DA – Capítulo 1 – Vindo das estrelas


PRÓXIMO CAPÍTULO

Um homem viaja rapidamente entre as estrelas, ele traja um robe azul, e possui cabelos brancos, com alguns fios roxos nas pontas. Seus cabelos caem em seus ombros e em seus olhos é possível ver somente um azul claro e vívido, que emana forte intenção.

Eventualmente ele chega perto de um cometa, e lá estão duas mulheres. Elas trajam roupas brancas.

As duas mulheres conversam, ambas possuem belos cabelos negros e pele parda, uma delas está sentada enquanto a outra vigia ativamente os arredores. Em suas testas, há algo como uma marca de nascença, mas muito bem desenhada. São duas esferas, como planetas se encontrando, e desse encontro há uma explosão que cria diversos pontos como luzes ou talvez algo mais…

O homem chega perto de ambas. Ele acena com a cabeça e diz.

— Vamos iniciar, venha Xaemi.

Então ele aponta para baixo com seu dedo. Um círculo com diversos símbolos é criado na direção apontada. E no centro, há uma gota de sangue de cor azul, ainda mais vívida que seus olhos. Esta gota faz com que o próprio espaço distorça, uma energia poderosa emana desta gota de sangue, ela faz com que o cometa logo se disperse, como se tivesse virado a mais fina poeira.

Logo, ambas mulheres voam ao lado do homem. A mulher que estava sentada, fica em pé, ela passa a unha de seu dedo indicador direito no esquerdo, e com o pequeno corte que foi feito, sangue começa a sair. Ela olha o sangue que começa a flutuar e ficar na forma de uma gota acima de seu dedo direito. E então com um rápido movimento, ela aponta para o círculo e o sangue se junta ao outro, a força deste é quase tão forte quanto a do azul. Este sangue, porém, é dourado.

— Eu, Lucem, agradeço por ter vindo aqui, hoje, Xaemi, Senhora dos supernova. –  O homem diz e coloca seus braços atrás de seu dorso.

— É de suma importância que você nasça, pequeno… Somente assim, o relógio do tempo pode virar à favor de nosso sangue…

Xaemi encara o círculo e como ambos os sangues começam a se fundir.

— Senhora, tem certeza disso? Como podemos saber se vai funcionar?

— Tenha fé, Abigail, ele trará glória ao nosso sangue. Ele será criado como o maior de ambas as raças, supernova e arfozianos. Ele será aquele que defenderá Caenn e se livrará de Lornum.

O símbolo então começa a se expandir em grande rapidez, doze camadas, como fatias do mesmo símbolo se separam do original, e começam a fazer zig– zags no enorme espaço sem fim das estrelas.

— Os presentes.

Lucem puxa uma esfera azul brilhante, é possível ver um rio e uma árvore de relance. Lucem então a joga no meio dos doze círculos.

— Abigail.

Xaemi chama por Abigail, que traz uma caixa pequena. Xaemi a abre devagar. Um forte brilho dourado se apresenta.  Ela coloca a mão dentro da caixa e de lá, ela tira uma semente dourada.

— Maravilhoso, Xaemi. Uma semente celestial de terceiro véu.

— Não podemos dar a esta criança nossos tesouros celestiais ainda, pois ele terá que fazer por merecer, até lá, ajudaremos ele a cultivar mais rápido. –  Xaemi

Lucem então olha para Abigail. E novamente acena.

Abigail olha rapidamente à Xaemi, que também acena para ela, sem delongas, ela se vira e voa para longe, dentro do grande universo e em meio ao mar de estrelas, ela eventualmente some.

Xaemi e Lucem se olham novamente, eles viram borrões por um momento e desaparecem, quando eles reaparecem estão cada um de um lado dos doze círculos que se movem em zig– zag, e então estendem suas mãos e fazem todos os círculos pararem em um formato circular, como a de um relógio com doze horas.

