DA – Capítulo 105 – Correndo contra o tempo(2)



As magias, Aura Primal Mortal, Ordem de Cima e Comando de Sangue, não eram de Alcance Cósmico, eram apenas artes mágicas.

Assim como o Soco Duplo, Golpe Montanha de 3 Poses, Mão Buscadora de Corações e o Chão Terremoto eram artes corporais, apenas, e não Leis do Corpo.

Embora Mythro aparecesse ter diversas artes, ele tinha poucas que realmente utilizavam todo o seu potencial. A Magia das Górgonas era apenas temporária, pois dentro das magias de Alcance Cósmico, uma coisa tinha que ser levada em conta.

Sua Anima Praesidii, a proteção da sua alma.

O corpo protege a cultivação, a cultivação protege a alma! Isso é algo aceito entre todos os grandes sábios do universo.

Tornando esta engrenagem mais complexa, sua lei protege até onde você alcança, e isso garante que sua vontade seja feita.

Em futuros reinos, magias e ataques que passam pelo seu corpo e querem atacar diretamente sua cultivação ou alma poderiam ser realizados.

A Anima Praesidii é algo fundamental, pois ela impede que qualquer ataque passe por sua cultivação, e vá direto à sua alma.

Não somente isso, ela fortalece toda e qualquer Arte de Alcance Cósmico! Até mesmo sua Lei, dependendo da força de sua Praesidii. Seus misticismos não param nisso, a Anima Praesidii também pode ser invocada para lutar ao lado de seu portador, então, quanto mais forte, melhor.

Como antes Mythro e Gornn tinham conversado, o plano deles era integrar ao primeiro Dantian Jing um dragão(Cap 23 Gornn toca nisso, caso tenham esquecido). Um dragão que habitava no octógono. Era para isso que Mythro e Mits tinham começado a cultivar a técnica “Dança Éterea dos Dragões que Guardam o Sol”.

Tendo um Anima Praesidii desse nível, ele poderia integrar seus Alcance Cósmico a sua Anima Praesidii, e leva-los a um caminho único, trilhado apenas por ele!

O mais místico, é que Mythro poderá ter dois Animas Praesidiis, então ao selecionar seu Alcance Cósmico, ele terá que sinergizar muito bem suas magias.

A Magia das Górgonas seria a Magia dos Dragões, Mythro passaria a invocar dragões em vez de serpentes.

Ele já tinha outra coisa na manga… O cajado ia trazer isso à ele, ele ia usar a energia celeste para ativar o cajado, e então chamar aquele item!

O Louvor da Vontade de Mythro era algo que no momento não poderia ser forçado, os cânticos de sua alma eram ambos, Arfoziano e Supernova, ele precisava de uma oportunidade fortuita para poder entrar em contato com estes métodos.

Suife corre rápido como um relâmpago, Núbia fica em sua frente e mata qualquer coisa que apareça que possa ser um obstáculo em seu caminho.

Dias correndo a fio seriam muito para qualquer outro cavalo, mas para o poderoso Suife, sua velocidade só aumentava.

Seu trotar fazia animais e monstros de igual e menor cultivação acharem que ele estava carregando uma montanha em suas costas, quando ele passava, chama-lo de vulto de um fantasma seria o sinônimo de sua velocidade.

Alguns cultivadores que estavam caçando pela região de onde ele passava começaram a chamar o cavalo negro de Relâmpago de Quatro Pernas.

Outros conseguiram por um momento ver quem montava nele. E já tendo sua fama feita por ser uma grande promessa de forjador e Artesão, começaram a criar histórias sobre o menino de olhos dourados e seu Relâmpago de Quatro Pernas.

Alguns homens e mulheres passavam enquanto caçavam e comentavam sobre o poderoso cavalo.

— Dizem que o Relâmpago de Quatro pernas é o cavalo do Artesão Mythro Zumb’la, do clã Espada sob o Sol.

— Um artesão daquele nível realmente merece um cavalo desse porte. Dizem que ele é mais rápido do que qualquer cavalo que o oeste de fora e o meio-oeste possam criar.

— Sem exageros, eu estava lutando contra uma criatura do meu nível de cultivação, e, ela estava me vencendo, mas então, o Relâmpago de Quatro Pernas passou e seu trotar, mesmo distante, fez o monstro ficar nervoso e desconcentrado, e aí ele relinchou e o monstro caiu se convulsionando. Isso me abriu a oportunidade de mata-lo com minha técnica refinada de espada.

— Técnica refinada de espada?

— O cavalo fez tudo, você matou o que já estava morto, chutou cachorro morto.

— Ora, vocês!

— É mais fácil acreditar que o monstro sentiu que o Relâmpago de Quatro Pernas ia se sentir ofendido com ele respirando do que acreditar na sua técnica refinada de espada.

