se eu fosse o monstro.

“C…. Combustível?” Katrine pergunta.

“Bem, corpos vivos são os melhores contêineres de mana afinal de contas. Se você quiser invocar um feitiço realmente grande, você vai precisar de muita mana. E se tiver que ser rápido, você pode apenas tirar isso de um bando aleatório de pessoas.” Eu explico meus pensamentos.

“O que eles podem querer alcançar a essa escala?” Celes me pergunta.

“Eu não sei. É uma ideia estúpida afinal de contas, eu desisti disso a muito tempo atrás. Destruir o mundo ou invocar um deus talvez?” Eu coço minha cabeça.

“Eles querem invocar Seria?” Arthur irrompe.

“Ele disse que eles querem invocar -um- deus. Eu assumo que não precise ser a Seria. Vocês dois sabem alguma coisa sobre isso? Que deus eles podem estar querendo soltar no mundo.” -Ireth

Oh, aí vem. O debate constrangedor sobre nós e os deuses.

“Hahaha. Como nós saberíamos?” Celes tenta evitar o assunto mas Katrine passa a mão na cabeça dela.

“Está tudo bem pequena dama. Nós sabemos que vocês dois são muito mais velhos nas suas mentes do que parecem. Não é realmente difícil de imaginar quem vocês são realmente pelos seus títulos. Não muda nada entretanto. Vocês ainda são nossas crianças. E crianças que guardam segredos dos pais são crianças levadas.” Katrine sorri para nós.

“Ha milhões de deuses lá fora. Então nós não podemos realmente dizer quem ou o quê será invocado. Se for uma uma invocado. Mas deuses são como cada cara aleatório que você acha na rua, então eu assumo que os Meltheims não ficarão felizes com o resultado.” Eu digo. Eu faço qualquer coisa pra evitar punição!

Eles querem vislumbrar os limites do universo e enlouquecerem? Que seja!

“O que quer dizer?” -Arthur

“Bem. Como você se sentiria se alguém te invocasse para outro mundo do nada?” -Celes

“Eu não iria gostar.” -Arthur

“E mesmo um deus menor pode mudar a paisagem se ele se entusiasmar. Então há vários tipos de resultados possíveis. Desde o deus invocado estar entediado e decidir ajudar os Meltheims, a ser indiferente e apenas voltar pra casa, a perder a cabeça e esmagar algumas moscas impudentes*. Com sorte, apenas os Melheims e não a nós no processo.” -Eu

“Hmmmm” -Arthur

Foi então que de repente algumas fortalezas no nosso lado da fronteira acenderam e desapareceram, formando as em muito familiares nuvens em forma de cogumelo.

Eu sei que esse muito sabe de algumas magias de longo alcance bem sérias. Então essas nuvens não são tão estranhas ao povo.

Apesar que as que destruíram essas fortalezas estão em outra escala.

Mamãe solta um grito agudo e põe as mãos em frente a boca, ela então começa a chorar e cai de joelhos. Eu não entendo o que está acontecendo, então eu acaricio a cabeça dela. Arthur e Katrine olham para a tela com rostos pálidos.

“Qual o problema?” Eu pergunto a Katrine e olho para ela. Ela também não parece muito feliz.

“Nicol e Nicosar estavam em uma dessas.” -Katrine

Ah….

“Nós temos que retaliar. As forças deles estão começando a se mexer.” Arthur faz seu trabalho como rei e mantém a cabeça calma.

“As estradas estão todas seguras por minas, então eles não serão capazes de invadir tão rápido.” Katrine se curva e tenta acalmar Ireth.

Celes não parece muito feliz também

*PDV: Celes*
É isso! Agora eles realmente conseguiram! Eles realmente mataram Nicol e o velho pervertido? Ireth está caída no chão, chorando enquanto Katrine tenta acalmá-la.

Arthur está usando magia de comunicação para colocar o exército em movimento. Parece que ele considera a situação como suficiente para esmagar o norte.

É uma merda! Eu não sou poderosa o bastante pra mudar nada com esse corpo. Eu estou furiosa comigo mesma e com esse mundo. Por que sempre existem idiotas que tem lutar guerras estúpidas.

Mas imagino que sou a última que pode reclamar. Angord está no chão ao lado da Katrine e brincando com seu computador.

“Você realmente acha que esse é o momento correto pra brincar com seus brinquedos Angrod?” Eu estouro com ele. Ele deveria estar tentando confortar Ireth. E ele acabou de perder o pai e o avô! Essas são as pessoas com as quais ele deveria se importar!

“Kukukuku! Eu sempre fui bonzinho demais. Essa é minha falha. Toda vez que eu começo a ser bom, alguém próximo se machuca. Eu deveria ter massacrado o bando inteiro no exato momento que eles me desrespeitaram….”

“Angrod?” Não me diga que ele enlouqueceu?

