TI – Volume 4, Capítulo 18


Lamu estava aterrorizado. Ele tinha apenas um braço restante e não estava apenas segurando uma tocha, mas também uma grande sacola nesse braço. Ele perdeu toda a coragem de continuar lutando no instante em que Manavia foi morta. Ele gritou desesperado enquanto corria pelo túnel, mas, no mesmo instante, tiros o perseguiram vindo de trás dele. Muitas dessas balas atingiram suas costas, quase o fazendo tropeçar. Todavia, ele definitivamente tinha feito algum aprimoramento em seu corpo e continuou correndo, apesar de ter sido baleado, desaparecendo da visão deles em alguns segundos.

Honglu suspirou e abaixou sua arma. “As armas dessa era são muito fracas, com precisão inferiores e coices muito fortes. Minha mão inteira está adormecida. Sem falar do barulho dos tiros, que ainda estão zunindo em meus ouvidos. Heng, diga alguma coisa!”

Heng, que estava vomitando no chão, se levantou debilmente depois de um tempo. “Espere, espere por mim. Eu irei encontrar uma tocha.”

Honglu suspirou novamente e gritou para ele. “Aquele cara estaria morto se você tivesse atirado outra flecha nele. Do que você tem tanto medo? Eu realmente não entendo desses problemas psicológicos. Se seu psiquiatra tivesse sido inteligente o suficiente, ele deveria ter te ajudado o fazendo passar por uma hipnoterapia. Então você não teria deixado aquele cara escapar.”

Heng foi atrás de uma tocha sem respondê-lo. Ele reacendeu as tochas no chão e então Honglu notou que o corpo dele estava tremendo e seu rosto estava pálido como cera, como se tivesse visto algo assustador.

“Do que você realmente tem tanto medo?” Honglu, dessa vez, perguntou com curiosidade.

Heng colocou Jie em suas costas e riu amargamente. “Eu mesmo não sei do que tenho medo, mas toda vez, que eu entro em conflito com outros ou começo uma briga, eu sinto medo. Medo de ser atingido. Se eu não tivesse com uma arma preparada quando o vi, eu provavelmente teria corrido para longe daqui.”

Honglu o deu um sorriso frio. “Do mesmo jeito que você correu de sua namorada, certo?”

O rosto de Heng ficou vermelho de raiva após ouvir isso, mas não disse nada por um bom tempo. “Se tivesse como voltar atrás, eu gostaria de ter morrido em frente a ela. E agora que eu completei minha vingança, eu posso morrer em frente a ela como redenção de meu pecado. Eu sei que eu nunca poderei reparar o dano que fiz a ela. Embora o fato seja de que, talvez, eu nunca terei a chance de fazê-lo, mas eu ainda gostaria de vê-la de novo, nem que fosse por uma última vez.”

Honglu retirou uma maçã de seu bolso, deu uma mordida nela e falou misteriosamente. “Se minha suposição está correta, então existe um item nessa tumba que é tão valioso quanto nossas vidas. Apesar de que eu não tenho certeza, mas avaliando todas as informações obtidas, minha dedução é bem provável que esteja correta. Então você ainda tem uma chance.”

Heng perguntou confuso. “Que chance?”

Uma voz feminina, ao mesmo tempo, também perguntou. “Que chance?”

Heng e Honglu se assustaram ao ouvir essa voz. Heng sacou seu arco imediatamente e Honglu se escondeu atrás dele, revelando finalmente o seu lado infantil. A garota lentamente caminhou, da escuridão até eles, e ela era Yinkong.

Honglu saiu das costas de Heng e caminhou, circulando em volta dela. “Você finalizou ele com facilidade? Eu não sinto nenhum cheiro de sangue vindo de você. Você realmente o finalizou ou apenas fugiu de volta para cá?”

