DA – Capítulo 96 – Conhecendo o jovem time de expedição


Na manhã seguinte Mythro se levantou e ajudou Grásio a se esticar, injetando em cada parte do seu corpo sua energia, que faria a recuperação da Serpente Jade Negra acelerar.

O maior aliado na recuperação de seus ossos era o próprio Suife, lado oposto de sua natureza, mas que juntos, criam harmonia de energias.

Se sentando para meditar na varanda de frente da casa, o pequeno NOVA aguardou até que o time de jovens escolhidos pelo clã, Espada sob o Sol, aparecesse.

Muitos animais vêm na direção de Mythro. Aves saem de seu alto voo para pousar sobre seus ombros e pernas cruzadas. Lagartos e salamandras que vivem ao redor de áreas quentes o rodeiam como se ele fosse a chama que mantém o lugar vivo.

Este momento dura de maneira imperceptível. É como dormir em um novo estado, consciente de eterna alegria e descanso. Núbia deita no meio das pernas cruzadas de Mythro, afastando outros, Grásio e Suife recebem luz solar não muito longe do pequeno NOVA.

— Hey!

Uma voz sacode o momento. Ela perturba a paz dos atuais dormentes.

Abrindo um de seus olhos, Mythro descobre que há seis jovens na sua frente. Três meninas e três garotos.

— Apresentem-se a mim.

— Acha que manda em alguém aqui?

— Eu me chamo Lenlen.

— Eu sou Sâmelo.

— Sâmela!

— Maki, já nos conhecemos jovem sábio! — A menina joga uma piscada para Mythro, que simplesmente passa os olhos para o próximo integrante.

— Tobias.

— Hunf! — Juca cruza os braços e fica de lado, olhando para o céu.

— O idiota é o Juca. — Lenlen encosta em Juca, fazendo-o perder a postura debochada.

— Dois gêmeos com nomes parecidos, bem interessante. — Mythro percebe que a aura dos dois é um tanto similar, é como se eles tivessem lutado e treinado sempre juntos.

— Bem, Maki e Juca eu já conhecia. Eu espatifei ele no primeiro dia que estive aqui, Maki e Flami me encontraram a alguns quilômetros daqui enquanto eu passeava.

— A srta Maki nos disse que você estava caçando! — Lenlen diz, olhando para a sua princesa.

— Mas Flami disse que tinha vários monstros mortos por ele, quem sairia matando enquanto passeia? — A princesa da Espada sob o Sol coloca o dedo na boca e seu rosto mostra muita dúvida.

— Eles entraram no meu caminho enquanto eu andava por aí, não é uma caça, é azar deles.

Todos engolem em seco. Mythro deixou vazar um pouco de sua sede de sangue, e isso fez o corpo deles gritarem insegurança.

— Jovem sábio… Meu pai, ele… — Sâmelo olha para o chão, em seus olhos algumas lágrimas.

— Não precisam ter medo. Eu vou treinar vocês para poderem lutar com mais malícia.

— Malícia? Você quer nos fazer assassinos? — Lenlen recua um pouco, sua voz trêmula.

— Como vocês devem saber, estamos lutando contra uma nova mãe coelho que se revelou a alguns anos atrás. Fora isso, vocês devem temer clãs e seitas malignas. Meu foco aqui é fazer com que vocês não morram que nem idiotas.

— Mas, se for assim, um instrutor mais velho do nosso clã pode nos ajudar. — Juca grita, irritado.

— Sim, e por mais que você tenha mais cultivo que nós, você não conseguiria nos ensinar como um tio mais velho. — Sâmela pega na mão do irmão dela enquanto fala.

— Querem tirar a prova? Venham todos juntos.

— Ótimo, Primeiro corte de fogo! — Juca pega sua espada e a levanta em diagonal, fazendo com que o cabo fique no alto e a lâmina fique sobre sua mão esquerda.

Qi de espada e de fogo se acumulam na lâmina até que um corte é disparado contra Mythro.

O pequeno NOVA vê o ataque se aproximando, e abre sua boca.

— Desapareça! — Com seus olhos em filetes, com sua aura esmagando todos os 6 a sua frente, ele lança uma palavra que faz com que o corte de Qi de espada e fogo seja mitigado até que desapareça, antes de chegar a um metro dele.

“Sua “Ordem de Cima” servirá bem contra eles.” — Gornn comenta.

— O que, o que foi isso? — Maki fica com suas mãos sobre o peito, seus olhos mostram sua apreensão.

— Uma arte para controlar gente mal educada. Venham todos para cima de mim, não estou com tempo para brincar.

Sâmelo pega sua espada, ele começa a energizá-la com seu Qi de espada e fogo. Ao ver seu irmão se preparando, Sâmela faz o mesmo.

Lenlen e Tobias se entreolham e também puxam suas espadas, mas dúvida cerca suas auras.

— VENHAM! — Novamente, como se uma ordem fosse comandada, Mythro usa sua “Ordem de Cima”.

