ALDI – Capítulo 13 – Batalha na ponte arco-íris (1)


Xia tinha pulado da torre e estava caindo. As outras quatro pessoas estavam logo abaixo dela em queda livre. Ela não sabia o que esperar, tinha pulado e essa altura a mataria se ela acertasse no chão.

Mas Yago e os outros estavam calmos, então era de se esperar que fizessem algo em vez de simplesmente pularem para morte. Sobre esse pensamento ela viu Mylle que foi a primeira a pular pegar algo de uma pequena bolsa que ela carregava e jogar em direção ao chão.

— Venha Usarin! — Mylle gritou depois de jogar um pequeno objeto.

Xia olhava o pequeno objeto que começou a expandir rapidamente. Ele crescia, crescia e crescia. Até ela poder ver o que era aquele objeto.

“… Um urso de pelúcia?!”

O urso de pelúcia estava a cada segundo aumentando seu tamanho e se aproximava do chão. Com cinco metros de altura ele foi o primeiro a cair no chão com sua barriga para cima, logo depois foi a vez de Mylle que caiu em sua barriga amortecendo a queda, seguida por Owen e Gooruma.

Eles logo saíram da barriga do urso, ficaram na ponte esperando a chegada de Yago e Xia que aterrissaram e saíram da barriga do urso. Mylle esperou os dois saírem. Balançou sua mão para o urso que diminuira seu tamanho para três metros e, se levantou ficando ao lado dela.

Os cinco estavam parados no meio da ponte e a ambulância vinha em suas direções. A ambulância chegando perto deles começou a diminuir a velocidade e parou a trinta metros deles. As duas portas da frente se abriram e um casal saiu de dentro. Aqueles eram Susan e Henry que olhavam para os cinco no meio da ponte, e andaram para a frente da ambulância.

— Olha amor! Aquela criança junto com eles não é linda? — Susan foi a primeira a quebrar o silêncio, seus olhos brilharam ao olhar para Mylle.

— Sim ela é, mas…

— Será que a nossa vai ser bonita igual a ela? —  Susan só ouviu o começo da resposta de Henry e continuou falando depois de interromper ele.— Espero que não puxe a sua família.

— Você vai começar isso agora?

—  O que posso fazer? Você sabe que sua família é bem estranha.

Henry suspirou com o comentário de Susan.

—  Que tal falarmos sobre isso depois?

—  Ok. Ok. Mas isso não muda nada… E então, o que faremos sobre eles? —  Susan voltou ao normal, para sua expressão aparentemente tranquila.

—  Nós só precisamos do portador.

—  Ok!

Susan fez um leve movimento com suas mãos e quatro agulhas que estavam guardadas na manga do seu casaco deslizaram para sua mão direita. Aqueles olhos que mostrou várias expressões agora tinha um brilho com intenção assassina e um leve sorriso estava em seus lábios.

O grupo de Xia ficou em silêncio, enquanto observava os dois conversando tranquilamente em frente a eles.

Xia achou estranho que os dois nem se importaram com eles. A atitude deles mostrava que não os viam como inimigos que valessem a pena. E como o homem falou, eles apenas queriam ela.

—  Oi! —  Henry se virou para o grupo e começou a falar. —  Qual de vocês é o portador?

As palavras de Henry pegou Xia desprevenida, mesmo depois de ele na conversa mostrar seu interesse no portador ela não achou que ia apenas perguntar quem era.

—  Se vocês estão procurando o portador, então que tal libertarem o meu amigo que está dentro da ambulância? —  Yago respondeu ao Henry sem mudar sua expressão calma de sempre.

— Se vocês querem ele podem pegá-lo. Eu só vim conversar com o portador.

— O que você quer com ele? Eu nunca o encontrei antes.

— Como eu disse eu só quero conversar.

Gooruma deu um passo e ficou na frente de Yago para protegê-lo. Yago olhou para Xia que estava tensa, e lhe deu instruções falando baixo para que Henry e Susan não ouvissem.

— Xia, quando eu der o sinal você deve correr o mais rápido que puder para a ambulância. Eu vou estar atrás de você e se lembre que não podemos deixar Kishito despertar.

— O-ok!

“Kishito não podia despertar.”

Ainda se lembrava o que o Senhor Hayama tinha lhe contado. O pássaro de fogo era uma existência muito poderosa e já trouxera calamidade no mundo muitas vezes. Porém, todo esse poder poderia ser contido pelo portador antes de despertar, e atualmente essa era a missão dela.

Ela tinha que selar o pássaro de fogo no corpo deKishito. Se ela falhasse o pássaro iria consumir o corpo de Kishito tornando-o combustível, e destruiria tudo em seu caminho até desaparecer depois que seu poder acabasse.