Yinkong sorriu. E então ela levantou sua mão e tocou na cabeça de Honglu, que fez o garoto ficar surpreso, e então ela respondeu. “Eu não tenho o hábito de abandonar meus companheiros de luta. Se eu voltei, significa que eu cumpri minha missão e se algum dia eu não voltar, significaria que eu fui morta.” Ela virou-se e caminhou mais para dentro da tumba.

Honglu tocou seu cabelo e então murmurou; “Eu ouvi que, quando crescer, você não ficará alto se outras pessoas tocarem em sua cabeça. Se eu voltar vivo para a dimensão de Deus, então eu irei, com certeza, fazer um aprimoramento para que meu cabelo ficar mais duro.”

Heng riu dele e então olhou com inveja para a figura de Yinkong se distanciando, apertando firmemente, com seu punho, o arco.

***

Ao mesmo tempo, em outro lugar da tumba. Zheng estava perseguindo Shiva com sua faca. Seu rosto parecia o de um louco sanguinário, com sangue por toda a sua boca. Parecia que ele faria um corte em Shiva, assim que o alcançasse. Apesar de que, essa imagem de perseguição, também tivesse semelhanças com uma briga de gangsters. Com exceção de que um estava coberto em chamas enquanto o outro estava coberto em uma luz dourada.

“Seu merda. Para de correr! Não queria lutar comigo? Aqui estou! Vocês não eram os caras fortões que queriam caçar a gente um a um? Não foram capazes de matar Zero e Tengyi? O que aconteceu com o fato de nós sermos os novatos e suas presas? Para de correr e lute!”

Mesmo que ambos estivessem no segundo estágio de liberação da trava genética, Zheng já havia alcançado um nível mais profundo do que Shiva. O aprimoramento muscular em suas pernas já eram maiores que os de Shiva. Ele podia esmagar todas as rochas em que pisava e investir em sua direção como se fosse o vento. Ele finalmente diminuiu sua distância de Shiva e deu corte em suas costas com a faca. Um som de tinido soou e Shiva rolou no chão e quase foi segurado pela mão esquerda de Zheng. Isso o assustou imensamente, mas ainda assim ele foi capaz de se distanciar um pouco.

“Seu merda! Venha e lute!”

Shiva repentinamente lembrou-se que ele ainda podia invocar sua serpente. O medo o fez esquecer-se de tudo, a não ser fugir. Essa era a primeira vez que ele havia sido colocado em uma situação terrível e também era sua experiência mais embaraçante. Ele nunca pensou que chegaria a esse ponto, de fugir da perseguição de outra pessoa. A vergonha acendeu uma raiva em seu coração, e mesmo assim, no momento em que pensava sobre o assassino em suas costas, não conseguia trazer a coragem para lutar com ele. Não tendo nenhuma escolha, a não ser continuar correndo.

A serpente materializou-se próximo a ele, enquanto ele gritava desesperado. Shiva pisou em uma de suas cabeças e o deixou ser carregado por ela enquanto a outra cabeça tentava morder Zheng. O impacto da colisão, contra a cabeça da serpente, o empurrou contra uma parede, mas a chama em seu corpo facilmente desintegrou a cabeça. Então ele voltou a correr novamente, em perseguição atrás de Shiva.

A perseguição continuou até ambos alcançarem um penhasco. No topo do penhasco estavam em pé O’Connel e outros personagens do filme. Eles circulavam em volta de uma estátua e pareciam estar discutindo alguma coisa, até ficarem chocados ao verem a aparência de Zheng e Shiva.

Shiva ordenou a serpente a subir o penhasco. Zheng estava ansioso e queria gritar para avisá-los do perigo, mas a serpente disparou um raio elétrico na direção onde os personagens do filme estavam parados. Jonathan estava pronto para acenar para Zheng quando a rocha em que estava se soltou, o fazendo cair do penhasco. Por sorte ele segurou-se em uma pedra logo em seguida, mas estava muito longe, abaixo das três pessoas que ainda estavam no topo, e elas não podiam alcançá-lo.

