DA – Capítulo 80 – Kou Yulang



Antes que a adaga acerte o peito de Zou, um homem aparece na frente dele e pega a arma rúnica.

Sua aura estoura e suprime a todo o salão arena.

— Como ousa, sua criança imunda de vila!

— Pai! — Zou grita com lágrimas nos olhos e abraça o homem ao seu lado.

— Caluf Uin. — Monica murmura e some da área de espectadores

— Tome de volta essa porcaria!

Mythro não conseguiu ver bem o que aconteceu, mas no próximo instante, seu corpo gritou em medo. Mas então, alguém aparece na sua frente.

— Monica Haokon. Com que direito você protege essa prole ignóbil do norte?

— Ele salvou minhas meninas de um ataque de secto maligno. Tenho uma dívida com ele.

O público inala em surpresa.

— Senhora Haokon, proteja o jovem sábio! — O ancião voa ao ar e fica ao lado de Mythro.

— Jovem sábio? Ele falou algumas asneiras e o lixo aumentou uns níveis. — Caluf encara o pequeno NOVA com raiva, se não fosse por Monica, até mesmo o ancião que veio ao lado de Mythro estaria caindo por sua forte intenção.

Caluf Uin é um rei! Um cultivador no ápice da cadeia alimentar no octógono.

— Senhor Caluf Uin, você sabe que não foi somente isso! — O ancião retruca Caluf.

— VOCÊ OUSA RETRUCAR COMIGO, ANCIÃO MARGINAL? — Caluf fica irado, e energia densa e poderosa começa a emanar de sua cabeça. É o sinal da materialização de sua coroa.

— Caluf! Você esqueceu que eu, Monica Haokon… ESTOU NO RECINTO? — A aura de Monica explode e suprime o patriarca Uin. A imagem de uma floresta com um flor de 20 metros no centro aparece atrás dela.

— Mo…ni…ca! — Caluf não se dá por vencido, e a imagem de um oceano com diversos redemoinhos se materializa atrás de si.

A arena cava. Diversos anciões de outros clãs criam barreiras com suas energias cósmicas, protegendo os mais fracos.

— No chão, os dois! — Uma nova voz aparece e suprime Monica e Caluf.

O patriarca e a matriarca olham para o horizonte e conseguem ver um senhor com a marca de uma lua em sua testa.

— Grão-artesão mestre Kou Yulang! — Um velho ancião que estava na área de espectadores reconhece o homem.

Monica e Caluf descem até o chão como raios desprendendo de nuvens tempestuosas.

A matriarca puxa consigo Mythro e o ancião. Mythro fica a poucos centímetros do chão, é Monica cuidando dele.

Demora mais dois minutos até que Kou Yulang alcance a arena e pouse perto de Mythro, o ancião e Monica.

Junto com ele vieram Oprita e Tuin. Ela carregava um potro negro com uma serpente enrolada no pescoço.

— Que vexame descomunal! — Kou invoca um cajado e dá passos na direção de Caluf, batendo o cajado a cada passo.

O poder é tamanho que toda a vila treme.

— Senhor Yulang, este garoto tentou matar meu filho!

— Eu só joguei uma adaga porcaria nele, como eu poderia matá-lo?

— Mythro, shh! — Oprita corre e tampa a boca do pequeno NOVA.

Alguns pelos tocam nos lábios e língua de Mythro, Oprita esqueceu que sua mão estava cheia dos pelos do potro.

— A quanto tempo, garoto! — Tuin chega perto de Mythro e bate em seus ombros. — Mas… tantos acessórios assim não caem bem em um homem.

— Em um homem feio. — Mythro completa.

Oprita ri e encara o rosto do pequeno NOVA.

— Você ficou mais bonito do que dois meses atrás. Parece mais maduro.

— Deve ser as almas que comi.

— Ora essa! — Oprita ri junto com Tuin, mal sabem eles que era verdade.

— Podem me dar um pouco de atenção agora?

Kou Yulang aparece ao lado de Monica, encarando Mythro.

— Sim, senhor!

— Sim, senhor!

— Você é o leitor de estrelas? O garoto Zumb’la? — Kou olha fundo nos olhos de Mythro.

— Posso ver sua lua? — Mythro pergunta, tocando no rosto de Kou.

— Que audácia! — Caluf estava distante, mas como um rei, mesmo se Mythro estivesse a quilômetros ele conseguia ouvir sua voz.

Kou Yulang levanta sua mão, em sinal de silêncio.

— Você sabe a palavra… — Kou enche o peito e levanta seu cajado aos céus. — Entoe comigo!

— Shcuar(lua)!

— Shcuar(lua)!

A poderosa imagem de uma lua aparece atrás de Kou, ela suprime a visão dos céus! Uma coroa aparece em sua cabeça, no centro dela, uma joia branca no centro da coroa libera suas ordens!

Sem saber, Mythro entra em seu NOVA Statum.

