DDf – Volume 3, Posfácio


Autor de Dungeon Defense, Humano, Yoo Heonhwa. Calendário Cristão 28/06/2016, Quarto em que o ventilador funciona

 

As vezes, quando os autores enviam os seus manuscritos, eles dizem que “me sinto como se estivesse mandando meu filho para fora de casa”. Essa é uma comparação muito correta. Já que, seja um manuscrito ou uma criança, a pessoa envolvida estará seriamente envolvida com o que estará saindo de casa.

As fezes e a urina do recém nascido são o caos do manuscrito, a puberdade da criança é quando você não sabe o que escrever, e o dinheiro que eles mandam de volta para casa é o pagamento pelo manuscrito. De vez em quando, os autores se referem ao processo de escrever como ‘dar a luz’, mas isso é incorreto. O problema é cuidar direito depois da criança nascer. No processo de cuidar deles enquanto cresce, a dor continua.

Portanto, como o posfácio é uma carta que você manda para seu filho quando ele já foi embora, este trecho são as palavras que você escreve com toda a alegria do seu coração para expressar que ‘eu estou incrivelmente feliz por não precisar mais cuidar de você’. Ah! Mas como o mundo pode ser tão belo? Mas que benção é não precisar ver aquela sua criança nunca mais! Vá embora, vá embora para sempre… mas, se possível, mande um monte de dinheiro de volta para casa. E não me visite pessoalmente. Agora tudo o que me resta é gratidão pelas coisas neste mundo.

Independentemente disso, a pessoa pelo qual mais tenho gratidão no mundo é o Cocorip, eu suspeito que vocês não leitores não precisam que eu diga para vocês que as ilustrações dele já chegaram ao nível divino. As ilustrações coloridas em especial são um banquete de surpresas. Nunca havia visto uma light novel com colorações tão belas quanto estas. Apesar das frases ‘Admirável Mundo Novo’ e ‘Tudo ou Nada’ estarem nelas, as ilustrações são tão perfeitas que me sinto mal pelas frases estarem tapando as imagens. Quando escrevo o posfácio, sou um autor feliz. Afinal, posso preencher facilmente 500 páginas só com elogios para o ilustrador! Apesar de eu poder escrever os elogios e preencher as 500 páginas, infelizmente, como não há espaço o suficientes, não tenho opção que não seja omiti-las. Cocorip, expresso aqui o meu apreço.

Eu disse que o manuscrito é como a criança misturada à mente do autor, mas o autor é ainda mais uma criança do editor. Por exemplo, você pode brigar com um filho alcoólatra e teria dificuldades em tratar um filho drogado, mas nessa analogia, eu seria um filho viciado em álcool, drogas e apostas, indo muito longe cada uma delas, não tem o que se fazer comigo. Mãe…não, Editor… me desculpa. Longe de lhe entregar rapidamente, apesar de eu ter mesmo te prometido entregar o manuscrito bem cedo no posfácio do 2º volume, eu acabei te entregando um mês depois da data limite. No mundo dos manuscritos, um mês é, na verdade, o equivalente a dez anos de criação da criança. Para a mãe que me aguardou por 10 anos, só posso chorar sendo ingrato como sou. Mãe…! Não, Editor…! Eu vou parar de beber, largar as drogas, parar de apostar… me desculpa. Me desculpa. Por favor, me perdoe.

Não só o editor me esperou, mas também me deu conselhos úteis no desenvolvimento dos personagens. O editor não é um editor que interfere na história com seus conselhos, mas sim um editor que guia a história à um lugar melhor com seus conselhos. Por exemplo, nos desenvolvimento do volume 3 de Dungeon Defense, durante o primeiro encontro entre o Dantalian e a Elizabeth, enquanto eu ponderava sobre que tipo de conversa seria apropriada que eles tivessem, o editor me aconselhou que ‘seria legal se eles não falassem nada’. Foi um conselho perfeitamente adequado. Se os dois forem mesmo verdadeiros arqui-rivais, então eles devem conseguir reconhecer um ao outro sem falar nada, só com um olhar. Obrigado ao editor que me deu conselhos como este.

E por último à quem devo agradecer é, de fato, vocês leitores.

Eu não sei dizer se meus manuscritos são meus meninos ou minhas meninas, afinal não decidi o seus gêneros (é claro, podem haver um terceiro ou até quarto gênero nessa história), enfim, as pessoas que receberam em casa e mantiveram vivos as minhas crianças foram vocês, leitores. Se houveram partes furadas ou erradas no manuscrito, então elas são todas falhas e erros que vieram da minha mente enquanto eu o criava, e ainda assim, fico assustado com o fato de que vocês leitores terão que aguentar estes furos e erros das minhas crianças. Como vocês não são membros da minha família, só posso ter esperanças de que lerão isso felizes. Obrigado por receberem as minhas/os meus 1º, 2º e 3º filhas e/ou filhas… obriga…? Opa, essa comparação não é errada…? Não, quero dizer… sei.

Obrigado, leitores e leitoras, por formar um harém com meus filhos e filhas.

 


Tradutor: Yuere   |   Revisor: Golias (ainda não revisado)



 


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