GoC – Capítulo 2 – Eu não acho que seja um sonho (2)


As ações de Yoo Cheol-ho depois que seu cúmplice foi capturado, eram simples. Era semelhante à caça de raposas; se a caverna de uma raposa fosse incendiada, então elas seriam vítimas de caçadores que estavam esperando do lado de fora.

Se houvesse um esconderijo bom, seria melhor continuar escondido lá.

‘O lugar onde Yoo Cheol-ho está, fica localizado à vinte parada de ônibus.’

Um assassino em série, que deixou toda a nação em alvoroço, estava tão próximo.

Tae-Hyuk pegou a carteira do bolso e viu o que tinha dentro.

‘Hmm. Tem cerca de três mil wons ao todo.’

Dizia-se que um homem deveria ter sempre três mil wons com ele. Ele não tinha ideia se era verdade.

Era apenas o suficiente para pagar a tarifa do ônibus de ida e volta. Além disso, se ele gastasse tudo, então ele ficaria com fome na hora do almoço.

‘Se eu soubesse disso, eu teria comido mais no café da manhã.’

Ele nem sequer comeu metade de uma tigela de cozido, pois estava pensando em Yoo Cheol-ho.

Era como no exército ou na prisão. Era uma lei tácita de que aqueles que deixavam a comida, logo se arrependeriam.

‘Droga. Isso é exatamente como um verdadeiro criminoso.’

Não era tão longe, mas Tae Hyuk decidiu pegar ônibus. Um estudante usando um uniforme andando pelas ruas nesse horário, era muito notável. Devido ao seu aspecto delinquente, ele foi frequentemente parado pelos policiais em patrulha e recebeu lições.

Toda vez que Ha-ran fosse contatada, ele teria que vê-la em lágrimas.

‘Na verdade, eu deveria pegar um ônibus.’

O que ele deveria fazer quando encontrasse Yoo Cheol-ho?

A mente de Tae-hyuk ficou uma bagunça.

E se Yoo Cheol-ho realmente estivesse no local ao qual ele estava indo agora? Então provaria se o que ele pensava ser um sonho, era real ou não.

Então.

Ele realmente seria preso daqui a cinco anos depois de ser acusado falsamente?

Como resultado desses eventos, sua irmã mais velha, Seo Ha-ran, e o irmão mais novo, Seo Tae-min, se foderiam.

‘Porra. É como ouvir que tenho uma doença terminal….’

No entanto, era melhor saber e estar preparado do que ficar na ignorância.

Tae-Hyuk entrou no ônibus em direção ao seu destino.

Ele abaixou o seu boné de beisebol que estava usando, apenas no caso dele ver um rosto conhecido.

‘Hmm. Já passou da hora do trabalho, então não há muitas pessoas no ônibus.’

Havia apenas uma velha e um homem com um boné de beisebol posicionado do mesmo jeito do boné de Tae-Hyuk.

Ele esbarrou no homem ao subir no ônibus.

Mas havia algo de suspeito nele.

‘Está tão vazio aqui, então por que ele está sentado ao lado de alguém?’

Tae-Hyuk, que se sentou num assento vazio, virou-se e observou atentamente os dois.

Foi nesse momento.

Brr!

Houve uma vibração entre sua virilha.

Tae-Hyuk olhou em volta com surpresa.

‘Caralho….. Se alguém visse isso, eles pensariam que eu sou um pervertido.’

Havia algo no bolso do seu uniforme escolar que estava vibrando.

‘Hã, é um espelho? Por que ele está no bolso do meu uniforme?’

Era o espelho que ele usou de manhã mais cedo. O demônio desenhado no espelho ainda parecia sinistro.

Tae-Hyuk entrecerrou os olhos e olhou para o espelho….

Seu rosto estava refletido, mas ainda havia algumas letras escritas e estranhas.

[Habilidade criminal: Roubo foi adquirido]

[Pode-se adquirir um item aleatório ao se esbarrar em alguém.]

[A probabilidade de sucesso depende da sua destreza]

As letras apareceram e depois desapareceram.

‘O que diabos é isso…..?’

Ao mesmo tempo, novas letras surgiram acima de sua cabeça.

[Seo Tae-Hyuk]

Título: Deus do Crime.

Classificação: Normal. (Precisa-se de condições para atualização)

Habilidades Possuídas: Roubo (Lvl.1)

‘Eu aprendi a habilidade de Roubo agora? Por quê? Por quê?!’

Tae-Hyuk percebeu que o espelho demoníaco não era um item comum.

Em primeiro lugar, ele, sem dúvidas, o deixou na mesa de Tae-Min, mas de alguma forma apareceu no seu bolso.

Ele pensou que o demônio realmente era um cuzão. Realmente um cuzão.

Destarte, se as palavras no espelho demoníaco forem verdadeiras, ele acabara de aprender uma habilidade criminal.

Tae-Hyuk olhou ao redor.

Não era difícil encontrar o motivo.

‘Se houve um resultado, então precisa haver um motivo.’

Após a chegada de Tae-Hyuk no ônibus, a velha começou a roncar enquanto dormia.

O homem sentado ao lado dela revelou seu verdadeiro eu.

‘Punguista!’

