DA – Capítulo 65 – A mina é fortemente guardada.



Isabol fica quieta quanto ao que Mythro diz, tanto pelo respeito que ela criou pelo pequeno, quanto ao comentário que o mesmo fez.

Mesmo se for em benefício do oeste, com certeza a vila ou clã que tomar posse dessa mina vai primeiramente coletar o mais rápido possível o metal, quanto também irá vender para obter próprios lucros!

Para que então tentar persuadir ele a chamar outro clã ou vila? Eles iam fazer o mesmo.

— Mythro, só tem um erro no seu pensamento. Minas podem ser pequenas ou grandes, se ela for grande você vai movê-la como?

— Eu moro à alguns dias daqui, se vocês não falarem nada, ninguém vai saber dela.

— Mas e o secto maligno? — Ferrilha vê um erro no pensamento de Mythro.

— Tenho 6 sacos azuis. Se eu não puder mover tudo, moverei algo ainda assim.

— Você disse que mora por aqui? Essa região não tem dono… O clã mais próximo é o nosso, que fica à 10 dias daqui.

— Sério? De qual clã vocês são?

— Haokon.

“Os Haokon caíram aqui também?” — Gornn fica enormemente surpreso.

Mythro fica surpreso com o que Gornn solta de repente. Quem eram os Haokon?

— Se importa de eu lutar com você?

— Isso…

— Vamos, Isabol é a mais forte de nós em cultivo, mas ela é muito boazinha! — Matcha se levanta e emite sua aura de segundo nível do segundo estágio do rio cósmico.

Ela usa sua energia para criar uma aura ao seu redor. Do dantian dela, uma flor aparece e mostra suas pétalas brancas.

—  O que é isso?

“Os Haokon são cultivadores de Tantum Praesidii. Elas nascem com a Praesidii que vai seguir eles pelos 3 dantians.”

— Então isso é forte?

“Não necessariamente. O cultivo de uma Tantum Praesidii é difícil, muito difícil. A reflexão floral é a maior fonte de poder de um Haokon. Duvido que eles possam passar do terceiro reino aqui, já que cultivadores arbóreos não são presentes. Estou perplexo, essa linhagem desapareceu há mais de 70 mil anos atrás, sobreviveram até hoje pelo cuidado de alguém.”

Mythro puxa suas adagas e invoca suas serpentes de energia.

Matcha expande sua flor até que alcance 60cm. Uma energia se acumula no centro dela, é possível ver as partículas de sol sendo absorvidas.

Depois de 15 segundos de confronto olho a olho. Mythro se move e joga uma adaga, que percorre devagar se comparado a quando ele jogou contra o menino do terceiro estágio.

Depois de reunir suficiente energia, a flor se move e para a adaga de Mythro. Matcha puxa um leque e com um balançar dele, cria uma nuvem de poeira que obstrui a visão do pequeno NOVA.

Saindo da obstrução, ele se depara na região onde Matcha estava e não está mais. Um som de passos vem por trás dele, ele se vira e bloqueia um golpe de leque com sua adaga.

Matcha o encara com um sorriso no rosto. Sua mão livre desce uma palma contra o peito de Mythro, ele bloqueia com sua outra mão, e então a flor de Matcha aparece na sua frente, um raio amarelo se desprende da flor e está para acertar ele, quando uma serpente se move e se joga na frente do raio.

— Hey, isso não é justo!

Percebendo o breve enfraquecimento dos músculos do adversário, Mythro faz com que a cauda da serpente que o deixa em pé puxe a perna de Matcha, ela se desequilibra.

Mythro bate com força a adaga no leque, fazendo-o voar e cair no chão. Sem parar, ele invoca serpentes de energia que prendem Matcha, e então ele invoca suas garras da arte ‘’mão buscadora de corações’’.

— Está bom! — Isabol grita.

— Que incrível sua Tantum Praesidii.

— O quê? — Matcha acha que Mythro à está xingando.

“Ela provavelmente não sabe.”

— Mythro… Como você sabe que nossas flores são uma Tantum Praesidii? — Isabol aparece na frente do pequeno, cautela pode ser vista em seus olhos.

— Eu li nas estrelas.

— Isso… Impossível… O maior augúrio do octógono é o do clã da lua, que lê a lua. Leitura estelar não existe… — Isabol fala desconfiada.