“…. mas eu posso corrigir isso. Sim, eu deveria ter matado aquelas crianças e jogado seus corações ainda batendo no rosto daqueles bastardos sem um único aviso. Nada mais de Sr. Bonzinho!”

Um botão vermelho de aparência maligna aparece na tela e ele o aperta. Eu tento impedi-lo, mas eu chego tarde demais. A grande tela muda para uma cor vermelha e um som estridente de aviso.

“Angrod! O que você fez?” Eu olho chocada para a tela, enquanto uma nuvem de pontos vermelhos aparece acima da montanha onde o laboratório do Angrod se localiza.

“Eu apenas corrigi meu erro e fiz uma pequena limpeza em casa!” Angrod diz em uma voz temperamental.

A nuvem começa a se espalhar e se move ao norte em uma velocidade moderada enquanto Angrod puxa uma cadeira para perto e se senta nela para assistir a tela.

“Angrod, melhor você explicar, se você fez algo de relevância militar. Eu tenho que coordenar o exército sozinho aqui, e em alguns minutos eu tenho uma reunião com os Altos Generais para discutir a situação!” -Arthur

Angrod explica em uma voz temperamental. “Se você puder esperar quinze minutos, o último foguete deverá ter atingido seu alvo. Eu apenas lancei todas as armas de longo alcance que meu laboratório produziu no último mês. Os alvos são os centros de comando inimigos, as mansões dos nobres nortistas, o exército inimigo, assinaturas fortes de energia ….. em vinte minutos a maioria dos líderes Nortistas devem estar em pedaços mutilados.”

“Angrod, esse não é o caminho correto, você sabe! E se alguns deles forem inocentes?” Eu não reconheço mais esse Angrod. Ou devo dizer que o reconheço de novo? Esse é o cara com o qual eu lutei por um longo tempo. Alguém que mataria qualquer um que se opusesse a ele ou suas ideias.

“Eles não são inocentes. Eles são todos culpados. Aqueles sem culpa morreram na primeira noite da rebelião, quando mostraram coragem em recusar tais ações!” Ele assiste a tela com uma expressão nervosa.

Eu assisto a tela enquanto os primeiros pontos vermelhos se transformam em lampejos de luz, mas menores que os anteriores. Apesar que se algo pode ser visto em uma escala continental, eles não devem ser nenhum pouco pequenos. Eu não sei o que fazer.

Então eu apenas sento e abraço o eremita estúpido. Eu acho que tenho que aceitar esse lado maligno dele. Imagino que teríamos usado ataques estratégicos no final das contas. Nós silenciosamente assistimos os pontos vermelhos se espalhando pelo norte.

E durante alguns minutos muitas pequenas luzes começam a florescer por todo o norte. Pelo menos as Armas do Angrod parecem permitir ataques precisos e na maioria dos casos apenas alguns edifícios seletos acabam esmagados.

“Aqueles explodiram cedo demais.” Angrod nos avisa alguns minutos depois. “Os misseis que eu atirei na Cidade de Seria no Monte Seria não alcançaram seus destinos.”

“Isso é perturbador. Eles tem algum tipo de defesa? Tente jogar um daqueles seus drones na cidade. Durante a guerra nós experimentamos com feitiços escudos para proteger nossas cidades. Eu tenho um mal pressentimento sobre isso.” -Arthur

Angrod mexe em seu computador e dois drones mudam de curso, para mergulhar na cidade. Um está seguindo o outro para observar o destino do primeiro.

Algumas centenas de metros acima da cidade o primeiro é esmagado, como se tivesse voado contra uma parede sólida. Segundos depois, o segundo drone é perdido também.

“Eles realmente conseguiram invocar um feitiço escudo desse tamanho? Isso precisaria de enormes quantidades de mana!” Arthur está chocado.

“Eu acho que é aí que as pessoas desaparecidas entram.” Eu digo em um tom infeliz.

“Eles não precisariam de tantas pessoas apenas para apenas um feitiço escudo estúpido. Eles saquearam pelo menos três cidades, isso é muito mais do que eles precisam mesmo se eles usassem milhares só para o escudo.” Angrod explica temperamentalmente.

“Você pode ampliar aquela área?” Katrine aponta a algo parecido com um campo próximo a cidade e Angrod amplia a imagem.

“Ugh! Isso são tumbas em massa?” Eu pergunto chocada. Eu quero vomitar. Como esses caras podem chegar a tais extremos.

Angrod muda a vista para a cidade de novo, mas tudo parece normal. Exceto por um grande edifício, com a forma de um hemisfério. Então ativa alguns instrumentos no drone até que algo como uma de visão infravermelho aparece, só que isso parece ser um filtro de mana.

“Eu acho que eles realmente estão tentando invocar um deus.” Angrod conclui em uma voz sinistra.


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