O homem usou técnicas cuidadosas para evitar que a velha acordasse. Ele abriu facilmente a bolsa fechada usando uma gilete, e pegou apenas uma carteira.

Se Tae-Hyuk não soubesse que algo aconteceria de antemão, então ele teria pensado que o corpo do homem estava se movendo porque o ônibus estava balançando.

Foi porque a habilidade do homem era perfeita.

Tae-Hyuk não teria notado se ele não tivesse visto a palavra ‘Roubo’ no espelho demoníaco.

‘O que diabos é esse espelho?’

Tae-Hyuk mordeu seus lábios.

Será que realmente tem um demônio dentro do espelho?

O punguista tentou sair do ônibus antes que Tae-Hyuk pudesse acalmar sua mente.

Duk!

O punguista estava correndo como se ele tivesse sentido que alguém o observava.

Então o corpo de Tae-Hyuk foi levemente atingido.

Mais uma vez, o espelho demoníaco vibrou.

Brr!

Tae-Hyuk fez uma expressão de louco e olhou para o espelho.

[O Roubo foi usado!]

[Você conseguiu roubar os pertences do oponente!]

“……”

O Punguista já havia escapado do ônibus.

‘Roubo?’

De acordo com a mensagem no espelho, ele roubou algo do punguista.

Tae-Hyuk mordeu o lábio.

‘Eu deveria verificar primeiro para ver o que eu roubei.’

Tae-Hyuk procurou nos bolsos antes de ver uma longa carteira que ele nunca vira antes.

‘Meu Deus!’

Foi o que ele imaginou. O punguista roubou a carteira da velha e depois foi roubado de novo.

Nessa situação, o acusado do crime seria ele.

Tae-Hyuk saiu do ônibus apressadamente.

“Oh meu! minha carteira foi roubada!”

Os olhos de Tae-Hyuk tremeram.

Não havia tempo. Tae-Hyuk correu pelos becos.

‘Isso é insano…’

Um punguista roubou a carteira da velha.

E o punguista teve a carteira roubada por Tae-Hyuk.

Se Tae-Hyuk demorasse um pouco mais para descer do ônibus, ele teria sido preso pelo policial de plantão.

‘O quê? Deus do Crime? Tentando tornar uma pessoa boa num criminoso!’

Tae-Hyuk jogou com raiva o espelho no chão

JJeok!

‘Wah…’

Em vez do frágil espelho quebrar, foi o cimento do chão que rachou.

Dessa vez ele pisou nele.

Doeu como se ele tivesse chutado uma pedra. Tae-Hyuk xingou e jogou o espelho numa lixeira.

Ele então se virou e saiu desse lugar.

***

Tae-Hyuk estava preocupado com o que fazer com a carteira da velha.

Parecia que ele estava tornando-se um criminoso sem seu próprio consentimento.

“Isso é igual àqueles caras.”

Em seu sonho, Tae-Hyuk foi preso por dez anos. A menos que estivesse numa solitária, era impossível ele não conhecer os outros criminosos.

Havia até criminosos condenados por atrocidades.

Yoo Cheol-ho era uma dessas pessoas.

Eles eram monstros com aparência humana.

Agora, ele não tinha muita certeza de que era um sonho. Destarte, segundo seus sonhos, ele era um prisioneiro no corredor da morte que foi acusado falsamente.

Por dez anos, ele lutou para escapar daquele lugar. Foi muito doloroso, muito tempo.

Talvez teria sido mais fácil se ele soubesse que sua morte tinha sido adiada por dez anos.

Então se ele se tornasse um criminoso aqui, seria como negar sua própria existência.

‘Preciso encontrar a dona.’

Mas como?

Ele poderia ir à delegacia e lhes dar a carteira. Eles o agradeceriam por render-se, e em seguida, algemá-lo-iam.

‘Bem. É melhor colocar na caixa do correio.’

Dentro da carteira tinha vinte cheques no valor de cem mil wons cada e dez no valor de cinquenta mil wons. Um total de dois milhões e quinhentos mil wons.

Havia também uma identificação. Ele definitivamente colocaria na caixa do correio o que pertencia à dona.

‘Ela é mais rica do que eu imaginei.’

Seu coração se agitou com a soma do dinheiro. Era o suficiente para comprar roupas novas para sua irmã problemática.

‘…. Seo Tae-Hyuk. No que diabos você está pensando? Não acho que a Noona gostaria disso.’

Tae-Hyuk tirou um cheque de cinquenta mil wons da carteira.

Isso foi roubado da velha, por assim dizer. Se ele devolvesse à dona, dez por cento seria dele.

Então ele colocou a carteira na caixa do correio.

‘Eu posso comprar um samgyeopsal (ventre de porco) e grelhar junto de sua irmã.’

Ele pensava enquanto colocava o dinheiro no bolso.

Ele congelou em choque.

”Merda…”

Era o espelho demoníaco que ele obviamente tinha jogado na lixeira.


Tradução: Spinner Branford   |   Edição: Ryokusan000



Nota Spinner: Ali diz SE ele devolvesse à dona, 10% seria dele, mas isso seria se ele devolvesse pessoalmente. Seria uma recompensa por ter ‘achado.’

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