VM – Capítulo 129 – Os 12 imortais. Parte 3.



— 1 minuto! — Deme avisou.

— Entendido. — Rafir respondeu. — Pessoal, a visita está a caminho, tomem suas posições e Ave Império!

— Ave Império! — Todos responderam.

Não demorou muito para um grupo de soldados surgirem na linha das árvores.

— Boa tarde! — Rafir saudou de forma distraída.

— O que aconteceu aqui? — O líder dos guardas ficou desnorteado quando viu a imensa pilha de corpos pegando fogo.

— Nada de mais, apenas exterminamos um grupo de goblins. — Ele respondeu.

— Espera aí, quem são vocês? — Só agora o homem notou as armas e uniformes diferentes.

— Desculpe, foi falta de educação minha. — Rafir se curvou e depois prestou continência. — Tenente Rafir, membro das Forças Especiais Imperiais COMANDOS.

— Forças Imperiais? — Todo o esquadrão do Reino Central sacou suas espadas e deu um passo atrás.

— Opa, não vamos criar pânico, nosso pequeno esquadrão veio aqui e lutou bravamente contra esses goblins, parece que eles atacaram um pequeno grupo de guardas do reino, pena que apenas um único soldado sobreviveu. — Rafir sorriu.

— O que você quer dizer? — O guarda suou frio.

— Isso. — Rafir estalou os dedos e um segundo depois apenas o guarda estava de pé. — Parece que o senhor é o felizardo, agora por que não nos agradece por nossa generosidade e nos conta algumas coisas que queremos saber.

* Engole.* — Por favor, não me matem! — O homem estava aterrorizado, ele não estava crendo no que seus olhos tinham visto.

— Como eu disse, um soldado do Reino Central sobreviveu. — Rafir falou calmamente, como se fosse apenas uma conversa casual entre dois amigos. — Eu queria muito que o senhor me ajudasse com algumas questões pequenas, depois disso você pode ir embora.

— E… eu… eu faço, eu ajudo como quiser! — O homem já estava em desespero, ele se agarrou a qualquer chance de vida.

— Ótimo, vamos conversar um pouco sobre como estão espalhadas as tropas do reino nessa região e como são os seus comandantes. — Rafir perguntou ao seu recém-velho amigo.

***

— Isso foi fácil. — Juno limpou as mãos depois de “conversar cordialmente” com o sujeito.

Ele até quis resistir um pouco, mas foi inútil, depois de uns 10 minutos ele já estava falando sobre tudo. Agora a equipe tinha uma noção bem realista sobre as forças hostis que estavam presentes naquela região.

— Ainda tem alguma pergunta? — Juno quis saber.

— Não, pode terminar. — Rafir deu a ordem.

É claro que desde o momento em que aquele grupo se deparou com os caveiras do império, a sorte deles já estava lançada, não havia nenhuma chance de alguém sair vivo.

— Ahhh! — Um grito abrupto foi a última coisa que o pobre soldado fez antes de sucumbir ao ter uma espada enferrujada perfurando seu abdômen.

— Limpem tudo e arrumem a cena, temos que chamar os guardas do reino! — Rafir deu a última ordem.

Ele falaria com Tyler essa noite, pelo que ele pôde arrancar do soldado, antes de chegar na cidade fortificada de Mitraz, havia um pequeno batalhão com 250 homens. Rafir queria eliminar esse batalhão e colocar a culpa nos goblins, ele tinha duas razões para fazer isso, a primeira era testar a prontidão do exército inimigo e a segunda era que diminuir as forças inimigas era sempre bom.

Como ordenado antes, os rapazes foram bem eficientes em montar o local, agora para qualquer pessoa ali tinha sido o local de uma terrível batalha entre os goblins e a pequena patrulha do reino. Havia marcas de espadas nas árvores, flechas foram disparadas a esmo, e nos corpos dos pobres soldados marcas de lâminas dos goblins.

Depois disso os homens trocaram suas roupas e fingiram algumas contusões e curativos.

— Qual é a nossa versão oficial? — Cam perguntou.

— Estávamos à procura do ninho de goblins quando ouvimos o som de uma batalha, mas quando chegamos foi tarde demais, embora conseguimos exterminar o restante dos goblins o último dos guardas morreu nas nossas mãos, não importa o quanto tentamos ajudar. — Rafir falou.