Com a outra mão, eles invocam uma grande quantidade de energia cósmica, até que uma esfera de 5cm seja criada. Eles então invocam ainda mais energia cósmica, até que a esfera cresça para 5 metros, e assim continua, até que alcance, 500 metros, 5 mil metros, 500 mil metros … 5 milhões, 500 milhões de metros! E então 5 bilhões! Mas ainda não para, ela cresce exponencialmente até encontrar um tamanho total de 500 bilhões!

Duas enormes esferas de energia cósmica, muito maiores do que Antares foram criadas pelas mãos de duas pessoas!

Eles então fecham a palma da mão que controlava a esfera e elas rapidamente comprimem até voltarem a ser de 5 cm!

Xaemi dá alguns passos e coloca a esfera acima de um dos círculos, o sexto para ser exato.

Lucem faz o mesmo, mas coloca no décimo segundo círculo.

— Está feito. Agora deixe tudo acontecer naturalmente.

Ambos então voam, cada um para um lado, o mar de estrelas que os rodeava já não é mais, foram totalmente engolidas pelo grande poder de Lucem e Xaemi. Naquele espaço só ficam os doze círculos e as esferas.

Muitos anos se passam e ainda assim elas persistem. Na data do centésimo ano, uma grande transformação ocorre, duas enormes massas se aproximam uma da outra, tão grandes quanto as esferas que Xaemi e Lucem tinham criado, e o epicentro de seu encontro seria exatamente nos doze círculos! Embora estivessem viajando rapidamente, a distância de ambas ainda era de centenas de bilhões de quilômetros, então mais algum tempo se passaria até que elas se encontrassem.

Meses se passam até que finalmente ambas massas se encontram. Mas antes de elas encostarem uma na outra, elas já estavam se despedaçando devido ao poderoso campo gravitacional que cada uma possuía. Mas todas as partes destruídas não eram nem desintegradas ou se tornavam pó, elas começavam a virar uma silhueta pequena…

E esse estado durou por 100 anos, até que a silhueta de um bebê fosse finalmente feita. Este bebê era feito completamente de energia cósmica, por isso era completamente azul e transparente. Até agora, apenas 10% da massa de ambas super estrelas foi consumida para criar a silhueta do bebê. E então com a silhueta do bebê completada, os doze círculos começam a girar.

Doze poderosos vórtices são criados, e eles continuam girando e girando…

Novamente, 100 anos se passam, e durante este tempo, diversas estrelas foram sugadas, e mais 10% de ambas super estrelas.

Repentinamente os vórtices param, e se movem até ficarem todos em baixo da silhueta do bebê, que perdeu contrastes azuis e começa a ficar mais e mais parecido com um bebê de carne e osso.

Todos os doze círculos brilham fortemente e então se unem, e novamente se tornam um. Após 300 anos separados.

O bebê então se mexe e o círculo ascende até ser um com a silhueta, o círculo que era grande então diminui e fica bem pequeno, o círculo então voa até o lado esquerdo do peito do bebê e se funde na pele até desaparecer.

Quando isso acontece, o bebê chora e seu choro faz o espaço ao redor estremecer!

As duas super estrelas com suas enormes massas racham! O bebê então começa a se formar mais rapidamente, sua pele logo fica parda, mas há uma aura azul-dourada sobre ele.

E o mais intenso vem logo após, o bebê abre os olhos!

Quando ele abre os olhos, tudo para! Todo o espaço e tempo ao seu redor congela completamente!

Porém, em suas órbitas oculares, não há olhos! O abrir de suas pálpebras revela apenas escuridão.

E é neste momento, que um forte brilho dourado emana de ambas super estrelas. E do cerne de suas massas, dois longos fios viajam rapidamente, até pararem em cima do bebê. Os fios então vão caindo em formas circulares, então começam a girar… até formarem duas pequenas esferas douradas. Que segundos depois caem em cima das órbitas oculares do bebê, que por sua vez, pisca.

O bebê mexe suas mãos e pés e com seus olhos abertos, é possível ver belas íris douradas. Ele então coloca um de seus dedos na boca e dorme.

Quando ele dorme, tudo volta ao normal, e as super estrelas aceleram fortemente e com o bebê no epicentro, elas se encontram e explodem!