— Eu juro que será a última vez que saio com vocês!

Eles saem rindo pela floresta, enquanto o homem pega sua espada e fica tentando cortar folhas que caem das árvores.

**

Cavalgando pelo que foi dentro de 10 dias, Suife finalmente chega no pé da Montanha do Paraíso.

Mythro batizou esse lugar de Montanha do Paraíso, pois, a energia do lugar tem crescido e ervas e plantas raras tem nascido. Gornn o explicou que esse fenômeno aconteceu porque a montanha cresce junto com a Gruta do Paraíso.

Se alguém pudesse ver o pequeno NOVA neste momento, viriam que seu corpo escorria sangue pelos olhos, boca e nariz.

Seu braço direito o abandonou, se não fosse por Grásio o segurando a Suife, ele já teria caído a quilômetros atrás.

Ao chegar perto da montanha, energia começa a pairar de forma visível e ela rodeia Mythro, tentando estabelecer um suporte enérgico para ele.

A montanha sabe que seu dono chegou.

O Cavalo Jade Negra Celeste sobe rápido e logo encontra o túnel que dá passagem para a gruta, ele corre, cansado, com seus músculos tremendo pelo longo esforço e avança pelo caminho.

Diversas plantas iluminam a Gruta do Paraíso, Suife cobre rapidamente a distância do túnel e eles são recebidos pelas vespas-abelhas, que estão com o dobro do tamanho de quatro anos atrás, e elas agora possuem cultivação!

É possível ver que o terreno azul está cercado por flores de harmonia, que criam um ambiente ideal para que todo e qualquer tipo de Qi da região entre em contato sem entrar em caos.

A árvore Ginseng é uma fonte de remédio para alguns animais que aqui vivem, é possível ver marcas de mordidas pequenas.

Mythro permitiu a entrada de seres que estivessem machucados. As avespas-abelhas eram quem supervisionava quem entrava e saia.

Não somente elas, todas as outras plantas traziam consigo grande energia espiritual e seus produtos eram os de melhor qualidade.

Ao redor do lago haviam Plantas Tinamon, que possuíam perolas de ferro, altamente concentrado.

A Samarina de Mythro vinha do ferro dessas plantas!

A runa de fogo brilhando em forma de Sol no teto da Gruta do Paraíso emanava um calor ameno, que fazia com que tudo fosse batizado com seus nutrientes.

O próprio lugar parecia um outro mundo separado.

No meio do lago, era possível ver o trono de corais, brilhando de forma intensa, reconhecendo a aura de quem estava no local.

Na frente do trono, havia um cajado. Um cajado que tinha uma caveira de pássaro e, sua madeira parecia no topo, duas asas abrindo, e no seu pé, garras, afiadas como um gavião ou uma águia.

Este era o cajado que Mythro sabia que poderia salva-lo. Foi um preparo de Gornn para que ele pudesse chamar um item que faria parte de seu Alcance Cósmico.

“Garoto, sei que está fraco demais para entender tudo que eu lhe disser, mas direi mesmo assim. O cajado que você fez sob minha tutela é uma invocação, uma invocação de arte para Alcance Cósmico. Toda e qualquer arte desta é cravada com uma energia especial, como a dos pergaminhos de Guia de Dao. Eu não sei o que poderá vir, até que venha, e eu não sei se você poderá encontrar também. Então boa sorte, e que a roda do destino seja girada.”

Mythro, com a ajuda das vespas-abelhas, caminha até o cajado. Ele toca na caveira do pássaro e começa a entoar o feitiço.

“Voe além, mar, sol e lua não são tão distantes, quanto o meu sangue. — Ele energiza o sangue que mancha a caveira, e continua proferindo — Vá, tome forma, busque para mim o que outrora foi perdido, ou deixado para ser descoberto pelos primitivos…

O cajado treme, uma aura negra começa a se levantar e as asas começam a bater. A caveira do pássaro começa a fazer barulhos, como os de cantos de pássaros da manhã. Mas isso era apenas no início, segundos depois os belos gorjeios viram cânticos que vão de assombrosos e estridentes a doentes e cheios de dor.

O feitiço era poderoso, mas o nível de Mythro era insuficiente. Pelo menos, até ele ter a energia celeste.

O plano era ficar com o cajado canalizando e acumulando energia na Gruta do Paraíso por dezenas de anos, até que ele pudesse finalmente efetuar o feitiço, mas, com a presente oportunidade, ele poderia acelerar isso.

O cajado começa a flutuar, mas então seu brilho começa a desvanecer…. Ele precisava de mais energia.

Mythro aponta seu dedo direito enquanto sua mão esquerda toca em seu peito.

— Ina(conexão).

Ele conecta a energia celeste ao cajado!


Autor: Mateus Lopes   │   Revisor: BCzeulli



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