TI: Volume 4 Capítulo 4-2

Volume 4: Capítulo 4-2

Os três americanos se aproximaram de Zheng com os jarros de vidro. Um professor velho pegou o livro preto e o levou para sua tenda tentando abrir ele.

“Olá, O’Connell. Quanto você acha que esses valem? Haha, eu ouvi que vocês acharam uma múmia preservada. Essa foi boa. Talvez vocês consigam colocar ela para secar no sol e usar ela para acender um fogo.” – Um dos americanos riu alto.

Zheng sabia que o roteiro do filme estava ocorrendo normalmente quando ele viu os três americanos. Evelyn tirou algumas carapaças de insetos da sua bolsa e deu um sorriso maldoso: “Olha o que temos aqui. Os restos de um escaravelho. Eles são insetos carnívoros. Nós achamos eles dentro do caixão com a múmia. Esses escaravelhos podem viver por vários anos quando eles tem um corpo para consumir… Nossa amiga múmia foi comida por eles… Ah! E ele estava vivo enquanto era comido.”

Os americanos engoliram e tiveram calafrios depois disso. Mas como eles tinham vindo iniciar a conversa, eles não podiam ir embora tão facilmente. Então eles só podiam continuar a ouvir ela falar.

O’Connell entendeu a intenção dela e disse: “Alguém jogou eles dentro do caixão e deixou ele morrer devagar.”

“Muito, mais muito devagar. Ele pôde sentir os escaravelhos andando por dentro do seu corpo antes de morrer… Pelo meu conhecimento, esse tipo de punição era chamado de Hom-Daí, a mais aterrorizadora maldição no Egito. Ela só era usada nos criminosos mais perigosos. Eu nunca ouvi falar que tinha sido usada em alguém por toda a história do Egito.”

Um dos americanos perguntou curioso: “Isso é algo bastante interessante. Por que eles não usavam isso como uma punição? Eles achavam muito… cruel?”

Evelyn revirou seus olhos: “A razão é que eles não realizavam essa punição por causa de suas consequências. Os egípcios acreditavam que se sua vítima fosse libertada, então ela iria trazer de volta as dez pragas do Egito. O criminoso ressuscitado iria ter uma força incomparável e traria a destruição do Egito.”

Os americanos sofreram outra rodada de violência verbal e voltaram para suas tendas. Claro, Evelyn tinha toda sua atenção focada no livro nas mãos do professor. Ela se deitou e fingiu estar dormindo. Os outros foram dormir logo depois. Os jogadores se olharam, eles sabiam o que iria acontecer. Evelyn iria roubar o Livro dos Mortos e acidentalmente leria em voz alta, revivendo Imhotep.

Todo mundo estava se sentindo contraditório. De um lado sua missão era eliminar Imhotep, então eles teriam que reviver ele primeiro. Entretanto, uma vez que ele voltasse dos mortos, eles teriam que lutar contra a múmia e o outro time. Essa sensação de estar se colocando em mais perigo, mas não ter outra escolha era horrível.

Quando deu meia noite. Evelyn se moveu em direção à tenda do professor, ela pegou o livro de sua mão e voltou.

“Você sabe que isso é chamado roubo?” – O’Connell falou com seus olhos fechados.

“Mas… Você e meu irmão chamam isso de empréstimo.” – Evelyn riu. Ela pegou a caixa estranha da sua bolsa e colocou contra o livro.

O’Connell se levantou e perguntou curioso: “Eu pensei que o Livro de Amun-Ra tinha cor de ouro… Nunca pensei que ele fosse preto.”

Evelyn balançou a cabeça: “O Livro de Amun-Ra é feito de ouro, mas esse não é… Esse é o outro livro, eu acho que é o Livro dos Mortos…”

O’Connell ficou sério: “Livro dos Mortos? Então por que você está brincando com isso?”

Evelyn riu: “É só um livro. Não tem nenhum perigo em ler um livro…”

Zheng disse de repente perto deles: “Então você deve saber ler hieróglifos. Tengyi, você também sabe como ler eles, certo?”

Ambos Evelyn e O’Connell estavam surpresos. Eles imediatamente fizeram um gesto para Zheng falar mais baixo, então eles ouviram Tengyi dizer: “Se for para ler eles e entender seus significados, então eu sei sim… Enquanto não estiver bastante apagado ou destruído.”

Evelyn revirou seus olhos. Ela abriu o livro, então um vento passou por eles, balançando a fogueira.

Evelyn não prestou atenção nisso. Ela leu em voz baixa: “***Palavras do capiroto***”

No momento que ela terminou. Zheng, Zero e Yinkong se levantaram atentos. Eles não podiam se acalmar devido à sensação de perigo. Ela era tão forte que estava parecendo uma foice em seus pescoços. Uma parte vinha debaixo deles e a outra parte da colina distante ao leste.

O professor velho acordou e gritou: “Não! Você não pode ler ele!”

Zheng pegou sua faca e sua submetralhadora e subiu no pilar mais próximo. Ele olhou para o leste e podia ver um grupo de pessoas em cima da colina. Mas devido sua visão limitada à noite, ele não podia ver quantas pessoas estavam lá.

PAH!

Zheng se moveu por instinto, a faca foi para frente do seu rosto e uma pedra a atingiu. A força foi tão grande que fez seu braço ficar dormente e ele cair do pilar.

Felizmente, ele reagiu a tempo e chutou o pilar enquanto estava no meio do ar. Ele rolou no chão quando o alcançou, evitando se machucar.

O resto do acampamento tinha acordado, mas antes que eles pudessem perguntar o que tinha acontecido, eles ouviram o som de insetos vindo de longe. Alguns segundos depois, eles conseguiram ver uma quantidade enorme de grilos voando na direção deles. Só essa visão foi o suficiente para fazer eles terem calafrios.

O’Connell pegou Evelyn e seguiu todos para dentro da tumba. Zheng estava encarando o leste, a sensação de perigo o prevenia de virar sua cabeça. Felizmente, Jie e Zero viram isso e o carregaram para dentro da tumba.

Distante de Hamunaptra, essa sensação se moveu para longe…

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