FNR – Capítulo 45 – Técnicas



— Ouch! Meu corpo está acabado, o treinamento de ontem foi intenso demais!

Levantei meu corpo em meio a dificuldade e sentei em minha cama, com a mão na cabeça sentia as dores da musculatura, isso acabou com o meu ânimo. Dando um suspiro pesado forcei meu corpo a levantar-se.

Uma voz falou em minha mente:

AHAHAHA! FERUS! ACHOU QUE SERIA FÁCIL AVANÇAR? NÃO EXISTE RESULTADOS SEM ESFORÇOS, ISSO VALE PARA OS TALENTOSOS E OS SEM TALENTO. A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS É APENAS A VANTAGEM QUE OS TALENTOSOS TÊM NO COMEÇO, CONTUDO MUITAS PESSOAS TALENTOSAS PERECEM NO MEIO DO CAMINHO ENQUANTO AQUELES ROTULADOS COMO SEM TALENTO ALCANÇAM SEUS OBJETIVOS.

— Ah! Finalmente apareceu hein! Porque ficou calado esse tempo todo?

PORQUE EU DEVERIA FALAR ALGO? FICO MUITO CONFORTÁVEL NA POSIÇÃO DE ESPECTADOR, SE QUER SABER, ACHO QUE VOCÊ ESTÁ INDO BEM SOZINHO!

Eu suspirei para mim mesmo e disse para o Fenrir em minha mente:

— Não existe nenhum meio de ficar mais forte rápido?

FERUS, TOMAR ATALHOS MUITAS VEZES O LEVAM A PENHASCOS SEM RETORNO, FAÇA AS COISAS NO RITMO CERTO, QUANTO MAIS FORTE VOCÊ FICAR, MAIS HABILIDADES VAI HERDAR DE MIM.

— Herdar habilidades de você?

OH! PENSANDO BEM! EU NUNCA LHE DISSE ISSO, NÃO É? ESCUTE, VOCÊ E EU, SOMOS UMA ÚNICA EXISTÊNCIA, MESMO ASSIM, EXISTEM MINHAS HABILIDADES E SUAS HABILIDADES, À MEDIDA QUE VOCÊ ATENDER OS REQUISITOS, HABILIDADES QUE FORAM MINHAS, ESTAS SERÃO HERDADAS POR VOCÊ, OU MELHOR DIZENDO, MINHAS HABILIDADES SE TORNARÃO AS HABILIDADES DE FERUS! UM EXEMPLO DISSO É MEU {ESPAÇO DIMENSIONAL} E A MINHA [ÍNDIGO ENERGY].

— Ei! Fico meio assustado em herdar a força de uma criatura que quase destruiu o mundo!

HUNF!…. DESTRUIR O MUNDO OU NÃO SERÁ DECISÃO SUA DAQUI PARA FRENTE, JÁ DECIDI QUE VOU APENAS ASSISTIR, TENHO APRECIADO ESSA VIDA AFINAL!

— Eu definitivamente, nunca, jamais, irei destruir o mundo!

SIM! ESSA É SUA DECISÃO NO FINAL DAS CONTAS, MAS MUDANDO DE ASSUNTO, VIM ATÉ VOCÊ PARA ME DESPEDIR.

— Eh?

MEU TEMPO DE CONSCIÊNCIA ESTÁ SE ESGOTANDO, POR ISSO VOU VOLTAR A DORMIR EM SEU INTERIOR, DEVO LEMBRAR A VOCÊ QUE NÃO PODEREI LHE AJUDAR CASO ALGUMA COISA EXTREMA ACONTEÇA, COMO SUA LUTA CONTRA JÚ YUÁN, TENHA ISSO EM MENTE E EVITE MORRER PREMATURAMENTE.

— ISSO NEM É UM CONSELHO! ISSO É UMA CERTEZA!

AFFS! FALOU O MOLEQUE QUE ENFRENTOU UM ADVERSÁRIO COM QUASE TRÊS VEZES SEU NÍVEL E POR POUCO NÃO MORREU.

— Urgh!

Droga! Não posso refutar isso.

— Pode deixar comigo, mesmo que aconteça algo extremo vou resolver por mim mesmo, por isso junte sua energia ao ponto que possa despertar por completo.

OBRIGADO PEQUENO LOBO E ATÉ NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO.

— Até!

Com um breve adeus, senti a presença de Fenrir desaparecer de minha mente e corpo, foi estranho ter um desagrado completo em perceber que ele se foi, porém sei que é algo momentâneo.