Para ajudar na farsa eles até colocaram algumas bandagens e medicamentos sobre a ferida no abdômen do rapaz.

— Certo, agora eu e Juno vamos até o batalhão avisar que eles perderam sua patrulha.

***

— Por favor, alguém! — Rafir gritou na frente de uma pequena muralha de madeira, ele havia finalmente chegado ao batalhão.

— Rápido, precisamos de ajuda! — Cam que estava apoiado nos ombros de Rafir, gritou.

— Quem são vocês? — Um guarda finalmente veio depois de um tempo, ele estranhou os dois homens, eles estavam sujos e claramente se machucaram feio, a julgar pelas roupas surradas e bandagens ensanguentadas.

— Somos apenas aventureiros que pegaram uma missão na guilda, mas não viemos por isso! — Rafir tinha um tom desesperado em sua voz que lhe dava bastante crédito. — Hoje, na floresta, encontramos uma patrulha que estava sendo atacada por goblins! Nós lutamos bravamente, mas apenas um dos guardas conseguiu escapar com vida. Venham rápido ele está muito mal e não acho que tem muito tempo de vida!

— Céus! — O guarda suou frio.

A situação era tão urgente que em menos de 2 minutos eles estavam na frente do comandante do batalhão e mais 2 minutos depois 100 soldados estavam montando em cavalos para irem até lá.

***

Os olhos dos soldados estavam cheios de espanto, até Rafir teve que reconhecer a atuação dos rapazes.

Os corpos dos soldados mortos estavam enfileirados de forma ordenada, mas os rapazes eram o retrato da miséria. Eles tinham bandagens sobre as cabeças, tapa olhos e talas improvisadas nas pernas.

— Senhor! — Juno gemeu ao ver Rafir. — O guarda do reino não conseguiu resistir.

— O que aconteceu aqui? — Lotus que era o chefe do batalhão perguntou.

— Reportando mais uma vez, nossa missão era para encontrar o ninho dos goblins. — Rafir contou mais uma vez. — Estávamos perto quando ouvimos a luta, ajudamos como pudemos, mas não conseguimos fazer grande coisa, a maioria dos seus homens já estava morta.

— Malditos goblins! — O comandante urrou. — Xandre, leve 50 homens e acabe com aquele ninho!

— Entendido. — O homem que parecia ser o segundo no comando, obedeceu e levou a metade de sua tropa com ele.

— Vocês aí. — Lotus chamou seus homens. — Peguem os corpos dos seus companheiros e vamos embora.

— Senhor! — Rafir o chamou.

— O que é? — Lotus estava fumaçando de raiva.

— Nos ferimos quando ajudamos os seus homens, o senhor poderia nos ajudar com alguns curandeiros? — Rafir era todo humilde enquanto falava.

— Vá para o inferno, seus homens não são da minha conta! — Ele cuspiu.

Os soldados do reino soltaram pequenas risadas enquanto colocavam os corpos nos lombos dos cavalos.

— Perdão. — Rafir fez uma reverência. — Eu não sabia o meu lugar.

— Ótimo. — Depois de falar isso ele atiçou o cavalo e disparou de volta para o acampamento do batalhão.

Quando os rapazes do império ficaram na clareira, um riso ecoou de todos eles.

— Eu devia ganhar um prêmio, viram como eu atuei bem? — Um deles riu alto.

— Maldito, você fez até um tapa olho! — Outro gargalhou.

— Hehehe, eu posso fazer sucesso como ator, vejam que eu sou o único que é bonito aqui! — Ele se gabou.

— Sim, bonito como um porco morto!

Um coro de gargalhadas surgiu novamente.

— Ei rapazes, vamos trabalhar um pouco mais, já perdemos muito tempo aqui. — Rafir os chamou e depois perguntou. — Amarelo 1, onde é o ninho de goblins?

— Mais ou menos uns 15 quilômetros daqui. — Ele respondeu.

— Então eles não vão atacar o ninho hoje? — Rafir quis saber.

— Acredito que não, eles devem acampar perto esta noite e ir amanhã cedo.

— Vamos segui-los e brincar um pouco mais, será bom esperar até amanhã, hoje quero reportar as novidades para o mestre.

— Entendido, estamos prontos para partir.

— Pessoal. — Rafir os chamou. — Levantar acampamento!


Autor: Lion | Editor: Bczeulli | QC: Delongas



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