Este encontro definitivo fez com que as superestrelas se juntassem e com seu cerne já absorvido, elas não conseguem suportar seu próprio peso e começam a virar pura energia!

Novamente uma onda poderosa varre todo o espaço ao redor e milhares de coisas são criadas devido a essa poderosa explosão, planetas, estrelas e até mesmo vida, em 300 anos tudo isso tinha sido formado e solidificado devido a alta concentração de energia cósmica.

Mas então, como se um chamado fosse feito, essas mesmas criações começam a ser tomadas por um vortex. E no centro deste vortex há… um bebê!

Mais 200 anos se passam, e novamente, o espaço ao redor fica vazio… completamente sem nada.

Com exceção de um asteróide completamente dourado e com algumas linhas azuis, como artérias.

Este asteróide pulsa forte, e logo ele começa a girar e viajar…

100 anos depois o asteróide está pequeno, quase do tamanho do bebê, mas ainda continua o protegendo, ele enfim cai em um planeta. No meio de uma terra Octagonal.

Enquanto o asteróide caía, dele sai uma esfera, na qual são possíveis ver um rio e uma árvore, e depois uma pequena semente dourada, que cai não muito longe da esfera.

O asteróide finalmente pousa em uma passagem íngreme de um vale, ele se desfaz e vira luzes brilhantes, e quando todas as luzes desaparecem, o bebê aparece.

— Ora essa… Você está muito pequeno, deixe-me ajudá-lo… Mythro.

O homem que fala é… Lucem!

Ele anda na direção do bebê e toca em sua testa, onde há uma marca de nascença igual a de Xaemi e Abigail!

Segundos depois o bebê começa a crescer…

— Até aqui está bom… Levante-se pequeno Mythro… Você deve, logo amadurecer, você será nosso último recurso.

Lucem murmura e desaparece.

Minutos depois Mythro acorda e se levanta, ele é pequeno e como se mal soubesse andar, cai.

Sua cabeça bate de raspão em uma pedra, e sangue começa a deslizar.

Ele então chora. Deitado no chão.

Porém um barulho forte e vozes altas começam a ecoar atrás dele.

— Ora Senhor Fashr, temos que ir logo para casa, antes que sejamos pegos pela chuva!

— Sim, a noite logo chega, se não formos logo para a vila, podemos até morrer.

— Homens! Estão com medo do quê? Deixem de ser covardes.

Uma carruagem que é puxada por dois cavalos e tem dois homens na frente como cocheiros, e um na parte de carga, aparecem na íngreme passagem.

— Heya!

— Senhor Fashr, venha ver!

— O que foi?

— Uma criança no meio do caminho, parece estar machucada.

Então a porta da carruagem abre e bate no pé da montanha. Um homem sai de lá e caminha até a direção de Mythro.

— Garoto, você está machucado, onde estão seus pais?

— Nah enrm naa!

— O quê?

— Ele não deve saber falar.

Uma garotinha por volta de 13 anos aparece atrás de Fashr.

— Como não? Embora ele seja jovem, ele deve ter por volta de uns 5 anos, já é idade suficiente para falar!

— Pai, ele está sangrando, está machucado.

— Devemos deixá-lo aqui, Namhr.

— Para morrer? Não, vamos levá-lo conosco!

Namhr então pega Mythro em seus braços e o carrega de volta para a carruagem.

— Namhr, não sabemos se ele só se perdeu dos pais dele!

— Pai, você me deixaria nua no chão, sozinha, em uma passagem íngreme de vale que somente pessoas do abismo pegam, pois não há outro caminho?

— Claro que não!

— E se alguém deixasse uma criança nestas mesmas condições, você acha que eles voltariam para pegá-la?

Fashr fica então quieto.

— Vamos vocês dois!

Os dois cocheiros se entreolham e depois olham a Fashr, como se pedindo mais instruções.

— Ouçam sua Senhorita. Vamos!

Fashr então entra na carruagem novamente e eles seguem pela passagem…


Autor: Mateus Lopes Jardim Revisor: Bczeulli  CQ: Gabriel Lucas


PRÓXIMO CAPÍTULO

Fontes
Cores