Isso fez com que Zheng odiasse Shiva tanto, a ponto de querer comer ele vivo, mas Zheng não teve escolha, a não ser parar sua perseguição. Shiva berrou em sua direção enquanto corria. “Vão se f***r Time China! Eu desafio vocês a virem até mim! Eu estou indo até Imhotep! Você irá se arrepender se não me matar agora! Hahaha, hipócrita imbecil! Eu vou esfolar vivos cada um de vocês.” Sua voz ecoou cada vez mais distante.

Zheng respirou profundamente enquanto encarava a figura de Shiva se distanciando. Ele subitamente pegou uma pedra e lançou contra Shiva. Este soltou um grito abafado vindo de longe.

Jonathan ainda estava pendurado no penhasco, com um rosto pálido, não podendo nem mesmo gritar por ajuda. Seus dedos seguravam fortemente na saliência da pedra e estava, pouco a pouco, escorrendo dela. Finalmente ele não pôde se segurar mais e berrou. “Nãoo! O suporte da estátua é feito de ouro!” E então largou da pedra e caiu.

Zheng já estava a alguns metros de distância de onde Jonathan estava caindo. Ele precisou somente de um pouco de aceleração para pular do penhasco, no entanto ele precisou calcular o tempo ideal para pular e pegar Jonathan no pulo.

Zheng respirou profundamente e, quando Jonathan estava apenas a três metros acima dele, pulou e pegou Jonathan em uma margem apertada. Os dois alcançaram a parede do penhasco e então Zheng enfiou seu braço esquerdo na parede, fazendo sua mão esquerda começar a sangrar, mas ainda assim, ele conseguiu se estabilizar na parede.

Jonathan definitivamente era um cara esperto. Logo ele se fixou na parede com braços e pernas, como se fosse uma lagartixa, e falou animado. “Haha, Zheng! Eu sabia que você viria me salvar. Você é um cara legal. Eu irei reduzir o preço da minha ajuda de sete barras de ouro para seis barras.”

Zheng achou isso engraçado e o respondeu. “Eram seis barras desde o começo, quando foi que se tornaram sete? Agora pare de se mover. O’Connell, procure uma corda.”

A voz de O’Connell viera de baixo do penhasco. “Como eu posso achar uma corda nesse lugar? Quer que eu volte e pergunte a algum dos cavaleiros?”

Zheng berrou em resposta. “Apenas faça uma com suas roupas, as reforce bem. Eu não posso segurar aqui por muito tempo.”

Logo após, ele ouviu o rasgar de roupas vindo de cima. E não demorou muito até um amontoado de tecido ser abaixado até eles. Zheng o puxou e disse. “Amarre em algum lugar. Vamos escalar sozinhos, vocês não precisam puxar.”

Depois de um tempo, O’Connel gritou novamente para notificá-lo que a corda, improvisada com roupas, estava presa. Zheng a puxou novamente para testar, e de fato foi amarrada firmemente em alguma coisa.

Zheng segurou Jonathan com uma mão e o deixou escalar primeiro, então o seguiu logo atrás. Assim que chegara ao topo do penhasco, ele sorriu para a visão de três homens pelados. Por sorte, eles ainda estavam com suas cuecas.

O’Connell olhou para a corda e em seus olhos já haviam algumas lágrimas. “Só faltava essa, ter que lutar com uma múmia pelado. Ela está pelo menos enrolada em linho, já nós, estamos bem pior que ela.”

Zheng sorriu. “Pelo menos você ainda está com sua cueca. Algum sucesso com o Livro de Amun-Ra?”

Jonathan imediatamente o respondeu. “Definitivamente está debaixo da estátua. Olhe lá, seu suporte é feito de ouro. Como não pode estar ali? Eu não acreditaria se não o estivesse.”