Foi por isso que o Senhor Hayama veio com eles, se o pássaro despertasse seria ele quem o eliminaria, antes que ele causasse muita destruição.

“Nos disseram que eram quatro pessoas, mas só tem dois na nossa frente. Isso quer dizer que os outros dois estão na parte de trás da ambulância ou nos observando de longe.”

Analisando as informações que tinha ela olhou para Yago como se esperasse uma confirmação sobre o que pensava. Ele deu-lhe um sorriso e balançou a cabeça em afirmação como se soubesse o que ela tinha pensado.

Um breve silêncio ocorreu depois que Yago falou com ela.

Henry encarou Gooruma e depois falou:

— Não precisávamos terminar  assim. Vamos Susan nós vamos ter que achar o portador.

— Isso vai ser divertido! Não me decepcionem!

Susan gritou para o grupo, enquanto corria até eles. A distância entre eles diminuiu rapidamente, e Gooruma correu para detê-la. A distância entre os dois caiu para menos de dez metros, na medida em que posicionou seu pé esquerdo na frente do seu corpo e parou sua mão esquerda foi a frente de seu corpo para se defender, enquanto na direita o ar começou a se distorcer.

— Palma de Vento!

O primeiro a atacar foi Gooruma que empurrou sua mão direita para frente com a palma virada para Susan. Ela olhou a distorção que o ar comprimido causava e que vinha em sua direção, ela esquivou-se passando pelo lado de Gooruma. Com a visão livre ela começou a atirar suas agulhas na direção da Mylle que olhava a movimentação deles.

As agulhas iam em direção a Mylle que continuou parada. Aquela era uma batalha da qual eles estavam com menos pessoas que o inimigo e por isso Susan estava querendo diminuir o número de inimigos o quanto antes.

Enquanto estava conversando com Henry ela analisava os inimigos à sua frente. Ela percebeu que as duas garotas eram visivelmente as mais fracas do grupo, então agiu para eliminá-las primeiro. Com um leve balanço de sua mão esquerda mais quatro agulhas deslizaram e agora ela mirava no seu alvo principal.

Desde o começo ela queria primeiro acertar Xia. Suas mãos começaram a se mover para atirar as agulhas, mas uma leve brisa passou por ela que a fez parar seu ataque e usar seus braços para se defender.

Pow.

O barulho do impacto foi escutado por todos na ponte quando o chute de Gooruma se chocou com a defesa de Susan e ela foi empurrada para trás alguns metros  antes de parar.

Gooruma tinha um corpo grande, no entanto sua velocidade não era lenta, após Susan esquivar da sua Palma de Vento ele pulou para trás e girou seu corpo para acertar um chute giratório nela. Aquele era um golpe simples e sem nome, mas pelo tamanho do seu corpo e o poder do vento que ele treinava o transformou num golpe muito forte.

— Não será assim tão fácil. — Gooruma comentou.

Susan foi pega de surpresa pela velocidade odo Gooruma que a impediu de atacar Xia. Seu olhar saiu de Gooruma e foi para Mylle que ainda estava do mesmo jeito, entretanto na sua frente estava o urso de pelúcia que se moveu para receber as agulhas as quais estavam presas na barriga dele. Ela voltou seu olhar para Gooruma na sua frente e movimentou seus dois braços onde quatro agulhas apareceram em cada mão.

— Sim. Isso vai ser divertido. — Susan abriu um grande sorriso.

— Usarin acabe com ela.

Mylle apontou para Susan, assim Usarin começou a correr em direção a ela. Correndo desengonçado ele avançava rapidamente, e pulou indo em direção a Susan ao passo em que tentava socá-la. Susan apenas deu um pulo para trás e escapou do soco do urso, mas em seguida o vento mudou.

— Palma de Vento!

Girando seu corpo no alto Susan conseguiu escapar do ataque e lançou quatro agulhas nele, mas o urso entrou na frente.

— Merda, eu primeiro preciso me livrar desse urso. — Susan murmurou.

Usarin ficou ao lado de Gooruma e os dois ficaram em uma posição de batalha. De costas um para o outro a mão direita do Usarin e a esquerda do Gooruma foram a frente, suas pernas se afastaram e seus joelhos se dobraram levemente, a mão esquerda do Usarin e a direita do Gooruma estavam perto de suas respectivas cinturas.

Susan olhava os dois preparados para lutar e seu grande sorriso diminuiu um pouco, quando uma de suas sobrancelhas se levantou.

“Esses dois… vão usar Karatê??”


Autor: Kanino   |   Revisora: Ana Paula



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