A aura dos seis desperta, um sentimento jamais sentido os ataca. Uma raiva que eles não conheciam.

— Primeiro corte de fogo! — O jovem time de expedição usa o mesmo ataque ao mesmo tempo.

Seis cortes de Qi de espada e fogo se desprendem de suas espadas na direção do jovem NOVA.

— Mostre-me o céu e também o inferno, arco celeste! — Entoando um encantamento, o arco no peito de Mythro começa a se materializar. Mais bela visão não tinha sido testemunhada pelos seis. Um arco que tinha seus membros negros como uma rara boreal, e uma linha negra se fazia conjunto deste arco, mas no centro da linha, tons dourados tomavam nova cor.

Pegando o arco que se materializa em horizontal, Mythro pega na parte dourada da linha e puxa. Uma flecha, não, um pilar de luz, se forma e com o tiro do pequeno NOVA, sai assobiando pelo ar até que um dos cortes de fogo é estraçalhado ao nada e segue direto ao seu invocador.

Lenlen se amedronta, mas quando a flecha chega, ela bate sua espada contra o pilar de luz e uma batalha de forças se inicia.

Mais cinco tiros são disparados da mão de Mythro. Todos seguem o mesmo percurso, destruindo os cortes e indo direto aos seus invocadores.

Os seis ficam lutando contra as flechas por alguns minutos até que a energia se vá.

— O que foi isso? Está tentando nos matar? — Juca reclama, com seus joelhos no chão e sua voz saindo junto com fortes fôlegos.

— Eu atirei uma flecha para cada e vocês mal conseguiram segurar elas. Que tipo de cultivação vocês têm? Seus corpos são feitos de quê? Há ossos dentro de vocês?

— Ora, seu! — Juca passa os dedos em sua lâmina e ativa um feitiço, dois pilares de chamas saem da espada em direção a Mythro.

O pequeno NOVA levanta a mão e uma serpente de energia é invocada e rapidamente se enrola nos dois pilares, e se contraindo, os destrói.

— Impossível! Essa era a espada do meu pai quando ele estava no primeiro reino, é uma das mais fortes no clã.

— Três estrelas é o considerado, “uma das mais fortes”, no seu clã? Quando minhas espadas saírem, isso aí vai ser lixo.

— Mythro, calma. — Maki tenta interceder, embora Juca fosse o único a retrucar, todos estavam se sentindo mal da maneira com que o pequeno NOVA falava com eles.

— Isso vale para todos. Ao me seguirem vocês vão testemunhar como o mundo funciona, crescer nesse clã deixou vocês trouxas.

— Eu não vou aceitar o jeito que você trata nossos professores, você não é desse clã, você não nos viu lutando, treinando, meditando e nos queimando para aprender nossas artes! Seguir nossos dogmas! O ancião pode ter aceito você, mas eu não vou! — Sâmela grita, chorando, segurando tão forte na mão de seu irmão que o mesmo faz um rosto de dor.

— Sim, Sâmela está certa! — O gêmeo também grita.

Os cinco estão com os mesmos rostos, Mythro lê em seus olhos a mesma resolução. A única a ficar para trás nesse sentimento é Maki.

— Maki, você é a princesa deste clã, sua decisão deve seguir ainda mais presente e forte do que seus subordinados.

A menina olha para baixo, ela sente vergonha.

— Vocês devem enfrentar esses sentimentos. Não deixem nada para dentro, EXPLODAM! Suas artes são como a natureza do fogo, e fogo não se esconde. Ele consome tudo.

Os seis acenam. Imperceptível a eles, mas em seus corações, uma imagem de Mythro começa a se formar.

— ATAQUEM!

Se preparando de melhor forma, os seis tomam suas poses e vão circulando e atacando intercaladamente.

Mythro guarda seu arco celeste e invoca de seu saco azul um arco de quarta terra 4 estrelas e também um martelo de igual qualidade.

Serpentes de energia deslizam de suas roupas e seguram o arco, o martelo é segurado com as duas mãos, devido ao seu tamanho.

Flechas são invocadas e pegas pelas serpentes de energia, que as atiram em conjunto de Mythro, que vai batendo seu martelo nas espadas dos jovens.

**

No céu, observando tudo, estava Mirmo Mopak e seu filho, Mirmo II Mopak.

— Que jeito de lutar estranho. — Mirmo II diz, colocando educadamente bebida em um copo para seu pai.

— Sim… Serpentes de energia atirando flechas enquanto ele manuseia um martelo tão grande. Flami nos disse que o cavalo de Mythro tem uma sela que invoca correntes com anzóis.

— Pai, eu não tive a experiência que você teve com este garoto, vale a pena deixar ele nutrir nossas crianças?

— Com certeza. O oeste é muito mole, não é a toa que sempre perdemos gente demais no fronte!

Mirmo II suspira. O que seu pai diz é verdade, mas ainda assim, ver sua jovem geração apanhando não o deixa contente.


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli   │   CQ: Heaven



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