“Seus olhos só enxergam ouro?” Zheng balançou sua cabeça e então saiu do modo de liberação genética. O pós-efeito desse modo de liberação era muito menos danoso que o do primeiro estágio, quando ele o descobrira. Ele agora podia suportar essa quantidade de dor por algum tempo. E depois que a dor se atenuasse, ele estaria banhado em suor, mas os outros não iriam notar essa anormalidade.

O curador do museu complementou. “O livro de Amun-Ra está, de fato, embaixo da estátua, mas tem um pequeno problema. Precisa de um combinação-chave para tirá-lo dali. Você teria que movê-la de uma posição correta. Se você usar força bruta poderá destruí-la. Eu já decifrei dois terços da combinação e só preciso de mais três minutos para o resto.”

Zheng pensou por um momento e falou a eles. “Então vocês continuem tentando obtê-lo. Eu irei atrás daquela pessoa de antes. No entanto, tenham cuidado. Eu não acho que Imhotep vai deixar vocês obterem o Livro de Amun-Ra tão facilmente. E eu estou preocupado por não termos ouvido nenhum som vindo dele há bastante tempo.”

Jonathan o respondeu casualmente enquanto continuava encarando o suporte dourado. “Que som?”

Repentinamente eles ouviram um rugido vindo de mais afundo de dentro da tumba. Parecia o som de um rugido, de um leão ou tigre, e não o som de Imhotep. Zheng olhou para os personagens do filme e então pegou a corda improvisada e pulou para o outro lado do penhasco.

Shiva estava rindo alto enquanto prosseguia cada vez mais afundo na tumba. Então seus olhos brilharam, pois ele havia alcançado um altar de pedra. Lá viu Imhotep colocando cuidadosamente um corpo mumificado entre Lan e Evelyn, tratando-o com muito carinho, do jeito que trataria sua amada.

Shiva soltou um suspiro de alívio, mas antes que ele pudesse falar alguma coisa, uma rajada de vento passou por ele, seguida de uma monstruosa força que o derrubou no chão. E um conjunto de enormes dentes apareceu em frente a seus olhos.

Uma Esfinge! Tinha uma cabeça de humano e um conjunto de dentes afiados, em um corpo de leão com aproximadamente cinco metros de comprimento. Saliva pingava de sua boca para o rosto de Shiva.

Shiva não era alguém fraco e indefeso, então ele moveu sua mão e as duas as cabeças de serpentes imediatamente morderam a Esfinge, facilmente a destruindo. A força imensa das serpentes também espalhou as partes despedaçadas, do corpo da Esfinge, por todo o altar.

Shiva se levantou do chão com um pulo, cuspiu um pouco de areia e falou em um tom de voz frio. “Imhotep! Está planejando acabar com a nossa aliança me atacando? Sua amada ainda precisa ser ressuscitada.”

Imhotep olhou para a serpente com interesse e o respondeu com um escárnio. “Você não me parece tão bem, meu aliado. Não se preocupe, eu ainda preciso de seu poder para lidar com o time China. O que achou dos meus guarda-costas?”

Shiva ouviu o som de areia se movendo por trás dele e então se virou para ver que a Esfinge já tinha se recuperado por inteiro. Afinal, ela foi feita de areia.

Então, Shiva olhou ao redor do altar com surpresa no rosto. Havia sete ou oito dessas Esfinges, todas elas medindo cinco metros de comprimento. Esses monstros não apareceram nos filmes originais. Seus poderes, em especial suas habilidades de se recuperarem automaticamente, o fizeram ter uma surpresa agradável. Ele imediatamente relatou. “Eles estão desenterrando o Livro de Amun-Ra. Você tem que pará-los, senão esse livro pode tomar seus poderes, caso eles o consigam.”

Imhotep sorriu e disse. “Não se preocupe, já mandei alguns dos guardas atrás deles. Só estou esperando por aquele homem, Zheng Zha, vir até aqui, assim eu poderei obter o Livro dos Mortos para reviver minha amada.” Ele olhou carinhosamente para o corpo mumificado quando disse isso.