Reuni minha coragem dando palmadas em meu rosto.

— Isso! Vamos seguir em frente!

Meu corpo recuperou algum vigor quando disse a mim mesmo essas palavras de encorajamento.

— Ups!

Saltei da cama e fiz alguns alongamentos, como ainda é cedo posso matar um tempo no restaurante, além do mais, eu posso vê-la.

— Gah! O que eu estou pensando?

Fui até o banheiro e me lavei para descer ao restaurante, parece que hoje acordei mais cedo, porque a Toca da Coelha nem sequer abriu suas portas, foi nesse momento que vi Hiekf, que acenava para mim em uma mesa.

Claro que fui até ele com pressa, faz umas semanas que eu não o vejo.

— Hiekf! Droga! Está difícil conversar com você, o que raios anda fazendo para sumir tanto?

— Ahahahahahaha! Estou trabalhando para o senhor Jedhar em algumas missões importantes, infelizmente não posso falar sobre isso!

Hiekf sempre foi misterioso afinal, pensando bem, existe muito sobre ele que eu não sei, por exemplo, quando Jù yuán falou que ele esconde uma chave de alguma coisa.

Deve ser um assunto delicado, se pudesse queria evitar tocar nisso, mas…

— Hiekf! O que é essa tal chave que jù Yuán falou que você tem?

— ….

Hiekf ficou em silêncio, parece que não queria falar sobre isso…

— Você sabe que pode contar comigo, não é?

Hiekf, suspirou amargo, como se ele quisesse matar esse assunto de qualquer maneira, porém não posso permitir isso, afinal ele também é um alvo, tenho ao menos que saber o porquê disso agora.

— Ferus! não quero falar sobre esse assunto, me prometa que nunca mais vai menciona isso!

— Eh? Mas…

— PROMETA!

A face de Hiekf ficou completamente assustadora, como pensei esse assunto é delicado, mas de alguma forma isso me irritou.

— Escuta aqui! Você sabe tudo sobre mim, qual é o problema de me contar isso? Não confia nem um pouco em mim?

Hiekf torceu o rosto de tristeza e desconversou:

— Não é que eu não confie em você, mas isso é um assunto que deveria estar morto por isso….

Me levantei irritado:

— Beleza! Se não confia em mim, tudo bem! Eu te entendo!

Fui embora do restaurante empurrando a porta com brutalidade, Hiekf me chamou, mas não voltei, estou com muita raiva, sempre confiei nesse gnoll de merda e ele me retribui dessa maneira.

Caminhei por muitos minutos sem rumo. Como estava pelo caminho fui até a oficina de Bartor, ele me disse que é sempre bom dar manutenção no equipamento, como afiar as lâminas e essas coisas. Também queria saber como andam os esquemas da armadura que encomendei.

Minha defesa é débil, por esse motivo segui o conselho de Bartor e encomendei uma armadura muito boa.

Não demorou até conseguir chegar em sua oficina, a raiva deve ter aumentado meu ritmo, mas quero esquecer esse assunto.

A oficina parece um pouco melhorada, a placa está colocada, mas não há nada escrito ainda, suspirei para mim mesmo e abri a porta.

Fiquei surpreso com minha visão do lugar, uma pilha de rochas negras tão grande que quase tocou o teto estava ali.

— Que merda o Bartor está fazendo?

Me aproximei da pilha de rochas negras e peguei uma com minhas mãos.

— Uou! Isso é leve igual a um pedaço de plástico!

De forma abrupta a porta dos fundos se abriu, o anão Bartor passou por ela limpando seu rosto sujo de fuligem com um pano, a fornalha principal da loja fica escondida nos fundos, e é lá que esse anão faz seu trabalho.

Bartor, que me nota saudou sem formalidades:

— Oh! Se não é o lobo negro!

Para falar a verdade, esse apelido de lobo negro me deixa meio desconfortável, comecei a ser ligado assim depois que venci Jù yuán, todavia não é algo ruim afinal.

— Olá Bartor! Quero dar uma manutenção em minhas armas, queria também saber sobre a armadura que encomendei, ela vai demorar para ser feita? Tem algum prazo? Coisas desse tipo!

Bartor acenou com a cabeça.

— Hun! Eu entendo!…. bem! Deixe-me ver suas armas!

