UD – Capítulo 19: Interlúdio – No centro de todas as coisas!


Eu caminho através de um branco vazio. Mas quando eu me concentro, eu posso ver correntes e caminhos, que me levam a novos lugares e novos mundos.
Quanto eu estico a mão, eu posso senti-los. E se eu pegar um, eu sou levada para o lugar em que ele leva. Dentro dessa rede, Eu posso ver zonas mortas.

Lugares em que a alma não pode nem se mover para frente, nem para trás. Se você se perder dentro de uma dessas, você pode nunca se achar de novo. Com nenhum caminho para te guiar, você estaria condenado a vagar lá para sempre.
Isso é o porque os outros temem esses lugares, mas não eu. Pelo menos não mais. Um longo tempo atrás eu me perdi em um desses. Eu não me lembro quanto tempo eu vaguei lá. No final minha mente não sabia nada além da brancura. E eu desisti, eu me sentei e apenas observei o nada branco.

Mas então eu vi. O lugar não era vazio de caminhos. Eles apenas fluíam tão lentamente, que você tinha que permanecer imóvel e em silêncio por uma eternidade, para se tornar ciente deles.
Então eu achei meu caminho de volta. Mas o mundo que eu achei quando eu voltei, eu não gostava….

O caminho que eu sigo acaba e eu piso em um mundo de cristais. Diante de uma cidade brilhante, populada por existências, que são além da compreensão. Acima de mim brilha um sol azul, que está dançando um dança mortal com um buraco negro.
Eles são o concelho. Como megalomaníacos, eles decidem o destino de todos. Eles manejam o maior dos poderes, entre todos os deuses. Mas eu acho que eles pode apenas manejá-lo porque eles construíram sua cidade neste lugar especial. No centro de todas as coisas.
E a primeira lei que eles aparentemente decidiram, foi para que seu governo nunca acabasse.

Eu caminho através da Cidade e vejo deuses que são apenas conchas vazias. Eles caminham por aí e conversam, mas suas almas estão mortas. Eles são velhos demais para lembrar a sensação de viver assim como eu.
Mas diferente de mim eles não estão cientes disso. Eles apenas continuam existindo e não se importam mais. Mas apenas existir não é o suficiente para mim.

Eu entro no grande salão no centro da cidade. Daqui o Conselho governa todos eles. E todos que pisam aqui apenas obedecem cegamente em temor.

“Seria!” Uma voz me chama.

O conselho certamente gosta de jogar seus joguinhos. Se escondendo e apenas falando com uma voz dos céus. Eles realmente já acreditam estar até mesmo acima dos outros deuses?
“Eu estou aqui para atender seu chamado.” eles certamente gostam se você bajula seus egos.

“Nós ouvimos de Tjenemit, que você vagou nas zonas vazias no rio as almas?”

“Eu apenas dou uma olhada de tempos em tempos, para satisfazer minha curiosidade.” Eu minto.

“Nós também ouvimos que você não pôde mostrá-lo os caídos?”

“Eu os joguei em uma zona vazia. Apenas eu posso vagar por ela, como eu já sei bem dos meus erros passados. Eu os mantenho ali, engaiolados no nada. Eu já expliquei para Tjenemit que eu o levaria lá, se ele desejasse. Mas ainda há riscos! Eu não posso garantir a segurança de ninguém, que me acompanha em tal viagem.” -Eu

“Então ele recusou?”

“Sim.” Ohoh, parece que até o conselho joga seus próprias armações e jogos de poder. Isso faz você ainda menos digno do papel, que você deseja atuar. Tjenemit se recusa a arriscar algo para bancar o inspetor?

“Nós falaremos sobre isso de novo. Você pode partir agora.”

“Sim.” Eu respondo.

Lide com seus próprios problemas internos primeiro e esqueça de mim enquanto isso. Isso seria o melhor. Esperançosamente eles precisarão de um bom tempo para resolver isso, quaisquer seus jogos sejam.


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