Shiva estava pensando em um modo de persuadir Imhotep para também mandar suas Esfinges, mas repentinamente, um homem banhado em sangue entrou na sala. Era Lamu. “Me salve, Líder. Por favor me salve, eu não consigo aguentar mais. Líder, por favor use seu dharmacakra para me salvar.”

O dharmacakra de Shiva podia ser usado como defesa, mas também podia curar ferimentos. Custava uma recompensa de rank B e uma enorme quantidade de pontos, mas tinha um limite de quantas vezes podia ser usado e também continha uma energia armazenada limitada. Mesmo que essa energia se recuperasse sozinha, assim que fosse esgotada completamente, não poderia mais ser usada de forma defensiva.

Shiva tinha apenas um braço restante. Ele deu suporte para Lamu ficar de pé e disse. “Você levou um tiro? Foi do time China? Parece que atingiu seu pulmão.”

Lamu respondeu. “Sim, Líder. Eu não tenho mais nenhuma energia. Eu suportei chegar até aqui utilizando estimulantes. Por favor, me salve.”

Mesmo assim, a expressão de Shiva se tornou medonha enquanto respondia. “Meu dharmacakra não tem muita energia sobrando! Eu ainda terei que lutar com eles daqui a pouco. Eu não posso fazê-lo sem a proteção dele e não podemos deixar o time China conseguir mais pontos. Então adeus, durma em paz!” Ele segurou Lamu e o jogou para cima. A serpente o capturou no ar e aniquilou seu corpo. Até mesmo Imhotep franziu o cenho ao ver isso.

Shiva riu maniacamente. “Sem problema. É apenas um ponto perdido. Desde que eu mate o líder deles e todos os outros, eu irei ganhar muitas recompensas e pontos! Hahaha” Então ele olhou para a sacola ensanguentada no chão e para Lan, que estava deitada no altar de pedra, com cobiça e intenção de matar.

“E se você morrer? Como será que vai ganhar alguma coisa?”

Uma voz fria veio de onde Lamu tinha aparecido. Yinkong estava de pé ali, com sua adaga flamejante, sem emoção no rosto, com os olhos fixos no coração de Shiva.

Imhotep pareceu alarmar-se ao ver aquela adaga. Estava planejando ordenar as Esfinges a atacarem Yinkong, quando outra voz veio. “Sim. E se for você o que vai morrer? Líder do time Índia.”

Zheng disse em um tom de voz frio enquanto entrava na sala. Ele estava aliviado ao ver Yinkong bem, mas ainda assim, ele exerceu uma forte intenção de matar quando olhou para Shiva. Isso fez com que Shiva sentisse um calafrio, apesar de estar muito longe de Zheng. Medo emergiu dentro dele quando se recordou do modo que Zheng o perseguira.

Zheng e Yinkong, ao mesmo tempo, entraram no modo de liberação genética e então pularam na direção da Esfinge mais próxima de cada um deles. Ambos, o soco de Zheng e a adaga de Yinkong, penetraram os corpos das Esfinges.

A velocidade das duas Esfinges não era tão rápida como imaginaram. Embora seus corpos enormes parecessem impressionantes para pessoas normais e sua velocidade e força fossem acima do que pessoas normais pudessem aguentar, era só isso que as destacavam. Tanto Zheng quanto Yinkong tinham aprimoramentos físicos três vezes maiores que o de uma pessoa normal, sendo Zheng um pouco maior do que Yinkong, mas ela compensou a diferença com suas técnicas. Os dois atingiram as suas respectivas Esfinges ao mesmo tempo.

Ambos, o anel Na e a Presa do Fogo Infernal, eram efetivos contra seres espirituais e até mesmo Imhotep tomou dano dessas armas. Elas penetraram as Esfinges e seus corpos lentamente se desintegraram em poeira. Essa poeira se movia lentamente, tentando se juntar novamente, mas a velocidade com que elas se moviam era cem vezes menor que antes. Zheng e Yinkong voltaram sua atenção para Imhotep e Shiva.