Obedecendo Bartor retirei minhas armas do meu espaço dimensional, minha maior arma é a Gleipnir, mas não posso subir perícias em outras armas com ela, por mais que mude sua forma ela volta a ser uma corrente em seguida.

Bartor examina as armas retiradas, ele foi aquele que as fez afinal.

— Nossa! Você pega pesado garoto! Parece que está lutando sem manutenção a meio ano!

— Hã? Nem se passaram duas semanas desde quando as fez para mim!

Bartor, alisou suas barbas ruivas e falou:

— Aaaaah! Como pensei! Armas simplórias como essas não vão durar com uma pessoa bruta como você.

Me chamar de bruto foi ofensivo, entretanto sei que ele está certo no final, usar a força bruta para atacar é uma marca minha.

Pensando nisso, é surpreendente que Cyous nem sequer deu um passo com meus ataques, será que ele tem alguma habilidade especial que nulifica minha força? Mesmo Jù yuán sentiu os impactos de meus golpes e usava habilmente seu bastão para absorver minha força. Bem! Não é hora para pensar sobre isso.

— O que sugere então? — eu pergunto.

— Hun! Vou pensar em alguma coisa! Mas mudando de assunto tenho um favor para lhe pedir!

— Hein?…. se estiver ao meu alcance!

O anão aponta para a pilha de rochas negras e fala:

— Quero que transforme essas rochas em uma fina chapa, uma chapa tão fina quanto um rolo de papiro¹.

— Hmm! Isso parece trabalhoso!

Minha magia pode sim fazer isso, mas demanda algum tempo, não é como se minha magia fosse onipotente afinal, ela apenas é peculiar, se existe uma quantidade enorme de substâncias a serem mudadas vai exigir uma enorme quantidade tempo, a magia de {Moldagem} pode realizar o pedido de Bartor fácil, mas vai demorar um pouco.

A forma mais eficiente seria usar a magia {Mudança de Estado} e fazer todas essas rochas virarem líquido para fundi-las em seguida endurece-las novamente e depois usar a {Moldagem} para dar a forma desejada.

Mas uma coisa me incomoda:

— Ei Bartor! O que são essas pedras afinal?

— Não são pedras tolo! São um tipo raro de metal chamado aço negro!

— Hã? Mas elas são muito leves, devem ser tão fracas quanto o alumínio!

— Tsk! Tente quebrar uma pedra dessas com sua força, se conseguir eu me calo!

Com desdém peguei uma pedra dessas para esmagá-la com minhas mãos, não deve ser difícil já que tenho a habilidade [Força dos gigantes].

Fiz um pequeno esforço achando que ia ser fácil, mas a pedra nem sequer se deformou, então apliquei toda minha força na pedra em minha mão, só para ficar com a face vermelha de tanto me esforçar.

— Guh! Tão leve, mas ainda tão resistente!

— MUAHAHAHAHAHAHA! Vejo que reconheceu o potencial do aço negro!

Eu entendi a versatilidade desse metal, ele pode conceder um armamento resistente com uma leveza sem lógica. Realmente, esse metal é impressionante.

Bartor estufou o seu peito e revelou:
— Esse é o material que vou usar em sua armadura!

— Uau! Isso é incrível Bartor! Vou ter uma poderosa defesa sem sacrificar a velocidade!

— Hun! Mas primeiro, faça o favor que eu lhe pedi!

Suspirando em minha mente, dirigi-me até a pilha de aço negro, coloquei minhas mãos sobre a pilha e derramei minha magia sobre ela:

{Mudança de estado}

Todos os fragmentos de aço negro se verteram em um líquido escuro e se fundiram enquanto espalhava-se pelo chão, antes de que tudo virasse uma bagunça eu solidifiquei o líquido.

Com essa ação facilitei o processo de fusão de materiais, depois disso é só dá a forma desejada.

{Moldagem}

Com minha magia de moldagem posso mudar a forma física das substâncias, com isso dei ao aço negro a forma de uma única e gigantesca folha negra.

Rapidamente eu a enrolei até o ponto de parecer um grande rolo de papel negro, mesmo esse rolo sendo maior que Bartor, não pesava muito.

— Aqui! Igual a uma folha de papiro, não é? — Disse sorrindo.

Bartor deu um suspiro cansado e perguntou:

— Moleque! Você transformou aço negro em sua forma líquida!

— Sim! Porque?

Bartor me acusa com raiva:

— Moleque! Você é uma fraude! Uma maldita fraude! Que droga!