— Vocês nem sabiam que existia um clã Zumb’la até hoje, como podem dizer que não há leitura estelar?

— Você disse que são 4! Como poderíamos saber da existência de quatro pessoas? E ainda mais, duas dessas pessoas estão no primeiro nível do segundo estágio, do primeiro reino não mais! E os outros dois? — Isabol fica nervosa e começa a soltar o que sabe.

— A outra é a Mits, se bem que… A gente ainda não casou então ela ainda tem sobrenome Paschi. O outro é meu pai, Lucem.

— Sua noiva? Você tem 8 anos, como pode ter noiva? E seu pai? De que reino ele é? — Ferrilha entra na conversa.

— Não entendo muito bem o reino do meu pai. Ele não está nesse continente. Meu mestre disse que ele é um imperador.

— Imperador? — As três dizem juntas.

— Como você sabe esse título? — Matcha se assusta.

— É só um título, o que tem?

— Mythro, não é só um título. Imperadores não são coisas que todo mundo sabe. Nós do clã Haokon temos um histórico grande de história e devido a isso temos informações sobre imperadores, e além disso, somos um dos dois clãs do oeste de fora que tem um rei.

“Oh?” — Gornn

— Como é que vocês tem rei? Sendo que a cultivação principal da Tantum Praesidii é uma entidade arbórea na qual vocês podem refletir?

— Até disso você sabe! — Isabol exclama.

— E por quêeelas estão com caras de quem não está entendendo nada?

— Eu sou a filha da Senhora dos Haokon. — Isabol diz orgulhosa.

— Você não é meio fraca para isso?

Isabol franze suas sobrancelhas e tira um colar que estava no seu pescoço. Sua aura sobe do primeiro nível do terceiro estágio… até o pico!

— Se você é tão forte por que não salvou a si mesma?

— Fomos pegas desprevenidas. O Charifá invade as artérias enérgicas, e circula conforme a circulação de energia do hóspede, ter maior cultivação ia me deixar mais suscetível. Se chegasse ao verdadeiro ponto de vida e morte, tenha certeza que eu teria lutado com tudo! — Isabol mostra uma determinação que não tinha mostrado antes, isso surpreende o pequeno.

— Bom. Vamos indo então, não temos muito tempo.

Mythro começa a seguir, deixando o assunto para trás.

— É tudo o que tens para dizer?

— Eu não vou fugir daqui, podemos conversar no caminho. Além do mais, se você quiser me parar, você pode com sua força, não é mesmo?

— Isabol… — Ferrilha está com algumas lágrimas no rosto.

— Está tudo bem, desculpa, não queria gritar.

— Mm.

— Vamos com ele? — Matcha pergunta, ela não sabe muito bem a situação em que ela se encontra.

— Vamos. Tenho muito o que perguntar para ele. E não podemos fazer de nosso salvador nosso inimigo.

Eles tomam caminho e percorrem horas até chegar perto de uma depressão, onde provavelmente estaria a ravina.

— Mythro, já chegamos no local segundo o mapa. — Isabol fala.

— Mm.

Um barulho pequeno de galho quebrando rói a 3 metros de distância, a adaga de Mythro voa quase instantes depois na direção, e acerta algo que cai.

“Que reação!” — As meninas não falaram muito durante o caminho, mas o fardo de estar acompanhado o pequeno NOVA vai se tornando maior. É como andar com um expert do próprio clã.

— Matcha! Busque.

— S-s-sim!

Matcha corre até o galho e acha um coelho pequeno. Um chifre verde fazia uma pequena saliência em sua testa.

— Um coelho de chifre bebê?

Trazendo de volta o animal pequeno nos braços, Matcha mostra à Mythro e Isabol.

— Vocês, venham cá. — Ferrilha grita.

Mythro vai até onde Ferrilha chama e encontra o motivo de seu grito.

A descida pela ravina é grande, em torno de uns 370 metros. Mas o que Ferrilha alertou com seu grito não foi a descida, e sim os inimigos que estavam andando de um lado para o outro as margens de um córrego de água.

Eram coelhos de chifres azuis, em torno de 20 deles. Eles patrulhavam a entrada de uma caverna.

— Parece que teremos que manchar esse lugar com sangue. Me pergunto qual o gosto de coelhos de chifres azuis. — Mythro começa a deslizar em direção aos monstros.


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli



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