Imhotep soltou um berro agudo e as outras duas Esfinges, que estavam prontas para atacar Zheng, pararam onde estavam. “Eu não quero me tornar inimigo de vocês. Apenas me dê o Livro dos Mortos e eu deixarei essa mulher asiática ir com vocês. Eu só preciso do Livro dos Mortos e dessa mulher.” Imhotep disse apontando para Evelyn.

Evelyn estava amarrada com correntes e gritou quando olhou para a múmia. “Zheng! Não dê ouvidos a ele. Ele está apenas com medo de suas armas. Não me abandone nesse lugar!”

Zheng o mostrou um sorriso amargo. Esse tipo de acordo era impossível de ser feito, desejando ou não, por conta da missão deles, que era eliminar Imhotep. Ainda mais, por conta da marcação vinculativa que tinha feito com o Livro dos Mortos, outros poderão usar o livro somente se ele morrer.

Imhotep invocou uma tempestade de areia com impaciência e então duas múmias apareceram próximas de Evelyn e Lan. Elas apontaram suas espadas para o pescoço das duas mulheres e Imhotep ameaçou imponentemente. “Faça sua escolha. Ou as duas morrem e então eu tomarei o Livro dos Mortos de você, ou você me dá o livro e apenas uma delas será usada como oferenda para o sacrifício.”

Zheng deu uma respirada profunda e então retirou o Livro dos Mortos do anel e segurou-o diante do que parecia ser um pântano lamacento, ao seu lado. “Se você se atrever a tocá-las, nem que seja um pouco, eu deixarei o livro cair nesse pântano e nenhum de nós poderá tê-lo. Se atreve a tentar?”

Imhotep olhou para ele ferozmente. “Que seja! Eu as deixarei sobreviver! Vão, matem aqueles que estão tentando obter o Livro de Amun-Ra!” Ele ordenou, e então as Esfinges foram para o túnel de onde Zheng veio.

Ao ouvir isso, Zheng se sentiu preocupado. Quanto tentou investir até Imhotep e Shiva, as duas múmias também moveram suas espadas, nas duas mulheres, ameaçadoramente. Só foi até Zheng parar de se mover que elas voltaram suas espadas para a posição inicial.

Imhotep disse. “Eu te darei tempo para pensar. Em alguns minutos, os corpos deles chegarão nessa sala. Você não tem muito tempo, melhor me dar uma resposta antes que morram.”

Shiva estava, o tempo todo, observando o desenrolar da situação. E subitamente deu uma risada alta, pegou uma sacola e caminhou até Zheng. Este imediatamente pôs o livro de volta no anel para prevenir-se de qualquer possível ataque surpresa de Shiva.

Shiva abriu a sacola, revelando, dentro dela, o corpo ensanguentado de Zhuiyu. Ele lentamente a retirou da sacola e Zheng ficou enfurecido ao ver isso. Quase pulando em sua direção naquele mesmo instante.

Zhuiyu fora desmembrada. E não somente isso, toda a sua pele, abaixo do pescoço, fora arrancada, expondo seus músculos, veias e tendões. A visão horrenda iria abalar até mesmo cirurgiões experientes. A crueldade disso não podia ser descrita em palavras.

Zhuiyu acordou após sentir Shiva retirá-la da sacola. Ela viu Zheng e, com agonia, lutou para se libertar. Ela queria gritar por ajuda, mas de sua boca tudo que saiu foi um som de um ronronado. Lágrimas escorriam de suas bochechas misturadas com o próprio sangue em seu rosto, fazendo-as parecer como se fossem lágrimas de sangue.

Zheng olhou para seus lábios silenciosos, pareciam formar as palavras ‘me mate’. Ela também continuou batendo sua cabeça contra o chão como se isso pudesse parar sua dor.