— Eh? Ei! Ei! Porque a raiva?

Bartor, colocou a mão sobre o rosto e explicou:

— O aço negro tem de estar a 6.000 graus para que ele entre em ponto de fusão, nem mesmo um vulcão pode gerar esse calor, um vulcão chega no máximo em seus 1.250 graus, mas você fez de tolo todos os parâmetros vertendo em líquido esse metal sem nem mesmo precisar de calor…. Moleque sua existência é uma ofensa para os ferreiros.

— Eeeh! Eu não tenho culpa disso ok! Apenas fiz o que me pediu!

— Eu sei! Eu sei! Mas quero uma ajuda sua de vez em quando, ter o aço negro nessa forma é muito raro, com chapas tão finas posso usar minha imaginação e construir armamentos como eu quiser, só imagino a inveja de meus companheiros anões, fazer uma única chapa fina de trinta centímetros leva seis meses.

A amargura de Bartor me deixou sem jeito, posso ver uma decepção em seu rosto de ferreiro, queria fazer algo por ele.

— Já que é assim! Farei isso para você quando pedir, talvez possa fazer o mesmo com outros metais melhores, então ao menos deixe-me cuidar dos materiais para você.

— JURA!?

A face de Bartor mudou da água para o vinho, ele recebeu meu favor com muita euforia, saiu da realidade murmurando sozinho:

— Kukukukuku! Adamantium, titânio, quantos metais poderei usar agora? Kukukuku!…

Uma aura negra saiu de Bartor, estava arrependido de ter oferecido meus serviços para ele, mas não podia voltar atrás agora.

Bartor falou:

— Daqui a três dias sua armadura estará pronta, espere alguns minutos enquanto dou a manutenção em suas armas, vai ser rápido afinal!

Bartor parece cheio de energia agora, mas sua aura negra não desapareceu, depois de terminar a manutenção de minhas armas sai rápido de sua oficina, mas ainda vi de longe seu sorriso sinistro misturado com uma aura negra, engoli meu próprio ar com a visão daquele anão.

De qualquer forma dei no pé dali, ainda há algum tempo até o horário do treinamento, então aproveitei para andar pelas ruas, afinal, hoje é um dia de feira, há barracas de alimentos e outras coisas por toda a parte, porém os alimentos não são tão atraentes quanto os do restaurante que eu vivo, também não há coisas que eu deseje nesta feira.

Ainda sim vi um lugar familiar uma barraca chamada “Cabeça de javali” foi nesse lugar onde vendemos os primeiros materiais de caça, felizmente a quantia recebida foi tão boa, que mesmo hoje não preciso fazer nenhum trabalho.

Uma parte do dinheiro ficou comigo, a segunda parcela do pagamento deixei para Hiekf que depositou na guilda de aventureiros.

O javali de sempre estava ali, eu me lembrei que tenho algumas coisas para vender.

Me aproximei do bestial javali e falei:

— Olá! A quanto tempo!

— Oinc! o… o… lobo negro? O que faz aqui?

Ele falou cuidadosamente comigo, em nossa primeira reunião ele me tratou como um lixo, mas agora está todo modesto, só está fazendo isso pela minha fama adquirida recentemente, de alguma forma vendo-o olhar para baixo com falsa humildade quando eu sei seus reais pensamentos para mim, encheu-me de nojo.

— Vim para negociar!

— Oinc! que produtos tem para mim hoje? Oinc! — disse o bestial javali enquanto esfregava as mãos.

Retirei de meu espaço dimensional os amuletos de ocultação de status que peguei dos escravos que me atacaram outro dia.

O javali observa os amuletos e dá seu louvor:

— Ooooh! Interessante! Esses amuletos são muito poderosos, eles podem até esconder o status da [Avaliação] de um aventureiro da liga adamantium.

Deu a ele um total de seis amuletos, reservei dois para mim.

— Quanto valem?

— Pago 100.000 ouros por cada!

Um amuleto de proteção que comprei para Hiekf a muito tempo era o tipo mais fraco, mesmo assim custou 60.000 ouros, claro que esse porco de merda quer levar vantagem sobre mim, mas não vou deixar.

Com um rosto intimidante declarei:

— Escute! Não me tire como um idiota só porque sou um mestiço! É melhor me dar um preço justo, ou vai arcar com as consequências.

O bestial javali deu um passo para trás com suor em seu rosto, então ele disse:

— Guh! Oinc! 150.000 é o máximo que posso pagar, mais do que isso levaria prejuízo!