O jovem potro se debate até sair dos braços de Oprita e se ajoelha na direção de Mythro. A serpente pula do pescoço do animal e toca sua cabeça nos pés do pequeno NOVA.

“Adoração!” — Kou fica surpreso com o que os animais fazem.

Mas não acaba!

A tatuagem de Zou Uin brilha, e o pavão emerge. Ele corre na direção de Mythro, mas enraivecido, Caluf solta uma rajada de energia da sua mão e extermina o animal em pedaços.

Eventos similares começam a ocorrer com todos que tinham animais dentro do primeiro reino.

— Você está aprovado, por mim, Kou Yulang! —  A imagem da lua desaparece, e Mythro volta ao seu estado normal.

O único que testemunhou o NOVA Statum de Mythro foi o próprio artesão rei. Sua lua ofuscou a visão de todos ali, até mesmo dos dois outros reis!

— Mythro Zumb’la, seus conhecimentos únicos se provaram úteis aos Yulang, o clã da lua do oeste! Como requisitado por você, uma montaria! Este é um cavalo frísio de três chifres. Na verdade, este ia entrar para a coleção pessoal da filha mais nova de nosso atual patriarca, ele foi encontrado em uma antiga ruína, nomeada ruína santa por nós, que desconhecemos a língua escrita!

— Você lembra do que estava marcado?

— Sim… a ruína em si era pequena, como um castelo abandonado. Neste castelo havia apenas um longo corredor no seu interior, um corredor que levava até três caixões! Dos quais, dois, presenteamos a você! Este cavalo e essa serpente são parte de nossa conquista na ruína santa.

“Um castelo de lei.” — Gornn murmura.

— Castelo de lei? — Mythro lança um pensamento.

“Sim… castelos de lei são lugares que regem leis e condições especiais para que algo seja nutrido. Este frísio de três chifres não é qualquer cavalo, e esta serpente muito menos. Pergunte sobre o símbolo acima dos três caixões.”

— Qual era o símbolo acima dos três caixões?

— Como? — Kou se surpreende. Era a primeira vez que o oeste tinha visto castelo igual, nem mesmo outros clãs e sectos sabiam disso! — Seus olhos realmente são especiais. Acima dos caixões havia algo do qual não consigo pronunciar, pois sinto que morrerei se tentar. A palavra estava sobreposta a uma estátua segurando uma balança de dois pratos, a estátua era pequena, completamente branca, como se fosse mármore.

“Luzes corpóreas. Este homem não era para estar vivo… Elas nutriram esses seres e não vieram buscar? Ou então uma das luzes corpóreas plantou aqui um castelo de lei sem contar as outras, para seu próprio benefício, mas eventualmente morreu e seu segredo morreu consigo?”

Gornn tinha acertado de certa forma. De fato, uma das fadas tinha escondido coisas incríveis no ventre das fadas, e as guardou até que estivessem maduras o suficiente para tomar para si. Um mês atrás elas amadureceram, e o selo de seu castelo de lei se desprendeu. Usando um portal de um dos quadrantes das fadas, ele pulou até o quadrante das areias douradas, e estava seguindo até o dito planeta quando…

Quando uma mulher de cabelos loiros dourados o interceptou e o matou sem deixar vestígios. Assim dando a presente oportunidade para Mythro.

— Obrigado pelos presentes!

— Oprita e Tuin me disseram que você estava machucado, posso dar uma olhada?

— Meu mestre disse que vai ficar tudo bem. Preciso de apenas alguns meses de descanso.

— Pequeno sábio. O senhor Kou Yulang é um rei, ele pode te ajudar mais que seu mestre. — O ancião olha para Mythro e se ajoelha perto dele, tocando em seu ombro.

— Meu mestre é mais que um rei. — Mythro revela um pouco, dando a provocar Kou e Monica.

A matriarca arregala seus olhos, e uma breve noção passa por sua cabeça a fazendo tremer.

Kou respira fundo. E seus olhos se enchem de brilho.

— O último presente poderá ser seu. Mas devido a suas propriedades únicas que desconhecemos, queremos primeiro estudá-lo! Adoraria que seu mestre nos ajudasse, pequeno Zumb’la. — Kou cria uma barreira de som com sua energia branca lunar, e ao mesmo tempo esconde ambos sob a poderosa camada.

— Impossível. Os inimigos de meu mestre trariam morte a todo o planeta.

— Então… é isso… o pupilo de um imperador! Você será sempre bem-vindo ao clã da lua! Qualquer pedido será atendido!

— Adoraria, mas… Preciso crescer com minhas próprias forças!

Kou ri satisfeito. Ele desmancha a camada e se vira para todos.

— Desculpem pelo tumulto, povo nobre do oeste.

— Senhor Kou, eu exijo punição, coloque travas de cultivação a esse menino! — Caluf não se segura e faz demandas.

O grão-artesão mestre fita cerrado ao patriarca.

— Travas de cultivação? Sua boca está muito suja hoje, patriarca das Ondas Barbáricas!


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli   │   CQ: Heaven



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