“Eu juro que vou te matar, seu desgraçado! Nunca odiei tanto alguém durante toda minha vida. Eu nunca perdoarei você, nunca!” Zheng cerrou os dentes, quase os quebrando. Sangue pingava do lado de seus lábios.

Shiva soltou uma risada hedionda. “Eu não preciso de seu perdão. Desde que eu te mate, terei uma quantidade abundante de pontos e assim poderei construir um time ainda mais forte. Você todos irão para o inferno! Vão todos morrer!” Ele deu um chute em Zhuiyu a levantando ao ar e a serpente a capturou e despedaçou o que restara dela em frente aos olhos de Zheng.

Assim que a serpente a comeu, Zheng sentiu um golpe em seu peito que o jogou longe ao ar. As duas cabeças de serpente foram imediatamente em sua direção.

“Zheng!”

Yinkong subitamente berrou. Quando todas as atenções estavam focadas em Zheng, ela sorrateiramente já havia lançado duas facas de arremesso nas duas múmias, jogando longe as espadas que elas seguravam. Então a adaga flamejante voou até Imhotep, o pegando de surpresa e o prendendo contra um pilar de pedra. O fogo começou a queimar em seu peito.

Zheng deu um berro enquanto uma luz vermelha envolvia seu corpo. Ele estava indo diretamente para a boca de uma das serpentes e facilmente dissolveu as duas cabeças, pulando em seguida na direção de Shiva.

Shiva estava aterrorizado. Ele queria se distanciar, mas Zheng já estava bem em cima dele, o jogando contra o chão. As colisões, da luz dourada com a chama, as estimularam. Enquanto a chama desaparecia, a luz dourava também enfraquecia e desaparecia.

“AHHHHHHH!”

Zheng berrou enquanto erguia seu punho para socar Shiva no estômago. O chão abaixo de Shiva rachou com alguns golpes, sangue jorrava de sua boca. Shiva entrou no segundo estágio de liberação da trava genética e seus braços se expandiram três vezes mais que o normal, bloqueando os próximos ataques de Zheng, e então o empurrando para longe. Ele se levantou e correu pelo túnel.

Os olhos de Zheng estavam vermelhos como sangue. Ele odiava tanto Shiva que queria comê-lo vivo nesse exato momento. Assim que Shiva se libertou, Zheng pulou até ele e mordeu as suas costas. Ele arrancou um grande pedaço de músculo, quase todo o lado esquerdo das costas de Shiva.

Mesmo assim, Shiva não teve tempo para se preocupar com isso ou com qualquer dor em seu corpo. A loucura de Zheng e sua intenção de matar, o aterrorizavam imensamente. Tudo que ele podia pensar era em se manter vivo, então ele correu o mais rápido que podia pelo túnel.

Zheng deu uma mordida forte, que dividiu o músculo pela metade, e então continuou a perseguição atrás de Shiva, não parando nem por um instante. Ele reduziu a distância entre eles um pouco e agarrou Shiva com ambos os braços. Sua mão direita enfiou-se no rosto dele. Shiva gritou de dor enquanto Zheng quase arrancou um pedaço de seu rosto e cegou seu olho direito. Ele lutou para se soltar novamente e continuar correndo.

Mas Zheng pulou até ele e os dois rolaram no chão do túnel. Com uma série de sons de ossos se quebrando e peles sendo arrancadas, os gritos de Shiva ficavam cada vez mais fracos. Dez segundos depois, Shiva se arrastou para fora do túnel com o rosto todo ensanguentado, seus dois olhos já não existiam mais e tinha uma grande marca de mordida em seu rosto. E quando ele tentou pedir por ajuda, um par de mãos ensanguentadas o puxou de volta para o túnel e então tudo ficou em silêncio.

Todos que estavam na sala do altar, incluindo Imhotep que havia já retirado a adaga do peito, olharam para isso em choque.

 


Tradutor: Devlin  |  Editor: Vands


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