Eu sorri para ele e respondi:

— Ok! Prepare o dinheiro!

— Guh! Es… espere! Não posso pagar tudo de uma vez, por favor faça-me parcelas como dá outra vez!

Coloquei minha mão no queixo pensando, mas ele foi honesto da última vez ainda que seja um bostão, então posso o tolerar.

— Três parcelas está bem?

— Si… sim! Oinc!

— Tudo bem! Três parcelas de 300.000 moedas de ouro, com juros de 5% ao mês.

— Obrigado! Oinc! 5% é um valor razoável. — disse o homem javali ao limpar o suor do rosto.

— Serei sempre justo com você, então seja justo comigo também, ok!

O bestial javali fez um sorriso amargo e acenou concordando com a cabeça.

Recebi a quantia de 300.000 peças de ouro, em seguida perguntei se o líquido de slime valia alguma coisa, infelizmente seu valor é tão baixo que nem me interessei em vender.

Depois de me livrar do líquido de slime que havia em meu espaço dimensional fui ao encontro de Cyous.

A distância entre Harp e a “Antiga” montanha de Lenor é de mais ou menos três horas de caminhada, mas com uma corrida rápida cheguei lá em quarenta minutos, seria extremo correr tão rápido da mesma forma quando fui salvar Hellen de Jù yuán.

Cheguei lá e como sempre Cyous e Donovan me esperavam, Donovan de alguma forma ficou com uma atitude menos hostil em relação a minha pessoa, recebi algumas dicas dele também.

Cyous, como sempre vestia sua armadura metálica legal, com seus braços cruzados ele declarou:

— Ferus! Hoje aprenderemos sobre as técnicas!

Inclinei a cabeça com curiosidade.

— Técnicas? Hmm! Elas são assim tão úteis?

Cyous, suspirou e respondeu:

— Ferus! As técnicas são muito importantes! Para começo de tudo, as técnicas ampliam a gama de seu ataque, defesa, velocidade e até mesmo magias e truques estão incluídos!

— Hmm! Desculpe por isso! Mas não sou o cara mais inteligente daqui, poderia explicar de uma forma que até um idiota entenderia?

Nunca fui muito esperto, embora não me orgulhe disso, ao menos posso admitir esse defeito em mim, não há o que ser feito sobre isso afinal.

Donovan riu para si e se aproximou auxiliando Cyous:

— Jovem lobo! imagine que você soca uma pedra e a destrói…

Eu presto a atenção em Donovan com todos os meus neurônios, ele continua:

— O que aconteceria se você quisesse quebrar uma pedra maior e não conseguisse, mesmo assim quisesse quebrar essa pedra?

— Hmm? tentaria ficar mais forte para quebrar?

— Exatamente! Vamos dizer que você começou a quebrar rochas com as mãos para melhorar com a finalidade de quebrar a rocha maior no futuro, o que acha que está acontecendo com esse treinamento?

Eu não sabia responder, mas Cyous respondeu por mim:

— Você está refinado sua habilidade até o ponto de destruir a rocha grande! O resultado de refinar seus movimentos, para algo determinado transformasse em uma técnica!

Eu entendi a metade da explicação, então perguntei:

— As técnicas são pessoais?

— Sim e não! Uma técnica pode ser desenvolvida, mas também pode ser ensinada, existem muitos aspectos nas técnicas, contudo os três principais são, técnicas de ataque, técnicas de defesa e técnicas de velocidade!

— Ooooh!

Donovan completa:

— Claro que existem inúmeras variações, como técnicas ilusórias ou hipnóticas.

— Existem também técnicas mágicas, que são aquelas que exigem magia para se realizar, como por exemplo suas técnicas de mudar suas correntes para outra forma — completou Cyous.

Baixei a cabeça um pouco e ponderei sobre isso, um pensamento veio a minha mente, então perguntei para tirar as dúvidas:

— As técnicas, por um acaso tem ampla ligação com as perícias e [Habilidades]?

Donovan e Cyous sorriram por meu pensamento.

— Exato! — Donovan.

— Correto! — Cyous.

Cheio de expectativas eu pedi:

— Me ensinem por favor!

Assim começou meu treinamento em técnicas.


Autor: Marcus | Revisor: Heaven


 
Nota 1 – Folha para escrever ou pintar feita de uma planta aquática chamada Cyperus papyrus, era a principal fonte de escrita dos egípcios.


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